Helsinque é um daqueles destinos de viagem que causa uma saudável confusão na cabeça do viajante ao contrapor a modernidade com a tradição.
E isso fica claro logo que você desembarca na Estação Ferroviária Central de Helsinque para aqueles que chegam a partir do aeroporto de Helsinque, ou até mesmo para quem vem do ferry a partir do Mar Báltico e se depara com a silhueta da cidade.
Pode parecer estranho, mas existe uma interessante harmonia entre edifícios centenários e construções que saíram literalmente da mente fértil dos famosos arquitetos finlandeses.
São vários estilos que se misturam nas construções que têm influência de épocas diferentes, já que Helsinque não só passou na sua história por reconstruções por conta de vários incêndios como também de uma grande destruição durante guerras.
Pela cidade você encontrará edificações que se juntou ao período do domínio sueco e russo ao renascimento do pós-guerra, além de belíssimos edifícios modernos que foram muito influenciados pelo arquiteto finlandês mais famoso, Alvar Aalto.
Helsinque pode não contemplar a totalidade do que é a Finlândia, já que existe muito mais a ser visto no país, especialmente em termos de natureza.
Mas tenho a certeza que Helsinque proporciona ao viajante um excelente resumo do que é a Finlândia. Um país que consegue harmonizar a sua paixão por design e saunas, e muita, mas muita história.
Helsinque é um deleite para quem gosta de design e arquitetura, já que a cidade tem uma variedade de estilos muito interessante e algumas construções que são simplesmente ícones do país.
Muitas delas contam com mais de 200 anos de idade, mais precisamente dos meados de 1816 quando foi dado ao arquiteto prussiano Carl Ludwig Engel a missão de modernizar a cidade para que ela passasse a ser a capital do país diante da transferência da sede do governo de Turku para lá.
Guardadas as devidas proporções, meio que o que Niemayer representou para a nossa Brasília.
Engel foi responsável por 30 edifícios neoclássicos magníficos, muitos deles ainda em pé (Helsinque sofreu bastante com a Segunda Guerra Mundial).
Seguindo o famoso arquiteto, outros tantos deixaram suas marcas na cidade, como é o caso da Estação Ferroviária Central de Helsinque, projetada por Eliel Saarinen, e a loja de departamentos Stockmann, a maior do gênero nos países nórdicos, projetada por Sigurd Frosterus.
Com aproximadamente 500mil habitantes, o que é muito, mas muito pouco para uma capital, mesmo europeia, Helsinque tem um landscape e uma vibe muito diferente de todas as outras capitais europeias e é uma cidade feita para ser curtida ao ar livre, especialmente se você viajar para lá no verão.
São mais de 130 km de litoral, com calçadões à beira-mar, cafés e praias já que mesmo frio, o litoral é parte integrante do estilo de vida de Helsinque.
Fora isso ainda existem 300 ilhas espalhadas pelas proximidades, que oferecem refúgios naturais da cidade. Isso sem falar nos muitos parques de Helsinque que proporcionam um oásis de tranquilidade.
Isso que confere um clima absolutamente tranquilo e, para alguns até uma sensação de “parado de mais”. Claro, comparando com outras capitais europeias, como por exemplo Paris ou Londres. Outros diriam: “morava aqui fácil!”.
Mas é preciso ponderar que nem tudo são flores, especialmente para quem não gosta do frio.
Helsinque é a terceira capital mais ao norte do mundo, atrás apenas de Nuuk (território Groenlândia) e Reykjavík, Islândia; e isso lhe confere temperaturas absolutamente congelantes no inverno.
Tremo só de pensar.
Ou melhor, fico imaginando quanto essencial é a outra paixão local, as saunas.
Além daquela imagem de frio e desenvolvimento econômico / humano, que habita o nosso imaginário ao falarmos de Finlândia, outro ponto que surge para muita gente são as saunas.
Acho que as saunas são a coisa mais tipicamente finlandesa que existe.
Ao ponto de que o que aqui no Brasil conhecemos como sauna seca é mais conhecida mundialmente e tecnicamente como sauna finlandesa em contraposição à sauna úmida ou a vapor.
Com mais de três milhões de saunas espalhadas pelo país, o hábito de fazer sauna faz parte do estilo de vida do finlandês, seja uma sauna numa cabana no interior alimentada à lenha, ou elétrica nas moderníssimas residências em Helsinque.
O fato é que suar e depois dar aquele choque térmico com água gelada é parte de um ritual de bem estar dos finlandeses.
Mais abaixo, quando falarmos sobre a nossa experiência numa sauna finlandesa detalho mais sobre esta tradição.
Como costumamos fazer, antes de tratarmos das atrações em si, vamos ver algumas dicas práticas para você curtir a cidade ao máximo e otimizar seu tempo em Helsinque.
Muito provavelmente você chegue à Finlândia pelo Aeroporto de Helsinki-Vantaa, o principal aeroporto do país.
