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Roma num roteiro de 3 dias

Existem muitos destinos de viagem que eu considero obrigatórios para qualquer viajante, e Roma é certamente um deles.

Histórica, charmosa e não raras vezes caótica, a capital italiana é um daqueles destinos de viagem que não pode faltar na lista de experiencias de viagem daqueles que têm asas nos pés.

Como você verá neste post, nenhuma cidade no mundo é tão rica em história (e em provérbios) e represente tão bem uma nação quanto Roma.

Talvez por isso mesmo, a exemplo de outras cidades como Paris e Nova York, uma cidade grande que por seus encantos acaba sendo o destino de viagem muito procurado seja por brasileiros seja por turistas de outras nacionalidades.

Estima-se que Roma receba nada menos do que 10 milhões de turistas estrangeiros por ano (o Brasil inteiro gira em torno de 6 milhões ao ano). É gente que não acaba mais.

Para nós brasileiros, Roma tem um sabor especial.

comer na itália
Até pela comida, a gente se sente em casa!

Aqui, por exemplo uns 25% dos genes da tripulação do Cumbicão vêm da Itália. Metade da região norte e metade do sul. Claro que eu, mais esquentado sou da turma do sul! Kkkk

E assim é para muitos outros brasileiros que em parte descendem da “turma que não consegue falar sem gesticular”.

Mesmo aqueles que não têm um laço genético com a Itália, acabam de alguma forma se identificando pela quantidade de elementos que importamos de lá.

Isso porque enquanto epicentro do Império Romano, Roma exerceu uma influência profunda e duradoura, moldando a política, o direito, a língua, a arquitetura, a filosofia e a religião do mundo ocidental.

Fico com a impressão de que todo mundo tem um pouco de Itália, goste ou não da “”Squadra Azzurra” (apelido da seleção italiana de futebol). 

Mas voltando ao aspecto turístico, afinal é o tema aqui… quem nunca sonhou em ver de perto o Coliseu, jogar aquela moedinha na Fontana Di Trevi, ou quem sabe dar um oi para o Papa na sacada do Vaticano?

Roma, indiscutivelmente, tem um magnetismo como poucas cidades.

E não é de hoje, que a cidade tem esta fama toda não.

A “Cidade Eterna” foi fundada em 753 a.C. e ganhou este apelido do poeta Tribulo (no século I a.C.) e ele reflete a ideia de que ela duraria para sempre. 

Bem, até mesmo o poderoso Império Romano ruiu e a cidade de Roma seguiu firme e forte sua história.

Roma com crianças
Roma é um destino obrigatório para quem gosta de história.

Dá até para dizer que Roma assistiu a história passar.

Mesmo sem nenhuma base histórica, reza a lenda que Roma foi fundada a partir da disputa de entre dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo que eram descendentes do herói troiano Eneias.

Ainda bebês, eles teriam sido jogados no rio Tibre para morrerem afogados, mas foram resgatados e amamentados uma loba (“Lupa Capitolina”) e depois criados por um pastor.

Já adultos, decidiram fundar uma nova cidade. Mas numa disputa sobre qual colina (Roma tem 7 colinas) seria a escolhida (Rômulo preferia o Palatino, Remo o Aventino); Rômulo matou Remo e, em 21 de abril de 753 a.C., fundou Roma, nomeando-a em sua própria homenagem e tornando-se seu primeiro rei.

Lupa Capitolina
Lupa Capitolina

Mas a real é que esta região já era habitada desde o século X a.C. e teria surgido da união de tribos etruscas e gregas que deram origem ao que convencionamos chamar de Império Romano.

E ali desfilaram figuras icônicas da história, como Júlio César, Cleópatra (sim, aquela do Egito), Nero, Trajano, Diocleciano, Constantino, e muitos outros. Não, Asterix e Obelix não chegaram lá! Kkkkk

Roma só veio a perder sua importância como centro do poder com a queda do Império Romano em 476 d.C. com as invasões bárbaras agravadas por problemas internos (corrupção política, instabilidade econômica).

A herança deste período compõe uma extensa lista de itens, como por exemplo o direito romano (que até hoje influencia muitos países com coisas como “habeas corpus” e “presunção de inocência”); o latim deu origem a vários idiomas (português, espanhol, etc.); a arquitetura com elementos como arcos e concreto; a política com conceitos como república e senado; organização militar; o calendário (o calendário juliano, inspirou nosso calendário gregoriano); e até mesmo o cristianismo que embora perseguido no início, teve a sua expansão a partir de Roma séculos depois.

Curiosidades sobre Roma

Roma é a única cidade do mundo que tem um país dentro de si.

Sim, o Vaticano, do qual falaremos em detalhe noutra oportunidade, é o menor país do mundo e está totalmente imerso dentro dos limites territoriais da cidade de Roma.

VAticano
Olhando assim é até difícil saber onde termina Roma e começa o Vaticano.

Quando a gente fala de fonte em Roma, certamente a primeira que vem à mente é a Fontana Di Trevi, mas a cidade tem outras mais de 2 mil fontes, muitas delas ornamentadas com estátuas!!! 

Dizem que Roma abrigou o primeiro “Shopping Center” do mundo. O Mercado de Trajano, construído no início do século II d.C., é considerado por muitos historiadores como o primeiro complexo comercial coberto do mundo, com múltiplas lojas e escritórios.

Andando por Roma, não deixe de reparar nas suas tampas de bueiro. Elas podem não ser variadas e trabalhadas como as do Japão, mas têm uma inscrição SPQR. Em bom latin significa “Senatus Populusque Romanus” ou “O Senado e o Povo Romano”, simbolizando democracia e orgulho cívico. 

Roma
Roma tem mais de 900 igrejas!

Haja fé! Como se não bastasse o Vaticano ficar dentro de Roma, ela é conhecida por ter um número impressionante de igrejas. Estima-se que existam mais de 900 igrejas católicas na cidade de Roma. Imagina se contar as demais denominações cristãs???

Aliás aqui já deixo uma dica importante escapar aproveitando que falamos de igrejas. Seja no Vaticano ou nas igrejas, deve-se respeitar um código de vestimentas. Nada de bermudas acima dos joelhos ou ombros de fora, leve um lenço ou echarpe para se cobrir, se necessário.

Herança dos antigos aquedutos romanos, lá você encontra mais de 2.500 fontes de água potável gratuitas. Elas são chamadas “nasoni” (narigões) devido ao formato de suas bicas.

Fonte em Roma
Uma das muitas fontes de água em Roma. Pode confiar!

Talvez você já tenha ouvido falar da expressão “Pão e Circo” (Panem et Circenses em latim). Ela surgiu em Roma, como uma prática, infelizmente ainda vigente, onde os governantes faziam a distribuição gratuita de trigo e oferta de espetáculos públicos (corridas de bigas no Circo Máximo, lutas de gladiadores) para manter a plebe urbana satisfeita e controlada / ignorante – embora na verdade vivia na miséria, como hoje.

Roma esconde debaixo de suas ruas um segredo bem macabro e triste. Conhecidas como Catacumbas de São Calisto, existem aproximadamente 20km de túneis nos quais os primeiros cristãos para fugir da perseguição se escondiam e eventualmente enterravam seus mortos.

Na antiga Roma era conhecida por seu urbanismo bastante desenvolvidos para a época. Tanto que um exemplo disso eram as vespasianas. Mictórios públicos, nomeados em homenagem ao imperador Vespasiano, que teria instituído um imposto sobre a urina (usada em lavanderias devido à amônia). Daí a frase “Pecunia non olet” (O dinheiro não cheira).

