Enfim Coreia do Sul!!!
Sabe aquele destino de viagem que você mira toda a vez que vai para uma determinada região e acaba deixando para depois, seja porque o itinerário já ficou longo demais, seja porque os voos não “casaram”?
Assim foi com a Coreia do Sul aqui em casa.
Olhávamos o mapa (sim, tenho um nada pequeno mapa-mundi pendurado no home-office!!!) e pensava: preciso ir para lá.
A Coreia do Sul é um destino de viagem que tem, ainda que você se limite à capital Seoul, uma mistura incrível de cultura e tecnologia, onde o histórico convive em harmonia perfeita com a modernidade.
Isso fica super evidente principalmente na arquitetura.
Andando por Seoul, numa esquina você encontra um palácio do século XV e noutra construções como a famosa Dongdaemun Design Plaza & Park, uma espetacular estrutura futurista feita de concreto e alumínio que mais parece ter saído de um filme de ficção científica, ou a sede da prefeitura de Seoul.
Logo, trata-se de um destino de viagem perfeito para quem quer ver algo diferente e curte esta deliciosa mistura de história e tecnologia.
Assim, se me pedissem para definir a Coreia do Sul, tenho para mim que é um destino de viagem com a memória no passado e o presente já no futuro, como quem está sempre mirando o futuro sem se esquecer do seu passado.
Provavelmente, vendo algumas fotos você caia na tentação de achar que é meio como o Japão, ou como a China… Não cai nessa.
Coreia do Sul é Coreia do Sul e pronto!
Ok, são países “vizinhos”. São todos orientais. Todos, em algum momento recente de suas histórias, investiram pesado em educação de qualidade e profundo desenvolvimento tecnológico.
Mas as semelhanças terminam aqui.
Quem se apegar de forma muito arraigada ao péssimo estereotipo de que “é tudo igual” corre o sério risco de literalmente perder a oportunidade de curtir de verdade o destino. Além de ser culturalmente, deselegante; senão xenófobo.
Na boa, se é para pensar assim, talvez seja melhor curtir outro destino.
Desculpem a sinceridade, mas me incomoda demais esta coisa de que “é tudo igual”. Experimente achar que carioca e paulista “é tudo igual”… 🤣
A história da Coreia do Sul é algo que data de coisa como a Idade do Bronze, já que algumas sepulturas desta época foram encontradas no país.
Porém a definição como nação começou a ser esquadrinhada mais ou menos na época do que nós no ocidente consideramos ano zero, com o território coreano (considerando as duas Coreias é claro!) dividido em três reinos.
Ao longo de sua história a Coreia (assim me referindo ao que compreende a do Sul e do Norte) já esteve algumas vezes sob o domínio de seus “vizinhos” China e Japão, deixando profundas marcas (e algumas rusgas é verdade) na cultura.
Por exemplo, os chineses trouxeram na dinastia Tang a filosofia do budismo e do confucionismo, além elementos de educação, como por exemplo a escrita, escola, conhecimentos de astronomia entre outras coisas nas quais os chineses eram experts à época.
A unificação destes reinos, sob o nome de Coreia veio em 930 já com as fronteiras mais ou menos como são as da Coreia como um todo.
Infelizmente a Coreia sofreu muito com a invasão mongol que no século XIII alastrou-se por vários outros territórios da região, trazendo um considerável atraso civilizatório, por assim dizer.
Com a Dinastia Joseon (aprox. 1392) a Coreia livrou-se dos mongóis e passou por um período de 200 anos de independência e paz até ser invadida pelos japoneses por volta 1600.
Retomado o controle pelos coreanos, uma nova invasão japonesa veio em 1910, permanecendo assim até o final da Segunda Guerra Mundial em 1945.
Ao final da Segunda Guerra Mundial, os norte-americanos tiveram a “brilhante” (ironia, hein!) de dividir o território coreano em duas partes, ao norte sob o controle da União Soviética e ao sul sob influência dos EUA.
Praticamente a mesma meleca que fizeram na Alemanha pós guerra.
Não demorou mais do que 5 anos para a Coreia do Norte, sob as “bençãos” chinesas e soviéticas invadir a Coreia do Sul e iniciar-se o que se chamou de Guerra da Coreia.
Este é um conflito que muita gente sequer se dá conta porque é um tema que praticamente não estudamos na escola. Quando muito se tem uma breve menção.