Não é um aeroporto grande não, tem apenas um terminal e uns 50 portões de embarque. Porém é muito bom, aliás ele foi eleito por nove anos seguidos o melhor aeroporto do Norte da Europa pela Skytrax.
Uma dica: chegue um pouco mais cedo porque o DutyFree compensa pelas lojas, em sua maioria regionais, e muito interessantes. O mesmo vale para as excelentes opções de lugares para comer e salas vip.
Mas vamos ao que interessa, como ir dele para a cidade e vice-versa.
Como toda boa metrópole europeia, é claro que existe uma excelente opção de trem rápido ligando a cidade ao aeroporto, mais precisamente 30 minutos.
Como ele está na zona C, sim Helsinque tem tarifas diferentes por áreas, você vai precisar de um bilhete ABC (Helsinque central é zona A), e o custo de €4,50. Uma pechincha em qualquer lugar do mundo, na Finlândia então…
Os trens (linhas I e P – pode pegar tanto uma quanto a outra) partem a cada 10 minutos durante a semana, 15 minutos no final de semana, e 30 minutos durante a madrugada, sempre do subsolo do hall do aeroporto. Super conveniente!
Com uma opção conveniente assim é até pegado pensar noutra opção, né?
Uma vez na cidade, vamos ver quais as opções de transporte você tem para conhece-la.
Como dá para notar do mapa abaixo, as atrações de Helsinque estão bem concentradas, então dependendo de onde você se hospedar, dá para conhecer muitas delas caminhando.
Bastante plana Helsinque é uma cidade que parece ter sido feita sob medida para quem gosta de caminhar de uma atração para a outra.
Mas se você se hospedar um pouco mais longe ou as pernas já não aguentarem, o sistema de transporte de Helsinque é simplesmente maravilhoso.
Todo integrado com uma tarifa única entre modais e várias opções de bilhetes, o sistema operado pela HSL conta com metrô, bonde, ônibus e ferry. Recomendo muito baixar o app deles para itinerário e olhar os mapas no site e app.
O metrô acaba não sendo de muita valia para o turista não, já que são apenas duas linhas que correm paralelamente. Vai entender…
Os trens são mais para longas distâncias, como por exemplo subúrbios nos arredores de Helsinque.
A outra forma de transporte, e provavelmente a mais útil para o viajante são os bondes.
Além do charme e da vantagem de ir admirando a paisagem (melhor do que tatuzar no metrô), os bondes em Helsinque cobrem boa parte da cidade e em especial as suas principais atrações turísticas.
Aliás, o o bonde número 3, que liga Kaivopuisto a Eira, é apelidado de “bonde turístico” de Helsinque, pois atravessa muitas das áreas mais bonitas da cidade.
Em Helsinque, crianças de até sete anos viajam gratuitamente em todos os transportes públicos e balsas; e se a criança estiver em um carrinho de bebê, o adulto que a acompanha também viaja gratuitamente. A maioria das outras passagens de transporte para crianças custa cerca de 60% do valor da passagem para adultos.
Avalie se não é o caso de comprar um bilhete para um dia inteiro, ou ainda para vários dias com viagens ilimitadas. Mas faça as a contas para ver se compensa olhando a quantidade de deslocamentos pretendidos.
Ah, e não esqueça de validar o ticket ao entrar no bonde porque as multas são pesadas.
Outra forma interessante de se deslocar em Helsinque é justamente uma das mais ecológicas, as bicicletas da HSL (sim, a mesma empresa de transporte público!) estão disponíveis em vários pontos da cidade, mas apenas entre o início de abril até o final de outubro. Para isso você precisa instalar o app da HSL.
Não só entre as ilhas da região, mas também para outros países (vantagens da Europa!!!) você pode fazer uso das várias rotas de ferryboat, especialmente para Tallinn que chegam a Länsisatama ou Katajanokka. Mas existem também rotas ligando Helsinque à Turku, Naantali e Vaasa à Suécia e à Alemanha.
Quando estávamos montando esta viagem, que incluiu também Lituânia, Letônia e Estônia, fiquei muito na dúvida de quantos dias separar no itinerário para curtir Helsinque.
Inicialmente havia separado apenas 2 dias inteiros, mas bastou pesquisar um pouco mais para ter a certeza de que, mesmo adicionando mais um dia inteiro, algumas coisas ficariam de fora do roteiro.
Até dá para fazer muita coisa em 3 dias, especialmente se você viajar no verão, quando os dias são mais longos e rendem mais.
Todavia, é muito provável que você acabe tendo que abrir mão de alguma atração, ou como nós, de explorar os arredores de Helsinque num bate e volta.
Então, a minha sugestão é separar uns 3 dias para Helsinque e adicionar mais 1 para alguma cidade histórica nos arredores ou ainda uma escapada até algum parque nacional mais próximo como detalho no final deste post.
Procurando por hotéis em Helsinque, você vai encontrar uma enorme variedade de opções e localizações bem diferentes, mas uma só realidade…
É caro que dói!!!