Roma também tem obeliscos. Alguns deles foram sim trazidos do Egito depois de conquistado por Augusto em 31 d.C., mas muitos outros foram criados pelos próprios romanos que passaram a adotar eles como forma de ornamento urbano.

Obelisco em Roma
Um dos muitos obeliscos egípcios em Roma.

Dicas práticas

Como costumamos fazer, antes de tratarmos das atrações em si, vamos ver algumas dicas práticas para você curtir a cidade ao máximo e otimizar seu tempo em Roma.

Quanto tempo?

Roma não foi feita em um dia” e não será você, intrépido turista, que vai conseguir conquistar todas as suas atrações em apenas alguns poucos dias.

Roma é uma daquelas cidades tão cheia de atrações, tanto essenciais quanto aquelas mais escondidinhas, que para você conhecer bem ela, seria necessário coisa de 5 a 7 dias para fazer com calma.

A gente, como tinha Roma apenas como uma escala estendida rumo a outros destinos, acabamos tendo apenas 3 dias na cidade.

Roma
Montando certinho o roteiro, em três dias você conhece praticamente tudo em Roma e tamb[em o Vaticano.

Pouco? Achei que não, mas deu para ver o básico dividindo 2 dias rodando por Roma e um mais focado no Vaticano.

Claro que neste caso você precisa focar em coisas mais essenciais.

Não dá por exemplo para visitar todas as igrejas nem praças mais famosas, sendo preciso focar onde realmente é mais icônico, como Coliseu, Piazza di Spagna, Foro Romano, Piazza Novona e tal.

Como fazer tudo o que está neste post em poucos dias?

Primeiro viaje no verão (onde o dia tem mais horas úteis ao ar livre), acorde cedo, e volte para o hotel apenas no final do dia.

Segundo compre os ingressos de itens como Coliseu e Museu do Vaticano antecipadamente para não perder tempo nas filas que podem ser intermináveis.

Quando ir? Como é o clima em Roma?

Em tempos de overtourism, onde parece que o mundo resolve viajar para o mesmo lugar na mesma época, escolher a melhor época do ano para visitar um terminado lugar vai muito além de olhar a previsão do tempo.

E acho que Roma é um dos melhores exemplos disso, juntamente com as cidades turísticas da Espanha.

Roma
Roma pode até ficar lotada no verão, mas os dias são lindos!

Digo isso porque a alta temporada, quando tudo está mais cheio e caro, em Roma é bem definida pelos meses de primavera e principalmente verão (meio de ano).

Enquanto que o outono e inverno, representam justamente os períodos menos concorridos (final e começo de ano).

Mas Roma não tem praia!!! Sim, verdade. Mas muitos dos turistas estrangeiros que vão à Roma acabam também aproveitando para conhecer outras cidades na Itália, especialmente as litorâneas do sul e a Toscana que fica bem interessante nesta época do ano.

Como íamos para a Albânia, justamente para curtir alguns dias de praia, optamos por ir à Roma no verão. Dias lindos sim, mas lotados!!!

Piazza di Spagna
Roma é lotada no verão.

E pensando nisso, é essencial que algumas atividades, como por exemplo vista ao Museu do Vaticano e Coliseu sejam agendados com uma boa antecedência como detalho em cada um dos casos mais a diante.

Olhando a previsão do ano, eu tenho apenas ressalvas quanto a passar por exemplo uma virada de ano em Roma, justamente por conta das chuvas que realmente são excessivas:

Temperatura média em Roma.
Temperatura média em Roma.
Média de chuva em Roma
Média de chuva em Roma

Chegando e circulando por Roma

Como diz aquele ditado, “todos os caminhos levam a Roma”. Kkkk

A propósito, a frase data da época do Império Romano e remete à extensa rede de estradas construídas que convergiam para Roma.

Olhando o moderno mundo das viagens, ela ainda faz muito sentido se pensarmos que existem muitas formas de chegar à capital italiana.

A partir do Brasil, tanto Rio de Janeiro quanto São Paulo têm vos diretos para Roma (aprox. 11hs) seja com empresas brasileiras como LATAM quanto ITA Airways, que foi a nossa opção pelo custo-benefício.

ITA Airways
ITA Airways tem voos diretos para Roma.

Já se você olhar no FlightConnections as opções com escalas noutras cidades da Europa, ai as opções são tantas que realmente o ditado acima faz mais sentido inda. Tanto capitais europeias, como algumas outras cidades menores têm voos diretos para lá.

A porta de entrada destes voos é sempre o Aeroporto Internacional Rome Fiumicino – “Leonardo da Vinci”. Nada como ter um patrono destes hein!!!

Aeroporto Internacional Rome Fiumicino - "Leonardo da Vinci"
Aeroporto Internacional Rome Fiumicino – “Leonardo da Vinci”

Localizado em Fiumicino, a 35km de Roma, é o aeroporto mais movimentado da Itália.

É um aeroporto relativamente grande que opera 4 terminais (A-B-C-D), e conta com uma quantidade interessante de lojas e restaurantes para atender que tem que fazer conexões.

Sempre brinco com você que a minha primeira preocupação ao montar o roteiro em uma cidade é o tal como ir de-para o aeroporto. É horrível chegar zoado do jet-lag, sem saber isso e ficar ali perdido entre tantas e, muitas vezes confusas opções.

Em Roma, existem boas e excelentes opções para a ligação entre o aeroporto e a cidade.

Começando pela melhor e mais em conta, o trem.

Veja que eu não usei o termo metrô, porque metrô lá é só em Roma mesmo. Mas isso não é ruim não…

A partir da estação de trem que fica literalmente dentro do aeroporto, conforme mapa abaixo, você encontra duas opções de trens.

Mapa trem aeroporto Roma
Você pode ir por dentro ou por fora, é só cruzar a rua.

A primeira opção é o Leonardo express, um serviço dedicado exclusivamente para os passageiros do aeroporto, logo um trem direto que parte a cada 15 minutos, numa viagem de 32min. até a Roma Termini (a estação central de Roma).

Ele custa € 14 (menores de 12 anos viajam gratuitamente com seus pais). Parte de Roma Termini das 4h50 às 23h35 e do aeroporto das 5h38 às 0h23.

Apenas tenha ciência de que eventualmente, dependendo da lotação, você pode ter que viajar em pé, ou esperar o próximo.

Leonardo Express
A nossa escolha foi o Leonardo Express.

A outra opção é o trem regional FL1 que parte a cada 15min. nos dias úteis e a cada 30 min. nos finais de semana. Visitando o site da Trenitalia acima, vi que ele custa € 8, ou seja, quase que a metade do Leonardo express. Mas você tem que fazer uma conexão no meio do caminho e a viagem dura quase 1h.

Ambos te deixam na estação Roma Termini que é a principal estação de trem de Roma onde você pode tanto conectar com o metrô quanto outros trens urbanos ou de longa distância para outros destinos na Itália.

estação Roma Termini
Estação Roma Termini.

Aliás, a estação Roma Termini é um excelente hub de serviços com lojas, supermercado e algumas opções descentes de lugares para comer.

Falando ainda de trem e aeroporto, Roma tem uma coisa muito legal que já havíamos visto noutros destinos como por exemplo Zurique e Hong-Kong: um check-in na estação.

Chamado de Airport in The City, se você estiver viajando com a ITA Airways, pode despachar as suas malas diretamente no guichê deles na Estação Termini (exceto voos para os EUA e Israel) e coletar elas diretamente no destino.

E na outra ponta, dá para fazer o check-in e despacho de bagagem diretamente na estação de trem do aeroporto e seguir direto para o portão de embarque, usando o serviço FCO Connect.

Os táxis no aeroporto de Roma têm preços tabelados para ambos os sentidos da viagem. Por exemplo, uma viagem ao centro de Roma sai por € 55.

