30 de novembro de 2014

Dicas do Chile - O que fazer num final de semana em Santiago.

Uma rápida, mas bem aproveitada escapada para Santiago.
Uma das várias coisas que eu invejo nos europeus é a possibilidade que eles têm de ir de um país para o outro em algumas horas de carro ou trem, de avião então... Algo que seria mais que perfeito para quem gosta de viajar.


Já imaginou passar um feriadão prolongado na Grécia ou simplesmente pegar um trem e em poucas horas estar sentado num beer garden de Munique?

Morar num país de proporções continentais tem estas desvantagens. E por conta da distância, muitos de nós nem cogita passar um feriado prolongado num outro país, como nos nossos vizinhos Argentina e Uruguai, ou ainda no Chile.

Eu sei que alguns podem até estar pensando que isto é coisa para quem tem árvore de dinheiro em casa e coisa e tal. Mas não é preciso ser um gênio da matemática para notar que um feriadão no Nordeste ou em alguma pousada de praia pode custar bem mais que a escapada rápida para uma cidade sul americana.

Se você souber aproveitar as promoções ou pegar bilhetes com milhas (em média 20mil pontos o trecho) então...

Claro que para isto caber num “orçamento de feriadão” você terá que abrir mão de alguns itens como hotéis chiques, restaurantes descolados e pegar leve nas compras.
Em quatro dias dá para conhecer bem a capital chilena.
Santiago é uma cidade moderna.
Mas que não deixou de lado sua história e cuida muito bem de seu patrimônio arquitetônico e cultural.
Mas peraí! Dá para conhecer um país num feriado de 4 dias? Bem, vamos colocar as coisas nos seus devidos lugares. Com esta quantidade de dias, se bem aproveitados, você irá sim conhecer relativamente bem uma cidade mais importante – o país é outra coisa.

Como nem tudo é perfeito. Monte seu roteiro ciente da limitação, veja aquilo que há de mais importante e seja feliz.

Depois de termos nos aventurado no Uruguai neste mesmo esquema, a gente resolveu testar passar um feriadão em Santiago, a capital e mais importante cidade do Chile.

O Chile é um dos países da América do Sul que mais admiro, já em 2004 quando da minha primeira visita, fiquei bastante impressionado.

Sua capital, Santiago, tem pouco mais de 5 milhões de habitantes e é uma das mais belas e organizadas cidades da América Latina, refletindo os resultados de um desenvolvimento econômico e social alcançado nos últimos anos.

Ocupando a 41ª posição no ranking IDH, é um dos países do continente com melhores condições socioeconômicas. Alguém ai já ouviu falar de crise no Chile? Eles são mais espertos os governos dos demais país sul americanos que se amarram em blocos econômicos (falidos!) e acabam ficando proibidos de fazer outros bons acordos. Inteligentes, os chilenos fizeram acordos comerciais vantajosos com países asiáticos, da Austrália, EUA e outros. 

Ainda que exista sim alguma pobreza pelas ruas do país, a pobreza é bem menor que no Brasil, por exemplo. Educação então... 10 anos atrás o Chile já tinha um índice de analfabetos irrisório e um alto índice de universitários.
Num dos dias topamos com uma manifestação dos alunos por melhores salários aos professores. Coisas de Chile!
Enfim, o futuro já chegou lá faz um tempo.

Na minha primeira visita ao Chile, passamos praticamente 15 dias rodando por Santiago e pela região dos lagos, e ficamos com uma excelente impressão dos chilenos. Pelas ruas, todos mostraram-se muito receptivos, principalmente depois de saberem que éramos brasileño. Hoje, vimos claramente que esta simpatia só melhorou. Bastava a gente parar um segundo com o carrinho do Cumbiquinho numa escada do metrô que aparecia uma dúzia para ajudar.

Como chegar. Mesmo sem fazer fronteiras com o Brasil, o Chile fica praticamente aqui do lado. Partindo de São Paulo em voo direto, em pouco mais de 4 horas já se está em Santiago. Na volta este tempo sobe para um pouco mais de 4 horas.

Optamos por voar de TAM, e voltar de LAN – se bem que hoje elas são operacionalmente uma só empresa nos voos pela América do Sul.
Os voos para Santiago a partir de São Paulo são frequentes e demoram umas 4 horas.
Embora já tenha voado bastante de TAM em voos domésticos, nunca viajamos com ela em voos internacionais. Sempre achei o preço caro demais para aquilo que é oferecido.

