26 de abril de 2015

Uma "visita" a um hospital no Hawaii: o dia em que precisamos do seguro viagem!


Seguro talvez seja a única coisa no mundo que você contrata não querendo usar.

É verdade! Basta ver que ninguém compra uma roupa não querendo usar. Ninguém vai a um restaurante não querendo comer. E por ai vai.


Sejamos francos, salvo os (muito) masoquistas, acho que ninguém adquire seguro pensando em usar. Todo mundo contrata como uma forma de se resguardar, afinal esta é a essência do seguro.

Se for um seguro viagem, ai sim que você espera não usar. A última coisa que você espera é ter um imprevisto desagradável durante uma viagem.

Isto para não dizer que a maioria das pessoas nem sequer cogita a contratação de um seguro viagem. Nem ao menos o chamado seguro de saúde para atendimento médico no exterior.

Sabe aquela coisa do “ah, comigo não vai acontecer”...

Mas e se algo acontecer? Quem vai pagar a conta???

Já pensou trazer de souvenir uma “continha” de hospital para pagar mais salgada que o Mar Morto? Além de você ficar lembrando o quanto aquele determinado evento prejudicou parte da sua viagem, vai ficar lembrando da bendita conta do hospital. Definitivamente não é legal.

Felizmente, faço parte da turma que sempre contrata seguro viagem. Mas sempre achei que não iria precisar... até a nossa viagem para o Hawaii.

Depois de passarmos alguns dias em Honolulu, sob aquela mistura pouco saudável de muito calor e ar condicionado congelante, eu e o Cumbiquinho passamos a apresentar uma tosse forte e persistente. Sabe aquela coisa de tossir sem parar até doer o peito?

E para piorar comecei a sentir muita tontura e um tremendo mal estar generalizado. Praticamente não parava em pé, encostava e dormia a qualquer hora.

Por mais que não goste de ir ao médico (e quem gosta?), eu mesmo já não me aguentava. E para o pequeno a situação é ainda mais delicada - não se pode bobear porque algo simples pode complicar de uma hora para outra.

Como se não bastasse, tínhamos que pegar um voo dali alguns dias. Nada pior do que colocar uma criança com forte resfriado, gripe, ou pior, dor de ouvido dentro de um avião (sabem aquelas crianças que choram o voo inteiro... então esta é uma das causas).

Quando vimos que o quadro não iria melhorar sem uma intervenção médica, passamos a mão no telefone e ligamos para central de atendimento da Travel Ace. Logo no primeiro contato, uma série de perguntas relacionadas ao estado de saúde. Fiquei impressionado com a gentileza e o preparo da atendente.

Após fornecermos todos os dados necessários e uma breve explicação do nosso quadro clínico, pediram para aguardar que retornariam o contato com as instruções para buscarmos atendimento.  Não mais que uns 15 minutos depois o telefone toca e somos encaminhados ao Kona Community Hospital, que era o hospital mais próximo.

Como nunca tinha utilizado seguro viagem nem tampouco ido a um hospital fora do Brasil, fiquei na dúvida quanto ao procedimento. Como seria o atendimento? O que estava incluso? Teríamos que pagar por algo?

Chegamos ao hospital já era noite e ao nos apresentarmos na recepção, a recepcionista já sabia de boa parte do caso, pois o pessoal da Travel Ace havia ligado para lá e adiantado algumas informações. Começou bem!

Passamos por uma rápida triagem para aferir temperatura, pressão sanguínea, peso e respondermos questões sobre alergias a medicamentos e etc. Preenchemos as fichas e assinamos um bolo de formulários para autorização dos procedimentos.

Logo em seguida (sala de espera que nada!), uma enfermeira pede para que a gente a acompanhe. Passamos por aquelas portas típicas de hospital e me vi num episódio de ER ou num filme americano qualquer.

Sabem aquelas divisórias com cortininhas que a gente vê nos filmes? Igualzinho, com direito a policial acompanhando as vítimas de um acidente e tudo – felizmente só escoriações! Só faltou aparecer o Dr. House.

Para quem (felizmente) só conhece alguns hospitais brasileiros, fiquei impressionado com a limpeza e a quantidade de equipamentos dentro de cada uma destas divisórias. Fiquei com a impressão que ali dentro tinha o suficiente para realizar um bocado de procedimentos médicos.

Instantes depois aparece um clinico geral que nos faz uma série de perguntas e nos encaminha para um exame de raio-x e um exame clinico de gripe (nem sabia que isto existia!). Ficamos ali um tempo esperando os exames e papeando com as enfermeiras – aprendi mais sobre o povo havaiano ali do que em 15 dias de viagem!

Exames prontos, o clínico geral e um especialista em sistema respiratório voltam com um diagnóstico de uma (super) influenza. Entregam um laudo (vejam só o nível!) e nos explicam os cuidados que devemos seguir para nos sentirmos melhor. Se não fossem os exames e termos de fato melhorado nos dias seguintes, juro que duvidaria do diagnóstico de gripe, pois nunca vi uma gripe causar um estrago deste tamanho.

Recebo num daqueles potinhos laranja um remédio para enjoo e tontura; e o Cumbiquinho Tamiflu para tomar nos dias subsequentes (além da receita para comprar mais se precisar) e um remédio daqueles de bombinha para “abrir os pulmões”. Detalhe, veio um enfermeiro só para explicar os pormenores de como utilizar a bombinha.

No final, fomos atendidos por umas seis pessoas diferentes, cada um para uma coisa.

O atendimento foi tão bom, e tão completo que não seria exagero dizer que já saí de lá melhor. E não sei se vocês perceberam, mas estamos falando de um hospital comunitário hein!!! É nestas horas que me pergunto se um dia chegaremos lá!

Agora imaginem o quanto custaria o atendimento médico, os exames, e a medicação... Para nós que fizemos seguro viagem, zero.

Como lhes disse, esta é uma conta que não gostaria de ter que pagar ao voltar para casa.

Então, para a sua próxima viagem, vá tranquilo, faça seguro.

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