Muito se fala da Guerra do Vietnã, talvez até mesmo porque ela acabou super romantizada por Hollywood.
Alguns acreditam até mesmo que esta guerra foi meio que um ensaio macabro para o que viria pela frente, uns 10 anos depois no Vietnã.
Aliás existem várias semelhanças entre os conflitos: uma briga URSS e EUA pela hegemonia que marcou a Guerra Fria; e ambas são consequência ou resultado de inconsequentes divisões de nações ao bel prazer das potências da época.
A sorte é que o Vietnã, embora a duras penas, conseguiu se reunificar, algo que infelizmente ainda não aconteceu com as “Coreias”.
Depois de 3 anos e mais de 2,5 milhões de mortos, um armistício definiu uma linha dividindo as Coreias e criando o que se passou a chamar de Zona Desmilitarizada, uma espécie de zona neutra. Incrível é que como nenhum tratado de paz foi firmado, tecnicamente os dois países continuaram em guerra.
Sob o ponto de vista da política, a Coreia do Sul é uma república presidencialista.
O idioma oficial da Coreia do Sul é o coreano, mas a quantidade de pessoas, especialmente nos grandes centros urbanos que fala inglês é enorme.
Logo, falando inglês você se vira super bem lá.
Todavia, vale a pena tentar aprender o básico de coreano para fazer uma graça e ser cordial com os locais (se você conseguir pronunciar o dificílimo coreano!!!):
Acho que nem ouvindo muito Psy e BTS dá para aprender!
Aliás se você acha que a escrita em coreano é igual aquela em japonês ou chines, uma dica para você saber o que é o que (e nem por isso entender!) é a seguinte, o coreano sempre terá ideogramas com elementos redondos, coisa que você não vê nos dois outros idiomas!
Algo que você precisa levar muito a sério é o fato de que os coreanos, mesmo numa conversa informal, têm a tendência de serem mais formais do que outras culturas.
Nada de chegar chegando como se diz. Siga algumas regras de etiqueta locais.
Eles se cumprimentam com um leve balançar de cabeça, nada de toques – exceto se partir deles e com as duas mãos.
Se entregar ou receber algo, faça-o com as duas mãos e acompanhado de um leve balançar de cabeça.
Remova os sapatos antes de entrar em residências e templos.
Comendo, nunca toque a comida com os dedos. Nunca “espete” os chopsticks ou colheres no arroz.
Nunca aponte para alguém. Aguarde a pessoa acabar de falar (isso é regra mundial, não?).
Por mais que as novelas coreanas estejam em moda e sejam conhecidas como “doramas”, evite falar assim.
Digo isso porque “doramas” nada mais é do que uma forma de falar “drama” considerando a dificuldade dos coreanos (e alguns outros orientais) de pronunciar o R. Isso pode soar muito pejorativo para eles. É como falar “balato” para um chinês. Ele vai perceber que você está falando sem o R. O ponto é que eles têm dificuldade de pronunciar o R. Sacou?
Coreia do Sul tem uma população total de pouco mais de 51 milhões de habitantes, dos quais quase 10 milhões vivem na capital Seoul, ou seja, a capital sul-coreana é praticamente uma São Paulo (cidade e não Grande São Paulo) em termos de população.
Aposto que como eu, você imaginaria que a maioria dos coreanos sob o ponto de vista de religião se diz budistas. Certo?
Então, algo bastante curioso e que eu simplesmente não esperava encontrar era que eu estava completamente errado nesta ideia pré-concebida sobre os coreanos.
A maior parte das pessoas, dentre aquelas que seguem alguma religião, é cristã. Sim, você leu certo.
Uns 28% da população da Coreia do Sul é cristã (20% protestante e 8% católico), uns 15% é budista, pouco menos de 1% professa outras religiões e inacreditáveis 56% simplesmente não têm religião alguma.
Mas qual seria a explicação para isso?
Bem, é difícil cravar um ou uns fatores exatos, pois é uma questão complexa.
Alguns defendem que isso seria fruto do forte trabalho dos missionários cristãos que pregaram fortemente ali nos séculos XIX e XX com muitas escolas e hospitais.
Outros atribuem isso como sendo uma resposta à dominação japonesa entre 1910 e 1945, como uma força motora de resistência.
Hoje acho que isso nem é mais pauta nos livros das escolas. Mas na minha época, sempre que se falava em Coreia do Sul, o país era referido como sendo um dos Tigres Asiáticos.
