14 de fevereiro de 2016

Dicas de Hong-Kong: Stanley, uma outra Hong Kong.

Dá para acreditar que isto também é Hong-Kong?
Como se não bastassem todas as atrações situadas nos arredores da baía de Hong-Kong, a ilha   oferece ainda alguns bons passeios fora do centro e que valem a visita. Existem opções para todos os gostos, desde a enorme estátua de Buda situada na ilha vizinha de Lantau até a filial da Disney que fica ali perto.

Mas depois de tanto perambular pelas agitadas ruas de Hong-Kong precisávamos de algo mais tranquilo e relaxante. Que tal uma praia? Em Hong-Kong???


Pois é, se tem algo que pouca gente espera ver em Hong-Kong é praia. Por mais que a cidade incrivelmente moderna e povoada não combine nem um pouco com praia, do outro lado da ilha existe uma região que de tão diferente nem parece Hong-Kong.
Deep Water Bay.
Reparem na temperatura do termômetro!
Um passeio de um dia ou meio período pela costa oposta à agitada baía de Hong-Kong pode relevar uma Hong-Kong bem diferente daquela que nos habituamos a ver.

Ali vocês encontrarão literalmente o oposto da imagem padrão de Hong-Kong: muitas árvores, predomínio de residências ao invés de arranha-céus, praias e muita, muita tranquilidade.
Nada de arranha-céu.
E pescadores que levam uma vida muito mais tranquila que os vizinhos da metrópole.
Embora o local mais famoso seja o vilarejo de Stanley, ele é apenas um dos vários povoados da costa sul da ilha. Outras localidades interessantes são Aberdeen; Deep Water Bay e Repulse Bay, todas elas com praias.



Faço apenas uma ressalva: não é porque você está no sudeste asiático que as praias serão paradisíacas como por exemplo as da Tailândia ou Bali. As praias de Hong-Kong estão mais para aquilo que já mostramos aqui num dos posts sobre Singapura. Mas para uma cidade com tantos atrativos como Hong-Kong, está de bom tamanho. Quem viaja para Hong-Kong nem espera curtir praia, ok?

Mas e aí? O que tem para fazer por lá?

A primeira parada que recomendo é na maior praia da região, a Repulse Bay. Como ela está praticamente em águas abrigadas, não existem ondas e a faixa de areia é bem razoável. Nos arredores, alguns bares e restaurantes fornecem a infraestrutura essencial para um dia na praia.
Repulse Bay Beach, uma das mais belas da ilha.
Repulse Bay Beach.
É tanta regra que fiquei pensando o que sobrou para fazer na praia! Kkkk
Seguindo mais alguns minutos de ônibus chega-se à Stanley. A chegada ao vilarejo pode parecer um pouco estranha e decepcionante, porque a parada dos ônibus é numa parte alta e sem grandes atrativos. Mas é só você entrar no shopping Stanley Plaza e descer ao nível do mar para poder começar a explorar a região e ver o cenário mudar completamente.
Stanley.
Stanley Plaza.
Bares beira mar.
E as construções fazem você esquecer que está em Hong-Kong.
É comum ver noivos que aproveitam para fazer fotos para o álbum de casamento.
Uma vez na orla, visite o Tin Hau Temple, um pequeno templo cujo maior atrativo, como me foi dito por um local, é a enorme pele de tigre pendurada no seu interior.
Tin Hau Temple.
Dizem que era um tigre...
Ali ao lado, uma bela construção victoriana, a Murray House. Logo após a sua construção ele serviu como armazém para os ingleses e durante a Segunda Guerra Mundial como centro de comando para os japoneses que ocuparam a ilha no período.

O curioso a respeito deste edifício com mais de 160 anos é que originalmente ele ficava na região central de Hong-Kong, mas em 1982 as autoridades locais resolveram literalmente transplantá-lo de lá para Stanley para dar lugar à atual Bank of China Tower. Os seus mais de 3.000 blocos de pedra foram catalogados e o prédio foi reconstruído em sua atual posição. Imagina o trabalho!!!

Diante da Murray House está o Blake Pier, de onde se têm boas vistas da orla.
Blake Pier e a baía de Stanley.
Se o dia estiver bonito, aproveite para caminhar pela orla de Stanley e sente-se num dos vários bares e restaurantes para comer e beber algo. O clima local faz mais uma vez você esquecer que uma das metrópoles mais movimentadas do mundo está ali ao lado.

Mas a atração mais conhecida de Stanley é o Stanley Market, uma espécie de street market coberto onde vende-se de tudo: roupas, souvenires, brinquedos, bolsas e artesanato. Eu particularmente fiquei bem contente com o que compramos ali pois os preços eram melhores que dos street markets da ilha ou de Kowloon. Fora que mesmo tendo uma ou outra bugiganga, tinha muita coisa de qualidade e bom gosto, algo que falta aos demais street markets. Não deixe de conferir.
A entrada é bem escondida e até parece ser pequeno.
Mas passando pela viela, uma grande quantidade de lojinhas.







Já que não existe linhas de metrô que servem a área, a melhor forma de chegar até lá é utilizando-se os ônibus da Big Bus Tours/Hop-on Hop-off Bus que tem uma linha que vai do Central Pier até Stanley (falaremos deste serviço numa outra oportunidade) ou um ônibus de linha (6, 6A, 6X, 66, 260, 973 e o micro-ônibus 40). Táxi até pode ser uma opção, mas o custo pode ser alto dependendo do trânsito/horário.

Então se vocês quiserem fazer um programa diferente em Hong-Kong, passe um tempo em Stanley.

* O Cumbicão viajou à Hong-Kong mediante uma parceria estabelecida com o The Hong Kong Tourism Board (HKTB) / Discover Hong Kong para coletar material para este post. Todas as opiniões e relatos aqui descritos refletem fielmente a experiência durante a viagem, atendendo à política do blog.data-blogger-escaped-comment-EndFragment
  
Quer receber mais dicas de viagem e saber quando saem os próximos posts?
Curta nossa página no Facebook, aqui.
Siga-nos no Twitter @cumbicao.
E no Instagram – Cumbicão.

Booking.com

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Deixe seu comentário, sugestão ou dúvida aqui