A Estônia foi a nossa primeira parada nesta viagem pelos países dos Bálticos, uma região da Europa pouco explorada pela maioria dos viajantes brasileiros, mas que é uma grata surpresa para aqueles que se aventuram fora das rotas mais óbvias de viagem.
Não só a Estônia como os seus demais vizinhos bálticos (Letônia e Lituânia) são países sobre os quais a grande maioria das pessoas não têm grandes informações.
Para quem, como eu é mais chegado em história e tem mais de 40 anos, a maior referência normalmente é que estamos falando de um conjunto de países não independentes que faziam parte da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou apenas União Soviética), algo que simplesmente deixou de existir no começo dos anos 1990.
Aliás, se tem uma coisa que esta viagem me marcou foi notar o quanto a URSS era diversa no sentido de (com mãos de ferro) englobar povos tão diferentes que nada se assemelham ao que era a URSS e ao que hoje é, em menor medida, a Rússia.
Na verdade, foi mais um lamentar porque ficou claro o quanto esta foi uma dominação sem qualquer sentido de união étnica ou cultural, assim como tantas outras que lamentavelmente encontramos na história da humanidade.
Já tínhamos tido a oportunidade de visitar um bom punhado de países que faziam parte da zona de influência da URSS (Romênia, Bulgária, Albânia e Polônia para mencionar apenas alguns). Mas esta foi a primeira vez que pisamos no que se convencionou chamar de antigas repúblicas soviéticas e posso te garantir que a experiência mudou a minha percepção desta região.
Olhando de perto a história da Estônia e seus irmãos bálticos, fica claro que eles não tinham originalmente nenhuma identidade para com o que se chamava de Rússia, passou-se a chamar de União Soviética, e agora voltou a chamar-se Rússia.
E aqui escrevo sem qualquer julgamento em relação à rica e interessante história russa hein! Muito menos seu povo. Critico apenas algumas decisões políticas do passado que deram claramente ruim para muitas pessoas. Isso é inegável.
De outro lado, é apenas para ressaltar o quanto a Estônia (e novamente aqui vale para seus “irmãos” bálticos) são diversos e interessantíssimos.
E esta diversidade, inclusive entre os bálticos, que me deu vontade de conhecer a região como um todo.
Com tudo isso, quero te deixar a mensagem de que você deve sim visitar a Estônia e região, mas esqueça este mind set de ex-URSS porque a Estônia é muito, mas muito mais do que este isolado capítulo da sua história como espero mostrar nesta série.
Muito longe deste “estigma” de ex-URSS, esta viagem para a Estônia me apresentou a um destino que tem uma raiz história (felizmente ainda bem preservada) e um olhar no futuro que pouca gente conhece.
O lado medieval realmente eu desconhecia, já o digital eu já havia ouvido falar.
Quando estávamos no processo de implementação da lei de proteção de dados numa empresa que trabalhei, precisei me debruçar mais profissionalmente sobre digitalização e seus impactos.
Foi ai que descobri que a Estônia, como dito, um país pouco conhecido da gente é considerado por muitos um dos mais digitalizados do mundo. E olha que nisso, embora alguns critiquem, o Brasil é referência (urna eletrônica, PIX, CNH digital e muito mais).
Mas o caminho da Estônia até este ponto não foi nada fácil, e eles só chegaram lá porque olharam para onde ninguém estava olhando.
Segue comigo o fio da história da Estônia para entender o que você encontrará lá…
Habitada desde cerca de 9.000 a.C. por tribos isoladas, a região sempre foi uma terra de florestas densas e um mar congelante no inverno.
Acontece que esta localização no litoral leste do Mar Báltico deu aos estonianos tanto a vantagem de ser um corredor natural entre o Ocidente e a Rússia, quanto a desvantagem pela cobiça de seus vizinhos.
Comecemos pela desvantagem… pela posição do seu território passou sucessivamente pelas mãos dos dinamarqueses, suecos e do Império Russo (este por mais de uma vez como você pode imaginar).