O nome fazia referência a um grupo de países (Singapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan) que na segunda metade do século XX tiveram um forte crescimento econômico e industrial.
Hoje, acho que este movimento, que já consolidou um excelente patamar de desenvolvimento social e econômico está estabilizado.
Quem aí não conhece uma grande empresa sul-coreana, como Samsung, Hyundai, Kia, LG, e outras tantas?
Este não foi um processo fácil, muito menos fruto do acaso.
Os sul-coreanos investiram pesadíssimo em educação de altíssima qualidade. Procure ai olimpíadas de matemática e outras matérias e veja o invejável desempenho dos estudantes sul-coreanos…
Resultado disso?
Uma das 30 nações mais ricas e desenvolvidas do mundo, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,925 (muito elevado); PIB de US$1,73 trilhões; e renda per capita de US$ 33.590 (Brasil…. US$ 7.500).
Prova que educação muda tudo!!!
A Coreia do Sul tem alguns fatos bem interessantes.
Sendo um polo tecnológico focado em inovação e casa de muitas das maiores fabricantes de celulares do mundo (Samsung e LG), a Coreia do Sul tem a internet móvel mais rápida do mundo.
Mas nem tudo são flores… Infelizmente a Coreia do Sul é um dos países com a taxa de suicídio mais alta do mundo (é verdade que ela vem caindo). Dizem que isso é fruto do rígido estratagema da sociedade coreana, e eu diria que também pode ser agravado pela falta de um viés religioso como você notará mais a diante (opinião muito pessoal minha, ok?).
A culinária coreana é altamente apreciada e bastante diversa e inclui pratos com arroz, carne, legumes, frutos do mar e macarrão. O kimchi que é o prato mais famoso, consiste em repolho ou outros vegetais, com pimenta e outros temperos. Ele é servido com praticamente todas as refeições na Coreia do Sul e é considerado uma parte fundamental da cultura e tradição culinária do país.
Nos últimos anos não dá para falar em Coreia do Sul sem mencionar o K-Pop. O K-pop, ou pop coreano, é um gênero musical que surgiu na década de 1990 e ganhou grande popularidade em todo o mundo nos últimos anos.
O K-pop é conhecido por suas coreografias elaboradas, visuais impressionantes e letras cativantes.
O BTS, por exemplo, é um grupo de k-pop que se tornou um fenômeno global com uma legião de fãs super fiel.
A Coreia do Sul é um dos maiores mercados de cosméticos do mundo. A cultura da beleza é bastante forte no país, com as pessoas dedicando tempo e dinheiro para cuidar da pele e cabelo. A indústria de cosméticos coreana é conhecida por seus produtos inovadores, como máscaras faciais com folhas de ouro e cremes com ingredientes exóticos como baba de caracol.
As universidades da Coreia do Sul são algumas das melhores da Ásia. A Universidade Nacional de Seul é a mais prestigiada do país e está entre as 100 melhores do mundo, segundo o ranking da Times Higher Education.
Para ajuda-los a programar a sua viagem para a Coreia do Sul, vamos às questões práticas.
Se você vai viajar para a Coreia do Sul à turismo e com estadia de até 90 dias, você não precisa de um visto propriamente dito como informado pelo Consulado da Coreia do Sul em São Paulo e pela Embaixada Sul Coreana em Brasília.
Mas isso não significa que seja apenas fazer as malas e ir…
É preciso obter uma autorização eletrônica de viagem, que na prática nada mais é do que um visto simplificado que você deve requerer pela internet como detalho abaixo. É um procedimento simplificado, mais ou menos como o que o Canadá e alguns outros países têm.
No caso da Coreia do Sul, ele se chama K-ETA, Korean Eletronic Travel Authorization, e deve ser solicitado antes da viagem.
Alguns pontos de atenção: o prazo mínimo de aprovação é de 72 horas (logo, programe-se) e a validade máxima de 3 anos. E esteja atento que se você mudar de passaporte, precisará pedir um novo K-ETA.
Adicionalmente, esteja sempre ciente de que as autoridades na imigração podem exigir a apresentação da passagem de volta, prova de meios de subsistência durante a viagem, e comprovante de hospedagem. Ou seja, coisa comum.
