Talvez para muitos, e aqui me incluo, a primeira imagem de quem sonha com uma viagem para a África do Sul seja de um safari no famoso Kruger Park.
Não tem como, esta experiência junto à rica vida selvagem que faz parte do imaginário coletivo e é o que atrai tantos turistas para a África do Sul.
A coisa é tão intrínseca, que eu ouso dizer que os parques naturais e reservas privadas (logo mais explico a diferença), estão em termos de atrativo para a África do Sul assim como a Amazônia está para o Brasil.
É o tipo de experiência que uma vez estando lá, você precisa experimentar.
Eu não consigo conceber alguém conhecer a África do Sul e não fazer ao menos um safari, ou game-drive como chamam por lá, e se possível no Kruger Park.
Onde fazer um safari?
Se você olhar o mapa da África do Sul, verá uma grande quantidade de áreas que poderíamos considerar como propícias para uma experiência de safari. Claro que cada uma ao seu estilo e com claras diferenças.
Seja nos arredores de Cape Town ou de Johanesburgo, com umas 2 horas de deslocamento de carro você já encontra alguns parques nacionais ou reservas privadas.
Mas como assim reservas privadas e parques nacionais?
Sim, se você olhar no Google Maps a África do Sul, você notará uma série de áreas verdes. Elas representam justamente os parques nacionais e as reservas privadas.
As diferenças entre parques nacionais e reservas privadas são muitas, mas basicamente decorrem da administração.
Os parques nacionais são áreas públicas, geralmente maiores, com opções de acomodação mais variadas e preços acessíveis, onde os visitantes ficam restritos às estradas para observar a vida selvagem, e horários de funcionamento bem específicos.
Os parques são administrados pela South African National Parks (SANParks), que inclusive cobra uma taxa de entrada.
Já as reservas privadas são áreas de propriedade privada, com acesso mais exclusivo e restrito a hóspedes, oferecendo uma experiência mais premium como diriam alguns, permitindo que os guias saiam das estradas para se aproximar dos animais, e uma vez que você se hospeda lá o acesso aos animais é praticamente 24hs.
Alguns defendem que como as reservas privadas são menores, as chances de ver os animais acaba sendo maior. Em tese, haveria mais animais por menos quilômetros quadrados.
Agora uma coisa é verdade, não espere avistar muitos animais, ou pelo menos não os mais furtivos a partir de uma das muito movimentadas estradas dos parques nacionais.
Outra diferença é que se nos parques nacionais é terminantemente proibido sair dos veículos (seja o seu ou não), em muitas reservas privadas lodges oferecem os chamados walk-safaris onde você literalmente caminha com os rangers e trackers em busca dos animais.
São normalmente distâncias curtas e ambientes mais controlados, guias especializados (nunca sozinho!!!) e armados proporcionam esta experiência.
Em decorrência da movimentação e custo, nos parques nacionais é mais comum você ter de lidar com o tal overtourism. Sim até aqui.
Durante um safari no Kruger Park é comum encontrar estradas congestionadas por veículos que se acumulam numa certa área, ansiosos para ver mais de perto qualquer animal que tenha causado o congestionamento.
Já as reservas privadas limitam o número de veículos por safári.
Outro detalhe que você deve considerar é que ao escolher o parque ou reserva privada, pode haver uma maior predominância, intencional ou não, de uma espécie.
Por exemplo, no Addo predominam os elefantes, nos parques da vizinha Essuatíni (antiga Suazilândia), são comuns os rinocerontes, e lugares como o famoso Kruger tem quase tudo.
Safari por conta ou com guia?
A maioria dos lugares, sejam parques nacionais ou reservas privadas, permitem que você opte por fazer o game-drive por conta no seu próprio veículo, ou self-drive como eles dizem; ou embarcar num tour com guia (game-drives).