Este talvez seja o maior custo de uma viagem para Helsinque.
É fácil gastar mais com a hospedagem do que com passagem!!!
Olhando a questão sob o prisma da localização, até mesmo considerando as atrações que você vê no mapa que ilustra este post, a minha sugestão é que você tente se hospedar na região central.
Pode até custar um pouco mais, mas provavelmente você economizará com transporte.
Mas caro quanto? Sempre falo que isso é relativo, mas comparando com outros destinos, mesmo europeus, Helsinque é caro e pronto. Se você está acostumado a viajar para os EUA ou outros países da Europa, pode esperar coisa como 25% mais caro na média.
A nossa escolha ao final acabou sendo o Hotel Bob W Helsinki Kluuvi que nos atendeu super bem e cuja experiência detalharei em breve aqui no site, e para uma noite na conexão pelo Aeroporto de Helsinque, o Clarion Hotel Aviapolis.
Como você poderá notar do que detalho na sequência e principalmente do mapa acima, as principais atrações de Helsinque estão em boa medida divididas em duas áreas, uma mais perto da Praça do Senado e Cais, e outra mais a oeste, a partir da Railway Square.
Fora isso existem algumas atrações mais distantes como a Fortaleza de Suomenlinna.
Então o roteiro abaixo tenta, dentro do possível, otimizar o seu tempo e orçamento com transporte público dividindo as atrações nestes três grandes blocos.
Comecemos o nosso passeio em Helsinque justamente pela sua área mais compacta, seu centro histórico e a região do cais, uma área que você pode facilmente conhecer a pé mesmo.
Ali, sugiro começar a explorar Helsinque justamente pelo seu mais belo edifício, a Catedral de Helsinque (Helsingin tuomiokirkko).
Projetada pelo arquiteto Carl Ludvig Engel e inaugurada em 1852, ela é não só um dos marcos mais conhecidos da capital finlandesa como também a mais importante igreja luterana do país.
Seu estilo neoclássico e posição elevada fazem ela se destacar na chamada Praça do Senado, sendo possível avistar de vários pontos da cidade suas por colunas brancas, cúpulas verdes e uma torre central de 62 metros.
Originalmente ela chama-se Igreja de São Nicolau, em homenagem ao czar russo Nicolau I, ainda quando a Finlândia fazia parte do Império Russo.
O interior da catedral é simples, em consonância com a tradição luterana, destacando-se o altar com uma pintura de Carl Timoleon von Neff e as estátuas dos apóstolos.
A entrada é paga 😢 €8 a €10 (inverno-verão) para adultos e gratuita para menores de 18 anos. Abre diariamente das 9hs às 18hs.
Aproveitando que você está ali, caminhe pela Praça do Senado (Senaatintori) que é o principal espaço público deste centro histórico de Helsinque.
Além da catedral de Helsinque, outros belíssimos edifícios neoclássicos compõe a paisagem que muitas veze parece ter congelado o período de formação do país sob influência russa no século XIX.
Aqui novamente temos que falar de Engel, já que a praça é rodeada por quatro edifícios monumentais projetados por ele: a Catedral de Helsinque ao norte, o Palácio do Governo (Säätytalo) a leste, o edifício principal da Universidade de Helsinque a oeste e o antigo prédio do Senado ao sul.
Fora isso a poucos metros dali fica a National Library of Finland. Não confundir com a moderna e imperdível Helsinki Central Library Oodi da qual falarei mais a diante.
No centro da praça, ergue-se a estátua do czar Alexandre II, inaugurada em 1894.
Nesta mesma região fica o Helsinki City Museum, que como o nome diz é dedicado à história da cidade.
O interessante é que ele está instalado em um conjunto de casas históricas que datam dos séculos XVIII e XIX.
Ah, já ia me esquecendo esta é uma atração gratuita!
A área do cais de Helsinque nem de longe é tão bela e charmosa quanto o Nyhavn de Copenhagen, mas se tem algo ali que faz valer a pena a curta caminhada da Praça do Senado até ali é o Old Market Hall / Vanha Kauppahalli.
Aqui faço mais um paralelo com outro país nórdico: é mais ou menos como o Saluhall de Estocolmo.
O Vanha Kauppahalli, como é conhecido em finlandês, foi inaugurado em 1889 e é o mercado mais antigo da cidade e um de seus mais belos edifícios.
Hoje ele funciona como um mercado gastronômico com dezenas de bancas e pequenas lojas que oferecem produtos tradicionais finlandeses como peixes defumados, carnes de rena, queijos artesanais, doces, cafés e especiarias.
Fique atento porque ele abre de segunda a sábado das 8hs às 18hs, então fecha aos domingos.
Ainda na temática mercado, mas agora falando de feira livre, não deixe de espiar a Market Square (Kauppatori) que é a principal praça de mercado ao ar livre da cidade.
É um dos pontos turísticos mais conhecidos de Helsinque, e sempre tem movimento, sejam bancas vendendo o típico arenque ou feiras de Natal no final de ano.
