29 de setembro de 2017

Fazendo as malas de forma eficiente: O que aprendi até agora.

Vai por mim, leve o essencial. Na foto, roupas para 20 dias pela Ásia.
Fazer as malas é uma arte. Não sou nenhum expert no assunto, mas sempre fico atento àquilo que pode ser melhorado, seja com algumas ideias malucas que tenho, seja incorporando o que vejo de legal por ai. Neste post vou compartilhar de algumas dicas para você fazer as malas de forma mais eficiente, com menos peso e volume.


Você pode até odiar fazer as malas, aliás acho que pouca gente gosta. Mas vamos combinar que levar itens desnecessários, volume ou peso em excesso não é algo lá muito eficiente e agradável.  Carregar mala grande ou pesada durante uma viagem ninguém merece!

A importância de fazer as malas de forma eficiente ganhou uma relevância maior ainda depois que as novas regras de limitação de bagagem passaram a vigorar no Brasil. O mesmo vale para quem viaja com empresas low-cost.

Uma primeira dica, e certamente a mais importante é sempre pensar duas, três, quatro vezes se um determinado item é realmente importante ou essencial. Leve o essencial é o mantra para qualquer viagem.

Antes de colocar um determinado item na mala, pense como seria a sua viagem sem ele. Seria um grande problema não tê-lo durante a viagem? Se positivo, coloque na mala. Se negativo, talvez não vale a pena carregar o peso.

Levar itens que você não usa, ou que raramente usa, acaba não compensando.
É verdade que às vezes, não tem como. É preciso levar muita coisa.
Para fazer este exercício, tenho por hábito, até mesmo para controlar a minha TPV, fazer as malas com antecedência – grande, no meu caso. Acho que fazer as malas na véspera da viagem aumenta o risco de exageros, tanto para cima onde se leva a casa inteira, como para baixo, onde esquece-se itens importantes.

Para evitar isso, costumo fazer uma lista de itens, separar todos eles em cima da cama, exatamente como nas fotos deste post. Assim, com uma visão geral dá para visualizar o que devo e o que não devo levar, o que vai bem com o que e tal. Se você é daqueles que abre a mala e vai jogando tudo lá dentro, das duas uma: ou está fugindo de casa, ou tá fazendo as malas de forma errada mesmo. Kkkk

Quanto à lista, sugiro fortemente que você mantenha uma lista padrão com roupas, itens de higiene e beleza, remédios para a sua farmácia de viagem, eletrônicos e etc., salvando-a para futuras viagens. Assim você ganha tempo não tendo que refazer a lista toda vez que for viajar (espero que muitas!). Basta neste caso ir somando e ticando itens.

Sei que existem muitos apps que permitem fazer esta lista no celular, mas acho chato lidar com as duas limitações destes apps: aceita a lista pré-montada deles ou ter que ficar inserindo itens usando o teclado do celular. Uso uma tabela de Excel impressa (old school mesmo!). O importante é você ter a sua lista.

Uma vez definida a quantidade de itens e consequentemente o volume, é hora de escolher a mala. Hoje tenho 3 companheiras de viagem. Uma mala rígida grande, uma média que mais se assemelha à uma mochila de mochileiro mas com rodinha, e uma mala de bordo para viagens mais curtas.
Minha boa e velha Samsonite para quando preciso levar muita coisa.
Hoje, a escolha do tamanho da mala passa pela decisão de despachar ou não as malas. Tenha em mente que se a sua mala ultrapassar os chamados 115cm lineares, que são a soma de altura, largura, e comprimento, você terá que despachar.

Quanto ao peso, cada empresa tem uma franquia própria e tal normalmente varia também conforme o destino da viagem. Consulte sempre o que está previsto em seu bilhete aéreo.

Por favor, adeque o tamanho da sua mala ao tipo de destino e quantidade de dias. Já vi gente que vai passar um final de semana e aparece com uma mala de rodinhas de 29”. Exceto em uma viagem de sacoleiro para os EUA, não dá, né!
Para viagens curtas, uso esta Samsonite que pode ser levada à bodo.
Pecar pela falta de espaço também é ruim. Ao menos que você não pretenda comprar absolutamente nada, escolha uma mala pensando que eventualmente você pode precisar de um espaço extra na volta para suas “comprinhas”. Senão, das duas uma: ou compra uma mala lá (o que pode ser uma boa ideia dependendo do custo/benefício/utilidade)  ou não vai trazer nada!

Na prática, deixo a mala grande e rígida para viagens onde pretendo comprar mais ou se tenho de fato muita coisa para levar. Uso a de bordo para viagens mais curtas e onde sei que não terei muito o que comprar.