E não é que as minhas expectativas se confirmaram? Particularmente achei os voos muito aquém daquilo que costumamos ver por ai. Serviço de bordo? Um simples lanche frio, exatamente como eles têm feito nos voos domésticos. Fora isto ficamos uma hora esperando na esteira de bagagem um carrinho de bebê que deveria ter sido entregue na porta do avião. #CadêPrioridade???

Mas voltando ao Chile...

Além de não exigir visto para turistas brasileiros, as autoridades chilenas aceitam que você viaje sem passaporte, bastando apresentar um documento de identidade. Um detalhe importante é que eles não aceitam outro documento que não o RG – não adianta apresentar OAB e outros do gênero. Mas e a CNH? Eu particularmente não arriscaria. Para maiores informações a respeito, visite o site do Departamento de Extranjería y Migración.

Apenas uma recomendação importante: ao chegar você recebe um formulário da PDI (Policia de Investigaciones de Chile) – o equivalente da polícia federal deles. Pode parecer um papelzinho qualquer, mas não é. Não o perca por nada. Guarde-o junto ao passaporte para ser entregue na saída.

Para quem mora no sul-sudeste brasileiro, o clima em Santiago pode ser razoavelmente familiar (talvez os cariocas achem frio demais). Mas as estações são como as nossas, com a ressalva de que o inverno é bem mais rigoroso. Basta notar que nos arredores de Santiago (regiões mais próximas à Cordilheira dos Andes) simplesmente neva. Já o verão é razoavelmente quente e com sol forte já que chove pouquíssimo.
Mas para ajudar a minimizar o ar seco, Santiago tem muitos como o Parque Bicentenário.
Com seus belos flamingos.
Árvores e flores estão por todos os lados.
Mês
Jan
Feb
Mar
Apr
May
Jun
Jul
Aug
Sep
Oct
Nov
Dec
Máxima
29.4
28.9
26.9
22.8
18.2
14.8
14.3
16.2
18.4
22.0
25.3
28.1
Mínima
11.8
11.1
9.4
6.9
4.9
3.3
2.5
3.4
5.2
7.2
9.0
10.9
Chuva
0.3
1.3
3.8
12.9
44.2
69.8
69.3
38.1
22.5
11.0
7.0
1.7
Umidade
57
60
65
71
80
84
84
81
78
71
63
58

O único senão é que o clima, principalmente no verão, tende a ser mais seco, o que incomoda algumas pessoas.

A questão quanto tempo, desta vez ficou resolvida, ou melhor, limitada pelo tempo que tínhamos, ou seja, os 4 dias do feriado. Particularmente, já conhecendo a cidade, entendo que foram suficientes. Já quem visita a cidade pela primeira vez pode achar corrido. Mas é o que eu sempre digo... depende do seu ritmo de viajem e interesses.

Onde ficar também não é problema, pois Santiago tem uma enorme quantidade hotéis, para todos os bolsos e gostos.

Nós, justamente pela questão de custo-praticidade, optamos por alugar um flat no centro da cidade. Desde que utilizamos este esquema em Miami, acabei virando fã.

Para quem gosta de ir ao supermercado e experimentar um pouco o modo de vida local, é uma excelente opção. Você não só reduz o custo da viagem com comida e hospedagem, como também tem a opção de passar alguns dias como um local.

Reservamos um flat da Ruma diretamente no Booking. Limpíssimo, charmoso, muito bem equipado e com tudo parecendo como novo, não tive dúvidas que fiz uma boa escolha.
Literalmente quarto.
Banheiro.
E cozinha. A sala é anexa à cozinha.
A localização é excelente para quem quer visitar os principais pontos turísticos da cidade, pois fica duas quadras da estação de metrô La Moneda.

Diante dele, um mercadinho da rede OK – tipo 7Eleven. E duas quadras dali um bom supermercado.

O único senão é que ele não comporta mais que dois adultos e uma criança, dormindo num sofá.

O preço foi simplesmente fantástico, com impostos e tudo, R$ 576,00 para entrada na quarta-feira e saída no domingo. Não falei que um feriado no Chile poderia custar menos que por aqui???

A moeda local é o peso chileno, cujo valor é de aproximadamente 1 peso = R$ 0,00423 ou R$ 1 = 236,26 pesos para a data deste post. Daí porque andando pelas ruas os números assustam, mas convertendo as coisas custam praticamente o mesmo que por aqui.