Porém por esta mesma razão geográfica, a Estônia acabou prosperando como um importante entreposto comercial. Foi a partir das chamadas guildas (você verá muitas vezes este termo quando falarmos dos países dos bálticos) que cidades como a capital da Estônia, Talin, prosperou.
Aproveito então para já explicar, as guildas nada mais eram do que associações comerciais que uniam comerciantes de um determinado item (comodities) para poderem realizar em conjunto suas operações.
Esta prosperidade comercial levou ao natural crescimento e desenvolvimento da sociedade como um todo. Isso salta às vistas quando você caminha pelo centro histórico de Talin e se depara com belíssimos edifícios históricos que você imaginaria ver apenas em cidades mais famosas como Paris, por exemplo.
Hoje, passear por Talin é mergulhar no rico passado medieval da Europa. E esta é uma das melhores experiências que você pode ter na Estônia.
Depois de um longo período de domínio estrangeiro, a Estônia tornou-se independente pela primeira vez em 1918, quando aproveitou-se do caos da Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa para na sangrenta Guerra de Independência (1918-1920) livrar-se dos russos.
Porém a alegria durou pouco mais de 22 anos pois em 1939, com o famigerado Pacto Molotov-Ribbentrop, um acordo secreto entre Hitler e Stalin a Europa Oriental foi dividida em zonas de influência, ficando a Estônia novamente nas mãos russas.
Assim em 1940, o Exército Vermelho invadiu e o país foi anexado à URSS à força, dando início a uma primeira leva de deportações em massa, onde milhares de famílias foram enviadas para campos de trabalho na Sibéria.
Como desgraça pouca é bobagem, quando a Alemanha nazista atacou a URSS em 1941, muitos estonianos viram os alemães como “libertadores” temporários, mas rapidamente perceberam que os nazistas eram apenas outro exército ocupante.
E novamente, muitos homens foram recrutados à força e a comunidade judaica local foi dizimada.
Acabou a Segunda Guerra Mundial, o Eixo foi derrotado e os nazistas se mandaram. Festa!!! Não…
Os soviéticos venceram os nazistas e levaram a Estônia (e outros países) como prêmio numa ocupação que levou praticamente 50 anos. Este é o período da história que a maioria de nós conhece.
E não pense que foi um período tranquilo, muito pelo contrário. As autoridades russas suprimiram a língua e os símbolos nacionais, incentivaram a imigração de russos para diluir a população local e continuaram com as deportações.
Foi nesse contexto de opressão que surgiu o movimento mais bonito e peculiar de toda a Guerra Fria que faria Gandhi se orgulhar, a Revolução Cantada (ou laulev revolutsioon).
Nos anos 1980, o líder soviético Mikhail Gorbachev implementou a glasnost (abertura política) e a perestroika (reestruturação econômica) e neste contexto os estonianos decidiram testar os limites do regime.
A partir de 1987, em vez de pegar em armas, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Talin e se reuniam para entoar hinos patrióticos e canções proibidas que haviam sido silenciadas por décadas.
Em 1989, o ato mais emblemático foi a corrente humana báltica, onde 2 milhões de pessoas (estonianos, letões e lituanos) de mãos dadas formaram uma cadeia de 600 quilômetros unindo as três capitais (tem um marco em Vilnius que representa esta “estrada”.
Esta demonstração deu aos soviéticos a percepção de que havia ali uma identidade e cultura que persistia (lembra do que eu disse acima?).
A URSS, desgastada e sem alternativa, acabou cedendo. Em 20 de agosto de 1991, no mesmo palco onde cantaram sua liberdade, os líderes estonianos declararam a independência.
O ranço dos estonianos com os soviéticos (russos atualmente) é tão grande que, para além dos movimentos constantes do atual governante de lá (nem falo o nome!), existe uma proibição bem interessante.
