2 de dezembro de 2013

Dicas da Tailândia (V) - Bangkok: de templo em templo


Praticamente um "tour budista" por Bangkok.
Olhando as fotos após a viagem, fiquei com a impressão que passei boa parte do tempo disponível em Bangkok visitando templos. Tanto que quando saímos para a China (nosso próximo destino), combinamos de não visitar nenhum templo.
Não que visitar os templos não seja bacana, muito pelo contrário. Para mim, esta era uma das coisas que eu mais queria ver na cidade. Acontece que, por mais interessante que eles sejam, depois que você visita uns três ou quatro, eles irão lhe parecer muito semelhantes. E você pode se desinteressar...
Epa, perai.... Não fecha a janela não!
Não estou de forma alguma incentivando o leitor a descartar este post!
Além de mostrar um pouco a respeito dos templos de Bangkok, gostaria de deixar a dica para que vocês não cometam o pecado de passar os dias em Bangkok pingando de templo em templo e esqueçam o resto da cidade. Li relato de muita gente que caiu nessa.
Como pretendo mostrar mais à diante, caminhem pela cidade, explorem os mercados e vielas à sua frente. Tenho certeza que vocês verão uma cidade além daquela apresentada pelos guias de viagem.
Enfim, após notar este “pecado” cometido por alguns viajantes, tentei na medida do possível enxugar um pouco a lista de templos, visitando apenas os mais importantes ou aqueles que mais me agradaram nas pesquisas pré-viagem.
Tenham a certeza de que muitos foram descartados.
Mas vamos lá.
Construído no século XVII, o Wat Arun (Temple of Dawn) é um dos templos mais famosos de Bangkok.
Wat Arun.
The Giant Swing temple.
Detalhe do típico telhado.
Definitivamente, não é um brinquedo de criança.
Eles também têm a tradição de colar folhas de ouro (?) nas imagens de Buda.
A enorme imagem de Buda.
E paredes ricamente decoradas.
Imagem de Buda de tudo quanto é estilo.
Até nas calçadas.
Tinha até estátuas de monges.
Como esta surreal. No melhor estilo Madame Tussauds.
Wat Traimit.
Aqui sim, tudo que reluz é ouro!
A entrada e começo do caminho pela vegetação. O frescor ajudou bastante a aguentar a subida no calor.
Pena que dura pouco...
No templo, há uma área interna.
E outra externa de onde se têm uma boa vista panorâmica da cidade.
Curiosas imagens de animais lado a lado com Buda. Ví algumas pessoas deixando doações ali.

Embora ele vá ficar fechado para restauro até, no mínimo, 2016, aproveito a oportunidade para deixar aqui as dicas e informações para serem usadas assim que ele reabrir.
A sua curiosa fachada, que pode ser escalada para uma bela vista da região, é toda decorada com fragmentos de porcelana, com formatos e cores variadas. Dizem que estas peças de porcelana foram utilizadas como lastro dos barcos que faziam a rota China-Tailândia – bela destinação para entulho.
Este templo budista é uma representação do que seria o Mount Meru, considerado o centro do mundo segundo a crença budista. E embaixo da imagem de Buda ali existente estão as cinzas do Rei Rama II.
Dizem que a melhor vista do templo é a partir do lado leste do rio Chao Phraya durante o nascer do Sol, daí o fato dele ser conhecido como Temple of Dawn.
Aproveite a sua visita para receber algo único: a benção de um monge budista. Aliás um detalhe muito importante, jamais, nunca, “jamé” toque num monge, nem que seja para dar-lhe a mão, é uma falta de respeito tremenda segundo a tradição local.
Ele fica às margens do rio Chao Phraya, e segundo o site oficial a melhor forma de chegar lá é a seguinte: “this temple can be reached either by Arun Amarin Road or by boat from Tha Tien Pier, near Wat Pho. The Tha Tien express boat pier, at the southwest corner of the Grand Palace or Wat Phra Kaew, is diagonally opposite Wat Arun and boats ply at very frequent intervals. You can get to Tha Tien on the Chao Phraya River Express boats from any other pier, or take a taxi to it. Buses that go near Tha Tien are ordinary buses 1, 25, 44, 47, 62 and 91 that stop on Maharat road. Plenty of Thonburi canal tours also take tourists to visit this artistic piece of architecture”.
Funciona diariamente das 8h30 às 17h30 e a entrada custa 30 baht.
Ainda que a maioria de nós espere um pouco de paz e tranquilidade num templo budista. Isto nem sempre é possível, como já dissemos no post do Grand Palace.
A grande quantidade de turistas, e o consequente burburinho, pode lhe dar a falsa impressão de estar em qualquer lugar, menos num templo.
Talvez por isto mesmo é que gostamos tanto do Wat Suthatthep Wararam Ratchaworamahawihan and the Giant Swing. O único que estava vazio, e onde pudemos curtir um pouco do clima.
É... o nome definitivamente não ajuda!