Mais comumente, passei a usar uma mala da Newfeel comprada na Decathlon que tem sido uma excelente opção. Ela tem um bom espaço interno; divisórias bem pensadas; expande se necessário; é resistente e leve; tem rodinhas e se precisar dá para transformar em mochila por conta das alças que ficam ocultas. Ela tem um tamanho tão bom que não duvido que uma empresa ou outra eventualmente até a aceite como bagagem de bordo porque tem muito pouco menos que 115cm lineares.
Newfell, simples, barata e resistente.
Tem uma excelente divisão interna.
Um coringa que gosto de ter à mão é um saco estanque. Para quem não sabe é uma mistura de mochila com sacola feita de lona impermeável. Não uso ele como mala de viagem propriamente dita, mas como uma mochila extra – se bem que se necessário é algo que pode ser despachado tranquilamente por ser resistente, barato, impermeável e fácil de fechar. Só não dá para colocar ali nada que quebre.
O saco estanque ajuda muito.
E dobrado fica bem compacto.
Malas escolhidas, ora de brincar de Tetris e colocar tudo lá dentro. Hoje uso dois sistemas para as roupas.

Se a mala já está meio cheia ou se sei que vou precisar de um espaço extra na volta, uso aqueles sacos à vácuo que permitem a compressão das roupas. Se você nunca usou, confira abaixo o tanto que o volume pode ser diminuído.

Quando comecei a usar estes sacos, havia apenas a opção de sugar o ar com aspirador, o que demandava pedir um emprestado ao hotel. Hoje existem sacos que você pode lacrar e simplesmente enrolar ou sentar (com cuidado) em cima que o ar sai pela válvula existente em uma das extremidades.
Uma pilha de roupas.
Reduzida a dois volumes muito menores e que caberiam em uma mala de bordo facilmente.
O lado ruim é que as roupas amassam. Mas nada que um pouco de vapor durante o banho no hotel não resolva.

Na prática, é um item essencial para quem viaja com roupas volumosas e também para quem vai ao exterior comprar roupas, já que invariavelmente volta com as malas cheias ao ponto de cada cm³ valer muito. Você encontra este tipo de saco em alguns lugares como grandes supermercados.

Outro esquema que é bem comum é o de enrolar as roupas ao invés de dobrar. Se você é daqueles que coloca a roupa dobradinha na mala, desculpe, mas esta não é a forma mais eficiente de fazer as malas.
Entre dobrar
E enrolar, prefira os rolinhos.
Pode ser a diferença entre ter que despachar a mala ou viajar com uma de bordo assim (e com espaço de sobra!).
Primeiro porque invariavelmente, com a “gentileza” com a qual as malas são transportadas, sua mala virará uma zona. Segundo e talvez o mais importante é que ao simplesmente dobrar as roupas, sobra muito espaço vazio; o que não acontece quando você faz rolinhos. E por fim, há a vantagem de que dependendo do layout da sua mala, fazer rolinhos permite que você facilmente visualize tudo o que está ali sem bagunçar a mala toda vez que tiver que pegar algo.

Penso que este esquema funciona muito bem para quem está com aquelas malas mais quadradinhas e sem muito espaço sobrando. Literalmente toda e qualquer peça pode e deve ser enrolada. Até mesmo aquelas que amassam podem ficar menos amarrotadas se você enrolar direitinho.

Se você tem uma mala grande ou com muito espaço sobrando, é provável que neste caso suas roupas fiquem dançando, mesmo em rolinhos. Neste caso, uma dica legal é comprar um daqueles organizadores. São pequenas bolsas em formato de cubos com zíper para você separar cada tipo de peça (calças, camisetas, roupas íntimas e etc.) e deixar tudo em ordem.

Eu uso os organizadores da PAX, que têm um preço bem bacana e excelente qualidade. Você encontra estes organizadores em dois tipos de conjuntos: com 3 peças ou 4 peças. Eles são feitos em tecido Oxford e modulares, ou seja, quando vazios você coloca um dentro do outro economizando espaço na hora de guardar.
Kit com quatro organizadores e mais um saco para roupas sujas.
Os organizadores têm as seguintes medidas: grande 40 x 32 x 9cm; pequeno 32 x 24 x 9cm e slim 32 x 15 x 9cm. São oferecidos em várias cores (há até a opção de personalizar com as suas iniciais) e junto com eles vem também um saco para roupas sujas, o que é essencial.

Para você ter uma ideia do tamanho, no maior coube nove camisetas (com sobra); nos dois médios três calças, sendo duas jeans e uma de moletom, e no outro oito bermudas; e por fim, no menor, roupa íntima e cinco meias. É bastante coisa. E olha que ainda poderia ter organizado ainda melhor para caber mais.
Aqui a técnica dos rolinhos é essencial.
Coloquei bastante roupa nos organizadores e ainda sobrou espaço.
A grande vantagem de utilizar organizadores é que você separa as roupas por tipo e movimenta apenas aquilo que vai utilizar naquele momento, evitando que você bagunce a mala toda. E como eles têm uma tela transparente, dá para ver o que tem dentro sem precisar abrir.

