27 de abril de 2013

Dicas da AUSTRÁLIA (VIII) - Sydney: Centro e Jardim Botânico


O Centro de Sydney visto a partir do Jardim Botânico.
Muita gente viaja para grandes metrópoles tão focada em ver os grandes pontos turísticos ou as principais atrações (landmarks) que simplesmente passa batido por algumas outras atrações que, embora possam ser consideradas de “menor relevância”, servem justamente para nos mostrar como vivem seus habitantes.
Creio que este seja justamente o caso do centro de Sydney. Ainda que qualquer concorrência com a belíssima Baía de Sydney; o Ópera; a Harbour Brigde; com as praias e etc, possa parecer até mesmo injusta, recomendo que, se você tiver um tempo sobrando, dê uma volta pelo centro da cidade.
Pássaros diferentes pelas ruas de Sydney.
Uma típica rua do centro de Sydney.
Às vezes eles fazem uma mistureba de estilos.
Mas tem muita construção bonita pelo centro de Sydney, também conhecido como Distrito Financeiro.
Um típico prédio na área central de Sydney.
Tem muita coisa interessante para ver por ali num simples passeio a pé de no máximo meio período. Para tanto, sugiro o roteiro abaixo:


Ver Cumbicão - Austrália num mapa maior

O nosso ponto de partida é a Sydney Town Hall (prefeitura). Trata-se de um belo prédio histórico que foi construído sobre um antigo cemitério. É possível visitar seu interior nos dias de semana das 8h30 às 18h00 – fica na 483 George Street.
A Prefeitura de Sydney.
Bem ao lado da prefeitura fica a St. Andrew´s Cathedral, que é a igreja mais antiga do país. Sua pedra fundamental foi lançada em 1819. No seu interior, destaque para uma versão da bíblia datada de 1539 e rosários feitos com sementes de oliveiras de Jerusalém. Fica na George St. com Bathurst e está aberta durante a semana das 7h30 às 18h00 e finais de semana das 9h30 às 16h00.
St. Andrew's Cathedral.
A poucos metros dali vocês encontrarão um dos prédios mais belos da cidade, o Queen Victoria Building ou QVB para os locais.
Fachada do QVB.
Olha a Rainha Vitória ai!
E seu querido Islay.
Em estilo vitoriano, ele foi construído em 1810 e estava em processo de renovação da fachada. Sugiro que vocês não se limitem a apreciá-lo de fora, pois no seu interior funciona um pequeno, porém charmoso shopping. Destaque para os dois relógios pendentes no teto, para os belíssimos mosaicos no chão, e para a carta da Rainha emoldurada na parede.
Um dos belos relógios do QVB.
Este é bem mais bacana, ele meio que conta a história da Austrália.
Pequenos bonecos puxam os sinos. Pena que não ouvimos.
Tem até um típico navio inglês, talvez do Capitão Cook, circundando o relógio.
Reza a lenda que após a Segunda Guerra Mundial as lojas fecharam e ele quase foi demolido. Ainda bem que mudaram de idéia, o lugar é muito bonito, em todos os detalhes.
O charmoso elevador do QVB.
Vitrais.
E mosaicos.
Pequenos cafés. 
As lojas são pequenas, como esta de arte aborígene.
Reparem no brilho do piso.
Uma belíssima escada caracol.
O lugar é tão bonito que noivos vão lá para tirar fotos.
Na entrada principal vocês encontrarão além da estátua da Rainha Victoria, uma pequena fonte com uma estátua de um cão. Este pequeno cão era Islay o cachorro preferido da rainha. Morto em 26 de abril de 1844, ele foi enterrado no Castelo de Windsor, mas em 1987 resolveram homenageá-lo com esta fonte onde as pessoas são convidadas a depositar as suas moedas em prol do Instituto Real das Crianças Surdas e Cegas.
O QVB fica na 455 George Street, Sydney e funciona diariamente das 9h00 às 17h00.
Para quem busca belas vistas de Sydney, sugiro um passeio à Sydney Tower outro importante landmark da cidade situado a poucos metros do QVB.
Sydney Tower vista a partir da Pitt Street.
Construída entre 1972 e 1974, é a torre mais alta do Hemisfério Sul com 250 metros (309m se contarmos a antena) e oferece uma bela vista panorâmica de 360 graus no observatório. Se você quiser algo mais radical, pagando-se um pouco mais, há a possibilidade de andar pelo lado de fora, a 268m de altura por 45 minutos.