Taxi em Roma
Táxi, embora caro, também é uma boa opção.

Por fim, e talvez menos interessante existe uma série de operadores de ônibus que partem de um ponto diante do aeroporto e conectam vários pontos da cidade.

Como se locomover em Roma?

“Uma vez em Roma, faça como os romanos” (não prometo que este não seja o último provérbio deste post!).

E não, não vou te sugerir alugar uma Vespa para se locomover por Roma.

Roma
O mais perto que sugiro você chegar de um carro em Roma é para tirar uma foto.

Aliás já te adianto aqui que a pior coisa que você poderia fazer é alugar um carro para usar em Roma. Primeiro porque é impossível estacionar em qualquer lugar no centro da cidade. segundo porque o trânsito em Roma é coisa para gladiadores, não para motoristas.

Então sobram os dois meios de transporte mais adequados para cidades cheias de atrações e onde o mais prazeroso é perder-se pela rua: caminhar entre as atrações mais próximas e usar o metrô entre as mais distantes, ou se você estiver hospedado fora do centro histórico.

Digo isso porque como se vê do mapa abaixo, as atrações mais interessantes estão justamente no centro:

Bóra então falar do metrô de Roma.

São apenas 3 linhas (A, B e C) que partem justamente da Estação Termini (estação central), aquela mesma onde chegam os trens vindos do aeroporto e de outras cidades:

metrô de Roma
O metrô de Roma pode não ser moderno nem bonito, mas atende bem.

A Linha A é boa para grandes pontos turísticos como a Fontana di Trevi (Barberini), a Piazza di Spagna (Spagna) e São Pedro (Ottaviano–San Pietro), enquanto a linha B serve o Coliseu e o Fórum Romano (Colosseo).

Mas quanto custa? Embora você deva consultar o valor na época da sua viagem no site do metrô de Roma, na época da nossa viagem as opções de ingresso eram as seguintes:

Quanto custa o metrô em Roma? Veja abaixo os valores dos bilhetes.

  • BIT (€ 1,50) válido por 100 min a partir do momento em que você passa pela catraca pela primeira vez. Mas atenção: durante esse tempo, pode ser usado em todas as formas de transporte, mas apenas uma vez no metrô;
  • BIT (€ 15,00) Livreto de 10 passagens também válidas no mesmo esquema acima;
  • BIG (€ 7,00) por 24 horas.
  • BIG (€ 12,50) por 48 horas.
  • BIG (€ 18,00) por 72 horas;
  • CIS (€ 24,00) por 7 dias.

Vale lembrar que estes bilhetes também são válidos nos trams (bondes) e ônibus.

Metrô Roma.
Compre o bilhete nas máquinas disponíveis nas estações.

Mas qual compensa? Se você for usar o transporte público mais de quatro vezes em um determinado dia, a melhor opção é um passe de 24 horas.

Nunca se esqueça de validar o bilhete porque a multa é altíssima. E fique com ele para sair pelas catracas.

Alternativamente você pode viajar sem um bilhete de papel/plástico, usando o sistema Tap & Go – basta encostar seu cartão de crédito/débito sem contato na máquina de validação do ônibus ou na catraca do metrô, esperar a luz verde e pronto. Confesso que aí não entendi como fica o bilhete validado… Como você prova para o fiscal?

Se você for à Roma com crianças de até 10 anos, elas não pagam passagem quando viajando com adulto pagante.

O metrô inicia suas operações a partir das 5h30 e vai até as 23h30 de segunda-feira a quinta-feira e domingo, e até as 1h30 de sexta-feira e sábado.

Para algumas áreas centrais vale também usar o sistema de ônibus, já que é bastante confortável e relativamente barato.

O pagamento é feito diretamente com o seu cartão de crédito no sistema de contact-less.

ônibus em Roma
Dependendo do lugar, ônibus pode ser uma opção também.

Onde se hospedar?

Onde se hospedar em Roma daria não um post, mas um site inteiro, de tantas opiniões diferentes que se pode ter a respeito do tema.

Você encontra a turma que entende que é melhor pagar mais caro por uma hospedagem que pode não ser tão top assim, mas ficar em uma zona mais central, perto de tudo.

E que com isso você evitaria usar demais o metrô para visitar as atrações. 

E de outro lado a turma que entende que compensa gastar mais tempo e dinheiro com metrô, mas ficar num hotel melhor porém longe do centro.

Hotel Roma
Normalmente hotéis em Roma custam bem mais caro do que um apartamento alugado.

Bem, eu entendo que em Roma, como todas as atrações estão mais na zona central, até que compensa seguir a primeira ideia, especialmente se você tiver pouco tempo disponível, como a gente, e precisar otimizar os deslocamentos.

Nós por exemplo, optamos por ficar perto da Estação Termini, uma excelente opção em termos de localização. Embora não seja lá tão charmosa na opinião de alguns.

Uma coisa que você vai notar é que, pouco importa em que região, hospedar-se em Roma não custa pouco não.

Qualquer hotel não sai por menos do que uns € 200 a noite! E não raras vezes são hotéis bem antigos que nem de longe justificam o preço cobrado pelo conforto oferecido.

Foi justamente pensando nisso que passamos a olhar a opção de um apartamento.

AmoRoma Suite
AmoRoma Suite.

Ao final, a nossa escolha para esta viagem foi o AmoRoma Suite que atendeu super bem às nossas expectativas. A experiência que detalharei em breve aqui no site. 

Roma é uma cidade segura?

Se você estava na Terra nos últimos anos deve ter visto algum vídeo em rede social com a pessoa gritando “Attenzione pickpocket!”.

Ok, a ação dos batedores de carteira de Roma pode não ser tão frequente quanto em Veneza, onde a trend surgiu, mas o alerta serve demais para a capital italiana, especialmente nas zonas mais movimentadas.

Roma
Nem precisa de tradução.

Assim, como eu sempre costumo brincar (mas era para chorar!) que se comparado ao Brasil, quase que qualquer lugar no mundo é mais seguro.

Digo isso porque roubos à mão armada seguem sendo raros, mas os furtos e pequenos golpes não. Na dúvida, evite zonas mais remotas à noite e não ande por lá ostentando demais!

Cuidado com bolsos, especialmente no metrô, e ainda mais se estiver lotado. Vale a regra de mochila à frente do corpo e com zíperes fechados. Eu normalmente deixo em lugares assim, quando preciso colocar nas costas, um daqueles cadeados de segredo.

Segurança em Roma
A cidade é muito bem policiada.

No geral, ficando atento e tomando as mesmas precauções que você toma aqui, não deve ter problema.

Pode beber água da torneira? Sim, em alguns destinos da Europa e nos EUA eu tomo água direto da torneira sem problema algum.

E nas ruas ainda mais, tanto nas tais fontes Nasoni que falei acima quanto nas modernas mostradas abaixo. Há inclusive um app I Nasoni que mapeia todas as fontes.

Coliseu
Tenha sempre uma garrafa para ser enchida.

Não que sejam super comuns lá, mas eventualmente você pode ter algum problema com a comida local, então é sempre bom ter uma farmácia de viagem para eventual necessidade.

Em Roma os banheiros públicos não são tão comuns. Então prefira os banheiros de restaurantes ou shoppings.

Chip de celular em Roma

Normalmente os hotéis oferecem internet wi-fi gratuita, mas nem sempre a qualidade é lá aquelas coisas ou funciona em todas as áreas do hotel. 

Fora que ter internet para usar durante o dia, seja para locomover-se, reservar atrações, conferir os posts aqui do Cumbicão (!!!), comprar preços, e tantas outras coisas é mais do que uma facilidade, é uma necessidade de viagem!!!