Os game-drives normalmente são feitos em carros abertos onde existe um ranger e um tracker, o primeiro é um guarda e o segundo um rastreador, em tradução literal, mas que aqui faz todo o sentido porque eles praticamente farejam os animais. Kkkk
Com olhos treinados para avistar animais, conhecimento dos hábitos, e permissão para sair das estradas principais, existe sim uma maior possibilidade de avistar animais mais furtivos na companhia destes guias.
Fora que eles têm como tirar dúvidas e entregar uma experiência mais completa.
Se você optar por fazer um self-drive, lembre-se de uma regra muito importante: você não pode sair das estradas e se embrenhar no meio da savana. Jamais!!! É para a sua segurança e dos animais. Ok?
Também não pode sair do veículo!!!
Adicionalmente, por mais que não seja preciso um veículo 4×4 (afinal você não pode sair das estradas), mas é bastante recomendável ter um carro mais alto para uma ou outra estrada que pode ser de cascalho ou conter algum obstáculo.
Que animais eu vou ver num safari no Kruger Park?
Bem, o mais adequado seria perguntar que animais você poderá ver num safari.
Mas antes de responder à esta pergunta gostaria de falar de um termo que você vai ouvir muito aqui e na sua viagem.
Num safari, seja na África do Sul, seja em qualquer outro país do continente africano, uma expressão que você vai ouvir muito é Big Five.
Ela é uma forma mais simples de referir-se aos cinco animais que outrora eram mais desejados pelos caçadores: elefante, rinoceronte, leão, leopardo e búfalo.
Felizmente nos dias atuais, na maioria dos lugares, os caçadores foram substituídos por turistas e as armas pelos celulares e câmeras que são apontadas para capturar não mais cabeças para serem penduradas nas paredes de lordes e milionários, mas sim fotografias incríveis que buscam inspirar o amor e a preservação da natureza.
Mas voltando aos Big Five, eu particularmente, trocaria fácil o búfalo pelas charmosas e divertidas girafas. Ou até mesmo o desengonçado, porém mortal hipopótamo (explico mais a diante).
Por mais que todo mundo queira ir para um safari no Kruger Park e ver de perto um leão ou um elefante em seu habitat natural, lembre-se que existem outros animais igualmente interessantes e que você não verá assim na esquina da sua casa.
Aprecie os antílopes, javalis, zebras, hienas, cães do mato, e até cobras. Sim, algumas das mais mortais estão na África!
Ou seja, esteja atento a tudo o tempo todo!
Mas qual a utilidade de saber quem são os Big Five ou o que a expressão significa?
Sendo esta uma designação comum e padronizada na África do Sul, todos os parques nacionais e reservas privadas fazem referência a ela ao informar quais animais são ou não comuns naquela região.
Mas então quer dizer que não vou encontrar leões e rinocerontes em todo e qualquer safari?
Pois é! E é bom você já saber disso para não se frustrar.
Respondendo à questão acima, e já relativizando no “poderá encontrar”, não é porque um determinado animal endêmico naquela aérea é garantido que você o verá.
Leão na África do Sul não é como pizza que tem uma em cada esquina de Roma! Não tem um elefante esperando embaixo da árvore para uma selfie como se fosse uma estátua.
Eu poderia dizer que é uma questão de sorte, mas não é bem assim ou só isso.
Vale destacar que os animais também têm hábitos que variam conforme a estação do ano.
Os leões, por exemplo. No inverno eles buscam o asfalto para deitar-se porque nesta época do ano está mais quente do que a vegetação frequentemente molhada. Já no verão, eles se escondem na vegetação.
E por falar nisso anote o termo “flat cat” que nada mais é do que um leão deitado se escondendo na relva. Os guias falam isso o tempo todo.
Mas é bem verdade que existe algumas regrinhas que podem potencializar as suas chances, e elas se resumem a dois embates: parques nacionais vs. reservas privadas e self drives x game safaris, dentro do contexto que comentei acima ao diferenciar as opções que você tem de safari.
Ah, e quando falei do mortal hipopótamo, talvez você tenha achado estranho um bicho lento e que não é carnívoro atacar pessoas.