Desde o século XIX ela é ponto de encontro entre agricultores, pescadores e cidadãos de Helsinque.
Ali perto ficam também o Palácio Presidencial, a Prefeitura de Helsinque, a estátua Havis Amanda, uma figura feminina que representa a cidade de Helsinque.
Aproveite que você está por ali e visite uma das igrejas ortodoxas de Helsinque, certamente a mais bela delas, a Catedral de Uspenski.
Ela é a maior igreja ortodoxa da Europa Ocidental e seu estilo destoa bastante do restante da cidade, até porque ela está localizada no topo de uma colina rochosa na península de Katajanokka.
Projetada pelo arquiteto russo Aleksey Gornostayev, a igreja foi edificada entre 1862 e 1868, época em que a Finlândia era um Grão-Ducado sob o domínio do Império Russo.
Destoando um tanto destes tantos edifícios históricos, você notará uma atração que tem sido muito comum em muitas cidades nos últimos anos: uma roda gigante, no caso a SkyWheel Helsinki.
Inaugurada em 2014, oferece vistas panorâmicas do Mar Báltico e de marcos do centro de Helsinque do alto de seus 40m.
Aqui existe uma maluquice… uma das cabines, esta de tom marrom típico e madeira é na verdade uma sauna!!! Sim, dá para ficar lá cozinhando e girando. Se isso não é a melhor visão de um forno giratório eu não sei o que é!!!
E por falar de sauna… voltemos a um dos pontos centrais da cultura finlandesa.
A tradição da sauna é um patrimônio cultural imaterial e parte essencial da identidade do país.
Para os finlandeses, a sauna é mais do que uma questão de relaxamento ou saúde, como muitos de nós pensam. Para eles a sauna é um ponto de encontro.
A coisa é tão séria para os finlandeses que é comum as casas terem suas próprias saunas. Estima-se que existam cerca de 3 milhões de saunas para 5,5 milhões de habitantes.
A sauna finlandesa é sempre seca, em contraposição à aquela úmida, e normalmente as temperaturas oscilam entre 70°C e 110°C).
Tradicionalmente a sauna é internamente revestida de madeira e o sistema envolve aquecer pedras com água para produzir um calor mais seco e um vapor suave que eles chamam de löyly.
O ritual, acho que o nome mais adequado seja este, é desfrutar de um momento de relaxamento muscular com o calor e limpeza da pele por meio da transpiração. Você pode incluir o uso de ramos de bétula (um tipo de eucalipto) para bater suavemente no corpo para melhorar a circulação e o metabolismo.
Depois, recomenda-se dar um choque térmico no corpo, pulando na água gelada (pode ser piscina, mar ou lagos) para justamente ativar a circulação.
Dizem que dentre os benefícios para a saúde estão a redução do estresse (cortisol) e dos riscos reduzidos de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
Existe um código de etiqueta na sauna. A maioria das coisas é puro bom senso, mas nunca é demais reforçar para não passar vergonha em Euros.
Roupa de banho ou não? Se a sauna é unissex, a regra é sempre usar roupas de banho. Fique atento que muitas delas não aceitam shorts de tactel, precisa ser sunga ou um short de lycra para homens, e mulheres biquinis ou maiôs mesmo.
Chinelos são altamente recomendáveis porque o chão normalmente fica quente demais.
Sempre converse em tom muito baixo. Os finlandeses são discretos!
É mandatório tomar um banho antes de entrar na sauna.
Outra coisa importante é a toalha. Normalmente você vai precisar de duas. Uma para se secar depois do banho e outra, como aquelas toalhas de mãos, para sentar em cima. Sim, a maioria usa e é recomendado. As saunas mais famosas, como as que fomos alugam ou fornecem estes itens gratuitamente.
Para alguns finlandeses, é uma questão de orgulho conseguir suportar o calor independentemente de tudo, mas se a sauna estiver muito quente, é normal sentar-se nos bancos mais baixos – o banco mais alto é o mais quente. Vá com calma e conheça seus limites.
Uma regra importantíssima que me lembrou os tempos em que curtíamos a sauna na casa dos meus tios Salvador e Maria Antônia: entre e saia rapidamente para que porta se feche rápido e não se perca o calor. Estou ouvindo ele e meu pai dando “bronca” na gente criança! Kkkk
Ah e beba muita água. Antes, durante e depois!
Onde experimentar isso?
Existem muitas opções, mas resolvemos começar por uma ali na região do cais, num complexo super interessante chamado Allas Pool.
O Allas Pool é um complexo urbano de piscinas e saunas localizado no cais de Helsinque, Finlândia. O projeto arquitetônico é lindo e a ideia dos seus criadores foi a de revitalizar a orla.
Não tenho dúvidas que acertaram em cheio.
É um daqueles lugares para curtir o ano todo, inclusive no inverno. Sim, fazer uma sauna e pular na água gelada do mar é algo tipicamente finlandês.
