14 de novembro de 2017

Onde Ficar nas Maldivas? Hideaway Beach Resort & Spa: Um refúgio de luxo

Ai que vontade de não devolver as chaves!!!
Você já teve a vontade de simplesmente recusar o check-out do hotel? Digo, literalmente soltar um sonoro “daqui eu não saio, daqui ninguém me tira”? Pedir asilo político? Fazer que perdeu a chave? Ou inventar qualquer outra loucura para não sair do hotel? Foi mais ou menos isso que tive vontade de fazer quando o relógio marcou 13h30 do dia 25 de agosto e notamos que a nossa estadia no Hideaway Beach Resort & Spa havia terminado. Mas já?

Acho que nunca saímos com tanta depressão pós-viagem de um lugar quanto de lá. E olha que a viagem pela Ásia só tinha começado.

Depois de 60 países e sabe-se lá quantas cidades, posso dizer que já ficamos em muitos hotéis. E olhando todas as experiências que tivemos, nenhuma (espero que só até agora) supera os 5 dias que passamos neste hotel nas Maldivas.

Como comentei no post anterior, a viagem para as Maldivas era um sonho antigo que merecia uma hospedagem à altura.

Tirando a brincadeira que fiz no começo do post, vou tentar pegar leve nos adjetivos ao Hideaway (se é que é possível), para que vocês mesmos tirem as suas conclusões sobre o hotel. Mas tenho certeza que ao final você estará no site consultando as diárias para planejar a sua viagem.

Quem está acostumado aos nossos reviews vai notar que este post está beeem grande. Acontece que, como tenho defendido, em uma viagem às Maldivas o seu hotel é a sua viagem. Um bom hotel é mais que meio caminho para uma boa viagem. Então senta que lá vem review!

Na chegada, o caminho para a recepção te dá certeza de que o paraíso é ali.
Como o próprio nome diz, trata-se de um resort. Nas Maldivas ficar em um resort é algo essencial, já que ir de uma ilha para a outra não é algo factível. As ilhas estão milhas e milhas distantes umas das outras.

Tenha este conceito em mente ao escolher o seu hotel – no próximo post vou dar algumas dicas do que você deve olhar ao escolher um hotel para uma viagem inesquecível para este paraíso.

Sabendo que seria essencial ficar em um resort, automaticamente me lembrei de experiências anteriores que não foram lá aquelas coisas em hospedagens deste tipo.

Se a sua imagem de resort all inclusive é comida de buffet massificada com filas enormes e um amimador de piscina berrando no microfone para chamar os hóspedes para atividades nem sempre tão legais quanto ele pensa serem, o Hideaway é o lugar perfeito para desfazer esta imagem por tratar-se de um verdadeiro refúgio de luxo.

Comecemos então pelo básico: localização e transfer. O Hideaway está no atol mais ao norte das Maldivas, o Haa Alif Atoll (quase no Sri Lanka ou na Índia, se preferir!), mais precisamente na ilha de Dhonakulhi. Isto faz dele um resort realmente isolado e traz as vantagens únicas: como por exemplo ser menos cheio, ter praias ainda mais intocáveis, e etc. A única desvantagem é que para chegar lá demora um pouco mais e tem que ir de hidroavião ou turbo hélice. É o preço que se paga para estar no paraíso.
Situado em uma ilha um pouco mais distante de Malé, é preciso pegar um brevíssimo voo.
Eu particularmente preferi a experiência de isolamento no melhor esquema “no shoes, no news” - e acrescentaria “no worries”! Praticamente um naufrago, ainda que de luxo.

Mas como chegar lá? Tudo é acertado pelo hotel para você não se preocupar com nada. Eles marcam o voo, cobram, e ajustam os horários. Basta passar para eles o número e horário do seu voo de chegada e partida de Malé.

Só não estanhe se eles não lhe derem as informações exatas de horário do transfer de imediato. É normal. Como eles precisam alocar os passageiros segundo a melhor logística possível, você fica sabendo o horário do seu transfer uns 3 dias antes. Não se preocupe, eles sabem exatamente o que estão fazendo e no final tudo dá muito certo.
Hidroavião
Ou turbohélice dependerá do horário e condições climáticas.
Ao desembarcar no terminal internacional do Aerporto Velana de Malé, dirija-se ao hall principal e procure pelo guichê de número 26. Lá um funcionário do hotel já terá seus dados e etiquetará suas malas com o seu nome e número do quarto.

De lá ele te levará para o terminal de hidroavião ou doméstico para pegar o seu transfer para a ilha do hotel. Hidroavião ou turbo hélice? Depende muito das condições de voo e horário. Se você chegar mais tarde ou o tempo não estiver muito bom não será possível ir de hidroavião, o que foi o nosso caso.

Todo o procedimento de check-in é feito pelo funcionário do hotel. Se já estiver no horário do seu voo para a ilha, ele irá te acompanhar até a área de embarque. Se não, irá te dar um voucher para você ficar esperando o seu voo na sala VIP que fica no andar superior do terminal.
Sala vip do terminal doméstico do Aeroporto de Velana.
Não é uma sala VIP própria do hotel (alguns hotéis têm), mas sim de uma empresa terceira. Lá gratuitamente você tem comida, bebida (não alcoólica) e wi-fi para matar o tempo até o seu voo.