Embora não esteja escrito nas instruções do consulado nem embaixada da Coreia do Sul, em consulta por e-mail, recebi a informação de que a validade do seu passaporte deve ser de no mínimo 6 meses a contar da sua partida / saída da Coreia do Sul.
Diferentemente da Europa, para entrar na Coreia do Sul você não precisa comprovar que tenha contratado um seguro viagem.
Mas o mais importante motivo para você contratar um seguro viagem é o fato de que qualquer tratamento no exterior, por mais simples que seja, pode custar mais que a viagem.
Assim, tão longe assim de casa, nem sonharia em embarcar sem um seguro viagem. Nós aqui em casa utilizamos a Real Seguro Viagem, parceira do blog. Vocês podem contratá-la diretamente no banner ao lado.
A embaixada brasileira em Seoul fica na 73, Cheongwadae-ro, Jongno-gu, Seoul – e-mail: consular.seul@itamaraty.gov.br – plantão +82-10-9519-8700 (Whatsapp).
Olhando a questão do clima, você notará que a Coreia do Sul é um destino onde a regra de chuva = baixa temporada e sem-chuva = baixa temporada, simplesmente não se aplica.
No geral, considera-se como alta temporada para fins da lei da oferta x procura, os meses de junho a setembro.
A baixa temporada seria de novembro a abril, mas aí como você verá abaixo, as temperaturas podem ser mais cruéis para quem não curte inverno.
E um período intermediário seriam os meses de maio e outubro, ou seja, pegando parte da primavera e do outono, respectivamente.
O clima na Coreia do Sul é o inverso do nosso. No meio do ano é verão e o inverno acontece no final-começo de ano.
As temperaturas são bem extremas como dá para ver abaixo, com um inverno intenso e um verão razoavelmente quente por conta da alta humidade:
Em relação às chuvas, a predominância absoluta das chuvas é justamente nos meses mais quentes do verão que são julho e agosto.
Logo, numa viagem para a Coreia do Sul você tem duas escolhas: chuva com calor, ou bastante frio sem chuva. Kkkkkk
Olhando o histórico de clima, acho que nunca tinha visto nestes anos todos um destino com um clima tão desafiador.
Mas como a gente sabe, as coisas nem sempre são como previsto em termos de clima.
E digo por experiência própria. Com nas cinco viagens anteriores que fizemos para a Ásia, quatro foram nesta mesma época do ano e tivemos clima bom.
Tudo depende do que você pretende conhecer em termos de Coreia do Sul e se você vai juntar com outros destinos da região, o que recomendo.
Primeiro é preciso considerar que a Coreia do Sul fica do outro lado do mundo, acho que é pouco razoável cruzar o globo para passar apenas um punhado de dias lá.
Então minha primeira sugestão é que você faça valer o custo da passagem e tempo “preso” num voo interminável.
Neste contexto, se você for conhecer apenas Seoul, com uns 3 dias inteiros dá para conhecer a cidade bem. Adicione mais um se desejar conhecer a tal DMZ (zona desmilitarizada entre as duas Coreias).
Tenha ciência que se desejar explorar mais na Coreia do Sul, saiba que o litoral e em especial a ilha de Jeju é super interessante. Pena que o nosso itinerário de viagem estava apertado.
Esta é uma parte chata, não só da Coreia do Sul mas de todos os destinos asiáticos: o Brasil faz tempo que não tem voos direto para lá. Aliás me permitam uma imprecisão: nunca tivemos por questões intransponíveis de distância.
O que quero dizer é que infelizmente não temos mais empresas aéreas da região voando para lá.
Muitos anos atrás tínhamos a japonesa JAL, com a qual tive oportunidade de voar uma vez. Que experiência! E um pouco mais recentemente tínhamos a KoreanAir, que fazia São Paulo – Seoul com uma parada em Los Angeles. Devia ser um voo bem bacana!
Hoje, se você buscar um voo Brasil – Coreia do Sul o Google Flights e o Flight Connections vão te mostrar opções que vão de Dubai, Istambul, Adis Abeba, Doha ou alguma cidade nos EUA. Ou seja, uma longa conexão é algo inevitável.
E por isso mesmo uma coisa importante é o ponto seguinte desta conversa.
Compensa bastante.
Pensa comigo, já que a Coreia do Sul fica do outro lado do mundo, e consequentemente custa caro pacas chegar lá, melhor aproveitar e conhecer o máximo de lugares (sem correria hein!) na região.