Embora seja muito fácil encontrar casas de câmbio em Santiago, prefiro sempre sacar direto da conta corrente algum dinheiro para as primeiras e menores despesas, e deixar o cartão de crédito para as despesas maiores. Claro que tudo isto está vinculado ao cenário (leia-se IOF!) da data deste post e está sujeito a mudanças. Faça suas contas!

Locomoção. Como pretendíamos ficar apenas em Santiago, e fazer um bate-e-volta, para Valparaíso e Viña del Mar, optamos por não alugar carro. Primeiro porque o trânsito de Santiago é tão complicado quanto de qualquer outra grande cidade; e segundo porque é possível acessar todas as atrações da cidade via metrô.

O metrô de Santiago conta com 5 linhas que bem espalhadas cobrem a maior parte da cidade, salvo a área de Las Condes e Vitacura para as quais é necessário usar táxi. Achei o sistema de ônibus, embora reformulado nos últimos anos, um pouco bagunçado.
O metrô é eficiente e razoavelmente limpo.
As linhas abrangem a maior parte das atrações.
O metrô de Santiago cobra um preço único por viagem, como no Brasil, mas a tarifa varia conforme o horário, com três faixas de preço:

Para quem desejar, existe um planificador de viaje que planeja rotas, horários e valor das tarifas on line.

Para utilizá-lo você precisa comprar um cartão que é recarregado. Algo semelhante ao Oyster londrino ou ao Bilhete Único de São Paulo. O valor pago pelo bilhete (salvo engano Ch$  1400 pesos) não é reembolsável.
As máquinas são fáceis de utilizar e quase nunca têm filas. Mas também existem guichês de atendimento.
Do aeroporto à cidade, e vice-versa, a melhor opção é utilizar táxi. A corrida sai na média entre Ch$ 17.262 / 23.016. Infelizmente, o excelente sistema de metrô que serve a cidade não vai até o aeroporto.
Táxi é relativamente barato.
Caminhar pela cidade também é uma excelente opção, pois ela é muito plana e tem vários calçadões. Confira ai o mapa com algumas das principais atrações marcadas.


Talvez até por ter indicadores sociais e econômicos bem favoráveis, no geral e se compararmos com a maioria das cidades brasileiras, o turista brasileiro sente-se relativamente seguro no Chile. Mas isto não quer dizer que você deva esquecer por completo aqueles pequenos cuidados com a segurança, como não andar com a carteira no bolso de trás e etc. Normalmente, bastam as precauções padrão.

Mas quais são as principais atrações para quem está passando um feriadão lá?

Para quem visita a cidade pela primeira vez, o que talvez chame mais a atenção é a imponência da Cordilheira dos Andes que circunda parte de Santiago, e que se o tempo ajudar, fica bem visível principalmente a partir dos pontos mais altos da cidade.
Vai por mim, sente na janela.
Meu local preferido para uma bela vista dos Andes é o Cerro San Cristóbal que fica situado no Parque Metropolitano de Santiago. A subida é feita num charmoso funicular que funciona às segundas das 13h às 20h, e terças à domingo das 10h às 20h e o bilhete nos dias de semana custa Ch$ 2.000 (ida e volta) e Ch$ 2.600 nos finais de semana.
O funicular.
A vista é fantástica.
O parque fica na Pío Nono 450, Recoleta, e a melhor forma de chegar lá é de metrô, via estação Baquedano, linhas 1-vermelha ou 5-verde.

Ali perto, na Constitución 30, mas com entrada também pela Pío Nono fica o Patio Bellavista, um conjunto de bares, lojas e restaurantes muito interessante. As lojas vendem principalmente artesanato (de muito bom gosto) e os restaurantes servem pratos típicos.

Embora o local pareça ser mais interessante durante a noite por conta dos bares, no horário do almoço também fica bem lotado. Para um típico pisco sour (equivalente à caipirinha local) e um delicioso cebiche, sugiro a Cebichería Constitución.
Pisco
E cebiche
As grandes pedidas na Cebicheria Constitución.
Não sei vocês, mas nós adoramos ver comidas diferentes. É verdade que nem sempre temos coragem de provar! Daí porque consideramos uma passada no Mercado Central algo essencial.