Se você for de hidroavião pousará direto na ilha do hotel. Caso contrário, em uma ilha vizinha chamada Hanimaadhoo onde mais uma vez, a equipe do hotel irá te receber e retirar a sua mala da esteira - você só pega ela novamente no quarto! Do minúsculo aeroporto você caminha com ele não mais que 3 minutos até um píer para embarcar em uma lancha rápida até o hotel.
Final de tarde no píer pegamos a lancha na ilha de Hanimaadhoo, onde fica o resort.
O trajeto todo levou aproximadamente 1 hora, sendo uns 40 minutos de voo e mais uns 20 minutos de lancha até o hotel.

A chegada ao Hideaway é algo memorável, mais parece que você está chegando à ilha da fantasia. Conforme a lancha se aproxima do hotel você já ouve o som dos tambores típicos com uma música deliciosa daquelas que gruda na cabeça para você já ir entrando no clima. Como era de noite, a passarela que liga o píer à recepção estava decorada com lanternas. É para você ter certeza que chegou ao paraíso.

Alinhados no píer alguns funcionários do hotel, dentre eles um senhor super simpático que depois tive o prazer de conhecer melhor: o gerente do hotel. Fala aí, que outro hotel o gerente vem te buscar e dar as boas-vindas? Ah e isso é para todos os hóspedes, hein! E na partida o mesmo ritual se repete – claro que sem a mesma alegria por parte dos hóspedes que estão dizendo adeus :(

Tem como não amar algo assim?

E já que estamos falando da chegada, vamos ao procedimento de check-in. Seguindo por este caminho iluminado e conversando com o pessoal do hotel, quando você se dá conta já está na porta da recepção onde um colar de flores e toalhinhas geladas são distribuídas.
A recepção do Hideaway.
Chegamos juntamente com dois casais, um de ingleses e outro de simpáticos coreanos, e cada um foi encaminhado para uma mesa com suco de goiaba gelada (não é a primeira vez que tomamos isso em check-ins pela região – seria alguma tradição?). Nada de filas ou espera. Você fica ali o tempo necessário para apenas tomar o seu suco, conversar com o staff do hotel e formalizar o check-in.

Feito o check-in você é apresentado ao seu mordomo. Sim, você leu certo, no Hideaway você tem um mordomo. Não disse que era uma experiência única???

Apesar da gente às vezes fazer algumas extravagâncias, estou longe de estar acostumado a luxo. Gosto? Claro. Quem não gosta de ser paparicado?. Por isso no começo achei estranho e demorei um pouco para entender como a coisa funciona.
O simpatissíssimo Shahin.
Talvez você tenha ficado com a impressão de que terá alguém colado em você 24 horas por dia e isto eventualmente te traga algum desconforto. Mas na prática a coisa flui perfeitamente. Ele vai marcar (e te lembrar) dos seus passeios e atividades como SPA, mergulhos e etc.; vai te perguntar em que restaurante você quer comer para já agendar o buggy para te pegar no horário (explico melhor abaixo o que é); perguntar sobre restrições e preferências alimentares; e etc. Você fica com um número de telefone para chamar ele quando precisar.

Até mesmo por conta do nosso perfil mais curioso sobre os costumes locais, tivemos a oportunidade de aprender muito sobre as Maldivas com o nosso mordomo Shahin. O cara é de uma simpatia e descrição incrível. Se você está com vontade de papear, ele é ótimo de conversa; se está mais para ficar tranquilo, é a discrição em pessoa. Adoramos a experiência.

A exemplo de outros resorts do gênero nas Maldivas, o Hideaway está situado em uma ilha relativamente pequena, com não mais que 1,5km de extensão que consegue aliar uma lagoa maravilhosa (assim que são chamadas as piscinas naturais formadas pelos corais) com uma densa vegetação natural da ilha, algo que dá um charme especial e muita privacidade mesmo para quem se hospeda em um dos quartos que não palafitas na água.

Na ilha você tem as seguintes opções para locomover-se: usar as bicicletas que estão na porta do seu quarto (o hotel tem tanto cadeirinhas para bebês quanto bicicletas para crianças) ou chamar o buggy que nada mais é do que um carrinho de golfe operado por um dos funcionários do hotel. Claro que também dá para caminhar pelas estradinhas de areia do hotel.
Você pode transitar pela ilha com as bicicletas que ficam na porta da sua villa.
Ou chamando o buggy.
O hotel oferece ao todo 103 quartos, divididos em 10 tipos, cada um com um estilo próprio, proporcionando diferentes experiências. Na verdade, não só no Hideaway, mas também em outros hotéis da região, não é lá muito adequado usar o termo quarto, já que na verdade estamos falando de villas que não raras vezes podem ser maiores do que o apartamento de muitos de nós.

Como vocês verão das metragens e fotos abaixo, uma coisa que você não terá será a sensação de confinamento. As tais villas estão mais para pequenas casas de praia do que quartos de hotel.

