30 de outubro de 2015

Dicas de Bahamas: Mergulhando com a Stuart Cove`s

Mergulhar em Bahamas? Vá com a Stuart Cove's.
Bahamas é um dos destinos de mergulho mais famosos do mundo, principalmente pela visibilidade incrível das suas águas azuis.


A fama de Bahamas para mergulhos fez com que o destino fosse utilizado como locação em vários filmes que demandavam cenas subaquáticas, desde o pioneiro 20.000 Léguas Submarinas que foi filmado ao sul de Nassau até dois filmes do 007, Thunderball e Never Say Never Again, ambos com Sean Connery – para ficar apenas nos mais clássicos.

O arquipélago tem uma grande quantidade de corais, e da janela do avião já é possível notar as formações que parecem brotar nos arredores das ilhas. Em Andros, uma das ilhas que forma o arquipélago, está a terceira maior barreira de corais do mundo (atrás apenas daquelas existentes na Austrália e em Belize), um paredão que se estende por até 27m e cai abruptamente para 2.000 metros de profundidade.

Em Bahamas há uma quantidade tamanha de pontos de mergulho que dá para ver de tudo um pouco: naufrágios; paredões; recifes; blue holes e é claro tubarões.
Pontos de mergulho em Nassau. Créditos: Stuart Cove's.
Bahamas.
Quem puder se aventurar pelas outras ilhas, encontrará em Eleuthera algo muito diferente de qualquer coisa que se imagina encontrar no fundo do mar. Um trem! Peraí que tem explicação... Um navio que dentre outras coisas, transportava um trem, veio a pique, deixando exposto este singular item no leito do oceano.

Mas e com que operadora fazer este tipo de passeio? Sou daqueles que com determinadas atividades não dá para contratar qualquer um. Se existe um risco, ainda que pequeno, avalie bem quem você contrata e não olhe apenas o preço. Com segurança não se economiza!

Assim, resolvi investir na mais conhecida e conceituada operadora de mergulhos de Bahamas, a Stuart Cove's.

Com mais de 30 anos de mercado, muito provavelmente você já ouviu o nome do Stuart em algum lugar, talvez até em um daqueles programas de TV de domingo à noite ou num programa do Discovery Channel e NatGeo. Ele foi um dos primeiros a realizar aqueles mergulhos onde a diversão consiste em alimentar tubarões (Caribbean Reef Sharks) e às vezes coloca-los num estado de transe.

Para quem nunca viu, a coisa é mais ou menos o seguinte. Um grupo de mergulhadores se posiciona de joelhos e em círculo ao redor do dive master que vestindo uma malha de proteção vai alimentando os tubarões para delírio da galera. Mais adrenalina que isto impossível!!!

Créditos Stuart Cove`s.

Créditos Stuart Cove`s.

Já o lance do transe consiste em tocar determinadas partes sensíveis do tubarão fazendo com que ele entre num estado de transe que possibilita ao dive master literalmente brincar com o tubarão como se fosse um cachorro, movendo-o de um lado para o outro sem qualquer risco. Ah, os “bichanos” não sofrem absolutamente nenhuma dor ou mal estar com isto e segundo alguns biólogos, este procedimento é inclusive prazeroso para eles. É mole? #TutubaTotó!!! Confira o vídeo e não tentem isto em casa!!!

Créditos Stuart Cove`s.

Quando decidi mergulhar com a Stuart Cove´s fiquei muito na dúvida sobre qual opção escolher (eles têm muitas). Estava na dúvida entre um mergulho de dois tanques e o Shark Adventure.

Não nego que tenho receio de tubarão, ou melhor, medo mesmo. Mas por outro lado, tenho uma enorme admiração por estes animais fantásticos, e tenho aprendido a vê-los não como predadores, mas sim como animais que precisam ser respeitados em seu habitat natural. Pelo que tenho lido a respeito, parece que num habitat bem equilibrado, onde a fauna é farta, dificilmente eles nos considerarão como um item no menu. Para o “paladar” deles tem coisa muito mais interessante no fundo do mar. Que assim seja!

Fazer o Shark Adventure certamente seria uma oportunidade única, não só de curar qualquer medo meu, mas também de estar ali pertinho destes seres maravilhosos.

Na última hora, conversando com o pessoal da Stuart Cove´s, resolvi fazer o AM Two Tank Dive porque neste visitaríamos dois naufrágios e que muito provavelmente iríamos durante o mergulho avistar alguns tubarões de forma bem natural. Achei mais interessante, porque teria oportunidade de ver um naufrágio, algo até então inédito para mim, e ver os tubarões de forma mais natural possível. Fechado!
Naufrágio: missão cumprida.
Logo cedo, no horário combinado, o ônibus da Stuart Cove´s me pegou no hotel (transporte incluso no preço do mergulho – veja no site a lista de hotéis atendidos e o horário) e fomos para o centro de operações deles. E que centro! Eu nunca havia visto nada como aquilo!

Situado ao sul de Nassau, eles estão perto dos principais pontos de mergulho da ilha. Ali eles têm salas de aula (sim, eles também ministram cursos completos de mergulho em todos os níveis – nada mal ser certificado por eles!!!); uma loja com equipamentos e souvenires; o Fin Photo, um centro de fotografia; loja para aluguel de equipamentos (aliás em ótimo estado); e vestiários super bem equipados.


