Brasov

Brasov, uma excelente base para conhecer a Transilvânia

Brasov é uma das cidades mais turísticas da Transilvânia e ponto de exploração perfeito para quem está querendo conhecer a mais famosa região da Romênia.

Como você verá neste post, além das atrações situadas nos arredores do seu centro histórico, Brasov ainda tem a vantagem de estar próxima a outras atrações imperdíveis da região como por exemplo o Bran Castle, Cidadela de Râșnov e Peleş Castle.

Dai porque, mesmo não sendo uma cidade grande, com pouco mais de 275 mil habitantes, ela é certamente uma das mais agitadas da Transilvânia, especialmente no verão onde turistas estrangeiros e locais aproveitam para curtir suas vielas e construções medievais.

E a cidade capitaliza isso muito bem.

Há inclusive um enorme letreiro ao estilo de Hollywood no Monte Tâmpa.

O famoso leiteiro de Brasov e a torre da Casa do Conselho (Casa Sfatului).

Mas existe é claro uma série de lendas locais que dão uma temperada no lindo cenário de Brasov.

Os moradores locais juram de pés juntos que o Flautista de Hamelin ressurgiu lá. Contam-se ainda histórias sobre os casos românticos de Vlad, o Empalador com uma nobre ressuscitada de seu túmulo. E muito mais.

A cidade foi fundada pelos cavaleiros teutônicos em 1211, e como outras partes da Transilvânia foi dominada pelos saxões.

Brasov é bastante compacta e se você olhar no mapa abaixo notará que ela meio que é uma confluência de algumas estradas da região, justamente num vale bastante arborizado.

A rua principal de Brasov é cheia de belas construções.

Dicas práticas para curtir Brasov

Como costumamos fazer, antes de tratarmos das atrações em si, vamos ver algumas dicas práticas para você curtir a cidade ao máximo e otimizar seu tempo em Brasov.

Quanto tempo?

Brasov, assim como outras cidades da Transilvânia é relativamente pequena.

Mas nem por isso acho que dê para simplesmente fazer um bate-e-volta ali.

Invista em hospedar-se ao menos um par de dias ali, até mesmo para passear pelas charmosas ruas cheias de construções históricas.

Com uns dois dias inteiros você consegue não só explorar bem a cidade, cujas atrações estão bem concentradas no centro, como você verá no mapa abaixo, como também conhecer algumas atrações nos arredores como o Castelo de Bran, por exemplo.

Chegando e circulando por Brasov

Brasov dista 185km ou 2h30 de Bucareste e é facilmente acessível por estradas de boa qualidade.

Para esta viagem pela Transilvânia, recomendo que você monte um roteiro considerando não apenas Brasov, mas também outras cidades da região.

Como contei no primeiro post sobre a Romênia, optei por montar um roteiro com ao todo três cidades, de forma que elas ficassem não mais do que 1h de carro de uma para a outra.

Dependendo de onde você se hospeda, estacionar por ser desafiador em Brasov.

Isso me facilitou o deslocamento e otimizou demais o nosso tempo de viagem pois consegui entrar por um “lado” da Transilvânia, e saímos por outro. Brasov acabou sendo justamente o final desta viagem pela região.

Então a minha sugestão é montar a sua viagem considerando não só Brasov, mas também outras cidades da Transilvânia para aproveitar bastante o que ela tem a oferecer.

E para visitar as atrações de Brasov, como se locomover?

Como dá para ver do mapa abaixo, as atrações estão mais concentradas na região central, o que facilita imensamente a vida do turista que visita Brasov.

Caminhar pela região central é a melhor forma de conhecer as atrações de Brasov.

Aliás se você assim não fizer, vai perder muito do atrativo local que é admirar as ruas e construções históricas.

Então é muito provável que você nem tenha motivo para precisar do carro durante a sua visita à cidade.

Estacione ele no hotel e pegue-o apenas para algum bate-e-volta local ou para ir embora.

Acredite, tudo o que tem para ver em Brasov coube numa foto 🙂

Onde se hospedar?

Dentre as cidades da Transilvânia, Brasov é uma das mais concorridas, então em termos de hospedagem, a minha primeira sugestão é que você tente o quanto antes reservar a sua.

Digo isso também pelo fato de que a maioria dos hotéis são relativamente pequenos.