Mas é verdade. Esqueça aquela figura fofa da fêmea do hipopótamo do desenho Madagascar!
Um hipopótamo macho adulto pode pesar até 3.200 kg (quase o peso de dois carros populares). Esse tamanho massivo já é uma arma por si só.
Eles possuem a mordida mais forte de qualquer mamífero terrestre. Seus caninos inferiores podem chegar a 50 cm de comprimento e, junto com os incisivos, não são para cortar, mas sim para esmagar e perfurar.
Ao contrário de predadores que atacam por fome, o hipopótamo ataca por territorialidade e proteção. Eles são incrivelmente agressivos e veem humanos como uma ameaça.
A crença de que são lentos é um engano fatal. Na água, se movem com graça e rapidez. Procure aí no YouTube vídeos de hipopótamos perseguindo barcos. Assustador!!!
E na terra a coisa não é muito “menos prior” não… Um hipopótamo pode correr até 30 km/h por distâncias curtas (também com aquele tamanho todo!).
Apesar do o leão ser “rei da selva”, o hipopótamo é quem devemos temer de verdade.
Estima-se que eles matem umas 500 pessoas por ano, enquanto que os leões, quando muito, respondem por umas 100 mortes ao ano. Detalhe… os segundos matam para comer, já os hipopótamos por se sentirem ameaçados.
Ou seja, a gente que está no lugar errado na hora errada.
Além dos grandes animais, vale ficar atento (leia-se tomar cuidado) com cobras. Incidentes são muito raros, já que elas costumam fugir do contato com humanos.
Evite andar pelo mato e é muito provável que você nem veja uma.
Existem mais de 50 espécies de cobras no Parque Nacional Kruger, muitas altamente perigosas, incluindo a venenosa cobra-de-focinho-de-bico-fino, a víbora-bufante, a mamba-negra (a mais mortal de todas), e a píton (que pode crescer até 5 metros e esmagar suas presas).
Se você é daqueles que tem medo e fica imaginando que um leão pode te atacar no carro ou coisa do gênero, fique tranquilo.
Existe uma razão para todos andarem no veículo e principalmente manterem mãos dentro do veículo, mesmo ele sendo aberto.
Uma coisa que eu descobri ao vivo vendo o leão passar do meu lado num dos safaris.
Confesso que o maior risco que existe são na verdade os elefantes, estes sim não tem qualquer medo do veículo e se não fossem os habilidosos motoristas, veríamos muitos problemas.
O que é o Kruger Park?
Quando eu escrevi que o Kruger Park está para a África assim como a Amazônia está para o Brasil, não foi um exagero, dada a sua importância na conservação de espécies endêmicas e até mesmo proporções.
Experimente dar um zoom no Google Maps e você notará que ao redor do Kruger Park existe uma série de reservas, algumas privadas outras não, como por exemplo Sabi Sand Nature Reserve ao sul, Timbavati Private Reserve, Olifants River Game Reserve, e The Klaserie Private Nature Reserve, todas a oeste de Hoedspruit; e Groot-Letaba Wildreservaat mais ao norte.
Ou seja, existem reservas outras nos arredores e até certo ponto se confundindo com o Kruger Park.
E não subestime a área do Kruger Park.
Com pouco menos de 19.500 km², ele é pouco menor do que o estado do Sergipe (21.000 km²) e maior que alguns países que já visitamos como Essuatíni (17.364 km²); Fiji (18.274 km²); e Montenegro (13.812 km²) por exemplo.
O parque foi criado em 1898 por Paul Kruger, então presidente da República do Transvaal (uma república independente da África do Sul até o começo de 1900), como uma área de caça controlada que na época chamava-se Reserva de Caça Sabie.
Somente quatro anos depois, quando a reserva ganhou seu primeiro guarda florestal, James Stevenson Hamilton, viram na área um grande potencial turístico, fazendo com que nas décadas seguintes ela fosse anexada a outras reservas até a criação formal do parque, já com o nome Parque Nacional Kruger em 1927.