Situado junto à Praça do Mercado e ao terminal dos ferries, oferece banhos em piscinas aquecidas e de água do mar, combinando cultura finlandesa de sauna com vistas do Mar Báltico.
Este complexo inaugurado em 2016 mistura bem estar com eventos culturais, já que une saunas, piscinas, café, restaurantes e uma área para eventos como shows, por exemplo.
São ao todo 3 piscinas, sendo duas delas, uma semiolímpica e outra infantil aquecidas para o inverno, e outra de água de água do mar, absolutamente congelante especialmente para quem acabou de sair da sauna. Aqui um ponto, a água é do mar, mas ela não é coletada ali no cais não… vem bombeada de muitos quilômetros dali para ser o mais limpa possível. Finlândia, né!!!
Lá você encontra 5 saunas diferentes.
A Panorama Sauna é uma das maiores e é assim chamada justamente para ter uma enorme janela com vistas amplas para a orla e o centro da cidade. A temperatura ali é alta: 80ºC!!!
Já a Corner Sauna é talvez a mais típica delas e certamente a mais quente: 90ºC!!! Jesus dá para ser cozido vivo!!! Kkkkk Lembrei daquelas quentíssimas em Budapeste.
Ambas delas ficam no edifício principal.
As outras três são praticamente iguais e compõe um conjunto que eles chamam de saunas flutuantes, já que ficam num deck sobre o mar (são as três construções em cinza escuro que você vê mas fotos acima).
Uma delas é exclusivamente masculina e outra exclusivamente feminina. Portanto o uso de trajes de banho é opcional. Terceira é mista, ai o traje é obrigatório. A temperatura é de 70ºC nelas e pala proximidade com a água gelada ali ao lado são consideradas as mais típicas.
Outra opção de sauna em Helsinque que é muito frequentada por locais e turistas é a Löyly.
Agora enquanto escrevo este post noto que a Löyly resumido muito bem a proposta deste post, justamente por unir design com a experiência de sauna bastante tradicional.
Como dá para notar o seu edifício é pura modernidade, simplicidade e sustentabilidade, já que é todo de madeira.
Na Löyly, a proximidade com o mar transforma a pausa entre as sessões de sauna em parte essencial da experiência. Nada de correria ou ficar no celular. A própria presença de espreguiçadeiras no enorme deck diante do mar são uma lembrança de que você está ali para relaxar e curtir a experiência.
E que experiência!
Situada às margens do frio Báltico, entre uma sessão de sauna e outra você pode tanto ir para as duchas no interior quanto ir dar um mergulho no mar gelado.
Viajamos no verão, e mesmo assim a água esta uns 15ºC, o suficiente para sentir os ossos doerem depois de poucos instantes dentro da água. O choque é tão grande que o cérebro entra no modo sobrevivência em fração de segundos.
Fiquei imaginando que deve ser impossível fazer o tal mergulho para dar o choque térmico no inverno.
Eles têm três saunas coletivas, cuja temperatura varia de 60ºC à 80 ºC, e mais uma que pode ser alugada para um grupo fechado. Se ninguém alugar ela, fica aberta ao público geral – foi a sorte adicional do nosso dia junto com este céu azul.
A sauna mais disputada é esta menor que tem ampla vista para o mar.
E para completar toda esta experiência a Löyly oferece ainda um delicioso restaurante com vista para o mar.
Aqui a experiência é de duas horas, e como é uma delícia, o tempo parece voar!
Devidamente revigorado depois de uma sauna relaxante, é hora de bater mais perna por Helsinque e conhecer suas atrações porque o roteiro está só começando.
Se você olhar o mapa de Helsinque notará que a cidade tem uma excelente quantidade de áreas verdes, e uma das mais charmosas, embora seja uma das menores é Parque Esplanadi.
Na verdade, ele está mais para um boulevard ajardinado do que um parque propriamente dito, já que vai da avenida Pohjoisesplanadi à Eteläesplanadi, conectando a Praça do Mercado (Kauppatori) à Praça Erottaja onde ao final fica a Svenska Teatern, um lindo teatro.
O boulevard foi projetado no início do século XIX como parte do plano urbano neoclássico de Carl Ludwig Engel para Helsinque, quando a cidade se tornou capital do Grão-Ducado da Finlândia.
Se você é o tipo de viajante que curte parques, conheça também o Kaivopuisto e o Tähtitorninvuori Observatory Hill Park que ficam mais ao sul e têm amplas áreas verdes.
Se você ainda tiver pernas e tempo no seu itinerário, estique mais umas duas quadras para o norte a partir da Svenska Teatern para conhecer uma área mais comercial de Helsinque com lojas e quatro shoppings, Stockmann Helsinki City Center, Citycenter Mall, Kaivopiha e o Forum todos nos arredores da avenida Aleksanterinkatu.
Começando um novo dia de passeio, vamos explorar o lado cool e moderno de Helsinque.