Então aqueles com melhor custo x benefício esgotam rapidamente.

Dito isso, passemos ao ponto que entendo ser essencial.

A maioria dos viajantes estrangeiros viaja pela Romênia de carro, ou pelo menos deveria dada a precariedade do sistema de transporte público como contei num post anterior.

Nosso apartamento em Brasov, diante da praça central.

Logo, esperando que você faça o mesmo, uma preocupação não só em Brasov, como nas demais cidades da Transilvânia, foi estacionamento.

Sim, a gama de hotéis é excelente, muita variedade, preços convidativos, mas estacionamento…

Pensando em estar preto das atrações e do centro histórico, a nossa escolha para esta viagem foi o Trend Apart Hotel que atendeu super bem às nossas expectativas. A experiência que detalharei em breve aqui no site. 

O que tem para fazer em Brasov?

A primeira atração de Brasov que eu sugiro visitar é a Black Church (Biserica Neagră), a maior igreja gótica da Romênia.

Esta igreja luterana alemã foi construída entre 1385 e 1477 e tem seu nome decorrente da sua aparência enegrecida por conta de um grande incêndio que praticamente destruiu a cidade em 1689.

Black Church (Biserica Neagră).

Ela demorou praticamente um século para ser reconstruída.

A sua torre, com 65m de altura ainda é um dos pontos mais altos no horizonte de Brasov.

Se você estiver por lá no verão, poderá curtir os recitais de órgão que são realizados três vezes por semana, por volta das 18h de terça, quinta e sábado. 

O exterior da igreja guarda uma curiosidade bastante diferente. Repare nas paredes da igreja e você verá uma série de arranhões. Eles não são nada menos do que resultado de soldados que usavam suas paredes para afiar suas espadas acreditando que Deus poderia ajudar nas batalhas.

Uma vista aérea da Black Church (Biserica Neagră).

A Basílica fica na Curtea Johannes Honterus 2; o ingresso custa 9/6/3 lei (adulto / estudante / criança); ela abre de terça a sábado das 10hs às 19hs e segundas a partir das 12hs.

Praticamente ao lado da igreja você encontra uma das lojinhas de souvenires mais interessante da cidade, a Transylvania Folk Art que vende itens feitos realmente à mão e locamente. Fica na rua George Barițiu e abre das 9h30 às 20hs).

O centro de Brasov, desde os tempos medievais é marcado pela Piaţa Sfatului

Piaţa Sfatului.
No verão, está sempre movimentada.
Muitos bares e restaurantes interessantes nesta região.
De cima do Monte Tâmpa a praça fica ainda mais bela.

Esta grande praça é circundada por cafés e restaurantes, e costuma ser bem movimentada, especialmente durante os meses da primavera e verão.

No seu centro está a Casa do Conselho (Casa Sfatului), uma construção datada de 1420, que servia como sede do que seria uma espécie de casa dos representantes à época.

Em cima dela fica a Torre do Trompetista, onde ao meio-dia, artistas com trajes típicos fazem uma breve apresentação junto ao relógio. 

Nesta mesma praça, mais precisamente na antiga sede da prefeitura, fica o Museu Histórico de Braşov. É uma ótima oportunidade para aprender pouco mais sobre a história da cidade, desde os tempos dos romanos até o período medieval. 

Abre de terça a domingo das 10hs às 18hs e o ingresso custa 7/1,50 lei (adulto/estudante).

Vale também conferir a bela igreja ortodoxa “Dormition of the Mother of God” Church cuja entrada curiosamente fica ensanduichada entre uma livraria e uma sorveteria.

“Dormition of the Mother of God” Church

Saindo dali da Piaţa Sfatului, caminhe pelo calçadão Strada Republicii e ruas adjacentes que partem dela.

É um dos melhores lugares para bares, restaurantes e muitas, muitas lojas de souvenires. Isso para não falar nas construções históricas interessantíssimas que tem ali.

Pensa numa rua estreita, não, mais estreita.

Strada Sforii, com uma largura que varia entre 1,10m e 1,35m nos pontos mais “largos” é considerada uma das ruas mais estreitas da Europa. 

Hoje, boa parte dos seus 80m está tomada de grafites que em alguns casos estão mais para pichações mesmo (e olha que a gente curte street art no estilo dos grafites de Vancouver). 