Comprar um chip local me pareceu ser complicado demais, já que o idioma oficial não facilita muito. Roaming do Brasil? Nem pensar, só o custo já assusta.

Para esta viagem, mais uma vez contamos com o chip de celular fornecido pelo OMeuChip que funcionou super bem durante toda a viagem. Se você quiser comprar o seu, é só clicar no banner ao lado e aproveitar descontos especiais.

Qui si parla italiano

Apesar de parte da ascendência aqui ser italiano, não posso nem dizer que o meu italiano é macarrônico (aliás em italiano, embora sem qualquer sentido, isso seria mais ou menos assim: il mio italiano è maccheronico).

dicionário de italiano
Se o inglês não servir, já sabe né? 😂

Se você como eu não tem nem um italiano macarrônico, fique tranquilo, com uma enxurrada de turistas estrangeiros desde sempre, inglês é super tranquilo para o turista se virar.

Mas, como sempre, vale a pena ter algumas expressões à mão para fazer graça com os locais:

  • Buongiorno: bom dia
  • Buon pomeriggio: boa tarde
  • Buonasera: boa noite. 
  • Mi scusi: com licença (para chamar a atenção)
  • Permesso: licença. 
  • Grazie: obrigado
  • Prego: de nada.

Roma com crianças

Se você viaja com crianças, talvez esteja se perguntando se Roma é um bom destino para os pequenos viajantes.

Bem, por mais que eu seja um entusiasta da ideia de que todo destino pode ser uma boa ideia para uma viagem em família desde que eventualmente os pais façam algumas adaptações, no caso de Roma a resposta é SEM DÚVIDAS!!!

Roma tem um combo de coisas que a tornam super interessantes para uma viagem em família.

Roma
Roma é um destino perfeito para viagem em família.

Comecemos pela comida.

Que criança que não adora o combo macarrão + sorvete???

Então comida certamente não deve ser um problema.

Passando para as atrações, praticamente todas as atrações têm uma história e que pode ser facilmente conectada à curiosidade inata dos pequenos viajantes.

Para ficar em dois exemplos bem simples, que pequeno viajante não se interessa por ouvir histórias (reais ou não) de gladiadores? Ou ficar naquela expectativa de jogar uma moedinha na Fontana di Trevi?

Novamente, como sempre defendo aqui, vi muito dos pais criarem este cenário e fazer com que os pequenos participem da viagem ao invés de serem simplesmente arrastados para um determinado destino.

Para mais dicas sobre viajar com crianças, confira os posts Viajando com Crianças – O que aprendemos até agora (bebês) e Viajando com Crianças – O que aprendemos dos 2 aos 4 anos.

O que tem para fazer em Roma?

Roma tem uma quantidade e variedade de atrações enorme.

Mas no geral, uma viagem à Roma envolve a visita a muitos pontos turísticos históricos, praças e fontes (uma mais bela que a outra) e muitas igrejas.

Porém mais do que as atrações em si, que são verdadeiros ícones do turismo, como Panteão e Coliseu, uma das coisas mais gostosas para fazer em Roma é passear pelas suas ruas, curtindo o clima local, a arquitetura, e na certeza de que a cada esquina, você vai encontrar atração imperdível.

Roma
Fora as atrações, aproveite para admirar a vibe local andando pelas ruas de Roma.

Por aí você já notou que diferentemente de outras cidades, como por exemplo Paris, aqui o lance não é ficar em atrações como museus e outras que não sejam ao ar livre, muito pelo contrário.

Dito isso, é muito importante que você, pouco importando quanto tempo tenha em Roma, monte um roteiro prévio, planejando os deslocamentos de uma atração para a outra porque entre uma atração e outra, com certeza você encontrará muitas outras. 

Não estou sugerindo que você seja super inflexível não… Apenas tente montar um roteiro separando as atrações e/ou bairros de interesse por proximidade para você otimizar seu tempo e os deslocamentos.

Senão você vai ficar perambulando o dia inteiro feito barata-tonta!!!

Neste aspecto, usar o Google Maps como eu fiz acima, marcando as atrações é primordial – e se possível marcando o caminho entre elas. Dá sim um trabalho para montar, mas fazendo isso antes ainda em casa e com calma, o resultado final durante a viagem fará você se orgulhar das suas habilidades de viajante e curtir mais e melhor Roma (e outros destinos).

Ainda falando de programação, é importante saber: todo primeiro domingo do mês, muitos museus e locais têm entrada gratuita, e muitos museus fecham às segundas. 

Panteão de Roma
Muitas atrações têm entrada gratuita no primeiro domingo do mês.

Bora lá então.

Roma Antiga

Separei a cidade em duas partes. De um lado as atrações mais ligadas ao Império Romano e de outro lado as demais.

Comecemos por um passeio digno de um imperador.

Percorra o roteiro entre o Coliseu e a Igreja de Santa Maria in Cosmedin conforme no mapa acima. São apenas 2km.

Coliseu

Comecemos o nosso passeio pela parte do “circo” da expressão “Pão e circo”.

Aliás já faço aqui um disclaimer… de circo mesmo o Coliseu não tinha nada não.

Coliseu
Não tem como não se impressionar com o Coliseu.

Muita gente, seja religiosa ou não, ignora o fato de que em certa altura da longa história do Império Romano o Coliseu serviu como local de execuções sumárias de muitos cristãos, sob a “desculpa” nefasta de “circo”.

Ou ainda da luta de gladiadores com escravos, ou com animais até a morte.

Então, sejamos francos, espero que depois de 2.000 anos de evolução humana tenhamos aprendido que aquilo não pode ser considerado, sob o prisma atual, era um local de diversão.

“Ah, mas lá vem o cara que foi para Auschwitz, Memorial 9/11 e outros tantos lugares mórbidos criticar quem visita o Coliseu”… Diriam alguns. 

Como já defendi num post sobre o turismo de tragédia, acho importantíssimo visitar alguns lugares históricos, sejam eles quais forem, contanto que você respeite (e não ignore) a história dali, e lembre-se de não praticar mais atrocidades quaisquer. 

Coliseu
Muitos podem ignorar, mas o Coliseu foi palco de muitas mortes violentas e absolutamente desnecessárias.

Dito isso, e para aproveitar como oportunidade de conhecer a real história dos lugares, o Coliseu é um ponto obrigatório no itinerário de quem vai à Roma.

Digo isso porque o Coliseu é um daqueles monumentos icônicos da vida de um viajante. Aquele tipo de coisa que você nunca mais vai esquecer de ter visto.

Não é para menos, estamos falando de uma obra fantástica da engenharia Romana que está ali faz quase 2.000 anos!!!

Ele comporta nada menos do que 50mil pessoas (mais que o Pacaembu em São Paulo!) e foi inaugurado por Tito em 80 d.C. que pode concluir a monumental obra iniciada por seu pai, o imperador Vespasiano, em 72 d.C.

Os assentos eram estritamente segregados por classe social: o imperador e os senadores nas primeiras filas, seguidos pelos cidadãos ricos, cidadãos pobres e, no topo, mulheres, escravos e estrangeiros – estes dois últimos candidatíssimos a estarem na arena como vítimas aliás.

Coliseu
Fala se não é uma obra e tanto de engenharia?!?!
Coliseu
Detalhe da “arquibancada”.

O mais incrível é que os ingressos eram numerados e os espectadores recebiam um assento preciso em um setor específico. É massacre, mas tinha organização!!!

Para proteger os espectadores do sol, um gigantesco toldo retrátil, o velarium, era operado por marinheiros experientes da frota romana.