Mas antes, até para sentir o contraste entre o histórico e o moderno, recomendo como ponto de partida a Railway Square.
A praça em si não é lá muito interessante, ao contrário dos seus arredores, já que ali estão algumas atrações importantes de Helsinque que representam justamente a história da cidade.
A primeira delas é a Estação Central de Helsinque (em finlandês, Helsingin päärautatieasema) que é o principal terminal ferroviário da capital da Finlândia e um dos marcos arquitetônicos mais reconhecidos do país.
Projetada no estilo Art Nouveau pelo arquiteto Eliel Saarinen, foi inaugurada em 1919 e tornou-se símbolo da modernização urbana finlandesa.
Serve como hub central para trens nacionais e internacionais, metrô, bondes e ônibus, movimentando diariamente dezenas de milhares de passageiros. Ou seja, para admirá-la ou pegar um trem, você certamente passará por ali.
Ainda ali na praça fica o Finnish National Theatre, que é a ópera de Helsinque e o Art Museum Ateneum.
O Ateneum é o principal museu de arte clássica da Finlândia e abriga a coleção pública mais abrangente de arte finlandesa do século XIX e início do século XX.
Ali estão expostas obras de artistas finlandeses, mas também outros europeus como além de artistas europeus como Vincent van Gogh e Paul Cézanne.
Hora de explorarmos a Helsinque mais moderna e do design nos bairros de Töölö (falei que finlandês é complicado…) e Kamppi que ficam justamente a oeste da Estação Central.
É uma área onde a cada esquina você vai se deparar com um edifício mais moderno do que o outro.
Comecemos por uma capela bem diferente de qualquer outra, a Kamppi Chapel.
Olhando de fora você jamais imaginaria que este moderníssimo edifício é uma capela.
Também conhecida como “Capela do Silêncio”, já que pretende ser um local para se acalmar e ter um momento de silêncio numa das zonas mais movimentadas da cidade, ela é pura tecnologia.
As paredes externas da capela são feitas de abeto, que nada mais é do que madeira de pinheiro (dai sua coloração meio ocre) revestida com um tipo especial de cera que utiliza nanotecnologia.
O interessante é que apesar de haver uma discreta decoração cristã, a ideia é que ela seja mais uma capela ecumênica.
Fique atento ao funcionamento porque normalmente abre de terça à sábado (não abre domingos e segunda) e o horário é das 10h às 18hs, mas podem haver variações ao longo do ano, então consulte o site oficial. Ah, e como a paz tem preço, existe um ingresso que varia de € 3 é € 5 conforme a época do ano.
Alguns poucos metros dali fica a Lasipalatsi square que é uma praça bem diferente e que normalmente está tomada por crianças brincando em suas estruturas.
Ali ladeando ela fica o Amos Rex que é mais um museu de arte, mais para contemporânea, de Helsinque.
Dali, atravesse a avenida e admire, ao menos por fora, o Museum of Contemporary Art Kiasma porque do lado de fora ele já é uma belíssima obra de arte.
Atrás dele talvez a mais moderna e bela construção de Helsinque, a Helsinki Central Library Oodi.
Inaugurada em 2018, a biblioteca Oodi não é apenas um lugar para pegar livros emprestados ou ir estudar.
O edifício é um ícone da arquitetura escandinava moderna, com fachada ondulante de madeira finlandesa e amplas superfícies de vidro.
Conseguiram construir um ambiente que apesar da sua modernidade consegue ser agradável, o que junto com o fato de existir ali um enorme espaço comunitário com praça e quadras poliesportivas favorece a sua outra função que é ser um espaço comunitário.
Ali você encontra além de uma biblioteca tradicional, áreas de leitura, salas de conferência, cafés, estúdios de gravação, impressoras 3D e zonas maker. O visitante pode tanto emprestar livros quanto produzir conteúdos, aprender habilidades digitais e participar de eventos culturais.
Preciso dizer que Oodi simboliza o investimento da Finlândia na educação, na cultura e no acesso público ao conhecimento??? Lembra-se que eu disse que a Finlândia é considerada a nação mais feliz do mundo? Conhecimento também faz parte disso!!!
No interior dela, além de livros, muitas áreas makers como eles dizem, com impressoras 3D, máquinas de costura, estúdios para podcasters e músicos e muito mais.
Abre de segunda à sexta das 8hs às 21hs e sábados-domingos das 10hs às 20hs.
Contrastando com a modernidade do Kiasma e da Helsinki Central Library Oodi, do outro lado da rua você encontrará o Parlamento da Finlândia.
Construído no estilo clássico dos anos 1930, é a sede do poder legislativo. Sua fachada de granito cinza e colunas coríntias impressionam pela solenidade.
Não mais do que umas três quadras para atrás do parlamento fica uma igreja icônica de Helsinque.
Não teria Jesus dito a Pedro em Mateus 16:15-20, “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”?
Então os finlandeses levaram isso a sério e construíram Igreja de Temppeliaukio (em finlandês Temppeliaukion kirkko), diretamente na rocha natural.