O mercado que foi construído em 1872, e remodelado em 1884 (o que explica a marcação na sua fachada), é um daqueles típicos mercadões frequentados não só por turistas, que acabam de concentrando nos restaurantes, mas também pela população local, o que lhe confere autenticidade.

Aproveite para andar pelas bancas e ver principalmente a grande quantidade de peixes e frutos do mar, dentre os quais o picoroco é o mais estranho.

Para quem não sabe o picoroco é um crustáceo marinho típico da costa chilena que vive em uma espécie de concha – daí porque alguns acham que é um molusco. Os chilenos o comem cozido num sopão de frutos do mar e até cru com limão, como se fosse uma ostra.
Centolha é como um grande carangueijo, como o King Crab.
Eis o Picoroco. Tô fora!
Tudo é tão fresco que chega a estar vivo.
Quem quiser pode comer lá no mercado mesmo. Eu particularmente não curti muito a experiência que tive em 2004 no restaurante mais famoso, o Donde Augusto. Fiquei com a impressão de que é um daqueles “pega turista”, sabe.

Hoje, procuraria algo mais simples e autêntico. Um daqueles lugares frequentado pelos locais. Coisas que só se aprende quebrando a cara.

Para chegar lá, utilize a estação Puente Cal Y Canto do metrô.

De lá, siga a pé mesmo para o ponto central e (na minha opinião) mais autêntico da cidade, a Plaza de Armas que numa comparação está para Santiago como a Praça da Sé está para São Paulo – sem as mazelas do centrão de Sampa, ok?
Uma pena que desta vez tanto a praça quanto a catedral estavam em reforma.
Olha ela ai em 2004.
É ponto obrigatório numa primeira viagem à Santiago, mas atualmente está num processo de restauro e coberta de tapumes.

Ali os destaques são o Museu Histórico Nacional que como o próprio nome diz conta toda a história do Chile, e a belíssima Catedral Metropolitana.

O Museu Histórico Nacional é o museu mais importante e interessante da capital chilena e abre de terça a domingo das 10h00 18h00 e o ingresso custa Ch$ 600.
Museu Histórico Natural.
Outro interessante museu na região da Plaza de Armas é o Museu de Arte Pré-Colombiana, que apresenta peças de arte deste período. Ele fica na Bandera 361, abre de terça a domingo das 10h00 18h00, e o ingresso custa Ch$3.500

A Catedral Metropolitana de Santiago é talvez o prédio histórico mais importante da cidade. Embora a estrutura atual tenha sido edificada entre 1748 e 1800, a primeira igreja ali existente foi fundada praticamente junto com a cidade de Santiago por Pedro de Valdivia em 12 de fevereiro de 1541.
Apesar do exterior da catedral ainda estar em reforma, o interior está lindo.
Vale muito a pena conferir!

Algo que pouca gente sabe é que na Plaza de Armas existe uma daquelas cápsulas do tempo. Não, não os chilenos não criaram a viagem no tempo. Estou falando de uma daquelas que as pessoas enterram com coisas do presente para que sejam abertas no futuro; para que as pessoas saibam como se vivia em uma determinada época.

Em 2010 o governo local enterrou ali uma destas com coisas típicas para ser aberta em 2110 quando será comemorado o tricentenário da independência do Chile.

De lá sugiro seguir a pé pelo Passeo Ahumada, um grande calçadão cheio de lojas que cruza o centro da cidade. Para quem conhece Buenos Aires, é algo semelhante à Calle Florida e arredores - eu prefiro o centro de Santiago.
Senhores jogando xadrez 
E os dois "cafés com pernas", o Haiti e Caribe (veja em detalhe a foto que vocês entenderão)
São tradicionais no Passeo.
Para um segundo dia, sugiro começar o passeio pelo Palacio de la Moneda, sede do governo Chileno.
Palácio de la Moneda.
A história conta que lá por volta de 1730 os colonos espanhóis estabelecidos em Santiago haviam solicitado à corte a permissão para cunhar moedas no Chile, mas para isto seria necessário construir um local apropriado para tanto, o que significaria gastos adicionais à coroa.

Mas os colonos, com o apoio de particulares, conseguiram erguer o edifício e convencer o rei da Espanha a conceder a autorização. Finalmente em 1743 eram cunhadas as primeiras moedas no palácio homônimo.