Dizem que para marcar sua inauguração, Tito realizou “jogos” que duraram 100 dias (também com eventos à noite) e que ali nada menos do que 5mil animais foram abatidos nos “combates”.

Uma curiosidade é que o nome original não era Coliseu, mas sim Anfiteatro Flavio em homenagem ao nome de família de Vespasiano (Flavio). O nome Coliseu veio apenas na Idade Média e por conta do Colosso di Nerone, uma estátua gigante de Nero que ficava por perto.

Um dado interessante é que apesar da sua capacidade máxima de 50mil pessoas, maior que muito estádio de futebol por ai, ele não era a maior arena de Roma. Tal posto era ocupado pelo Circo Massimo.

Ao chegar no Coliseu, não saia correndo para entrar…

Tome um tempo para admirar seu exterior.

Coliseu
Não deixe de admirar os detalhes do lado de fora também!

As paredes externas, que atingem 48,5m, têm três níveis de arcos, emoldurados por colunas. 

Originalmente tudo era coberto de mármore travertino e os nichos tinham estátuas de mármore.

Mas e os combates de gladiadores? Eram verdade?

Sim, e eu particularmente vejo aqui um viés bastante complicado da sociedade da época.

Por mais que os romanos chamassem os povos germânicos de bárbaros, estudando sobre o tema me pergunto se bárbaros não eram os romanos, que se deleitavam com um espetáculo de sangue e morte.

Digo isso porque para os cidadãos romanos era um verdadeiro entretenimento protagonizado por indivíduos que estavam em duas pontas absolutamente distintas: desprezados e idolatrados.

Coliseu
Dá para imaginar a multidão andando pelos corredores antes dos “espetáculos”.

Mas e os gladiadores?

Os embates entre gladiadores surgiram não como entretenimento, mas sim como uma espécie de sacrifício humano. A ideia era que o sangue derramado em honra de um aristocrata falecido apaziguaria os seus espíritos no além-túmulo e lhe forneceria guardiões na vida após a morte.

Os primeiros combates dentro desta ótica datam de coisa como 264 a.C., quando os filhos de Junius Brutus Pera organizaram um combate entre três pares de gladiadores no Fórum Boarium para homenagear o seu pai. Eram então eventos fechados e restritos à aristocracia.

Mas vendo o potencial espetaculoso, alguns políticos, como o famoso Júlio César, passaram a usar estes “espetáculos” como ferramenta para ganhar apoio popular – dai que surge o tal “pão e circo” para as massas.

A imagem do gladiador é frequentemente a de um escravo forçado a lutar. Mas a realidade não é exatamente essa. A população de gladiadores era diversificada.

A maior parte dos gladiadores era sim de escravos e prisioneiros de guerra. A maioria acabava morrendo na arena, mas os que sobreviviam poderiam ser alçados à fama conforme avançavam nos combates.

Lado a lado com estes vinham os criminosos, que ao invés de serem apenas jogados às bestas, poderiam lugar pela sua vida na arena.

Como louco é uma figurinha que sempre existiu, alguns se voluntariavam a lutar em busca de fama. Ah a vaidade…

Coliseu
Para muitos, descer na arena era uma sentença de morte.

Todos eles treinavam numa escola de gladiadores onde aprendiam de tudo um pouco para combater. Havia até mesmo uma dieta específica, normalmente pensada para eles engordarem – então aquela imagem de gladiador sarado é mito.

Mulheres lutavam? Sim, mas as gladiadoras eram raramente vistas na arena.

Um dia padrão no Coliseu começava logo na manhã com uma simulação de caçada de animais selvagens, muitos vindos de longe como crocodilos do Egito, ursos do norte da Europa e etc.

Na hora do almoço vinham as execuções públicas com pessoas sendo queimadas vivas em cruzes (muito antes do cristianismo) e devoradas por feras.

À tarde começavam os combates entre gladiadores que antes de lutarem desfilavam ao som de trombetas.

Um ponto que precisa ser desmistificado: nem todo combate terminava em morte. Gladiadores eram um investimento caro para seus lanistas. Um lutador experiente e popular valia uma fortuna. Portanto, a morte era um resultado possível, mas não inevitável.

Um gladiador derrotado poderia apelar por misericórdia levantando um dedo (ad digitum). A decisão final sobre seu destino cabia ao patrocinador dos jogos, que geralmente era o imperador se ele estivesse presente. O editor lia o humor da multidão. 

O famoso gesto de “polegar para baixo” (pollice verso) é um tema de debate histórico. Muitos acreditam que o gesto para matar era um polegar apontado para a garganta, como um ato de esfaquear, enquanto o gesto para poupar (missio) era um polegar fechado dentro do punho, simbolizando uma espada embainhada.

Coliseu
Quase dá para ouvir a multidão gritando.

Se a sentença fosse a morte, o vencedor deveria executá-la de forma rápida e profissional. 

Um gladiador que sobrevivia a muitos combates poderia, eventualmente, ganhar a sua liberdade. Ele era premiado com uma espada de madeira simbólica, o rudis, e podia se aposentar. 

O combate de gladiadores só foi proibido no século V, mas os espetáculos com animais continuaram até meados do século VI. 

Quem vê o Coliseu nos filmes que tentam recriar a história não imagina como era a arena em si. Imaginam talvez que era um simples “areião”.

Mas não, era um piso de madeira coberto de areia (harena em latim, ai você já nota a origem da palavra arena). 

A ideia por traz deste sistema era de um lado evitar-se que os combatentes (e pobres vitimas) escorregassem, mas também que o sangue delas fosse absorvido.

Coliseu
Detalhes dos corredores e andares abaixo da arena.

E abaixo disso um intrincado sistema de alçapões e câmaras subterrâneas para que surpresas aparecessem na arena. 

Com a queda do Império Romano, o Coliseu foi abandonado e reza a lenda que muito de seu material, especialmente o mais valioso, teria sido utilizado na construção da Basílica de São Pedro.

O Coliseu, especialmente se você pretende fazer a visita ao interior (que recomendo fortemente), demanda pelo menos uma hora do seu dia.

Como adiantei acima, esta é uma das atrações para a qual reservar o bilhete é essencial.

Mas saiba de uma coisa. Primeiro que tem muita empresa que se aproveita (não só no caso do Coliseu) da fama do local e vende ingressos não oficiais. Se são golpes ou apenas ingressos mais caros, não sei e não quis arriscar.

Por isso te sugiro fazer a compra apenas na bilheteria oficial do Coliseu, onde você confere atualizado tanto o horário de funcionamento quanto preço dos ingressos

Coliseu
Um dos ingressos permite ir até a arena.

E aqui um segundo ponto alinhado à reserva. Não adianta tentar reservar com mais de 1 mês de antecedência… a agenda de reservas abre apenas uns 30 dias antes da data da sua visita. Então anote na sua agenda para reservar na época certa.

A visita ao interior pode ser feita de duas formas.

Tem um ingresso que dá direito a perambular pela arquibancada, o que eu diria que é um ponto de vista dos espectadores, e outro que dá acesso à arena, onde você literalmente entra num platô e pode admirar o ponto de vista dos gladiadores.

Mas tem um ponto importante: são ingressos distintos, e o combo não está disponível para compra online. Resolvi não arriscar. 

Outro detalhe importante sobre o ingresso é que ele dá direito a visitar o Foro Romano. 

Se você for para Roma no verão, recomendo priorizar ou as primeiras horas do dia ou o final do dia para o Coliseu, pois é o momento em que o sol está mais brando, portanto, você não ficará fritando na fila, e a luz para fotos mais bela.

Foro Romano

Foro Romano
Foro Romano.

O Foro Romano era o centro da Roma Antiga, um distrito movimentado de templos, basílicas e espaços públicos.