Mas com que juntar a Coreia?
Penso para este caso vale mais o quesito distâncias do que qualquer outra coisa, então vale a pela fazer, por exemplo uma dobradinha Coreia-Japão (lembra da Copa do Mundo de 2002?) que dá super certo porque as duas capitais, Seoul e Tóquio distam não mais do que ___ horas de voo e há uma super oferta de voos.
Dá ainda para juntar com algum destino na China, como Beijing ou Xangai, por exemplo.
Opção é o que não falta.
A moeda utilizada na Coreia do Sul é o won (₩).
Confira só:
₩1 à R$ 0,0038 e R$ 1 à ₩267
₩1 à US$ 0,0007 e US$ 1 à ₩1.350
Para facilitar as consultas ao câmbio atualizado enquanto em viagem, sugiro instalar um dos muitos apps para celular que fazem este tipo de conversão facilmente. Eu particularmente uso o Conversor de moedas XE que está disponível para iOS e Android.
Acho que nem preciso dizer que não existem wons nas casas de câmbio brasileiras, né?
Neste caso vale o nosso mix de soluções: moeda forte em espécie, cartão de crédito, cartão de débito e um cartão tipo Wise e C6, cada um com a suas vantagens.
Explicando melhor este esquema misto que te dará maior segurança e economia.
Comecemos pela moeda forte para emergências.
Sempre que vamos para um destino assim mais diferente, gosto de ter um pouco de moeda forte para trocar em caso de emergência. E por moeda forte, entenda-se dólar e euro.
Para os gastos ordinários, hoje tenho usado muito cartões de contas internacionais, como Wise e C6 que, como detalho nos respectivos posts, são hoje o melhor custo benefício.
No caso do Wise existe uma vantagem adicional, você pode carregar ele diretamente com Won para gastar lá. Maravilha!!!
Então esta é a alternativa com melhor custo-benefício tanto para compras quanto para saques saques em ATMs – presentes em tudo quanto é canto na Coreia do Sul.
Adicione ainda a opção de sacar moeda local direto da sua conta corrente usando os cartões de débito no exterior é relativamente fácil, mas se você for para uma área mais remota, é melhor precaver-se com dinheiro em espécie uma vez que nelas cartão de crédito pode ser somente aceito em hotéis, restaurantes, e algumas lojas.
Nunca é demais lembrar que os ATMs sempre cobram uma pequena taxa por saque, além daquela cobrada pelo emissor do seu cartão. Lá, o valor girou em torno do equivalente a R$ 20.
Cartões de crédito, como não poderia ser diferente, são aceitos em todos os lugares.
Só não se esqueça de liberar os cartões para uso no exterior.
Quer saber mais sobre meio de pagamento no exterior? Verifique as nossas dicas especiais sobre gastos no exterior.
As notas vêm nos valores de ₩ 1000, ₩ 5000, ₩ 10,000 and ₩ 50,000, enquanto que as moedas são de ₩ 10, ₩ 50, ₩ 100 e ₩ 500. Sim, eles poderiam fazer uns cortes nos zeros…
Os cartões de crédito são muito bem aceitos em lojas e restaurantes maiores (hotéis sempre). Não espere que ele seja aceito em lojas menores ou lugares mais remotos, neste caso, ter dinheiro é a solução.
Ah, e não se esqueça sempre de conferir se você o desbloqueou para operações no exterior e vale também conferir o limite de crédito.
E por falar em dinheiro, gorjeta não é algo comum na Coreia do Sul.
É cara uma viagem para Coreia do Sul?
Como eu sempre digo, caro e barato são conceitos bem elásticos, já que vai muito do seu estilo de vida / viagem. E também vai muito também com o que você compara.
O que posso adiantar é que embora a passagem seja sim um custo e tanto no orçamento da viagem, uma vez lá as coisas são mais baratas do que se imagina.
Tanto se comparado com seu vizinho Japão quanto se olharmos para o Brasil mesmo.
Quer um exemplo? Enquanto que a passagem do metrô em São Paulo custava R$ 4,40, em Seoul ela custava R$ 5. Tranquilo!
Museus são gratuitos em Seoul, e as entradas dos palácios que visitamos não custaram mais do que R$ 30/40 reais.
Comida também não é cara, especialmente se você se dispuser (e deve pela experiência!) comer street food ou nas muitas lojas de conveniência espalhadas por tudo quanto é canto – falo delas mais a diante.