Em 2023, o Parlamento da Estônia aprovou uma lei que proíbe a exibição da foice e do martelo na fachada de construções (para os antigos a análise seria caso a caso) justamente por entenderem que tais glorificariam ideologicamente a ocupação.
Legal, livres da URSS mas sem perspectiva de futuro. Se Moscou estava quebrada em 1990, imagina suas ex-Repúblicas…
A economia estava em frangalhos, a moeda não valia nada e o país havia perdido um quarto de sua população durante as ocupações.
Foi ai que veio o pulo do gato. Ao invés de tentar reconstruir toda a burocracia pesada do passado, eles usariam o vazio deixado pelo colapso soviético para construir algo totalmente novo.
Com pouco dinheiro, mas com uma geração jovem sedenta por tecnologia, o governo investiu pesado na digitalização. Em menos de 30 anos, o país criou o X-Road (plataforma de dados que conecta órgãos públicos), o e-Voting (votação online nacional) e um sistema de e-Saúde impecável.
Em poucos anos, 99% dos serviços públicos do país passaram a ser feitos pela internet, tornando a Estônia a primeira “Nação Digital” do mundo, onde é possível abrir uma empresa, declarar impostos ou até mesmo se divorciar sem sair de casa.
Investiram pesado em conectar, ainda nos anos 1990/2000 as escolas à internet. Inclusive a internet foi declarada um direito humano básico por lei na Estônia.
Um dos resultados mais famosos deste desenvolvimento digital foi o Skype (para os mais jovens… é precursor do Microsoft Teams e talvez até do WhatsApp) que foi desenvolvido por um grupo de engenheiros estonianos.
A Estônia, que começou a digitalização com um PIB per capita de míseros US$ 2.800 dólares, hoje beira os US$40 mil, provando que inovação compensa.
Hoje na e-Estônia (não poderia perder o trocadilho) a principal atividade econômica é justamente a prestação de serviços, especialmente digitais.
Mas como é a Estônia?
A Estônia tem pouco mais de 1,3 milhões de habitantes que se concentram em sua maioria em áreas urbanas e em especial na capital Talin.
Eles desfrutam de uma qualidade de vida invejável, com um IDH (índice de desenvolvimento humano) de 0,905 – muito alto. Isso leva a Estônia à 36ª posição. Para você comparar, o Brasil está na 87ª posição. Nada mal para quem menos de 40 anos atrás estava lascado e largado no caos da ex-URSS!!! Prova de que educação muda tudo!!!
A Estônia é um dos países menos religiosos do mundo. Dados mais recentes indicam que 58,6% da população não professa nenhuma religião, 16,3% é Ortodoxa Oriental e 7,7% é Luterana.
O regime de governo lá é o parlamentarismo. E talvez até por conta da experiência de mandos e desmandos da era soviética, os estonianos são super rígidos quanto ao cumprimento das leis e respeito ao próximo, com baixíssimos índices de violência e corrupção.
O idioma local é o estoniano, um idioma muito parecido com o finlandês, tanto em origem quanto complicação para a gente. Então a escrita é cheia de tremas e vogais sequenciais como mostro abaixo. E os sons bem complicados de reproduzir.
Como sempre ainda que diante de um idioma bem difícil, incentivo você a aprender um pouco do idioma local para fazer uma graça e arrancar sorrisos dos gringos:
Mas e aí? Como faz?
Uma das características da Estônia é o alto nível da educação e alfabetização, e isso inclui o idioma inglês. A maioria das pessoas com menos de 40 anos fala inglês fluente.
Se Papai Noel é finlandês, a árvore de Natal é estoniana. Bem isso é um pouco controverso e motivo de disputa com a Letônia. Mas os estonianos defendem que foram os primeiros a montar uma árvore de Natal do mundo. De acordo com a tradição, a primeira árvore foi montada em Talin em 1441, o que tornaria a tradição estoniana mais antiga que a letã, que data de 1510.