Suas ruínas estão hoje entre as mais impressionantes da cidade, e por isso mesmo é o melhor lugar para, dentro do possível, sentir-se caminhando em pleno Império Romano. É bem verdade que você vai precisar de uma boa dose de imaginação para imaginar como era no seu apogeu.

O local, que originalmente era um cemitério pantanoso, foi desenvolvido pela primeira vez no século VII a.C., crescendo ao longo do tempo para se tornar o centro político, religioso e comercial do império romano. 

Um dos pontos altos dali é o Arco di Tito, supostamente a inspiração para o Arco do Triunfo de Paris, que foi construído por Domiciano em 81 a.C. para celebrar as vitórias de seu irmão Tito na Judeia e o saque de Jerusalém em 70 d.C. 

Arco di Tito
Arco di Tito.

Não deixe de visitar o Templo de Rômulo e, além dele, pelo Templo de Antonino e Faustina com suas colunas, um templo do século II d.C. que foi posteriormente convertido em igreja.

Templo de Antonino e Faustina
Ruínas do Templo de Antonino e Faustina.

Em frente, o Templo de Júlio César onde Júlio César foi cremado em 44 a.C. 

Outro ponto interessante é o Templo de Vesta, um templo reverenciado cuja chama sagrada era mantida acesa pelas Vestais que viviam na adjacente Casa das Vestais. Elas eram sacerdotisas da deusa Vesta, encarregadas de manter o fogo sagrado de Roma aceso. Eram escolhidas na infância e faziam voto de castidade por 30 anos. Quebrar o voto resultava em pena de morte (ser enterrada viva).

Templo de Vesta
Do Templo de Vesta restaram apenas algumas colunas.

Um dos arcos mais imponentes do Foro Romano é o Arco di Settimio Severo, com 23m de altura que foi construído em 203 d.C.

À direita do arco, a Cúria era a sede original do Senado Romano. Um grande edifício semelhante a um celeiro, foi reconstruído várias vezes e a versão que você vê hoje é uma reconstrução de 1937 de como era durante o reinado de Diocleciano.

Arco di Settimio Severo
Arco di Settimio Severo.
A Cúria era a sede do Senado Romano.

Do outro lado do Arco, oito colunas de granito permanecem do Templo de Saturno, um importante templo que também funcionava como tesouro de Roma. 

Se você quiser uma vista completa do complexo, vá ao Palatino (a entrada está incluída no bilhete do Fórum), Orti Farnesiani (jardins) ou ao Monte Capitolino.

Palatino Hill.
Palatino Hill, para mim a vista mais bela de Roma.

Aliás é ali no Palatino que segundo a lenda que contei anteriormente, foi fundada.

Mercados de Trajano

Ainda como parte desta região digamos da Roma Antiga, e parte do Foro Romano, siga para os Mercados de Trajano.

Embora hoje reste de verdade apenas ruínas, este é considerado por muitos como o primeiro centro comercial coberto do mundo.

A sua construção está intrinsecamente ligada à do Fórum de Trajano, o último e mais grandioso dos Fóruns Imperiais, inaugurado em 112 d.C. Para criar o vasto espaço plano necessário para o seu fórum, o imperador Trajano, aconselhado pelo seu brilhante arquiteto Apolodoro de Damasco, realizou uma obra de terraplanagem sem precedentes: escavou e removeu uma parte significativa do Monte Quirinal, que antes se ligava ao Monte Capitolino. 

Mercados de Trajano
Mercados de Trajano.

Esta intervenção colossal deixou uma encosta íngreme e instável. A solução de Apolodoro foi genial: em vez de construir um simples muro de contenção, ele projetou um complexo de edifícios de vários andares diretamente na encosta, que serviria simultaneamente para estabilizar a colina e para abrigar as lojas (tabernae) e os escritórios administrativos que foram deslocados pela construção do fórum.

O complexo é uma maravilha de design vertical, com até seis níveis interligados por escadarias e corredores, adaptando-se perfeitamente à topografia da colina. 

Mercados de Trajano
Como aquelas colunas foram parar ali???
Coluna Trajana
Coluna Trajana cheia de entalhes contando a história de Roma.

Ele contava com aproximadamente 150 lojas, onde os romanos encontravam de tudo: sedas do Oriente, especiarias exóticas, joias e perfumes, frutas frescas, azeite, vinho, pão e outros produtos essenciais do dia a dia.

Circo Massino

Dali, siga para o maior palco de espetáculos da Roma antiga, o Circo Massimo. 

Ok, ele não é majestoso como o Coliseu e bem da verdade hoje é mais um descampado do que qualquer outra coisa. Mas já que você está no caminho…

Fundado no século VI a.C., o Circo Massimo evoluiu ao longo dos séculos para se tornar a arena de entretenimento por excelência de Roma. 

Circo Massino
Circo Massino, pena que sobrou apenas uma torre.

Sua principal atração eram as emocionantes e perigosíssimas corridas de bigas. Imagine a cena: doze bigas, puxadas por dois ou quatro cavalos, explodindo em velocidade em uma pista de areia, competindo por sete voltas eletrizantes ao redor da spina, a barreira central ricamente decorada com estátuas, fontes e dois obeliscos egípcios monumentais (hoje localizados na Piazza del Popolo e na Piazza di San Giovanni in Laterano).

O Circo Massimo era colossal. Em seu auge, podia acomodar, segundo algumas estimativas, até 250.000 espectadores – um número quatro ou cinco vezes maior que a capacidade do Coliseu. 

Além das corridas, o Circo Massimo também foi palco de outros eventos, como desfiles triunfais, caçadas de animais exóticos e até execuções públicas.

Bocca della Verità

Pausa para uma atração bem diminuta, mas que atrai uma multidão. Kkkk

Parece piada, mas numa cidade repleta de monumentos grandiosos e ruínas imponentes como Roma, um simples disco de mármore esculpido atrai multidões. 

A Bocca della Verità (Boca da Verdade) é um ícone do folclore romano e uma das mais divertidas e talvez antigas lendas urbanas.

Bocca della Verità
Bocca della Verità.

A verdadeira função original da Bocca della Verità é um mistério. A teoria mais aceita pelos historiadores é que o disco, com cerca de 1,75 metro de diâmetro e pesando mais de uma tonelada, era na verdade um elegante bueiro ou tampa de esgoto da Roma Antiga, provavelmente do século I.

A peça foi movida para o pórtico da Igreja de Santa Maria in Cosmedin no século XVII, e foi a partir da Idade Média que sua fama começou a se transformar.

A lenda que deu fama mundial à Bocca della Verità é simples e aterrorizante: acredita-se que a boca morderia a mão de qualquer um que, ao colocá-la dentro da fenda, proferisse uma mentira.

Essa crença se popularizou na Idade Média, quando a boca era supostamente usada em julgamentos. Acusados de crimes como perjúrio ou adultério eram forçados a colocar a mão na boca da estátua enquanto declaravam sua inocência. 

A ameaça de perder a mão era um poderoso instrumento de intimidação, forçando confissões e mantendo a ordem social. Dizem as histórias que, por trás da pedra, um carrasco ficava escondido para, no momento certo, decepar a mão do mentiroso, tornando a lenda “real”.

Prepare-se para encontrar uma fila.

Bocca della Verità
Dependendo da época do ano tem uma fila considerável para tirar foto.

A visita é gratuita, mas uma pequena doação é solicitada e apreciada para a manutenção da igreja.

Não vá embora sem antes entrar na Igreja de Santa Maria in Cosmedin. Além de sua arquitetura e mosaicos belíssimos, ela guarda uma relíquia fascinante: o crânio de São Valentim, o padroeiro dos namorados no hemisfério Norte, que fica exposto em um relicário de vidro.