Hotéis, muitas vezes têm custo menor do que em capitais brasileiras. Viajamos na alta temporada e as diárias não custaram mais do que R$ 300!
Faça uma busca no no Booking.com, provavelmente mais em conta do que você encontraria aqui no Brasil.
Normalmente os hotéis oferecem internet wi-fi gratuita, mas nem sempre a qualidade é lá aquelas coisas ou funciona em todas as áreas do hotel.
Comprar um chip local me pareceu ser complicado demais, já que o idioma oficial não facilita muito. Roaming do Brasil? Nem pensar, só o custo já assusta.
Para esta viagem, mais uma vez contamos com o chip de celular fornecido pela OMeuChip que funcionou super bem durante toda a viagem. Se você quiser comprar o seu, é só clicar no link acima ou no banner ao lado e aproveitar descontos especiais.
Seoul tem uma infraestrutura excelente para receber os pequenos viajantes. Tudo tem fácil acesso e é bem organizado.
Confesso que para Seoul, acabamos focando menos em atrações kids do que normalmente fazemos, talvez até pelo que já havíamos visto no Japão nesta mesma viagem.
Mas saiba que a cidade tem atrações excelentes para crianças.
Talvez a principal delas seja o Lotte World, meio que uma (guardadas as devidas proporções) Disneylandia dos coreanos.
É um parque enorme, cheio de atrações, daqueles para passar o dia inteiro. Fica a uma distância bem curta do centro de Seoul e certamente merece a visita para quem desejar focar em atrações kids.
Há ainda dois aquários, um no próprio Lotte World e outro no Starfield COEX Mall.
Fora isso a cidade tem muitos parques e praças com boas oportunidades par aos pequenos brincarem e gastarem energia.
Para mais dicas sobre viajar com crianças, confira os posts Viajando com Crianças – O que aprendemos até agora (bebês) e Viajando com Crianças – O que aprendemos dos 2 aos 4 anos.
Confira os nossos Top 5 Destinos de Viagem com crianças fora do comum.
Logo que comecei a procurar as regras para voar com o drone em Seoul, me deparei com a informação preliminar, do próprio board de turismo da cidade e da prefeitura, informando que praticamente a cidade inteira, ou ao menos a parte mais interessante, ao norte do Rio Han era no fly zone.
Assim, confesso que juntando com a quantidade de atracões que tínhamos para ver, acabei deixando de lado a ideia de usar o drone nesta pernada da nossa viagem para a Ásia.
E quando falo no fly zone é tipo não tente voar nem a pau. Segundo as autoridades locais, quem fizer voos irregulares recebe uma multa de ₩2.000.000 ou algo como uns R$ 7.000 no câmbio à época.
O que posso te adiantar é que drones são permitidos na Coreia do Sul.
Lá o tema é regulado pela KOCA, a ANAC sul-coreana que tem inclusive um site dedicado ao tema drones.
Na época deste post, não se exigia nenhuma formalidade adicional, tipo registro ou habilitação para uso não-comercial de drones na Coreia do Sul, mas é sempre bom ver as atualizações no site da KOCA acima mencionado.
Para voar, existem algumas regras gerais também como não voar a menos de 5,5km de aeroportos, só voar de dia, não exceder os 150m de altura, mantenha sempre o drone à vista dos olhos, e não voar sobre multidões.
Não deixe de conferir o nosso post sobre drone na viagem para saber se pode levar e voar com drones em vários lugares do mundo.
Se você pensar em crimes, sejam violentos ou não, a Coreia do Sul é um destino de viagem super seguro.
Claro que aquelas precauções mínimas são sempre bem vindas. Nada de deixar pertences desacompanhados, por exemplo.
Confesso que o maior receio fica por conta de coisas como terremotos e tufões, tanto que andando pelo metrô e nos edifícios a quantidade de equipamentos de segurança que se vê é enorme.
No quarto, extintor de incêndio, alerta de altas temperaturas recebidos no celular, e kit para descer pela janela do hotel 😱:
Outro ponto de tensão acaba sendo o relacionamento com a Coreia do Norte, que vez ou outra ameaça o mundo inteiro e em especial a Ásia. O sujeito maluco do corte de cabelo ridículo vive fazendo ameaças…
Pode beber água da torneira? Sim, especialmente nas grandes cidades.