Do lado de fora dela você só vê o telhado de concreto e vidro. Inaugurada em 1969, esta igreja luterana destaca-se por sua arquitetura modernista e pela excepcional acústica que faz dela também um espaço popular para concertos.
No interior dá para ver claramente o maciço de granito que compõe suas paredes.
Imperdível!
Como os horários de visitação variam muito ao longo do ano, sugiro você dar uma olhada no site oficial. A entrada é pela rua Lutherinkatu 3.
Ah e como pedra em bolso tanto bate até que fura… o ingresso custa € 8 para menores de 18 anos.
Depois de tantos bons exemplos arquitetônicos, nada melhor do que se inspirar com ideias de design.
Se de um lado a sauna é representa a tradição finlandesa, o design local representa a modernidade do povo.
Os finlandeses são apaixonados por design e se você gosta do tema provavelmente já deve ter ouvido falar do estilo de decoração mais nórdico ou escandinavo.
Para quem nunca ouviu falar é uma linha de design de interiores mais minimalista e funcional, que como o nome diz originou-se dos países do norte da Europa.
Tem como premissas a simplicidade, iluminação natural, conforto e prefere usar materiais orgânicos e paletas neutras (branco, cinza). Seus móveis normalmente são de madeira clara, linhas retas e em pouca quantidade para criar ambientes acolhedores, organizados e atemporais para usar o jargão de design.
A coisa é tão séria que existe até um bairro e um museu em Helsinque focado exclusivamente nesta temática.
Ainda que não dê para voltar para casa carregando muita coisa, seja pelo tamanho ou preço das coisas, espere pelo menos voltar inspirado.
Então, se você gosta desta temática ou está em busca de inspiração, Helsinque guarda uma atração especial para ti, ou melhor duas.
Comecemos pelo The Architecture & Design Museum que cobre mais de 150 anos de tradição finlandesa em design.
Digo isso porque embora o museu em sua atual configuração seja relativamente novo (2024), ele é fruto da união de outros dois museus, o Museu de Design fundado em 1873 e o Museu de Arquitetura Finlandesa criado em 1956.
São quase 1 milhão de itens entre objetos, modelos em escala, desenhos e fotografias.
O ingresso custa €22 adultos (€6 quem tem entre 18 e 29 anos) e menores de 17 anos pagam €3. Funciona de terça a domingo das 11hs às 18hs (20hs nas terças).
Do museu para a prática, ou melhor para as compras se o bolso permitir, visite o Design District Helsinki que como o nome já dá a entender é um bairro cheio de lojas de móveis e artigos para casa, além de galerias de arte e lojas de roupas e acessórios.
Vale dar uma espiada na loja Lokal, que funciona tanto como galeria de arte contemporânea quanto loja conceito vendendo vende produtos de designers locais.
Outra excelente opção é o Lasipalatsi, também conhecido como “shopping center modernista”.
O Design District espalha-se por praticamente três bairros: Punavuori, Kamppi (estes dois em maior qualidade) e Hietalahti.
Uma das lojas mais diferentonas é a Papershop que vende de tudo um pouco o que pode (e que você nem imagina) ser feito de papel.
Aliás, a rua mais interessante desta região é a Iso Roobertinkatu que deve servir como um primeiro ponto de referência para o Design District.
Que tal curtir uma praia em Helsinque?
Ok, pode não ser uma praia de areia branca e mar azul como aquelas das Filipinas, mas nem por isso os finlandeses deixam de curtir uma praia na sua capital.
Se você olhar o mapa de Helsinque, notará que ela tem uma série de pequenas enseadas e muitas delas são praias.
Situada no bairro de Töölö, Hietaranta beach é uma das mais frequentadas pelos locais no verão.
Também conhecida como Hietsu, é uma faixa de areia com excelente acesso ao mar, sem ondas e perfeito para nadar.
Ali espere encontrar bastante gente nos finais de semana, quando redes de vôlei e quadras de basquete ficam lotadas.
Na orla, muitos cafés, bares e lanchonetes para dar uma cara de praia.
Hora de sair da área mais urbana de Helsinque e navegar pela orla do Mar Báltico. Mas não se preocupe com ondas ou balanço já que as águas ali são tranquilas e a viagem até uma das atrações mais famosas da Finlândia é bem curta.
Estou falando da Fortaleza de Suomenlinna, um vasto complexo militar construído no século XVIII em um conjunto de ilhas diante de Helsinque.
Considerada uma das principais atrações do país, é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial desde 1991 por seu valor histórico e estratégico.
A fortaleza foi construída pelo Império Sueco em 1748 como defesa naval contra a expansão russa no Mar Báltico, tanto que foi originalmente chamada de Sveaborg (Fortaleza da Suécia). Concebida pelo engenheiro Augustin Ehrensvärd, combinou bastiões, muralhas e docas em um projeto adaptado ao relevo das ilhas.