Para equilibrar esta enorme estrutura, os engenheiros bolaram um interessante sistema de contra-peso: no seu topo, acima dos seus quatro andares, uma caixa d´ água com 162 mil litros serve para balancear a torre.
Seus elevadores, que transportam 2.000 pessoas por hora, levam apenas 40 segundos para percorrer os 76 andares até o observatório.
Vista a partir do Hyde Park.
Sydney Tower.
A torre, que pode ser vista de qualquer lugar da cidade, fica na Market Street na esquina com a Pitt Street. Abre diariamente das 9h00 às 22h30 e os ingressos custam AUD 26 no balcão e AUD 18,20 se comprados com antecedência on-line. Novamente vale atentar à opção de comprar um combo que dá direito a outras atrações da cidade.
Não, ainda não estamos em Londres... Bem menor que seu homônimo situado na terra da rainha, o Hyde Park de Sydney é um parque de tamanho médio (16 hectares de área).
Embora muito menor que o original de London, é muito bacana ter uma bela área verde no meio de cidade.
Hyde Park.
Como está cravado no centro financeiro da cidade, é muito popular entre os trabalhadores locais, para relaxar na hora do almoço.
Dentro, vale conferir o Anzac Memorial, um memorial aos soldados australianos e neo-zelandeses que lutaram nas duas Guerras Mundiais.
Lá, além do memorial há uma pequena, porém interessante exposição com objetos relacionados às guerras das quais a aliança ANZAC participou, indo da Primeira Guerra Mundial às intervenções no Afeganistão e Iraque.
ANZAC Memorial.
O interior do memorial.
Uma escultura em homenagem ao soldado desconhecido no térreo.
No teto, pequenas estrelas de ouro representam os soldados da ANZAC que lutaram na Primeira Guerra Mundial.
Numa pequena exposição no ANZAC, tem até mesmo um baralho usado pelos soldados nas recentes operações no Iraque.
Se você gosta de parques, sugiro uma visita ao Centennial Park. Embora fique um pouco mais distante do centro, mais precisamente no bairro de Paddington, dizem que este parque fundado em 1888 é muito interessante, pois além de ter alguns animais soltos, tem excelentes instalações de lazer.
Justamente ao lado do Hyde Park, na St Mary's Road, vocês encontrarão a Catedral de St. Mary’s.
Catedral de St. Mary`s
A maior igreja católica de Sydney.
Infelizmente não pudemos ver o seu interior por conta de um funeral que estava ocorrendo.
Trata-se da igreja católica mais importante de Sydney. Sua primeira edificação começou a ser feita em 1821, mas um incêndio destruiu tudo em 1865.
O prédio atual, em estilo gótico, data de 1928 e tem 107m de comprimento, 24,3m de largura e 22,5m de pé-direito.
Subindo pela Macquarie Street, na paralela King Street, na altura do n. 173, vocês encontrarão outra importante igreja da cidade, a St James King Street. Construída em 1824, é a igreja anglicana mais conhecida de Sydney.
Fachada da St. James King Street.
Belos vitrais na St. James King Street.
O interior é razoavelmente diferente de uma igreja católica.
Voltando para a Macquarie Street, passe pela Parliament House, um edifício construído em 1816 que foi utilizado a partir de 1829 como casa legislativa da colônia.
Parlamento de NSW.
Em funcionamento até os dias de hoje, porém como a sede do parlamento do Estado de New South Wales, é a casa legislativa mais antiga do mundo ainda em uso. 
É possível visitar o interior da Parliament House de segunda-feira à quinta-feira das 9h00 às 17h00, e o acesso é gratuito.
         Aliás, vale passear pela Macquarie Street, e conferir a variedade de prédios históricos existentes ali.
Sydney Barracks Museum
São vários os prédios históricos na Macquarie St.
O histórico hospital de Sydney.
A estátua do Porcellino diante do hospital. Dizem que esfregar o focinho dele dá sorte.
Na dúvida, faça um cafuné no javali...
Interior da Igreja Presbiteriana St. Stephen's. também na Macquarie St. 
Biblioteca de Sydney.
Sugiro terminar o seu passeio pelo centro de Sydney se refazendo sob a sombra das árvores do Royal Botanic Gardens.
Confesso que não sou lá muito ligado neste tipo de lugar, mas o jardim botânico de Sydney realmente me surpreendeu. Não só por ter a melhor vista do skyline da cidade, mas também por ser um lugar realmente agradável para passear.