No Hideaway tivemos a oportunidade de experimentar dois tipos de villas: uma Beach Residence with plunge pool e um Deluxe Water Villa with Pool. Vamos então à experiência em cada um deles.

Nas duas primeiras noites ficamos na Beach Residence with plunge pool que com 215m² está mais para uma legítima casa pé na areia, mais precisamente 24m até molhar os pés!
Primeiro a Beach Residence com piscina.
Ao adentrar na villa pela primeira vez você tem a certeza que não vai devolver as chaves no check-out. O seu mordomo lhe explica todos os detalhes sobre a villa e o funcionamento dos equipamentos, uma espécie de tour. No final o Shahin me perguntou se eu tinha alguma dúvida. Não perdi a chance: perguntei onde eu assinava o termo de propriedade!!!

Fechada a porta, é hora de curtir o espumante italiano gelado no ponto para a sua chegada, os canapés, sushis e docinhos de boas-vindas; e também a villa que é nada menos do que incrível.
Beach Villa, de um lado a copa.
Do outro a sala. Morava fácil lá!
Boas-Vindas.
Chás, Nespresso e água são cortesia.
Passando pela porta de entrada você se depara com uma espécie de copa integrada com uma sala. Na copa, uma mesa para refeições e uma bancada equipada com frigobar; adega; máquina Nespresso; e chaleira elétrica para chá.

A sala anexa e com vista para o mar é bastante grande. Conta com um espaçoso sofá (que pode virar cama); mesa de trabalho; TV com muitos canais internacionais (infantis inclusive) e home-theatre da Yamaha com conexão para iPhone e outros gadgets para você curtir a sua própria trilha sonora (prepare uma bacana porque o destino pede!).

Já no quarto, super bem decorado, uma cama bem espaçosa com vista para o mar e mais uma TV.
Quarto da Beach Villa.
Em todos estes ambientes ar condicionado e ventilador de teto.

Saindo do quarto, um closet enorme com rack para as malas; mais uma mesa de trabalho e um enorme armário. Dentro dele, cofre; toalhas de praia; chinelos; roupão; secador de cabelo; kit com band-aid; inseticida (spray e de tomada); dois adaptadores de tomada (porque lá o padrão é o inglês); duas capas de chuva (além do guarda-chuvas que sempre fica na porta da villa); uma lanterna; coletes salva-vidas; e uma balança (porque você vai comer muito lá!).

O banheiro é um caso à parte. De um lado você tem as cubas duplas e do outro um enorme box aberto com chuveiro tradicional e uma grade ducha de teto. Como se não bastasse isso, uma jacuzzi grande. O legal é que para dar uma maior sensação de integração com a natureza, parte do banheiro, mais precisamente o jardim ao lado da jacuzzi é ao ar livre. Precisa de mais alguma coisa? Ah, para combinar com tudo isso, itens de amenidades da Bvlgari.
Banheiro do Beach Villa.
Detalhe do chuveiro.
Amenities da Bvlgari. 
Na varanda do quarto e da sala, uma pequena piscina privativa bem rasinha e perfeita para relaxar ou para deixar as crianças brincando, e uma mesa com cadeiras.
A piscina não é grande, mas serviu muito bem para refrescar e brincar.
O seu quintal na praia.
E com uma excelente faixa de areia branca e mar azul só para você.
Beach Villa vista do mar.
Saindo desta varanda em direção ao mar, você tem o seu quintal privativo. E que quintal. Uma faixa de areia só sua com espreguiçadeiras e guarda-sol; um balanço (Maldivian swing) com vista para o mar e mais uma mesa para refeições. Tudo ali, na areia mesmo, e de frente para o mar. Literalmente uma praia particular.

E quer saber o mais incrível? Os funcionários do hotel literalmente arrumam tudo até mesmo do lado de fora. Estendem as toalhas de praia nas espreguiçadeiras; recolhem as folhas e galhos tanto deste quintal quanto da praia diante da sua villa. Sim, porque o paraíso tem que ser perfeito. Só faltava assoprarem as nuvens do céu.

Como tudo que é bom ainda pode ser melhorado, para as duas últimas noites de estadia, fechamos em grande estilo na Deluxe Water Villa with Pool.
Com a piscina e escada para o mar (que mais parece uma enorme piscina) o mote aqui é a água.
Saídas de hidromassagem no encosto do banco da piscina.
E mesmo sendo uma perto da outra, a privacidade é total.
Só de caminhar por aquela passarela sobre a água que dá acesso às villas suspensas sob o mar cristalino já dá uma certa palpitação e ansiedade. Confesso que foi mais um daqueles momentos do tipo “me belisca”. Um dos muitos que tivemos nas Maldivas.

A Deluxe Water Villa with Pool tem 190m² divididos entre o quarto, hall de entrada, closet, banheiro, deck e piscina privativa.