Uma coisa importante para você saber ao programar um safari no Kruger Park é que ele conta com várias áreas de serviços onde você encontra restaurantes, banheiros, lojas e áreas para piquenique.
Chegando e circulando no Kruger Park
O Kruger Park fica exatamente na divisa entre a África do Sul e Moçambique, tanto que para o lado moçambicano existe um outro parque, o Parque Nacional de Limpopo que tem praticamente o mesmo tamanho que o Kruger.
Se você for ao Google Maps e procurar especificamente por Kruger Park, ele vai te mandar para uma área bastante central desta região toda, praticamente na divisa com Moçambique.
Isso resultaria numa distância de uns 550km ou 7hs a partir de Johanesburgo.
Então a melhor alternativa, até para fins de chegada e deslocamento é considerar a cidade de Hoesdspruit que dista entre 450km/5hs via N12 e 460km/6hs via R555 de Johanesburgo.
Pelo que você notou é uma viagem longa até lá, mas é o tipo de viagem que pela quantidade de paisagens e especialmente eventuais encontros que você possa ter com a vida selvagem passa rapidinho.
Se desejar, há ainda a opção de pegar um voo de Johanesburgo para o pequeno aeroporto Hoedspruit Airport – Eastgate Airport, que dista apenas 12km da cidade.
Pelo acima você já deve ter notado que para chegar ao Kruger Park, existem basicamente duas opções: alugar um carro em Johanesburgo ou pegar um voo.
Algo que já te adianto é que este voo de apenas 1h não é barato não… aproximadamente R$ 1.000 por pessoa na empresa regional Airlink.
Quanto tempo no Kruger Park?
Esta talvez seja a pergunta mais difícil de responder no tema safari.
Isso porque o avistamento de animais selvagens como dito várias vezes aqui é um exercício de paciência e uma boa dose de sorte.
Você pode ficar dois dias fazendo safari no Kruger Park ali e ver muita coisa, mas também tem gente que passa uma semana e não vê tanto.
Mas vamos combinar uma coisa? Ainda que existam outros fatores como por exemplo qualidade dos guias, a tal sorte, época do ano e tal, podemos dizer que quanto mais tempo você conseguir ficar, há uma tendência de que as suas chances de ver animais variados e os tais Big Five sejam maiores durante o seu safari no Kruger Park.
Nós, por exemplo, tivemos uma estratégia que foi a seguinte: passar 4 dias inteiros e mais do que isso, escolhemos lodges em diferentes lugares. Logo abaixo detalho isso.
Enfim, tentando responder à questão, acho que uns 3 dias inteiros já seriam suficientes para safari no Kruger Park. Mais do que isso, só se você for trocar de logde ou região para poder variar.
Onde se hospedar para um safari no Kruger Park?
Esta é uma resposta que tem duas camadas.
A primeira é escolher a região, já que como visto o Kruger Park é enorme.
A segunda é escolher o hotel ou o lodge.
Vamos começar pela região.
Como precisávamos de um local de fácil acesso, optamos pelos arredores de Hoedspruit.
Não que outros lugares não fossem interessantes.
O problema é que quanto mais “para dentro do parque” você avança, mais longe e consequentemente difícil fica chegar e são mais escassas as opções de hospedagem.
Por mais escassas não estou me referindo à qualidade não, muito pelo contrário. Existem alguns hotéis que são super remotos e igualmente luxuosos.
Outro ponto que eu queria era algo que pudesse aliar estar imerso na natureza, mas ter com alguns poucos minutos de estrada, alguma estrutura.
Enfim, pensando nisso é que escolhemos dois lodges ali mesmo pelos arredores em Hoedspruit.
Poxa, mas o que afinal é um lodge?
Em linhas bem gerais, podemos dizer que são o equivalente locais a resorts por estarem mais voltados para a experiência de imersão na natureza, sem abrir mão do conforto.
Normalmente têm estruturas que se harmonizam com o meio ambiente, podendo ser mais rústicas ou luxuosas, conforme o estilo.