Igreja de Santa Maria in Cosmedin
Igreja de Santa Maria in Cosmedin.
Igreja de Santa Maria in Cosmedin
Igreja de Santa Maria in Cosmedin

Abre diariamente das 9h30 às 13hs e das 14hs às 17h30.

Antes de ir embora, não deixe de espirar algo bem inusitado, mas que talvez você já tenha visto em alguma rede social.

Atrás da igreja é possível tirar uma foto incrível da cúpula da Basílica de São Pedro através do buraco da fechadura da Villa del Priorato di Malta.

Villa del Priorato di Malta
Espere uma fila e tanto porque é difícil conseguir uma foto que preste.
Villa del Priorato di Malta
A minha foto ficou péssima! Tem coisas que só mesmo o olho humano vê!

Centro Storico de Roma

Numa área situada entre as margens do rio Tibre e a oeste do Vaticano está o chamado Centro Storico, uma região repleta de praças, igrejas, fontes e monumentos que são super representativos de Roma.

Não é uma área lá muito compacta, mas mesmo assim sugiro a você montar um roteiro para fazer o quanto possível ela a pé. 

Digo isso porque em cada esquina você encontrará algo interessante.

É o lugar onde você olha e diz. Sim, estou em Roma!

Basílica de Santa Maria Maggiore

Como estávamos hospedados nos arredores da Estação Termini, optamos por começar o nosso passeio pela região por ali.

Basílica de Santa Maria Maggiore
Basílica de Santa Maria Maggiore.

E a primeira atração foi a Basílica de Santa Maria Maggiore, uma das igrejas mais importantes de Roma e recentemente passou a atrair uma quantidade ainda maior de visitantes.

A Basílica Papal de Santa Maria Maggiore não é apenas uma das quatro basílicas papais de Roma (juntamente com São Pedro, São João de Latrão e São Paulo Fora dos Muros), mas também a maior e mais importante igreja do mundo dedicada à Virgem Maria. 

A basílica que vemos hoje foi fundamentalmente construída pelo Papa Sisto III (432-440). É desta época que datam os tesouros mais preciosos da basílica: os seus espetaculares mosaicos.

Desde 2025, a basílica tem sido local de peregrinação porque muitos fieis vão visitar o túmulo do Papa Francisco que, por ter um carinho singular pela igreja, pediu para ser sepultado lá e não dentro do Vaticano como muitos papas.

Túmulo Papa Francisco.
Túmulo do Papa Francisco.

Trono do Papa Francisco
Trono do Papa Francisco.

A basílica está aberta todos os dias, geralmente das 7h00 às 18h45. No entanto, é sempre aconselhável verificar o site oficial, pois os horários podem mudar devido a celebrações litúrgicas especiais.

Convento dei Cappuccini

Uma das construções religiosas mais diferentonas de Roma é o Convento dei Cappuccini, cujo interior está decorado com milhares de crânios e ossos.

Mas porque decorar uma igreja desta forma? 

Quando os frades capuchinhos chegaram à Igreja de Santa Maria della Concezione dei Cappuccini em 1631, trouxeram 300 carroças de ossos e terra de Jerusalém, com a intenção de enterrar novamente os corpos de companheiros monges em solo sagrado. 

O povo tinha umas ideias bem estranhas… Imagina vir de Jerusalém à Roma carregando carroças com corpos???

Fotos internas não são permitidas.

Piazza di Spagna

Piazza di Spagna
Fontana della Barcaccia na Piazza di Spagna.

Roma tem muitas praças, ou melhor, piazzas (não pizzas!) para você admirar.

Uma das mais famosas e que eu considero imperdível é a Piazza di Spagna com sua Escadaria Espanhola.

Esta praça e escadaria projetadas em 1725 pelo arquiteto Francesco de Sanctis para acesso à talvez seja um dos pontos mais famosos de Roma.

Escadaria Espanhola
Escadaria Espanhola.

Ah, e já ia me esquecendo… o nome da praça e escada vem do fato de que na praça ficava (e ainda permanece) a embaixada da Espanha.

Um detalhe importante… desde 2019, sentar-se nos degraus é proibido e você será multado se tentar fazê-lo. 

Suba a escadaria porque a vista de lá de cima vale a pena!

Escadaria Espanhola
Falei que a vista de cima compensa!
Igreja da Santíssima Trindade de Monti
E aproveite para visitar a Igreja da Santíssima Trindade de Monti.

Saindo da Piazza di Spagna, resista à tentação de entrar no metrô para visitar a próxima atração e caia em outra: a Via dei Condotti.

Esta é a rua das lojas de grife em Roma. Imperdível, mesmo que você não tenha um orçamento de César!

Via de Corso
Via dei Condotti.

Fontana di Trevi

No entroncamento de três ruas (dai o seu nome – Trevi), está aquela que é talvez a mais famosa fonte do mundo, a Fontana di Trevi.

Mais uma vez uma atração imperdível e concorridíssima de Roma.

A fonte, talvez naquela época sim um banho romano, ela existe desde 19 a.C., mas a estrutura monumental que vemos hoje é do século XVIII.

Fontana di Trevi
Fontana di Trevi.

Aliás é bem provável que a tradição de jogar uma moeda na Fontana di Trevi remonte à época em que ela um banho romano. Isso porque os rituais pagãos frequentemente envolviam uma oferenda aos deuses da água. 

Mas hoje quem se beneficia da arrecadação (aprox.. € 3.000 ao dia!) não são os deuses, mas sim instituições de caridade. Separe umas moedinhas, já que atualmente convenhamos viajar com dinheiro em espécie é coisa rara!

Reza a lenda que: 1 moeda garante seu retorno a Roma (oh eu aqui traveis!); 2 moedas um romance; e 3 moedas casamento.

E mais, tem todo um método… você deve ficar de costas para a fonte e usar a mão esquerda para jogar a moeda por cima do ombro direito. 

A famosa escultura de 20m de largura e 26m de altura do deus do mar Oceano foi projetada por Nicola Salvi em 1732 e é sucesso absoluto entre os viajantes, tanto que é raro encontrar o lugar não lotado.

Aqui tem mais uma treta arquitetônica (a galera é vingativa!!!). O arquiteto Nicola Salvi construiu a gigante urna Asso di Coppa para bloquear a fonte de um barbeiro que reclamava incessantemente da construção. 

Fontana di Trevi
Sim, lotada a maior parte do dia.
Fontana di Trevi
Afinal, todo mundo quer fotografar e jogar a sua moedinha.

Acho que nem preciso dizer, mas entrar na fonte, por mais que o calor italiano convide, rende uma multa ainda mais escaldante.

Panteão

O Panteão é certamente o mais bem preservados de todos os edifícios da Roma Antiga.

Às vezes é até difícil de acreditar que é algo que foi construído quase 2000 anos atrás!!!

Panteão de Roma
Panteão

Em sua forma atual, o Panteão data de cerca de 125 d.C. quando o imperador Adriano mandou edificar um novo tempo sob as bases de um anteriormente erquido por Marco Agripa em 27 a.C.

O nome Panteão vem justamente da sua função: adoração aos deuses clássicos – do grego pan (todos) e theos (deus).

Em 608 d.C. foi consagrado como igreja cristã e assumiu o nome pelo qual ainda é oficialmente conhecido, Basílica de Santa Maria ad Martyres. 

O ponto alto dele é a sua cúpula, que segundo contam teria inclusive sido estudada durante o Renascimento por Michelangelo antes de projetar a cúpula da Basílica de São Pedro.  

Panteão
A famosa cúpula do Panteão.