Comecemos pelo enorme quarto. Muito bem decorado em tons de madeira, conta com uma cama enorme e um grande sofá de frente para a porta balcão que dá para o mar. De um lado uma mesa de trabalho e do outro um móvel com os mesmos equipamentos que já havíamos visto no beach villa: frigobar, máquina de café da Nespresso, e chaleira elétrica. Ao lado, tentando competir com a incrível vista do mar, a TV com home theater.
O quarto em sí é enorme e da cama, tudo o que você vê é o mar. Fácil acordar assim, né?
Water Villa do Hideaway.
Integrado em um único espaço aberto, que pode eventualmente ser separado do quarto por uma enorme porta de correr, está o banheiro. Praticamente do mesmo tamanho que o quarto, o banheiro é lindo. Principalmente por conta da vista completa do mar através da porta balcão.

No centro do banheiro uma belíssima banheira que fica bem de frente para o mar. Tô ficando deprimido só de lembrar! Ah, ao lado uma outra TV, mas duvido que tenha algo melhor passando do que a vista maravilhosa.

Na outra parede, uma pia de cuba dupla novamente com produtos da Bvlgari.
O banheiro é um sonho de consumo.
O enorme box tem um charme especial. A parede de fundo é de vidro e você toma banho olhando os peixinhos passarem lá embaixo. E a grande porta de vidro permite que você tome banho olhando para o mar. Até mesmo do sanitário, graças ao vidro parcialmente opaco, você pode apreciar a vista.

Vamos para o lado de fora para ver o melhor “quintal” que já vi. A villa tem um deck privativo medindo 14x4m com uma mesa para refeições, sofás e espreguiçadeiras para tomar sol. Dali, a partir de uma confortável escadinha você tem acesso ao mar com uma ducha de água doce. Mais uma vez o kit para snorkel fornecido pelo hotel fez todo sentido, já que você está de frente para um mar cristalino e super tranquilo.

Ali você também tem a piscina medindo de 5x5m e borda infinita para o Oceano Índico. Inesquecível!
A piscina redefine o conceito de borda infinita: três tons de azul.
E dá até para curtir a piscina à noite.
Assim é o amanhecer na sua sacada da Beach Villa.
Enquanto isso uma raia passeia nos arredores da Villa.
Em termos de equipamentos, a Deluxe Water Villa with Pool tem os mesmos itens da beach villa, inclusive o closet e os apetrechos que citei antes.

Ou seja, completa!

Entendeu agora porque que choramos ao devolver as chaves no check-out! :(

O mais insano é que existem quartos, digo, villas ainda mais luxuosas e maiores.

Qual o melhor? Oh dúvida cruel... Achamos bem interessante a beach villa pela ideia de ter uma praia só para a gente. Mas como a imagem ideal das Maldivas é uma vila sobre o mar e com piscina exclusiva com borda infinita e etc., escolheria a water villa.
Na minha opinião, o clássico de uma estadia nas Maldivas é em uma villa na água.
Até mesmo pelo nível do hotel (e nem poderia ser diferente) o nível de limpeza e conservação eram maravilhosos. O hotel foi renovado em 2014 e segue como se tivesse sido reformado ontem. Fucei bastante nos quartos e não consegui encontrar nem sequer um ponto que pudesse falar algo negativo neste aspecto. Os metais brilham como novo e nem no chão se vê areia.

Só para dar uma ideia de como eles são criteriosos com limpeza, certa manhã sai do quarto às pressas ainda passando protetor solar e peguei na maçaneta, deixando-a marcada. Na parte da tarde pós limpeza do quarto, a mancha já era.

Outro ponto interessante é o quando eles limpam os quartos. Com tanto conforto é comum que você passe um tempão no quarto. Em tese não sobra tempo para limparem. Não posso cravar o palpite, mas me pareceu que eles ficam de olho no horário da sua refeição ou escapada para a praia e correm lá para limpar. Ninjas, você nem percebe!
Muitas vezes este paraíso parece só seu.
Um ponto que chamou muito a atenção é o quesito privacidade e tranquilidade. Se a sua imagem de resort é um hotel lotado de gente e muito movimento, esquece. Mesmo com uma média de 300 funcionários e até 300 hóspedes na alta temporada, você terá a impressão de que o hotel está vazio. Vejam que a proporção é de 1:1, o que provavelmente contribui para o nível de excelência.

Nas beach villas, esta sensação de privacidade é garantida pela densa vegetação que separa as villas ao ponto de você nem saber se tem alguém na vila ao lado. Nas water villas que ficam mais próximas umas das outras e sem barreiras naturais este valor é mantido. Para vocês terem uma ideia, nem mesmo a música alta que coloquei para tocar um dia podia ser ouvida do lado de fora da nossa vila.

Parece que todo aquele paraíso é só seu.
Relax total.
Perfeito para quem quer relaxar. Aliás, o único som que se ouve à noite são as ondas e o vento, e pela manhã as aves. Uma delícia!!!

Mesmo nos restaurantes e áreas comuns, não se vê muitos hóspedes. Intrigado com tal fato, questionei o gerente, o qual me disse que muitos dos hóspedes preferem utilizar as piscinas das suas próprias vilas e fazer as refeições lá mesmo – Eh, olhando o conforto das vilas dá para entender.

Só na praia é que você vê um pouco de gente, e mesmo assim depende do horário. Não é nada difícil você ser o único caminhando por uma praia paradisíaca durante o dia. Mais uma vez, um náufrago de luxo!