Por estarem na maior das vezes situados em áreas mais remotas, são em sua maioria all inclusive, ou ao menos incluem todas as refeições para que você não precise sair dali para nada que não seja admirar a natureza.
E por falar nisso, muitas vezes têm já incluso no preço das diárias os tais game-drives, ou safaris como diríamos por aqui. Em geral, dois por dia sempre com um guia especializado.
O preço é mais alto do que um hotel comum, mas normalmente é uma experiência que se paga. Acreditem!
Ao pesquisar o seu lodge, atente para o que está ou não incluso para poder comparar coisas equivalentes.
Mas dando aqui uma breve dica de hospedagem, até porque foram duas experiências absolutamente diferentes que vamos abordar detalhadamente em posts separados, a nossa opção para os primeiros dias foi o luxuoso Safari Moon Luxury Bush Lodge e para o segundo período o Raptor Retreat Game Lodge que fica de fato mais isolado da civilização.
O que levar num safari na África
Se eu consegui te convencer a embarcar nesta aventura, é importante você ter em mente alguns itens que recomendo colocar na sua mala para uma experiência de safari, seja no Kruger Park, seja noutros lugares da África do Sul.
Considere que o safari, seja no Kruger Park ou noutro lugar, não é uma atividade como outra qualquer. Você passará boa parte do dia longe do hotel, portanto sem nenhuma opção de voltar para o hotel para trocar de roupas. Então pense bem antes de escolher os itens, preferindo roupas confortáveis e adequadas à estação da sua viagem.
E não adianta querer levar um guarda-roupas inteiro porque a primeira coisa a considerar é o volume das malas.
Se você tem por hábito levar uma mala enorme, saiba que isso lhe custará caro, principalmente se você optar por pegar um voo doméstico porque normalmente o limite de bagagem é bastante reduzido.
Fora que numa atividade como esta, você deve priorizar as roupas e demais itens não com base na estética, mas sim funcionalidade.
Roupas confortáveis e adequadas à temperatura vão fazer toda a diferença, uma vez que você passará o dia ao ar livre.
O que vestir?
Sobre roupas, muita gente pensa que na África sempre faz calor. Muito pelo contrário!
Se você olhar no mapa, verá que a África do Sul está mais ou menos na latitude do Sul do Brasil. Isso significa que faz um calor sim razoável no mesmo período em que temos o verão no Brasil, mas faz um frio lascado durante o meio do ano quando é inverno em ambos os países.
Adicione ainda o fato de que na África do Sul, especialmente quanto mais perto do mar, venta que é o cão! Lembra do Cabo das Tormentas / Boa Esperança?
Então, se você for fazer um safari no período ali mais ou menos no meio do ano, leve roupas adequadas para passar o dia todo ao ar livre em baixa temperatura. Aposte em jaquetas corta vento que sejam quentes e outras peças próprias para o inverno.
Acho que nem preciso te dizer que a grande maioria dos veículos de safari são abertos.
Mesmo no verão, é sempre bom levar um par de camisas/camisetas de manga comprida e calça comprida. As noites podem ser frias e elas também são ótimas para afastar mosquitos e outros insetos.
Ter uma jaqueta corta vento e se possível impermeável vai te ajudar muito.
Ela será útil para os safaris no começo ou final do dia quando as temperaturas são menores.
No caso de chuva, a jaqueta impermeável ou uma capa de chuvas pode ajudar muito, especialmente nos carros não cobertos que são mais comuns.
Se você olhar as fotos de quem foi para um safari, em qualquer lugar da África, notará que praticamente todo mundo veste o mesmo look, ou pelo menos a mesma palheta de cores.
A escolha das cores não tem nada a ver com look e é algo absolutamente funcional num safari em qualquer lugar da África.
Existem duas razões simples pelas quais que todo turista ali mais parece um cosplay de Indiana Jones. Kkkk.