Strada Sforii.

No passado ela era uma via de acesso para os bombeiros da cidade. Fiquei imaginando que eles deveriam ser magrinhos e carregavam quase nada de equipamento porque passar por ali carregando coisas na pressa não deve funcionar.

Brasov tem a sua própria versão de letreiro no estilo Hollywood. Sim, do alto dos 940m do Monte Tâmpa reluz um enorme letreiro escrito B R A S O V.

O letreiro de Brasov no monte pode ser visto de praticamente toda a cidade.
A vista lá de cima é fantástica!!!

Acho que fizeram isso para todos se lembrarem do letreiro que nada combina com o estilo da cidade e não com o fato de que ali o “fofo” do Vlad Țepeș mandou de uma só vez empalar 40 nobres que não eram lá muito alinhados com ele.

Bem melhor que tudo isso é a vista do alto do Monte, num mirante acessível por teleférico (telecabina) que você pega na Aleea Tiberiu Brediceanu e custa 16/9 lei ida e volta adulto/ criança e funciona de terça a domingo das 9h30 às 17hs e do meio dia às 18hs na segunda.

Ao norte do centro de Brasov fica a Cidadela (Cetatea), uma área construída em 1524 como uma espécie de extensão da cidade no topo de uma colina.

Embora as ruínas que vemos hoje sejam os muros de pedra dos séculos XVI e XVII, ela era uma bela cidadela fortificada de madeira e pedra.

Cetatea de Brașov.

É um excelente lugar para admirar o pôr do Sol em Brasov.

Por falar em fortaleza, a cidade velha de Brasov era toda cercada por uma muralha com 12m de altura e mais de 3km de extensão construída entre os anos 1400 e 1650 e algumas torres de defesa contra os ataques dos turcos.

O melhor ponto para ver o que sobrou destas muralhas é no trecho que fica perto rua După Ziduri, uns 200m ao sul da Basílica Negra. 

Eram originalmente sete torres nas quais vigias tocavam sino no caso de qualquer ameaça que se aproximasse.

Uma coisa triste sobre as muralhas, além de manter os moradores de Brasov a salvo dos ataques turcos, elas ainda também serviam como uma triste forma de segregação, já que os saxões que dominavam a região não permitiam que os romenos entrassem na cidade muralhada.

Eles eram banidos para uma região próxima, chamada de Schei que hoje é um bairro da cidade.

Duas destas torres ainda estão em pé. A Torre Negra (Turnul Negru) e a Torre Branca (Turnul Alb)oferecem belas vistas da cidade no entardecer.

Uma das torres que protegiam a cidade.

Mais ao sul da muralha fica o Bastião dos Tecelões (Bastionul Țesătorilor), uma construção do século XVI.

Já situada na região de Schei que citei acima, fica a Catedral de São Nicolau (Biserica Sfântul Nicolae) que fica no topo de uma colina com belas vistas da cidade.

Originalmente esta igreja foi construída em 1392, sendo substituída pela estrutura que se vê hoje, de aparência gótica, em 1495; e sendo na sequência “atualizada” para o estilo bizantino.

No interior dela descobriu-se em 2004 alguns murais que retratavam os últimos rei e rainha da Romênia. Estes murais foram cobertos para evitar-se que fossem destruídos pelos comunistas.

Poarta Ecaterina.

Uma dica interessante que já usamos noutros destinos são os tais free walking tours. São basicamente tours gratuitos onde um guia leva um grupo para conhecer alguns pontos da cidade durante uma caminhada. Já fizemos isso em Jerusalém e na Europa com a Sanderman’s Free Tour.

Em Brasov, o grupo Brasov Walking Free Tour, oferece um tour que passa por praticamente todos os pontos acima indicados em uns 90-120min. em troca de uma gorjeta bacana no final.

Se este tipo de passeio faz o seu gosto, eles partem todos os dias às 10h30 da Piata Sfatului, perto da fonte. É só procurar alguém com um guarda-chuva laranja.

Arredores de Brasov

Além das atrações de Brasov, a cidade serve como uma excelente base para conhecer outras cidades e atrativos na região.

As principais atrações que eu recomendo você visitar são o Bran Castle, na cidade de Bran, e a Fortaleza de Râşnov que fica alguns quilômetros dali.

Bran Castle

Bran Castle.