Os estonianos também guardam algumas tradições similares aos finlandeses. Na Estônia também tem o esporte de “Carregar a Esposa” e já ganharam o campeonato mundial 11 vezes.
Existe até uma tática local: os atletas estonianos, carregam a esposa pendurada de cabeça para baixo nas costas com as pernas entrelaçadas no pescoço. Já pensou você leitora ser carregada aos solavancos de cabeça para baixo. Troféu para as esposas isso sim!!!
Outra tradição compartilhada são as saunas. Eles são também amantes do vapor.
Se na Nova Zelândia tem mais ovelhas do que pessoas, na Estônia (em algumas áreas) tem mais ursos do que pessoas. Com mais da metade do território do país coberto por florestas, a Estônia abriga a maior comunidade de ursos marrons de toda a Europa, com uma população estimada em mais de 700 animais.
Para ajuda-los a programar a sua viagem para a Estônia, vamos às questões práticas.
A Estônia é Membro da União Europeia e fazendo parte do espaço Schengen, conforme apurado junto ao Embaixada da Estônia no Brasil, brasileiros não precisam de visto para ficarem até 90 dias no país a turismo.
Já sobre a questão da validade do passaporte, infelizmente não existem informações claras, então sugiro usar a regra básica de 3 meses antes da data de saída do país.
Por conta de estar situada no hemisfério Norte, não exigem a comprovação de que você tomou a vacina contra a febre amarela.
Nunca é demais lembrar que mesmo não existindo visto ou tendo requisitos rígidos para a entrada, as autoridades de imigração podem exigir a apresentação da passagem de volta, prova de meios de subsistência durante a viagem, e comprovante de hospedagem. Esteja sempre, para qualquer lugar, preparado com isso.
A embaixada brasileira na Estônia fica em Talin, na Ants Lauteri 5, 4º andar, 10114 Tallinn, Estônia. Telefone: +372 633-7070 – E-mail: brasemb.talin@itamaraty.gov.br.
Como a Estônia faz parte do espaço Schengen, você precisa apresentar na imigração a comprovação de que contratou um seguro viagem.
Mesmo que não fosse o requisito imigratório, por questões de saúde mesmo, tenha em mente que o mais importante motivo para você contratar um seguro viagem é o fato de que qualquer tratamento no exterior, por mais simples que seja, pode custar mais que a viagem.
Assim, tão longe assim de casa, nem sonharia em embarcar sem um seguro viagem. Nós aqui em casa utilizamos a Real Seguro Viagem, parceira do blog. Vocês podem contratá-la diretamente no banner ao lado.
Comparado com outros países europeus, a Estônia não é o que poderíamos classificar como um destino de viagem muito procurado no contexto internacional, o que é excelente para quem quer uma viagem mais tranquila e sem aquela horda de turistas.
Isso não quer dizer que não exista sim uma leve tendência de uma quantidade maior de turistas nos meses de verão e inverno (por conta das feiras de Natal), mas não é algo que chegue a atrapalhar.
Também não notei grandes variações nos preços das diárias de hotéis, por exemplo.
Um ponto que eu sempre acho sensível numa viagem à Europa, para além do ponto do clima que menciono mais abaixo é o fato de que os dias são significativamente mais curtos no inverno e deliciosamente mais longos no verão, fazendo com que o dia de viagem renda demais.
Considerando o acima, entendo que a escolha da melhor época para conhecer a Estônia passa então pela pergunta: Você prefere frio ou calor?
Tenha em mente que no final / começo do ano é inverno lá, e no meio do ano o verão. E pelo que dá para notar das médias abaixo, o verão é bem “meia boca” em termos de calor e o inverno pode ser simplesmente congelante.
Se você pretender conhecer, como nós, apenas a capital Talin, uns 3 dias bastam para um bom roteiro de viagem e sem correria.
Agora se desejar esticar para outros destinos dentro da Estônia, lembre-se que ela é mais ou menos do tamanho do Rio de Janeiro, então com coisa de umas 4hs de carro você literalmente cruza o país, seja de carro ou de trem.