Não que sejam super comuns problemas com comida lá, mas eventualmente você pode ter algum problema com a comida local, como temperos.
Fora que pelo simples fato de estar tão isolado de tudo e num lugar absolutamente estranho, é sempre bom ter uma farmácia de viagem para eventual necessidade.
E por falar em água, outro ponto são os banheiros. Os banheiros públicos (hwajangsil / 화장실) estão espalhados por vários lugares, mas os melhores são aqueles dentro das estações do metrô. Normalmente são relativamente limpos e gratuitos – esteja apenas ciente de que você precisa pegar o papel antes de entrar no cubículo do sanitário.
O fuso horário da Coreia do Sul é de 12 15 horas à frente do horário de Brasília.
As tomadas na Coreia do Sul são como aquelas que tínhamos no Brasil anos atrás: apenas dois pinos redondos paralelos. Assim, para os seus eletrônicos, um adaptador universal é essencial. A voltagem é 220v.
Para aqueles que como eu gostam de dar uma espiada nos Postos de Informações ao Turista, saibam que o KTO Tourist Information Center, nome oficial do board de turismo da Coreia do Sul é bastante eficiente.
O site é interessante e ele tem escritórios em vários pontos, especialmente em Seoul onde tem o seu principal escritório (40 Cheonggyecheon-ro, diariamente das 9h às 20h).
Legal que até mesmo nas ruas de Seoul você cruza com pessoas do KTO (identificadas com jaquetas/camisetas vermelhas) que servem os turistas no melhor estilo “como posso te ajudar”.
A culinária coreana pode não ser tão famosa quanto outras culinárias asiáticas como a japonesa e chinesa.
Mas o nos últimos anos não é apenas no cenário musical que a cultura coreana tem se destacado. À mesa eles também têm pratos bem famosos.
A primeira coisa que você precisa fazer ao pensar no que comer na Coreia do Sul é desvencilhar-se de qualquer paradigma com a comida japonesa e chinesa.
Até pode haver um leve ponto de confluência se você pensar nos conceitos de street food e ingredientes (arroz, vegetais, carnes, frutos do mar e diferentes tipos de pimenta). Mas é só.
Comecemos pelo mais famoso prato local, o kimchi.
Para quem não sabe o kimchi é um acompanhamento preparado por meio da fermentação de vegetais — especialmente acelga — e recebe temperos como pimenta, alho e outros ingredientes.
A importância dele para o coreano é como a do feijão para nós. É presença constante na mesa local.
Também não dá para falar de culinária coreana sem falar do Korean BBQ. Ok, ele pode ser bem diferente do nosso, já que não existe aquela fartura toda de carnes, mas não deixa de ser interessante.
Um dos itens mais típicos de um Korean BBQ é o samgyeopsal, onde você grelha tiras de barriga de porco ou carne bovina marinada (ai muda de nome: bulgogi) na própria mesa, enrolando as carnes em folhas de gergelim ou alface com alho e molho sammjang.
Outro item que vale experimentar é o chimaek, que é um frango frito incrivelmente crocante acompanhado com molhos doces e apimentados.
Uma das coisas que eu mais gosto da Ásia é o fato de que você não precisa necessariamente ir a um restaurante, gastar um tempão esperando para comer algo típico já que existe uma forte cultura de Street Food.
E na Coreia do Sul isso não é diferente.
Nestas bancas de rua você pode provar todos os itens acima e mais alguns que eu sugiro.
Eu sou viciado em queijo e logo que vi uma pessoa abrindo um 10-won bread, em coreano sibwonppang, quase morri de vontade.
É um doce em formato de moeda, do tamanho de uma mão aberta, cuja massa parece a de panqueca, recheado com queijo derretido. É divino!!!
Similar a ele, porém doce, tem o bungeo-ppang, um bolinho com massa de waffle assado em uma forma de ferro com desenho de carpa, recheado com creme de baunilha. Pode ter variações com outros recheios como chocolate, ou até mesmo queijo. No Japão é conhecido como taiyaki.
E não é só nos street foods que você vai passar muito bem na Coreia do Sul.
Ainda tem as lojas de conveniência.
Este é um dos meus muitos pontos fracos quando o tema é viagem à Ásia.
Uma viagem para lá não existe sem estas milagrosas e interessantíssimas lojas.
Ainda bem que tem Google Translator!!!