Situado no topo de um rochedo rodeado por uma floresta que nas primeiras horas da manhã e final de tarde, fica é tomada por uma bruma para lá de mística, o Castelo de Bran é sim o cenário perfeito para um conto de horror.

Mas não se deixe enganar por esta aura que alimentou (e muito bem diga-se de passagem), uma das mais antigas lendas urbanas da Transilvânia.

A crença decorre de um mito de que Vlad Ţepeş, a pessoa por trás do mito que inspirou o Conde Drácula, tenha sido aprisionado ali por um breve período.

Entretanto, não existem registros históricos que fundamentem minimamente esta alegação. 

Em verdade, creditar ao (sim interessantíssimo castelo!) a crença de que ele seria de Vlad Ţepeş não passa de puro marketing. Tinham uma história interessantíssima e acharam um castelo para encaixar nela.

O mais perto que se chega do conto é sentar-se na biblioteca do castelo e ler o livro!

Notem que eu não disse que o castelo encaixou na história…

Isto porque a bem da verdade, o Bran Castle nem mesmo de inspiração para a história de Bram Stoker serviu.

Eu mesmo tive o cuidado e o prazer de ler o livro de Bram Stoker pouco antes da viagem e não existe ali nenhuma menção clara ao castelo de Bran.

É claro que os moradores locais tentarão a todo custo te convencer de que é tudo verdade. A única verdade nisso tudo é que existe uma divertida indústria de mitos que sustenta em boa parte o turismo local, com várias lojinhas de souvenires e etc.

Mas não deixe de achar que o castelo não seja interessante. Muito pelo contrário! Ele é motivo suficiente para você vistar a pequena Bran (5mil habitantes).

O castelo está onde anteriormente existia uma cidadela erguida pelos teutônicos no século XIII que acabou sendo destruída numa sangrenta batalha. 

Pátio interno do Bran Castle.
Num dia lindo destes não tem nada de aterrorizante. 🙂

Em 1382 iniciaram a construção do Bran Castle por conta de um receio de uma iminente invasão turca. E a localização não poderia ser melhor, já que de um lado está protegido pelas montanhas Bucegi e de outro pelo rochedo Piatra Craiului.

Dentro das suas imponentes muralhas você encontra um castelo muito bem preservado, com muita tapeçaria (inclusive com peles de ursos) e antiguidades do século XIX.

Você notará uma série de homenagens aos reis e rainhas da Romênia, em especial à Rainha Maria que lá morou por muitos anos e tem em seu curriculum o grande feito de unir a Romênia.

Passear pelos seus cômodos, muito bem preservados, é uma excelente oportunidade de ver de perto a história da Romênia.

O interior do castelo é super interessante.
Uma das muitas cozinhas do castelo.
Os quartos ainda têm a mobilia original.
Ele foi utilizado pelos Cavaleiros Templários.

As únicas menções ao Drácula são realmente apenas para ambientação e marketing, mas mesmo assim super divertidas.

Já no extremo oposto da diversão está uma das áreas mais sensíveis do castelo: um conjunto de salas expondo ferramentas originais utilizadas para a tortura de prisioneiros.

Embora esteja tudo sendo exposto dentro de um contexto histórico (naquele discurso de “não façam isso novamente”), é bastante impactante.

Coisas horripilantes.

Do lado de fora, aproveite para admirar os jardins ver a feirinha de souvenires e de pratos típicos, tem muita coisa interessante ali.

Jardins do Bran Castle.

Fica na rua General Traian Moşoiu 24; o ingresso custa 70/20 lei adulto/ criança; e abre de terça à domingo das 9hs às 18hs e do meio dia às 18hs de segunda entre os meses de abril e setembro; e entre outubro e março ele fecha às 16hs.

Cidadela de Râșnov

Situada pouco mais de 20 minutos de Brasov existe outra atração igualmente interessante para uma esticadinha a partir de Brasov, a Cidadela de Râșnov (Cetatea Râșnov).

Majestosa no topo de uma colina e, novamente com um logo no estilo Hollywood (que mania zoada ☹!), está esta cidadela que começou a ser construída em 1211 e terminada em 1225. 

Cidadela de Râșnov.

Embora a cidadela seja do período de domínio dos cavaleiros teutônicos, alguns defendem que a região já era tida como um ponto de defesa ainda no período dácio, coisa como que datada do século 1 a.C. 