Mais fácil utilizar o seu “apelido” Giant Swing Temple (Templo do Grande Balanço). Este nome vem do fato de que diante dele há um enorme balanço, cuja história é até mesmo mais interessante que a do templo.
Segundo contam estrutura que se vê hoje, que mais parece um tori japonês, é uma réplica do original que precisou ser trocado em razão do seu péssimo estado de conservação. O balanço servia para a o Swinging Festival, quando quatro “malucos” literalmente se balançavam nele.
O fato é que foram tantos os acidentes (alguns fatais), que as autoridades resolveram proibir a prática. Com 30m de altura, certamente não era brincadeira de criança.
Mas voltando ao templo, ele foi construído em 1807 pelo Rei Rama I - e terminado apenas em 1847 pelo Rei Rama III e é um dos mais belos e tranquilos da cidade, sem aquele tumulto decorrente da horda de turistas, como mostra a segunda parte do vídeo abaixo. O bacana é que chegamos justamente no momento das orações.


Ali também aprendemos algo curioso. Notamos que algumas das estátuas de Buda que ladeiam o pátio do templo estavam ornamentadas e pintadas de dourado, enquanto que outras eram escuras, sem qualquer tipo de acabamento ou enfeite. Outras, estavam sendo reformadas.
Depois de ver isto em outros lugares e sem entender o motivo, perguntamos para uma senhora que nos contou o seguinte: as imagens que estão bem cuidadas, foram compradas por famílias para que as cinzas de seus membros sejam colocadas na base; enquanto que as demais estão em processo de aquisição por assim dizer.



Pois é, aquela enorme quantidade de belas imagens, são em alguns casos, ornamentos das urnas funerárias situadas nas suas bases, e não simples representações de Buda. Para identificar, basta olhar se tem alguma placa com o nome da família ou coisa do tipo.
Outra coisa interessante é que os incensos devem sempre ser acesos pelos fiéis em número de três. Um para Buda, outro para o monge, e outro para ti.

Dentro do templo, uma enorme imagem de Buda com 8m de altura, feita de bronze, sob a qual estão as cinzas do Rei Rama VIII.
Ele fica na Watrachabopit, 10200; está aberto todos os dias das 9h00 às 16h00; e o ingresso custa 20 baht.
É como eu sempre digo, tem coisas que só quem explora o destino por conta encontra... Nos arredores do templo, topamos com uma rua (infelizmente não lembro o nome!) com várias lojas de artigos religiosos.
Outro templo interessante é o Wat Traimit, cuja principal atração é justamente o Buda de ouro.
Sim, vocês leram certo! No templo localizado no alto de uma escadaria, há uma imagem de Buda com 3m de altura e aproximadamente 5 toneladas de puro ouro. Dizem ser a maior estátua sólida deste tipo existente.

O templo fica na 661 Charoen Krung Road, Talad Noi, Samphanthawong; funciona diariamente das 8h00 às 17h00 e o ingresso custa 20 baht.
Ainda que como templo ele deixe a desejar, se comparado aos demais, o Wat Saket Ratchaworamahawihan (The Golden Mount) vale pela visita.
Ele ocupa integralmente o topo de uma colina coberta em boa parte por vegetação nativa.

Da mesma forma que esta característica singular confere certo charme ao templo, também dificulta a sua visitação. Para quem não está acostumado, a subida íngreme é um empecilho considerável.
Uma vez lá em cima, tem-se a certeza de que o passeio mais vale pelo mirante com sua vista privilegiada do que pelo templo em si.

Onde fica? Wat Srakesa,  Baanbaht, Pomprab, 10100; funciona diariamente das 8h00 às 17h00; e o ingresso custa 10 baht.
Nós nos contentamos com estes templos (fora os imperdíveis Wat Pho e Wat Phra Kaew), mas para quem quiser aumentar a “overdose”, ainda tem o Wat Yannawa (um curioso templo em formato de barco); o Wat Benchamabophit (um belo templo de mármore que já serviu inclusive de PitStop na 9ª temporada do The Amazing Race); o Sri Maha Mariamman (para quem quiser saber como é um templo hindu); e o Wat Ratchanatda (ou Loha Prasat - palácio de bronze).
Enfim, templo é o que não falta. Mas, com o perdão do trocadilho, o que pode faltar é tempo mesmo!

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