A palheta de cores que vai do bege ao marrom, passando pelos tons de verde e até cinza tem uma primeira razão que é, dentro do que é possível, ajudar você a camuflar-se na escassa vegetação para avistar os animais. Basta ver que os veículos sempre seguem esta mesma palheta de cores.
Existe também um segundo motivos de acordo com alguns especialistas: ajuda a espantar mosquitos.
Você não vai querer parecer aquele ponto de referência no veículo de safari vestindo laranja vai?
Uma vantagem adicional destes tons acima sugeridos é que eles escondem melhor a poeira depois de um dia inteiro de safari! Kkkkk
Ainda falando de cores, evite branco porque suja demais na poeira que é quase que onipresente.
Vermelho costuma atrair animais, da mesma forma que azul e preto tendem a atrair as irritantes moscas tsé-tsé.
Ah, se é para se camuflar vou comprar aquelas roupas militares… NÃO!!! Primeiro porque é meio fora de contexto. Segundo e mais importante porque em muitos países da África é simplesmente proibido este tipo de roupa para civis.
Ainda sobre roupas, viajando no verão, não esqueça de levar roupa de banho para curtir as piscinas nos lodges.
Alguns lodges podem ter um ambiente mais formal durante à noite para o jantar. Consulte o dress code do lodge, mas normalmente nada que uma calca e camisa e um vestido simples não resolvam, afinal você está no meio da savana africana.
Outros itens de vestuário:
a) Chapéu ou boné para se proteger do sol pois sombra é coisa rara e muitas vezes os veículos, como já dito, são abertos. Apenas tome cuidado para não voar durante os trajetos.
b) Tênis confortável. Nada de sapato ou chinelo, né???
c) Óculos escuros.
Câmera ou celular?
Não quero aqui entrar no acalorado debate do que é melhor levar numa viagem, até porque se você olhar ao redor, raramente se vê alguém como eu usando câmeras.
Os celulares evoluíram muito e hoje dominam.
Num safari, existe apenas uma coisa na qual as câmeras, por maiores que sejam, levam uma grande vantagem: zoom se perda de qualidade, especialmente nas DSLR ou que têm lentes intercambiáveis.
Não dá para achar que um iPhone XYZ chegue aos pés de uma full frame com 200mm de zoom na hora de capturar a vida selvagem. Confere ai o que uma câmera pode fazer de diferente:
Lembre-se de ter sempre baterias e cartões de memória extras.
Então, se você tem uma câmera em casa, tire o pó dela. Você não vai se arrepender!
Outros itens interessantes para um safari
Lembre-se que passando longas horas no veículo de safari percorrendo o Kruger Park e, inevitavelmente, “torrando” a bateria do seu celular com milhares de fotos e vídeos, ter um powerbank é mais do que importante. É essencial!
Um item não obrigatório, mas que eu acho interessante se você puder investir um dinheirinho é comprar um binóculo (tem alguns razoáveis na internet por uns R$ 100/R$ 200).
Para que? Para avistar os animais que estão mais distantes! Ou você acha que todos dá para chegar assim pertinho???
A grande maioria dos lodges é bastante rústica, e até mesmo pelo isolamento, tem uma iluminação mais parca. Portanto é interessante você levar uma lanterna pequena para as caminhadas entre o seu quarto e as áreas comuns do lodge.
Tenha em mãos uma garrafa de água reutilizável para usar ao longo do dia porque você vai precisar se hidratar bastante lá.
Ainda sobre o calor, não subestime a força do sol!!! Capriche no protetor solar.
Para colocar seus itens durante o safari, até porque não tem como deixar as coisas espalhadas pelo veículo, leve uma mochila pequena para carregar os itens pequenos que você pode precisar ao longo do dia.
E por fim e mais importante, assim afastado de tudo, aquela farmácia de viagem que eu sempre falo nos posts é literalmente essencial.
E por fim, adicione a ela um bom repelente de mosquitos.
E aí? Te que tal fazer as malas para um safari?












