Basta olhar para o rochedo ao redor para ter certeza de que escolheram super bem o local para construir a cidadela.

Reza a lenda que ela foi tomada apenas uma vez na sua história, em 1612, por conta da falta de água. Dizem que os invasores descobriram a rota de acesso para fonte de água portável.

A vista de centro dos muros da Cidadela de Râșnov dá uma boa idea de como era.

Depois disso ela ainda sofreu um grande incêndio em 1725 e um terremoto em 1802.

Ela voltou a ser usada como defesa entre 1848 e 1849 quando a população local se refugiou das tropas do império austro-hungaro.

É famosa ali uma tal lenda do poço. Como dito acima, o castelo sofreu apenas uma invasão por conta da ausência de água portável. E para resolver isso, decidiram escavar um poço no solo rochoso. 

A mão de obra para tanto foi de dois prisioneiros turcos que teriam trabalhado em troca da sua libertação. Dizem que eles trabalharam por 17 anos, e que eles escreveram versículos do Alcorão nas paredes do poço, algo que ainda se vê hoje. Ninguém sabe se de fato eles foram libertados ou mortos ao final dos trabalhos, mas o poço foi usado até 1850.

Para entrar no clima medieval de Râșnov

Alguns acreditam que no fundo do poço existira um tesouro. Mas aí já é lenda demais!!! Kkkk

O ingresso custa 12/6 lei adulto/criança e abre diariamente das 9hs às 18hs. Para chegar lá você pode encarar a caminhada da subida ou pegar o elevador (12/6 lei adulto/criança das 8h30 às 16h30) na esquina entre as ruas Ion Luca Caragiale e Cetății.

Peleş Castle

A uma curta distância de Brasov, já no caminho para Bucareste, está um dos mais famosos e belos castelos da Romênia, o Peleş Castle.

Construído a pedido do primeiro rei da Roménia, Carol I sua construção começou em 1875 e levou ao todo 40 anos para ser finalizada, mesmo com dezenas e dezenas de construtores e artesãos trabalhando arduamente.

Peleş Castle.
Repare nos detalhes e riqueza da pintura.

Se você espera um castelo com um ar mais medieval, como dá para notar da data da sua construção, ele é relativamente mais moderno do que os demais, como por exemplo Bran. O seu estilo é neorrenascentista.

Ele é lindo sim, mas achei um tanto quanto “entulhado” Kkkkk. Digo isso porque é tanta coisa ali dentro que você nem sabe para onde olha.

A riqueza de detalhes impressiona.

São itens de tudo quanto é lugar, com destaque para os cristais de Murano, na Itália

As referências nas pinturas também são bem variadas, já que existem representações de paisagens da Suíça e Alemanha, já que as origens do rei Carol I eram justamente estas.

Destaque para a Sala de Armas com uma incrível coleção de armaduras, inclusive para cavalos.

Sala de Armas do Peleş Castle.
Quem disse que um passeio assim não é bacana para os pequenos viajantes?

Outro ponto alto é a Sala de Jantar Mourisca, cujas paredes são nada menos do que incrustadas com madrepérola. 

Sala de Jantar Mourisca.

Igual destaque para as salas a Sala dos Retratos e a Biblioteca, esta talvez um dos pontos mais fantásticos da visita, com direito a passagem secreta e tudo mais.

Todos estes atrativos têm um lado negativo… é uma atração mega concorrida, especialmente no verão com muitas filas, especialmente para os tours em inglês.

Tente chegar cedo porque é bem lotado.

Igual desafio é estacionar o carro ali, já que o estacionamento não é grande e dependendo do horário acaba sendo tomado por ônibus de turismo. Por isso é comum as pessoas pararem o carro no centro de Sinaia e caminhar meia hora até a entrada do castelo (30 min.)

O ingresso custa 50/12,5 à 100/25 lei (adulto/criança), mas depende do tipo de tour. Abre de quarta das 10h às 17hs e de quinta à domingo das 9h15 às 17hs (fechado de segunda e terça) – mas na primavera e verão abre de terça. As visitas são realizadas numa visita guiada obrigatória de 40 minutos.

E aí? Te convenci a conhecer uma das cidades mais famosas da Transilvânia? 

Diogo Avila

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