Sapatos e tênis. Acho pouco provável que alguém simplesmente coloque calçados diretamente na mala junto com a roupa. No mínimo o que a maioria das pessoas faz é coloca-los em um saco plástico daqueles de supermercado. Eu particularmente prefiro aqueles transparentes, tipo de feirinha de supermercado, porque assim dá para ver o que tem dentro.

Se você esquecer, lembre-se que a touca de banho do hotel também pode ser utilizada para tal finalidade!

Tenha também um plano para as suas roupas sujas. Se você usar os sacos à vácuo ou os organizadores, pode ir transferindo de um lado para o outro, separando as sujas das limpas, o que considero essencial. Claro que se não tiver nenhuma das duas coisas, não há nada que saquinhos plásticos não resolva. Aliás, isto não só é higiênico como também facilita bastante na hora de desfazer as malas em casa. É só jogar a roupa que está neles na máquina de lavar.

Roupas íntimas. Atire o primeiro passaporte quem nunca teve que abrir a mala no check-in para passar itens de uma mala para a outra por conta do excesso de peso. Ao menos uma vez na vida todo viajante passa por isso. Considere ainda que nos voos que passam pelos EUA, a TSA costuma abrir boa parte das malas para uma averiguação visual.
Em viagens para os EUA, as autoridades abrirem as malas para inspeção é coisa comum.
Só estas razões já bastariam para você deixar as suas roupas íntimas guardadas de forma mais privada possível. Mas existem outras duas razões para você segregar estas peças: organização e higiene.

A minha sugestão é que você use ou o tal organizador ou algum outro tipo de saquinho para guardar estes itens separados dos demais e facilitar o acesso a elas na mala.

Então ao menos que você queira uma cueca ou calcinha exposta sem necessidade, siga a dica!

Aproveite o espaço ao máximo. Meias por exemplo podem ir dentro de tênis e outros calçados. Botas são excelentes lugares para acomodar itens frágeis como garrafas de vinho ou enfeites de viagem. Medo do colarinho da camisa amassar? Coloque um cinto enrolado dentro.

Malas prontas, tudo certo para ir para o aeroporto? Ainda não.

Acho que já comentei anteriormente sobre isto, mas não custa nada reprisar. Não deixe de identificar as suas malas. Coloque mais de uma etiqueta porque elas caem e são danificadas. Nelas insira sempre o seu e-mail, já que telefone terá pouca utilidade. Se a sua mala tiver uma cor muito comum, coloque uma fita para você localizar ela facilmente na esteira.
Não esqueça de identificar bem as suas malas.
E uma coisa que pouca gente faz, mas que já salvou a minha pele: sempre coloco em uma etiqueta o itinerário de viagem. Coisa simples: dia tal a tal, hotel x, com o endereço e e-mail/telefone do hotel. De nada adianta acharem sua mala no meio da viagem e mandarem para a casa.

Nesta mesma linha, gosto sempre de deixar uma muda completa de roupa na mala de bordo para a eventualidade de um extravio de bagagem ocorrer. Para minimizar este risco, ao menos para o primeiro voo, também costumamos misturar as roupas. Dentro da mala da Sra. Cumbicona tem sempre uma boa quantidade de roupas minhas e vice-versa. Neste caso sugiro que você separe conforme o esquema acima (saquinhos / cases) para não dar confusão para separar tudo novamente se assim desejar. Kkkkk

Sugiro que você pese as malas antes de sair de casa. Use uma daquelas balanças portáteis e super baratinhas; ou se não tiver uma, vale usar uma daquelas de banheiro mesmo. Melhor descobrir ainda em casa que está com excesso de bagagem do que lá no check-in e ter que abrir a mala para fazer adequações na frente de todo mundo e na correria.
Tenha uma balança portátil. Pesa quase nada e será muito útil.
Dependendo do tipo de mala, costumo usar uma daquelas capas. Eis aqui o da PAX e aqui o da Trippy, dois excelentes modelos que já testamos. Opte você por um modelo ou outro, a certeza é que será bem mais em conta e prático do que ficar embalando a mala naqueles serviços existentes no saguão dos aeroportos.

Como já disse neste post, não confie cegamente nos cadeados da TSA, especialmente em hotéis. Durante o voo, aposte nos da TSA para que eles possam abrir a sua mala sem estraga-la e use em um lacre da SealBag para que você saiba ainda na esteira que eles abriram a mala ( e já reclame se preciso); mas nos hotéis e etc, use um cadeado daqueles comuns.
Lacres da SealBag, essenciais.
Agora sim, ufa! Lá vamos nós!

E vocês quais as suas dicas na hora de fazer as malas?


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2 comentários :

  1. Mais um excelente post. Parabéns. Boas dicas. Sonho realizado em homenagem ao herói Ayrton Senna da Silva. Só falta fazer 'photo edição" e pintar o capacete de Verde_Amarelo, não é Avila Santos Silva (A.S.S).

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  2. Parabéns!!! Descobri seu blog há uns dois dias e estou encantada!! Adorei os detalhes e as fotos q saem, totalmente, do lugar comum.
    Abs

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