Hora de falarmos do momento mais saboroso do dia: as refeições.

Esqueça aquela imagem de comida massificada de alguns resort all inclusive.

O hotel oferece três esquemas de diária para você escolher: à la carte onde você paga por refeição; fullboard onde todas as refeições estão inclusas (bebidas à parte); e o all inclusive que como o nome diz já inclui tudo.
Há até mesmo a opção de jantar romântico para dois na praia.
No nosso caso, como não tínhamos a intenção de beber demais, preferimos o fullboard. Comparando o preço dos pratos à la carte, notei que por uma margem razoável faria mais sentido já ter todas as refeições inclusas. Fora que não precisaria me preocupar com nada.

O hotel oferece quatro restaurantes, cada um com propostas absolutamente diferentes.

Em um grande edifício de frente para o mar, com chão de areia e bem decorado está o Matheefaru, o buffet do hotel. Ele talvez seja primeiro restaurante que você viste na sua estadia no hotel, pois é o lugar favorito para tomar café da manhã – também está aberto para almoço e jantar (o Sunset Pool Café também tem café, mas à la carte).
Matheefaru.
Buffet preparado para o jantar.
Começamos então pelo café da manhã. Sem qualquer exagero, literalmente tudo o que você pode imaginar querer em um café da manhã encontrará lá. Tudo separado em ilhas, eles servem: frutas variadíssimas; panquecas, waffles, ovos, omeletes; queijos e frios variados; muitos tipos de pães, doces e rosquinhas; cereais e uma grande variedade de iogurte naturais com sabores que vão de avelã à maracujá; pratos asiáticos como arroz e noodles; e alguns itens que normalmente a gente não come como arroz, salsicha, batata, sopa e até salada.
Variedade incrível de iogurte feito lá mesmo.
E mel de tudo quanto é tipo.
Pegue uma mesa lá fora e curta "O Café da Manhã".
Te desafio a achar algo que falte neste café da manhã.

Alguns itens viraram meus favoritos: o bacon é servido em duas modalidades, crocante (divino!) ou não crocante. Há uma ilha com mel de tudo quanto é lugar do mundo – contei mais de 10 tipos de mel e não consegui provar todos. Mas o que eu mais gostei foi uma espécie de panqueca local feita com atum ralado, pasta de abóbora e condimentos locais (comi tanto que o simpático maldiviano que preparava já me acenava lá da porta!).

O jantar e almoço no Matheefaru também não ficam atrás. Com literalmente tudo quanto é tipo de comida, o preparo e apresentação são top. Com tantos itens excelentes, é fácil perder a linha e ganhar muitos quilos. A propósito, as sobremesas... que delícia!
As sobremesas são deliciosas.
Dos restaurantes à la carte, o Meeru Bar é o único que funciona tanto no almoço quanto no jantar. Lá o foco é um menu internacional bem variado. E o mais legal é que mesmo que um determinado prato não esteja no menu, dependendo do que for, eles fazem. Um dia estava com vontade de comer atum selado, o garçom simplesmente perguntou o ponto de cozimento e minutos depois estava diante de um atum maravilhoso e de uma sopa de lagosta de entrada.
Meeru Bar - no tanque ao lado eles criam lagostas para os pratos.
Sopa de lagosta e água de côco.
Atum.
Funcionando apenas no jantar, o Asian Samsara Restaurant acabou sendo o meu favorito. Situado em uma palafita sobre o mar serve pratos das principais culinárias asiáticas: japonesa, chinesa, tailandesa, vietnamita e por aí vai. Tudo organizado em um menu para que você possa a cada prato levar seu paladar para um país diferente.
Rolinho primavera chinês.
Sushi japonês.
Arroz frito estilo indonésio.
Olha esse atum!!! :)
Arroz doce com calda de manga, sorvete de gengibre e manga.
Apesar do nome dar a ideia de tratar-se de um simples café, o Sunset Pool Café é um restaurante completo que funciona apenas durante o dia com saladas, sanduíches, risotos, pastas, pescados / frutos do mar e pizzas no menu. Almoçamos lá um dia e achei uma delícia tanto pela comida quanto pelo fato de que as mesas são dispostas diante da piscina de borda infinita para o mar.
Sunset Pool Café.
Olha só a vista da nossa mesa!!!
Risoto de camarão e polvo.
A divertida sobremesa Dentist Thai Flavor com panna cotta de côco, castanhas e caldas de frutas.
Todos os restaurantes têm opções de refeições kids, e o bacana é que kids não é necessariamente sanduiche. Existem muitas opções saudáveis que agradam os pequenos.

Se você quiser saber exatamente o que cada restaurante serve, o hotel disponibiliza o menu de cada um deles.

Uma coisa que se repetiu mais de uma vez foi o fato de que chefe vem até a sua mesa para te explicar o prato antes de você comer. Ao final, volta para saber a opinião. Top!