Ela é considerada a maior realização arquitetônica dos romanos, pelo menos de que saibamos. Sua aparência harmoniosa se deve a uma simetria precisamente calibrada – seu diâmetro é exatamente igual à altura interior do edifício de 43,4m. 

Uma dica interessante é visitar ele por volta do meio-dia para pegar a luz do sol entrando pelo óculo no topo da cúpula.

Alguns famosos, como o artista Rafael e o Rei Vittorio Emanuele II. 

Aproveite que você está por ali e visite uma das mais importantes igrejas de Roma, fora do Vaticano, a Basílica de Santa Maria Sopra Minerva. O grande motivo para visita-la é a bela obra de Michelangelo (Cristo Risorto (Cristo Carregando a Cruz) que existe ali e seu interior ricamente decorado, até mesmo para os padrões locais.

Piazza Navona

Se tem uma praça que precisa estar no seu roteiro de viagem para Roma é a Piazza Navona.

Ela é puro suco de barroco e expõe inclusive uma treta entre ícones do estilo.

De um lado está Gian Lorenzo Bernini, criador da Fontana dei Quattro Fiumi, e de outro Francesco Borromini, autor da Chiesa di Sant’Agnese in Agone. 

Piazza Navona
Piazza Navona.

Reza a lenda que, desafetos, ao fazer a fonte e suas estátuas, Bernini fez questão de posicionar todas as suas estátuas de costas para a Igreja feita por seu rival, meio que ignorando a sua existência.

A peça central extravagante da praça é a Fontana dei Quattro Fiumi de Gian Lorenzo Bernini. Concluída em 1651, apresenta um obelisco egípcio e personificações musculosas dos rios Nilo, Ganges, Danúbio e Prata, representando os quatro continentes do mundo então conhecido.

Fontana dei Quattro Fiumi 
Fontana dei Quattro Fiumi.
Chiesa di Sant’Agnese in Agone
Chiesa di Sant’Agnese in Agone.

À parte a treta de mestres do barroco, a praça é simplesmente fantástica.

São duas outras fontes nos extremos (além da Fontana dei Quattro Fiumi no centro) e uma profusão de edifícios belíssimos que a circundam, dentre eles o Palazzo Pamphili do século XVII abriga a Embaixada do Brasil.

Talvez você tenha notado que ela tem um formato meio alongado, algo que talvez não confira com o padrão de praças mais amplas e quadradas, mas isso tem uma explicação histórica bem interessante.

Palazzo Pamphili
Infelizmente quando da nossa visita ele estava fechado para restauração.

Ela foi construída sobre o Stadio di Domiziano, um estádio do século I d.C. que costumava sediar competições de atletismo. 

Ruínas do Stadio di Domiziano.
Ruínas do Stadio di Domiziano.

Sugestão: vá bem cedo pela manhã antes que as multidões cheguem, ou após o anoitecer quando as fontes estiverem iluminadas. 

Aproveite que está ali e vá espiar a Chiesa di Sant’Agnese in Agone de Francesco Borromini.

Chiesa di Sant’Agnese in Agone
Chiesa di Sant’Agnese in Agone.

De interessante ali existem não apenas um, mas três obras de Caravaggio, um dos mestres barrocos do século XVII: a Vocazione di San Matteo (O Chamado de São Mateus), o Martirio di San Matteo (O Martírio de São Mateus) e San Matteo e l’Angelo (São Mateus e o Anjo).

Monumento a Vítor Emanuel II da Itália

Ali, diante da Piazza Venezia, já na divisa entre o Centro Storico e a região do Foro Romano está um dos maiores monumentos de Roma depois do Coliseu, o Monumento Nacional a Vítor Emanuel II, também mais conhecido como Altare della Patria (Altar da Pátria).

Amado por ums e nem tanto por outros.

Este colosso arquitetónico faz referência à Vítor Emanuel II, rei e considerado o Padre della Patria por ter unificado o país e foi construído como se fosse um altar ao ressurgimento da Itália como nação.

Monumento Nacional a Vítor Emanuel II
Monumento Nacional a Vítor Emanuel II.

A construção começou em 1885 e terminou apenas em 1911. 

Até mesmo a sua localização ali pertinho de onde Roma teria sido fundada é para lembrar que eles são os herdeiros da Roma Antiga e de todo poder que ela simboliza.

As polêmicas começaram loco neste ponto porque para a sua construção, uma série de igrejas e edifícios renascentistas foram demolidos.

Antes que você pergunte, sim tudo que é branco ali é mármore Botticino, vindo de Bréscia.

Esta brancura toda inclusive, juntando ao formato, deu o apelido nada simpático de “bolo de noiva” e “máquina de escrever”.

Claro que durante o regime fascista de Benito Mussolini, que utilizava isso como palco acabaram por piorar a imagem do monumento porque remontava à ideia de um nacionalismo exacerbado, mesmo depois da Segunda Guerra Mundial.

Ali perto inclusive está o Museo Nazionale del Palazzo Venezia, de onde o ditador costumava fazer seus discursos, mais precisamente na varanda da Sala del Mappamondo (Sala do Globo). 

Castelo Sant’Angelo

Hora de cruzar o rio Tibre pela ponte Sant’ Angelo e visitar o Castelo Sant’Angelo.

Embora ele faça parte de Roma e não do Vaticano, muitos que visitam ele o fazem quando vão ao Vaticano, justamente pela proximidade.

Castelo Sant’Angelo e a ponte sobre o Rio Tibre.
Castelo Sant'Angelo

Concluído em 139 d.C., o Castelo Sant’Angelo foi encomendado para ser o mausoléu do Imperador Adriano e depois disso teve uma série de usos bem distintos, de fortaleza militar em 401, passando por refúgio para papas e prisão para hereges. 

E desde 1901 abriga o Museu Nacional.

Não deixe de admirar a a Ponte Sant’Angelo, com seus os anjos de Bernini. Ela é uma das pontes mais antigas de Roma.

Ponte Sant’Angelo
Ponte Sant’Angelo.

Comer em Roma

E para manter a energia para este roteiro por Roma e a andança necessária para ver tudo, vamos a um ponto importante: comer em Roma.

Seja doce ou salgado, uma comida de rua ou um restaurante mais formal, Roma é uma cidade para quem gosta de comer.

Se me pedirem uma única dica de comida em Roma (e na Itália em geral): deixe o regime em casa. Foque em gastar calorias e coma sem culpa.

Comer em Roma
Deixe o regime em casa!

A ideia aqui não é ficar dando sugestão de restaurantes estrelados ou baratos em Roma, um porque não sou nenhum expert neste assunto, dois porque vai muito do gosto e bolso de cada um.

Porém tem uma dica que você precisa estar atento: nem sempre os restaurantes mais interessantes estão perto das atrações turísticas. Aliás muitas das vezes estes acabam sendo os mais “pega-turista” com preços acima da média e qualidade nem sempre ideal.

Lembro aqui sempre do Anthony Bourdain que dizia algo como: se tem fila e nela existem muitos locais, sinal de que o lugar é bom!

Outra coisa que acho importante você considerar: uma visita a um supermercado italiano… Você vai achar coisas deliciosas para consumir lá mesmo ou trazer de souvenir!

Se “quem tem boca vai à Roma”, quem vai a Roma e não toma um gelato, não foi à Roma – prometo que este é o último provérbio deste post!

Pelas ruas de Roma você encontrará, especialmente no escaldante verão muitas sorveterias. Uma das mais famosas é a La Strega Nocciola que serve gelato artesanal outra opção e que gostamos demais é a The Gelatist ambas com várias unidades espalhadas pela cidade. 

The Gelatist
Batendo o ponto na sorveteria

E aí? Que tal agora programar a sua viagem para Roma? 

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