Barco espaçoso.
E equipamentos muito bem conservados.
As saídas são realizadas num dos 7 barcos, alguns deles realmente grandes e capazes de acomodar tranquilamente os mergulhadores. Particularmente eu odeio quando o operador aparece com um barco pequeno ou tão cheio de gente que você mal consegue se mover.

A variedade de pacotes é enorme e atende desde aqueles que nunca mergulharam e querem uma primeira experiência, até aqueles mais experimentados. Tem até casamento!

Normalmente eles fazem 5 mergulhos diários, dois pela manhã, dois à tarde e mais um noturno.

No horário agendado, após um breve briefing, partimos para a costa oeste de Nassau onde está a maioria dos pontos de mergulho. O espaçoso barco tinha um grupo de não mais que uns 10 ou 15 mergulhadores e uma quantidade bem adequada de instrutores que rapidamente separaram as duplas de acordo com as experiências anteriores e nível de certificação. O grupo também foi acompanhado por um dive master que ficou incumbido de tirar as fotos subaquáticas – certamente bem melhores que as minhas!!!

O nosso primeiro ponto de descida foi um o Sea Viking Wreck, um pequeno, mas muito bem conservado barco no fundo do leito, uns 18/20m de profundidade.
Sea Viking Wreck.




Mas e os tubarões? Infelizmente (ou não), não tive nenhum encontro mais próximo, mas nem por isso deixei de vê-los. Quase no final do primeiro mergulho, dois Caribbean Reef Sharks passaram bem próximos. Aliás um deles acho que até próximo demais do meu dupla. Confira no vídeo abaixo lá pelos 6 minutos.



Onde está o tubarão??? Passou tão discreto que fiquei pensando quantos outros passaram e nem vi.

Eu já tinha avistado um tubarão na Tailândia, mas não tão perto quanto este. Ao ver que o animal literalmente te ignora e passa direto como que desfilando para ti, a sensação de medo e adrenalina transforma-se lentamente em êxtase e contemplação. Missão cumprida!

O nosso segundo ponto foi num avião que foi afundado ali perto da costa, também uma variação de profundidade entre 18 e 20m, mas agora com um pouco mais de coral. Aliás, a quantidade de formações impressionou bastante – eles só não eram tão coloridos quanto os que já vi em outros lugares.





Na minha opinião um dos pontos altos destes mergulhos foi a visibilidade. Sou meio ruim de chute, mas daria uns 20m (ou mais?). Caí no mar e lá de cima dava para ver claramente o leito uns 18/20m abaixo. Fantástico!

Algo que eu definitivamente não esquecerei é o tom azul da água. Depois de mergulhar em Bahamas, o termo deep blue sea ou imensidão azul me fez todo sentido.
De lá de cima via-se o leito a 20m.

Parece até perdido na imensidão azul.
As águas tendem a ser bem mais quentes que aqui no Brasil, mas mesmo assim a maioria dos operadores aconselha seja usada roupa de neoprene fina de 3mm. Claro que depende de cada um. Eu sou bem friorento e mesmo assim desci uns 20m só com uma lycra só para proteger do sol e nem de longe senti frio.

Confesso apenas que esperava um pouco mais da vida marinha. Sim, existem tubarões como em poucos lugares no mundo e uma boa quantidade de tartarugas, mas diferentemente de outros lugares, avistei poucos peixes pequenos. Nada de grandes cardumes. O que será então que os tubarões comem então???
Belos corais, mas encontrar os pequenos peixes é tarefa quase impossível.




Mas mesmo assim, até agora foram os melhores mergulhos que já fiz.

O custo? O AM Two Tank Dive custa US$ 125 com dois cilindros e lastro incluso. Equipamentos são alugados à parte se você precisar.

Mergulho não é sua praia, mas você gostaria de ver a vida marinha de perto? Talvez seja o caso de tentar fazer snorkel. Para quem nunca tentou, é uma atividade muito bacana e relaxante. Com máscara, snorkel e nadadeiras você pode ver muito da vida marinha ali, perto da superfície. A Stuart Cove’s também oferece esta atividade no site deles.

Outra opção é o SUB Bahamas, uma espécie de motocicleta subaquática com um capacete acoplado que permite que você se desloque no fundo do mar e aprecie a vida marinha numa profundidade de até 20 pés (uns 6m).
Sub.
Pelo nível da experiência, qualidade dos equipamentos alugados na operação (aluguei tudo, menos máscara, snorkel e nadadeiras), e principalmente pelo profissionalismo e atendimento do pessoal da Stuart Cove’s, eu certamente recomendo eles para quem estiver em Nassau e pretender mergulhar.

Então anote ai na sua lista de coisas para fazer ao redor do mundo: mergulhas nas águas azuis de Bahamas!!!
E para fechar, uma passada na loja de souvenires,  porque não dá para resistir!
* O Cumbicão testou os serviços mediante uma parceria estabelecida com o operador local para coletar material para este post. Todas as opiniões e relatos aqui descritos refletem fielmente a experiência, atendendo à política do blog.


Quer receber mais dicas de viagem e saber quando saem os próximos posts?
Curta nossa página no Facebook, aqui.
Siga-nos no Twitter @cumbicao.
E no Instagram – Cumbicão.

Booking.com

2 comentários :

  1. Qual é a melhor época para ir pra lá?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Carlos, fugindo do período de Agosto ao começo de Outubro que é época de furacões, qualquer época é boa em termos de clima. Para baixa temporada, considero que seja também bom fugir do inverno do hemisfério norte, quando muitos americanos descem para o Caribe. Abraço.

      Excluir

Deixe seu comentário, sugestão ou dúvida aqui