Pela qualidade e variedade das refeições, não tive dúvidas que a diária fullboard valeu cada centavo. Da mesma forma, notei que daria fácil para passar umas duas semanas ali sem enjoar da comida.
O Popeye é um dos pratos kids: peixe, fritas, ovo e espinafre.
No Sunset Pool Café, a pasta é servida assim. Até os talheres são apropriados aos pequenos.
Uma grande vantagem do Hideaway é que não existe um limite na quantidade de refeições que você pode fazer nos restaurantes à la carte, o que implica na necessidade de fazer a maioria delas no buffet - coisa comum por exemplo na rede Meliá. No Hideaway, se você quiser, pode comer todo dia em um dos restaurantes à la carte.

Ah, um detalhe importante. Não notei nenhum tipo de dress code no hotel. Claro que algumas condutas não são aceitáveis, como por exemplo topless nas praias (lembrando que estamos falando de um país muçulmano) ou não recomendadas, como ir almoçar usando simplesmente sunga e biquíni – bermuda, camiseta e saída de praia não faz mal para ninguém.

Durante à noite nos restaurantes, frescura zero. Você está no paraíso e sapatos fechados não combinam. Uma camiseta e bermuda resolvem qualquer coisa. Aliás, aposente seu tênis!

Tanto nas villas quanto nas áreas comuns do hotel o wi-fi gratuito funciona incrivelmente bem. E olha que estamos falando de uma ilha (felizmente) no meio do nada.

O hotel tem um app para smartphones que permite a reserva de diárias; consultar dos preços de atrações não inclusas; e ver programação de atividades semanais; e um super útil mapa da ilha para você não se perder. Futuramente me disseram que também haverá uma funcionalidade para enviar convites aos hóspedes para eventos durante a estadia.
O hotel tem um app super útil.
O hotel também se destaca pela sua infraestrutura e sustentabilidade, já que estando em uma ilha isolada, quanto menos você depender de suprimentos vindos de fora e for mais ecologicamente correto, melhor.

A ilha é basicamente assim dividida: no centro e cobertos pela vegetação para que você nem note, estão os edifícios administrativos e de suprimentos; e do lado de fora a parte destinada aos hóspedes.

Nesta parte interna estão os alojamentos das pessoas que trabalham no hotel (os maldivianos que moram nas ilhas ao redor voltam para casa, já os estrangeiros vivem ali) e também o moderno sistema de abastecimento de água, que é processada do mar por dessalinização; o sistema de tratamento de esgoto; e de energia.
A vegetação acentua ainda mais o clima de paraíso.
O hotel incentiva que os hóspedes plantem árvores.
E deixem apenas pegadas na areia como marcas da sua passagem por lá.
Se considerarmos o seu grau de isolamento, o hotel depende muito pouco de itens externos para manter-se. Água, esgoto e energia resolvem-se internamente. Até mesmo alguns gêneros alimentícios como frutas e alguns vegetais e legumes consumidos nas refeições vêm de plantações existentes ali ou nas ilhas vizinhas ao hotel contribuindo para o desenvolvimento de toda a região.

Já que você vai bancar o náufrago, ainda que de luxo, é preciso ter com o que se distrair além da paisagem local. Se você só quer ficar lagarteando ao sol, beleza. Mas se quiser ter um dia cheio de atividades, há muito o que fazer no Hideaway. Eu mesmo tenho certa dificuldade em ficar simplesmente torrando ao sol, então um hotel com bastante coisa para fazer foi essencial.

No meio da ilha há um maravilhoso campo de futebol. Top mesmo. Infelizmente um campeonato havia terminado quando chegamos. Senão iria lá mostrar que nem todo brasileiro é bom de bola! Kkkkk. Lá também tem duas quadras de tênis excelentes.
O campo de futebol é de dar inveja.
Quem curte yoga o hotel oferece tanto aulas gratuitas para iniciantes quanto pagas para os avançados.

Prefere pescar? O hotel oferece tanto saídas exclusivas e programadas para fazer pesca oceânica quanto a chamada fishing-line. Em uma tarde tive a oportunidade de participar desta pesca tradicional com linha e foi bem interessante. A bordo de um dhoni, aquele barco tradicional, você vai para além da rebentação pescar apenas com anzol e linha de nylon em carretel.
A bordo do dhoni
Coloquei à prova as minhas (péssimas) habilidades de pescador :)
Só consegui pegar um peixe relativamente pequeno, mas dei boas risadas. O legal é que sem qualquer custo adicional o peixe que você mesmo pegou pode ser seu jantar. É só dizer aos instrutores como quer que ele seja preparado, em que restaurante jantará e horário. Há um formulário para isso!!! Nota 10 este pesque-coma.

Outra atividade bem legal é o fish feeding, literalmente alimentar os peixes, ou melhor, as raias e tubarões.
Hora de a alimentar os tubarões
E raias que chegam especialmente no final de tarde à uma das praias do hotel.
Olha a confusão que as raias fazem
Para vir comer literalmente na mão.
A qualquer hora do dia é super comum ver ali no rasinho, menos até que a altura dos joelhos filhotes de tubarão de recife, os black-tip. Calma, não se assuste porque eles morrem de medo da gente e não se aproximam. Verdade!

No final de tarde, o hotel organiza uma atividade na qual eles trazem um balde com pedaços de peixe e luvas de silicone (para você não ficar cheirando a peixe) para que você alimente as raias e estes pequenos tubarões.