Mas em 1808, Suomenlinna caiu nas mãos das forças russas, marcando o início de mais de um século de domínio russo na Finlândia.
Quando a Finlândia conquistou a independência em 1917, a fortaleza foi rebatizada de Suomenlinna, o “Castelo da Finlândia”.
Suomenlinna exemplifica o estilo de fortificação marítima característico do século XVIII, com elementos defensivos à paisagem natural.
Possui seis ilhas principais interligadas por pontes e passagens subterrâneas, com casamatas, armazéns, canhões e um estaleiro histórico ainda em operação. Suas muralhas em pedra e tijolo se estendem por mais de seis quilômetros.
Hoje, Suomenlinna é um importante centro cultural, com museus, cafés e eventos ao ar livre.
Mas o que tem para ver lá?
Muita coisa, mas vou listar as principais aqui.
Comece pelo Quartel do Píer e Centro de Visitantes de Suomenlinna que é o portão principal construído durante o período russo da fortaleza.
Parte do edifício era usada como a principal guarita, que possuía celas de detenção, quartos para guardas e o oficial de plantão. Além disso, o alojamento tinha cozinha, alojamento para a tripulação e banheiros.
A Igreja de Suomenlinna foi construída como uma igreja de guarnição ortodoxa em 1854. No início da era finlandesa, a aparência do edifício, que domina o horizonte sul de Helsinque, foi alterado e transformado em uma igreja luterana.
A torre da igreja funciona como farol. O sinal do farol é composto por quatro flashes consecutivos, representando a letra H em código Morse, significando Helsinque.
Projetado pelo fundador de Suomenlinna, Augustin Ehrensvärd, o Grande Pátio foi concluído na década de 1760 e serviu como praça principal e centro administrativo de toda a fortaleza.
O pátio era cercado por edifícios como a Casa do Comandante, que servia como residência dos comandantes das fortalezas.
No centro da praça está o túmulo de Augustin Ehrensvärd, com um monumento projetado pelo rei Gustavo III da Suécia. Ehrensvärd morreu em 1772, mas foi temporariamente enterrado em outro lugar por 10 anos enquanto aguardava a conclusão do túmulo definitivo.
Em Bastion Zander, você tem uma boa visão geral do sistema de baluartes, ou seja, o formato da fortaleza de Suomenlinna e o desenvolvimento da tecnologia de fortificação. A partir daí, é possível ver claramente como as fortificações costeiras que protegiam a rota dos navios a partir do Portão do Rei foram erguidas na primeira metade do século XIX e como, no final do mesmo século, estavam parcialmente cobertas por aterros de areia quando a frente defensiva foi voltada para o mar aberto.
Com vista para o estreito de Kustaanmiekka, o Portão do Rei é o símbolo de Suomenlinna e construído como o portão cerimonial da fortaleza entre 1753 e 1754, no local onde o navio que transportava o rei Adolfo Frederico da Suécia ancorou durante sua visita para inspecionar a construção da fortaleza em 1752.
Suomenlinna abrigou um campo de prisioneiros de guerra durante os primeiros anos da independência da Finlândia, de 14 de abril de 1918 a 14 de março de 1919.
Existem alguns museus na ilha, como o Suomenlinna Museum que conta a história da ilha ao longo destes mais de 270 anos e o Ehrensvärd Museum que é a casa de um nobre do século XVIII completamente mobilhada.
Além disso ainda existem alguns museus mais específicos como o Military Museum’s, o Submarine Vesikko que data de 1933 e o Customs Museum com roupas da época.
Todos com ingressos separados.
Para facilitar a exploração da área (que é enorme, já aviso) conte com o guia gratuito digital e com os mapas para download.
Apesar de existirem algumas opções de lugares para comer lá, uma boa pedida é passar num supermercado antes de ir e preparar uma cesta de piquenique para aproveitar o dia lá.
Mas tem algo que você precisa experimentar lá. O famoso pão de canela no Café Silo que fica perto da entrada principal.
Para chegar lá basta pegar um ferry da HSL (empresa de transportes de Helsinque) que parte da Market Square, em frente ao Palácio Presidencial. A viagem para a Suomenlinna demora apenas 15 minutos.
Como as ilhas e todo o arredor de Helsinque é dividido por zonas, mais ou menos como o metrô de Paris, para ir até Suomenlinna você vai precisar de um tíquete do tipo AB que na época da nossa viagem custava € 3,30 cada ida ou volta.
O valor atualizado você confere no site da HSL.
Não existe ingresso para a fortaleza de Suomenlinna, mas os museus acima listados sim.
Aliás aproveite a curta viagem para admirar a vista de Helsinque a partir do Mar Báltico.
Separe uma manhã ou tarde inteira para este passeio.
E aí, curtiu Helsinque? Bóra fazer as malas?
O Cumbicão visitou as saunas mediante uma parceria estabelecida com os operadores locais para coletar material para este post. Todas as opiniões e relatos aqui descritos refletem fielmente a experiência, atendendo à política do blog.
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