4 de junho de 2015

Dicas dos EUA (VII): Six Flags Magic Mountain, adrenalina de sobra.

Six Flags, definitivamente o melhor parque para quem curte montanhas-russas.
Quando programamos a nossa viagem para LA, resolvemos não visitar a Disneyland. Até queríamos, mas sem dias sobrando e cientes de que a unidade de Anaheim, embora ultra tradicional tem uma quantidade de atrações inferior à unidade da Flórida, vimos que não ia rolar. Queríamos também visitar um parque que não tem filiais na Flórida e com uma dose extra de adrenalina.


Neste caso a nossa escolha foi óbvia: Six Flags Magic Mountain.

Na verdade não é um único parque, mas sim uma rede de parques espalhados por diversas cidades dos EUA – 11 para ser exato – além de uma unidade no Canadá e outra no México. Fora os parques aquáticos.

Só na Califórnia, eles têm 3 parques, dois de diversão e um aquático. Visitamos a unidade de Valência / CA que é relativamente grande e conta com mais de 40 brinquedos para a data deste post.

Mesmo sendo mais conhecido por ser o oposto da Disneyland no quesito adrenalina, o Six Flags tem atrações para toda a família. As atrações são divididas conforme o grau de emoção: Kids Rides para os pequenos; as Family Rides que são intermediárias; e as Thrill Rides, onde a coisa pega mesmo.
Mas tem muita atração mais light.
O parque está em constante atualização, praticamente a cada ano surge uma nova atração, e das boas. Aqui vocês conferem uma lista completa delas.

Como o nosso maior interesse eram mesmo as montanhas russas, acabamos nos dedicando apenas a elas.

Para que os visitantes possam melhor considerar a dose de adrenalina à qual estão sujeitos, as montanhas russas são divididas nos seguintes patamares de emoção: Mild, Moderate e Max. A grande maioria das mais de 15 Thrill Rides são nível Max. Já deu para perceber que emoção é o que não faltará para quem visitar o Six Flags.
Em todas elas, indicações expressas quanto ao risco e recomendações.
Uma das melhores montanhas russas do parque, e a primeira que visitamos foi a X2.

Foi um excelente cartão de visitas para mostrar o que nos esperava naquele dia.
Um excelente começo.
X2
Começa de costas e meio que deitado
Mas logo o assento começa a girar para tudo quanto é lado. Você não sabe se tá indo ou vindo, para que lado é o chão...
O conceito desta montanha russa é algo fora do eixo, literalmente. Normalmente numa montanha russa, por mais radical que ela seja você vai numa posição fixa, sentado, em pé ou seja lá como o for. Na X2, o seu assento muda de posição num eixo paralelo aos trilhos, maximizando assim a aceleração e a força G – fora que uma corrida nunca será igual à outra. A primeira descida é sempre de costas, e de repente você já está de ponta cabeça e no meio dos loopings você é girado no eixo inverso. Uma loucura a mais de 120km/h e alturas que chegam aos 61m.

Confira ai um vídeo em primeira pessoa:


O efeito disso tudo? Em poucas palavras: desorientação e muita adrenalina. Logo na primeira descida fiquei me perguntando: o que mesmo que eu estou fazendo aqui??? Onde eu fui me meter??? Impossível não sair dali completamente desorientado e soltando adrenalina pelos poros.

Outra montanha russa que adorei foi a Tatsu. Literalmente como um dragão você voa a 100km/h deitado com o rosto virado para o chão por loopings, parafusos e quedas de até 80m de altura. Com direito a um giro que garante aos visitantes a sensação de gravidade zero.
Tatsu.
Cara para baixo.
E tome adrenalina!
Achei disparado uma das melhores do parque. Sente o drama:


De qualquer lugar do parque você avista um trilho voltado para o céu, como que dizendo “para o alto e avante!” e te chamando. Esta é a Superman: Escape from Krypton.

Diferente de tudo que já experimentei em termos de montanha russa, se me pedissem para descrever a Superman, eu diria que é uma tremenda porrada no peito seguida de muito vento na cara e um boom de adrenalina.
Superman: Escape from Krypton, uma das mais legais do parque!
Dá para ver o brinquedo de qualquer ponto do parque.
Para o alto e avante!

Depois de passar pela Tatsu e X2, achei que seria moleza, afinal, não tem nada de curvas fechadas, giros ou loopings; a sacada aqui é velocidade e altura.

Imagine subir 126m em alguns poucos segundos com uma aceleração de 0-160 km/h em 7 segundos. Tudo isso de costas! E quando você está lá em cima, pendendo a 90°, é hora de despencar de volta a quase 150km/h. Definitivamente uma experiência no melhor Super Homem!!!

Reparem no vento zunindo:


E já que o Six Flags têm como mote vários personagens da Warner, vamos de um super herói para o outro, aliás o meu favorito: Batman e a sua The Ride!
The Ride do Batman. Bacana, mas inferior às demais.