É impressionante o tamanho das raias que vêm à praia para comer literalmente na sua mão. Às vezes rola até uma briga entre elas para ver quem vai pegar o peixe. Dá até para passar a mão nelas. Adorei a experiência e ficaria ali horas.

Por fala em vida marinha, outra atividade imperdível no hotel é fazer snorkel e mergulhar. As Maldivas são conhecidas pelas suas águas cristalinas e vida marinha riquíssima, e neste ponto o Hideaway tem uma grande vantagem: um belíssimo recife não mais que três passos da areia. Juro.
Volta aqui tubarãozinho, vamos tirar uma selfie!!!
Olhem só a riqueza do aquário, quer dizer coral.
Tem peixe de tudo quanto é tamanho e cor.
Pouquíssimos metros depois vem um paredão igualmente rico em vida marinha.
Acho que as fotos ai falam por si mesmas, mas não custa ressaltar. Quando me disseram que o recife era muito rico em vida marinha, achei que era exagero do pessoal do hotel. Mas foi só cair na água e sair boiando para dar de cara com muitos corais, peixes coloridos e filhotes de tubarão. Olha, acho que conseguiu ser mais rico até que Hanauma Bay no Havaí, um dos lugares mais incríveis para snorkel que já vi.

Como o recife é bem raso, você deve ficar boiando na superfície. Jamais, em hipótese alguma, fique em pé porque o coral literalmente morre ao contato – e você pode se machucar. Se você não tiver máscara, snorkel e nadadeiras, o hotel providencia gratuitamente. Se tiver um pouco mais de experiencia, sugiro que você nade um pouco mais para o fundo e aprecie o paredão de coral que é excelente para free-diving.

Para quem quer ir literalmente mais fundo nas águas das Maldivas, o hotel conta também com um excelente diving center e mais de 30 pontos de mergulho nos arredores. Mas isso é assunto para um próximo post.

Quem não quiser se molhar mas tem vontade de ver a vida no fundo do mar pode fazer o passeio com o semi-submarino Penguin.
O Penguin tem um fundo de vidro que permite a você observar toda a vida marinha do coral.
Se você cansar do mar, o que acho bem difícil, o hotel tem duas piscinas. Uma perto do Meeru Bar; e outra beira mar com direito à borda infinita e tudo mais diante do Sunset Pool Café.
Piscina principal.
Piscina do Sunset Pool Café.
Em um dos lados da ilha fica um centro de esportes aquáticos oferece algumas atividades bem interessantes como windsurfe; stand-up paddling; esqui aquático, kiteboarding, caiaque e aluguel de jet-ski (este pago à parte).

Assim como os mais hotéis top da região, o Hideaway oferece um SPA com uma enorme variedade de tratamentos de beleza e massagens (balinesa, tailandesa e por ai vai). O SPA é lindíssimo e logo que você passa pela porta a aura de tranquilidade e relaxamento já toma conta de você.

Experimentamos a massagem balinesa de 30 minutos para casal. Tudo começa com o preenchimento de uma ficha com seus dados médicos e escolha do tipo de massagem, intensidade (5 níveis diferentes) e o tipo de óleo (cada um com uma propriedade específica).
Um tipo de óleo de massagem e sais de banho para cada necessidade. 
E as salas também são de acordo com o tratamento escolhido.
Fala se não é o paraíso?
Na sala de massagem você simplesmente esquece do mundo.
Na sequência, fomos encaminhados para uma sala muito bem decorada e com música ambiente super gostosa para relaxar. Deitamos na cama e levantamos dali quase que flutuando de tão leve.

Para quem não fala inglês, uma vantagem do SPA é que há uma atendente filipina que morou um tempo no Brasil e fala português super bem. Mais um detalhe, o SPA do Hideaway foi eleito o melhor SPA das Maldivas em 2017.

Fora isso ainda existe uma bela academia e salão de jogos.

O hotel conta com duas pequenas lojas, mas não se anime não. Uma é uma loja de vestidos e a outra uma lojinha com souvenires e alguns itens essenciais.

Ah, em meio a tanta coisa já ia me esquecendo do mais importante: a praia!!! Como não poderia ser diferente a ilha tem muita praia. Toda a sua extensão para ser mais preciso. Não há sequer um metro da costa que não seja de areia branca e o mar estilo piscina-azul clara-cheia de peixinhos.