Embora muita gente acabe ficando muito focado na questão da troca da guarda que acontece dia sim dia não às 10hs, o palácio foi palco de uma das mais tristes histórias capítulo chileno da ditadura militar que assolou toda a América Latina na década de 70.

O palácio ficou famoso por ter sido bombardeado em 1973 pela tropa de Pinochet durante o golpe militar que culminou com o suicídio do presidente Salvador Allende cometido ali mesmo após um duro cerco dos militares. Reza a lenda que para tanto ele teria utilizado uma arma que fora presente de Fidel Castro.
O Palácio visto da Plaza de la Constitución.
Homenagem ao presidente Allende.
Nos arredores da Plaza de la Constitución, que fica diante do palácio, há uma estátua em homenagem a ele.

Se não estiver disposto a caminhar até lá pelos calçadões que o ligam a partir da Plaza de Armas, use o metrô na estação La Moneda.

Quem curte obras de arte deve conferir o Museu Nacional de Belas Artes que fica no Parque Forestal s/n. Casilla, funciona de terça a domingo das 10h00 18h30 e o ingresso custa Ch$ 600.

Uma área de Santiago que eu não conhecia e que resolvemos visitar desta vez foi a região da calle Lastarria. Por ali, muitos restaurantes interessantes e galerias de arte. De quinta à sábado, das 10h00 às 20h00, acontece uma feirinha de antiguidades.
Por ali tem uma pequena feira de antiguidades.
Lastarria.
Ainda na região central, vá conferir um dos edifícios mais bonitos de Santiago, a Biblioteca Nacional. Fundada em 1813, dizem que quando da sua fundação, o governo solicitou que as pessoas doassem seus livros para a formação do acervo. Se isto é verdade ou não, e o quanto isto eventualmente impactou não se sabe, mas hoje ela conta com quase um milhão de exemplares.

Ela fica na Av. Libertador Bernardo O'Higgins 651 e para chegar lá, a melhor forma é descer na estação Santa Lucía do metrô.

Aliás, por ali vale conferir o Cerro Santa Lucía, um outro mirante da cidade. Embora tenha, na minha opinião, uma vista mais modesta que o Cerro San Cristóbal, vale conferir principalmente pela arquitetura e fontes existentes ali.
Cerro Santa Lucía.
Depois de perambular pelas atrações de Santiago é hora de explorar os arredores, mais precisamente as cidades de Valparaíso e Viña del Mar.

São duas cidades absolutamente distintas, mas que os turistas costumam visitar num só bate-e-volta, pois elas ficam literalmente uma ao lado da outra, separadas entre si  por apenas 10km e ambas a uns 140km de Santiago.

Valparaíso é uma cidade portuária. Já sei... aposto que a maioria de vocês, se não fossem as fotos teriam pensado em uma daquelas cidades sujas e sem atrativos ao turista. Normal.
A cidade é conhecida por seus elevadores.
Sendo o mais conhecido o Concepcion.
De onde se têm belas vistas da cidade.
Valparaíso é conhecida também por suas construções cujas fachadas são cobertas por chapas de metal.
Outro símbolo da cidade são os ônibus. Para lá de antigos.
Porém Valparaíso tem um charme único. Claro que em boa parte por conta de suas famosas casas de madeira e painéis de metal que mais se parecem com restos de containers.

O principal ponto turístico é o Cerro Concepción, acessível pelo funicular (Ch$300 diariamente das 7h00 às 22h00), onde estão as mais pitorescas casas e uma incrível vista da cidade e do porto. Não perca!

Viña del Mar é o principal destino de praia dos santiaguinos.

Sugiro uma caminhada pela orla, e se quiser encarrar um mar gelado... boa sorte. O Pacífico sul é gelado mesmo no verão. As duas principais praias são Reñaca e Concón
O Cassino,
A praia.
E o Museu Fonck são três das principais atrações da cidade.
Na orla fica o famoso cassino da cidade, e por ali também está o relógio de flores.

Quer ver um moai – original é claro – de perto? No Museu de Viña del Mar ou Fonck Museu (4 Norte 784), mais precisamente no seu jardim de entrada há um trazido diretamente da ilha da Páscoa.