Acreditem, dá para viver à base de comida de loja de conveniência se você não for tão enjoado(a) para comer, de tanta coisa boa que tem ali.
As principais redes são a Redes como GS25 e CU – sim, você leu certo e eu não estou sendo mal educado mandando você para lá!!!
Na verdade o nome deve ser pronunciado como se falam as letras em inglês, o que seria o conveniente see you (até logo, se pensarmos num cumprimento coloquial). E sua mente suja já pensando coisas. 😂
Mais do que apenas sanduíches naturais, é possível encontrar diferentes tipos de ramyeon instantâneo, refeições prontas para aquecer, sobremesas, bebidas e os populares triângulos de arroz recheados, aqui conhecidos como samgak kimbap.
A Coreia do Sul é também um excelente destino para quem gosta de fazer compras.
O país é conhecido mundialmente por sua indústria de tecnologia com marcas como Samsung e LG, mas também pelo mercado de cosméticos.
Aliás algumas marcas, como é o caso da Samsung, têm megastores próprias.
Mas e os preços? No geral são bem menores que no Brasil, mas não deixe de pesquisar bem antes para ver principalmente se os modelos / versões são os mesmos porque lá muitos lançamentos chegam primeiro, fazendo com que itens que aqui são top de linha podem estar em promoção lá.
Dos eletrônicos para itens de beleza.
Eu só descobri chegando lá, mas ao lado do K-Pop, existe o K-Beauty (K de Korea em inglês).
O país se tornou uma referência mundial no setor de beleza, especialmente em produtos voltados aos cuidados com a pele.
As mulheres coreanas têm uma verdadeira obsessão por skincare. São máscaras faciais, produtos de limpeza, séruns, essências, hidratantes, protetores solares e maquiagem que ocupam lojas inteiras.
Outro destaque para quem pretende fazer compras é o sistema de duty free.
A Coreia do Sul possui uma estrutura bastante desenvolvida para atender visitantes internacionais, com lojas duty free localizadas em áreas comerciais e aeroportos.
Aliás aqui vai uma enorme diferença? As lojas duty free não é apenas dentro do aeroporto.
Enormes magazines ou lojas de departamento, como a Lotte Duty Free, têm unidades inteira dedicadas ao sistema de compras duty free.
Nelas, é possível encontrar produtos como cosméticos, perfumes, artigos de luxo, acessórios e diversos outros itens com preços entre 20% e 40% menores em relação ao varejo normal
O diferente é que, para alguns produtos (como bolsas de marca) você paga na loja física e recebe o produto apenas no aeroporto, já na área dos portões de embarque. Maluco, né? Mas é uma forma de garantir que você não vai repassar o produto para um coreano.
Noutras lojas o tax refund dá-se já no momento da compra. O reembolso do VAT é de algo entre 7% e 10%.
Para ambos os casos é importante você ter sempre em mãos o seu passaporte físico.
Tenha atenção ao processo de tax refund e de coleta das compras no aeroporto, e vá com uma antecedência maior para o aeroporto para poder fazer todo o procedimento com calma.
Ambos os processos, de coleta das compras e do dinheiro (refund), são processados já na zona de embarque, ou seja, depois do check-in e do controle de passaporte e segurança.
Para o tax refund, você precisa passar nas máquinas que fazem a leitura do seu passaporte e comprovante de compra para entregar o dinheiro (simples assim).
O de coleta das compras também começa numa máquina que lê a documentação que você precisa guardar (um formulário simples que é scanneado ali. Depois com o comprovante você vai para um grande saguão onde eles chamam as pessoas pela senha dada pela máquina, e onde são feitas as entregas das compras. Tudo muito organizado e relativamente rápido.
Dadas as informações e dicas gerais vamos embarcar em uma viagem para o outro lado do mundo rumo à Coreia do Sul???
Vem com a gente!
Helsinque é um daqueles destinos de viagem que causa uma saudável confusão na cabeça do viajante…
“Ah, tá que você viajou para Essuatini... este país nem existe!”. Não duvidaria ouvir isso de…
Esta viagem à Finlândia me fez refletir o que nos faz feliz, além de viajar é claro! …
Você pode até ir para o Roma e não ver o Papa, mas ir para…
Já pensou acordar com animais selvagens praticamente à porta do seu quarto? Fazer um safari…
Talvez para muitos, e aqui me incluo, a primeira imagem de quem sonha com uma…
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