Criado em 1816, tem jardins com árvores e plantas australianas e de outros países. Outra coisa interessante são os morcegos (ou flying fox para os locais) que voam pelo local como se fosse simples passarinhos.
Não, aquele ali abrindo as asas não é o Batman não...
Parecem frutos pendurados. Mas sem medo... são herbívoros.
Este sim, mais bonitinho.
Vale a pena caminhar até a Cadeira de Mrs. Macquaries, um banco de pedra feito para que a esposa do governador local nos primórdios de Sydney pudesse sentar para apreciar a vista da baía; e a Government House.
Hora de descansar na Cadeira da Mrs. Macquaries.
Vista a partir da Cadeira da Mrs. Macquaries, uma das mais típicas da cidade.
Dia de semana e perto do horário de almoço. Havia um monte de gente correndo pelo Jardim Botânico. Assim dá até vontade de se exercitar - ai meu cotovelo doendo!!!
Com entradas tanto pelo lado da Ópera quanto pela Mrs. Macquaries Road, está aberto todos os dias das 7h00 até o entardecer.
Embora estejam fora do centro de Sydney, se você tiver um tempo sobrando, sugiro conferir algumas outras atrações, como por exemplo a Universidade de Sydney. Fundada em 1850, é a universidade mais antiga da Austrália e conta com mais de 43mil estudantes e vários edifícios antigos de pedra em estilo neogótico – fica na City Road, University of Sydney NSW 2006 (próximo ao Victoria Park).
Dois bairros de Sydney também merecem destaque. O primeiro deles, Paddington, está situado a 3 km a leste do centro de Sydney e tem uma grande variedade de casas vitorianas e um interessante mercado aos sábados. Uns 3km ao sul, vocês encontrarão Newtown, outro charmoso bairro suja rua principal, King Street, tem lojas e restaurantes étnicos, principalmente tailandeses.
Por fim, para quem quiser conhecer o Parque Olímpico de Sydney – não tivemos tempo - , ele fica a 20 km a oeste do centro, nos subúrbios de Homebush Bay e suas instalações continuam em uso, principalmente o ANZ Stadium com jogos de Rugbi. Para chegar lá, segundo as informações do site oficial, basta pegar o trem e descer na Olimpic Park Train Station (“Each weekday morning, there are four direct trains from Central Station which take about 20 minutes”).
Deixo ainda duas dicas de passeios fora da cidade que infelizmente não tivemos tempo suficiente para fazer... Ficam para a próxima.
A primeira delas é Hunter Valley. Situada 1h30 de Sydney, é uma das principais regiões vinícolas do país, onde as vinícolas oferecem degustações variadas. Como a legislação australiana é muito rígida com direção e álcool (e a mão de direção é trocada), a melhor opção é mesmo ir com alguma excursão. Dentre as vinícolas, podem ser citadas algumas: Tempus Two Cellar Door; McGuigan Wines; Lindemans. Os preços giram em AUD 100 com tudo incluso.
Outra excelente opção é o parque natural de Blue Mountains, o mais importantes da Austrália. Além das diversas trilhas, existe um passeio de bonde-teleférico, e um funicular. A atração mais famosa é a formação rochosa conhecida como três irmãs – três pilares de rocha de tamanhos diferentes e alinhados à beira de um penhasco.
Uma opção para chegar lá por conta é pelo Blue Mountains ExplorerLink, que parte de várias estações, dentre elas da Central. Outra opção é contratar um tour.
No próximo post vamos fazer algo tipicamente australiano, conhecer algumas praias de Sydney e Manly.

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2 comentários :

  1. Fala Diogo!! Excelente seus comentários.
    Encontrei você no google .. procurando dicas sobre a Austrália porque vou em Junho.
    Estão sendo muito valiosos seus posts hehehe funcionais e descritivos na medida. Valeu!
    Sigo acompanhando!!! Abraços

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  2. Felipe, obrigado!
    Como você está ainda para ir, se puder, adicione a NZ (tenho algumas dicas a respeito) e a Barreira de Corais (espero postar nos próximos dias).
    Abraço.

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