Para chegar lá, o esquema mais econômico é pegar um ônibus da TurBus ou da Pullman que partem a cada 15 minutos do Terminal Alameda (metrô Universidad Santiago, linha 1-vermelha) para Valparaíso

Para ir de uma para outra, basta pegar o Merval, um o metrô de superfície que percorre a orla até as 22h00 por Ch$240 - mas o valor varia conforme o horário.
Vá ao litoral nos confortáveis ônibus leito.
E use metrô entre as duas cidades. Moleza!
Aliás a nossa sugestão é ir de Santiago para Valparaíso de ônibus já com a passagem comprada de Viña del Mar para Santiago. Você pode já deixar fechado o horário da volta ou deixar aberto pagando um pouco mais caro.

Outro bate-e-volta que pode ser interessante para quem estiver visitando a cidade no inverno é uma ida às montanhas e às estações de ski nos arredores de Santiago, como Valle Nevado. Fora da temporada de neve, eu particularmente não arriscaria o passeio, já que a principal razão para você estar lá não se fará presente – a neve!

O Chile é famoso pela qualidade de seus vinhos, e um dos programas que muita gente que viaja para lá gosta de fazer é visitar uma vinícola, principalmente a mais famosa delas, a Concha y Toro. Como o nosso tempo era curto e não me considero tão fã de vinho para curtir um passeio destes, acabei deixando de lado. Mas deixo aqui o link para o excelente post do Matraqueando sobre como visitar a Concha Y Toro por conta.
Nem que seja do free shopping, não deixe de comprar alguns bons vinhos.
Mas e a noite em Santiago? Bom, quando estive lá pela primeira vez, o grande barato era a região da rua Suécia, no bairro de Providencia, com seus bares e casas noturnas. A região, acessível via metrô / estação Los Leones.

A rua Suécia continua interessante, mas nestes 10 anos que separam as duas visitas, muita coisa mudou, e hoje dois bairros dominam a noite de Santiago: Lastarria (arredores da rua José Victorino Lastarria – metrô Universidad Católica, linha 1-vermelha, ou Bellas Artes, linha 4-verde) e Bellavista.

Fora isto ainda existem excelentes restaurantes na região de Las Condes e Vitacura.

A nossa escolha foi o La Mar, um excelente restaurante peruano onde o carro chefe, como não poderia ser diferente, é o cebiche. O restaurante é lindo e o serviço muito bom. A comida é realmente algo que faz jus ao preço. Optamos por um cebiche misto para entrada e um risoto para cada, um de camarão e peixe e outro chamado risotto cachiche, com vinho tinto, queijo parmesão e carne. Sinceramente não lembro de ter comido um risoto tão bom!
La Mar Santiago.
Cebiche.
E um risoto delicioso.
Ele fica na Nueva Costanera 4076, Vitacura. E reserva é obrigatória!

Compras? Eu não diria que o Chile é um destino de compras, mas sempre há algo interessante, nem que seja um bom vinho ou algumas lembrancinhas.

Além das lojas do centro, principalmente no Passeo Ahumada e arredores, Santiago conta com vários shoppings, como o Costanera Center no bairro de Providencia, ou os shoppings do bairro Las Condes (os maiores da cidade) Parque Arauco e Alto Las Condes.
No Parque Arauco, aproveite as lojas de decoração.
E a loja Casa & Ideas com muitas coisas divertidas e para crianças.
E faça um pitstop na Emporio La Rosa, uma excelente sorveteria. Sim, o sorvete é servido assim mesmo!
Quem procura por artigos de decoração deve visitar o piso superior do Parque Arauco, pois além da Falabella, há uma série de lojas com muita, mas muita coisa interessante.

Para quem estiver procurando por artesanato e souvenires, sugiro uma visita ao Pueblito Los Dominicos, um pitoresco vilarejo com pequenas lojas de artesanato. Para chegar lá, use a linha 1- vermelha do metrô e desça na estação Los Dominicos. Abre de terça à domingo das 8h00 às 20h00.
Muito artesanato em lapis lazuli.
Quem estiver com um real apetite para compras pode aventurar-se no Buenaventura Premium. Pela lista de lojas achei bem interessante, mas não tenho informações sobre os preços.

O passeio foi breve, mas fiquei com a certeza que dá sim para conhecer ao menos um pedacinho do Chile num final de semana. Então anote ai os próximos feriados de 4 dias, aproveite uma boa promoção de passagem e... Chi-Chi-Chi-le-le-le viva Chile!!! Não resisti! 


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Um comentário :

  1. Obrigadaaaaaa!!
    Seu post foi hiper mega super útil para o meu planejamento!
    Gracias

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