Se você está em uma beach villa, tem um trecho de praia para chamar de seu. Eu particularmente gostei de três trechos bem específicos: o diante do restaurante Meeru Bar, bem no meio da ilha, pela proximidade com a piscina e pelo recife ideal para snorkel; o trecho do Sunset Pool Café ao sul pela tranquilidade e cadeiras para tomar sol; e por fim o mais ao norte onde fica o maldivian swing que é um símbolo do hotel pela beleza – ideal para aquela foto com cara de paraíso tropical.
A faixa diante do Meeru Bar tem bastante vegetação e está de frente para o recife de coral, com águas bem tranquilas.
O trecho norte perto do maldivian swing é um dos mais bonitos.
E tem um pouco de onda, mas a faixa de areia é enorme.
Trecho de praia diante do Sunset Pool Café tem a vantagem de ter muitas espreguiçadeiras e cabanas.
Viajando com crianças? O hotel é super receptivo em relação aos pequenos e conta com um kids club bem legal. As atividades lá são bem variadas como por exemplo leitura de historinhas; caça ao tesouro (nada mais propicio para uma ilha!); aulas de tênis; construção de castelos na areia; tatuagens de hena e muito mais.
O Cumbiquinho ganhou um elefante de pelúcia da Emirates no voo, e vendo ele em cima da cama, a pessoa que arrumou o quarto resolveu também fazer um com a toalha!!!
No quesito kids friendly o Hideaway já no check-in mostrou que está bem preparado tanto para receber casais enamorados em lua de mel quanto famílias com crianças. Aos pequenos hóspedes são dadas mochilinhas em formato de tubarão e em todas as oportunidades de interação ficou claro que os funcionários do hotel são super atenciosos com os pequenos viajantes.

Vi gente do staff do hotel ninando crianças enquanto os pais jantavam ali ao lado e garçons ajudando crianças a tomar suco. Certo dia no Matheefaru, vendo a Sra. Cumbicona segurando o Cumbiquinho apagado depois de um dia de piscina, uma garçonete se prontificou a segurar ele enquanto terminávamos a sobremesa. São detalhes, mas que positivamente chamam a atenção, não só pela atitude, mas principalmente pela forma genuína como é feita.
Cumbiquinho com a mochilinha de tubarão que ele adorou.
Ah, mas um lugar tão isolado assim com criança não é arriscado? Olha, tudo tem seu risco e eu jamais deixaria de viajar para um lugar destes sem o meu pequeno.

Se você se preocupa com alguma emergência médica, saiba que o hotel dispõe de uma clínica com médico de plantão para emergências. Eu mesmo acabei indo me consultar uma tarde por conta de uma pequena fagulha de madeira que entrou no meu pé. A médica foi super atenciosa.

Enfim, super recomendo o hotel para quem viaja com crianças.

O hotel é lindo, tem uma super infraestrutura, quartos maravilhosos e comida fantástica. Tudo isso vocês podem comprovar pelas fotos. Mas uma das coisas que mais me impactaram e que infelizmente fotos não traduzem é o atendimento.

Você pode até estar pensando: ah, mas o que você esperava de um hotel de luxo? Sinceramente, eu esperava um tratamento top sim, mas daqueles cheios de frescuras e até mesmo frio, ou aquela simpatia forçada.

Diferentemente das expectativas, o atendimento no Hideaway faz o possível para que você se sinta em casa. E consegue! Logo, se eu não queria devolver as chaves, a culpa é exclusiva dos funcionários do hotel!
Toda esta beleza natural não bastaria para um excelente resort. O grande trunfo é o serviço de excelência.
Nota-se que as pessoas gostam do que fazem, do gerente até o garçom, sem exceção. E eles prestam uma atenção enorme nos hóspedes.

Quer um exemplo? No primeiro dia, passando por um dos balcões do café da manhã, um senhor que fazia uma panqueca maravilhosa de atum perguntou de onde éramos e nossos nomes. Dia seguinte já sabia os nossos nomes e do que havíamos gostado. O mesmo presenciamos no mesmo nos restaurantes do hotel, onde o garçom lembrava até mesmo o prato que havíamos pedido no dia anterior.

O staff do hotel é composto por pessoas de diferentes lugares do mundo que se juntam aos maldivianos no atendimento aos hóspedes. Isto garante uma originalidade local e ao mesmo tempo um padrão internacional incrível.

E este caráter internacional tem vantagens interessantes para quem se dá ao prazer de uma boa conversa. Tivemos oportunidade de conversar bastante com o gerente Ferenc Auer, um simpático húngaro, e também com duas moças, uma do Nepal e outra do Uzbequistão. Acho que foram os papos com gringos que mais curti até hoje nas nossas viagens. Aprendi muito.

Diárias. Como já disse antes, o maior custo de uma viagem às Maldivas é o hotel, e neste sentido, por mais que as diárias sejam um tanto mais altas do que temos visto em outros destinos, vale cada centavo diante do que o hotel oferece. Em uma pesquisa rápida, consegui achar diárias fullboard a partir de US$ 400 em algumas épocas do ano.

Abaixo um vídeo com um pouco da nossa experiência no hotel:


É por tudo o que vocês leram e viram acima que, depois de uma experiência como esta, eu disse ao gerente do hotel que a estadia havia sido maravilhosa, mas que infelizmente ela havia “estragado” o restante da viagem que só tinha começado. Agora tínhamos um novo patamar à ser superado.

Claro que ele educadamente sorriu, dizendo que cada lugar tem o seu encanto.

Verdade, mas que o Hideaway será inesquecível para a gente será!!!
Em um gesto... Amamos!
* O Cumbicão hospedou-se mediante uma parceria estabelecida com o hotel para coletar material para este post. Todas as opiniões e relatos aqui descritos refletem fielmente a experiência durante a estadia, atendendo à política do blog.


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