Mesmo sendo inferior às já mencionadas no quesito adrenalina, o looping de 360 graus e as curvas fechadas fazem a The Ride valer a pena.

Embora não tenha feito o meu gosto, já que falta o quesito velocidade, a Green Lantern: First Flight, vale pelo conceito, já que é uma atração que tenta fazer as vezes de montanha russa num espaço bem mais compacto.
Green Lanterna: Frist Flight.
Ali ao lado, duas atrações ligadas as vilões.

A primeira a The Riddler’s Revenge, baseada no Charada, é uma montanha russa na qual você vai em pé! Ela também detém o recorde de ter o maior looping do mundo e uma aceleração de nada menos que 4.2G.
The Riddler's Revende.
Em pé!?!?
E tome looping!
Acho que desta vez o Charada se deu melhor que o Batman. Uma das melhores do parque na minha opinião:


E já que o Super Homem tem sua atração, o Lex Luthor não poderia ficar para trás. O Lex Luthor: Drop of Doom é um daqueles elevadores que despenca. No caso, de uma torre de 126m em intermináveis 90 segundos. Ela usa a mesma torre da atração do Super Man.


Quem não curte loopings e parafusos, ou prefere montanhas russas naquele old style, deve ir na Goliath e na Apocalypse, uma típica montanha russa de madeira. Imperdível!!!

Dentre as novidades do parque estão a Twisted Colossus, uma montanha russa que além de misturar o conceito de montanha russa de metal e madeira e também traz a interessante ideia de dois carrinhos correndo paralelamente. Vale conferir.

Tem também a Full Throttle, onde o foco é a aceleração. Ela literalmente para no meio do caminho, acelera um pouco para trás e segue voando baixo.

Uma dica importante é limitar a quantidade de coisas que você vai carregar durante a sua visita ao parque. Na grande maioria das atrações você não pode ter nada nas mãos nem mochilas penduradas. É verdade que existem armários na maioria das atrações, mas se você alugar em todas elas vai custar caro no final do dia.
Tem gente que prefere ir descalço a arriscar perder o tênis.
Mas se mesmo assim resolver levar algo contigo, tenha bolsos com fecho/zíper. Na X2 tivemos um incidente chato. A Sra. Cumbicona com todo cuidado colocou o celular no bolso da calça jeans, mas ao sairmos dela... cadê o celular?

Já supondo que ele havia literalmente voado durante o nosso passeio pela X2, já fiquei imaginando os autofalantes dos parque anunciando que alguém havia morrido atingido por um celular de dois brasileiros e tal.

Voltamos à atração, fomos nos achados e perdidos, liguei para o parque no dia seguinte e nada. Mais de um mês depois, recebo um e-mail dizendo que acharam o celular e perguntando como poderiam fazer a devolução (só remetem para endereços nos EUA).

Imaginando que ele chegaria despedaçado, dei o endereço de uma amiga que mora na Flórida e que estava de viagem ao Brasil. Acreditam que o celular chegou inteiro, exceto por alguns pequenos arranhões e a bateria faltando? Funciona até hoje!

Enfim, não arrisque a sorte!

O parque tem boas opções para refeição, mas nada de excepcional. Pelo menos os preços são justos.
Porções generosas.
O cheiro desta costela era de matar!!!
Vale a pena conferir o mapa do parque para planejar o seu dia lá. Assim como outros parques, existe os fast pass da vida, aqui chamado de The Flash Pass – a partir de US$40 (mas existem 3 tipos). Eu particularmente achei o valor um pouco salgado e acabei não comprando. Resultado? Pegamos filas de aproximadamente 30/40 minutos para cada atração.

Sugiro então que você avalie quanto tempo tem disponível, e principalmente em quais e quantas vezes pretende ir em cada uma das atrações. Um colega que foi praticamente na mesma época comprou o The Flash Pass e fez o parque inteiro em meio período. Nós ficamos lá o dia inteiro e mesmo assim não conseguimos ir em todas as montanhas russas.

Seja qual for a sua opção, sugiro chegar cedo, porque o parque costuma encher, especialmente nos feriados e finais de semana – o que foi o nosso caso.
Praticamente fechamos o parque.
O Six Flags fica na 26101 Magic Mountain Parkway Valencia (uns 43 km / 40 minutos de Los Angeles). O parque tem horários bem variados durante o ano, portanto sugiro que vocês confiram o calendário oficial para evitar aquela cena de Férias Frustradas. Os ingressos custam 47,99 se comprados on-line e com mais de 5 dias de antecedência; US$ 52,99 se comprado com prazo menor via internet; US$ 72,99 se direto na bilheteria. O estacionamento custa US$ 20.
Seja pelas lojas da DC Comics
Ou dos personagens da Warner, separe um tempo para ve-las. Perdição!
Depois de tanto chacoalho, voltei para o hotel moído, mas feliz da vida e ligado no 550v com tanta adrenalina.

Então faça um bom check-up do coração e corra para o Six Flags!

No próximo post da série vamos passear por Santa Mônica e Venice Beach.


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