Claro que tudo depende do que você pretende conhecer e do seu ritmo de viagem.
Se você consultar serviços como o excelente FlightConnections, notará que não existem voos diretos do Brasil para Talin. Novamente, estamos falando de um destino absolutamente novo para os viajantes brasileiros.
Então para chegar lá você precisa necessariamente fazer conexão em alguma outra cidade europeia se pretender chegar de avião.
O principal aeroporto internacional do país é o de Talin, com conexões para praticamente todas as principais cidades europeias.
Outras duas formas bem comuns de chegar à Estônia, vindo de seus vizinhos do sul, Letônia ou Lituânia é de trem ou se ônibus.
Agora se você estiver vindo do norte, de Helsinque como nós, a melhor escolha é a deliciosa viagem de ferry boat.
Uma dúzia de ferry boats viajam 2hs até atracarem no porto de Talin, numa viagem super tranquila. Tanto que tem gente que faz bate-e-volta da capital finlandesa e vice-versa.
Aliás aqui algumas breves dicas sobre esta travessia de ferry boat.
Existem duas empresas que operam esta rota, a Tallink (que escolhemos) e Eckerö, com preços e qualidade de serviços bem semelhantes (uns 35 euros por pessoa para viagem apenas de ida). A diferença entre elas é o ponto de partida em Helsinque.
A viagem começa no Terminal de Helsinque, onde você precisa chegar pelo menos 1 hora antes do horário, podendo fazer o check-in antecipadamente ou nos terminais situados no hall principal.
Tem vários lugares para você se sentar e para refeições, desde lanchonetes até restaurantes. As malas você pode sentar-se com elas ou simplesmente alugar um locker:
Uma vez lá, o próximo ponto é como se locomover dentro da Estônia.
Nós optamos por conhecer apenas a capital Talin, mas se você desejar se aventurar por outras cidades, saiba que o território da Estônia é bem pequeno para um país. É algo entre o tamanho do Estado do Rio de Janeiro e o do Espírito Santo.
Então com algumas poucas horas, seja de carro (neste caso prefira a Permissão Internacional para Dirigir – PID por conta do idioma) ou de trem, você cruza o território inteiro. Se você optar por alugar um carro, tenha em mente que o custo de estacionamento é algo, coisa acima de € 30 ao dia.
Certamente!!!
Como já disse no começo deste post, juntamente com Lituânia e Letônia, a Estônia forma o que se convencionou chamar de Países Bálticos.
Mas não pense você que por caberem dentro de uma categoria eles são a mesma coisa. Muito pelo contrário, depois de visita-los você fica com a certeza de que o único ponto de identidade, ou talvez o mais marcante é justamente terem sido ex-URSS.
No mais, são absolutamente diferentes e conhecer um facilita a compreensão do outro. Como se fossem filmes de uma mesma trilogia.
Some a isso o fato de serem muito próximos uns dos outros, coisa de 40min. de voo ou 4/4h30 de trem / carro e você terá só ai uma viagem completa que pode ser feita conhecendo três lindos países numa só oportunidade.
Adicionalmente, muita gente como nós, opta por adicionar a Finlândia neste roteiro.
E mais, você pode aproveitar que é preciso fazer escala noutra capital europeia e engatar alguns dias por lá.
A Estônia tem o euro como moeda oficial, o que facilita demais a vida do turista. Então nem compensa levar outras moedas, como por exemplo dólares para trocar lá.
Se possível seja virtualmente, seja fisicamente (em espécie) saia já do Brasil com alguns Euros à mão.
Para facilitar as consultas ao câmbio atualizado enquanto em viagem, sugiro instalar um dos muitos apps para celular que fazem este tipo de conversão facilmente. Eu particularmente uso o Conversor de moedas XE que está disponível para iOS e Android.
Recomenda-se sempre ter algum dinheiro trocado, especialmente se você for se aventurar por áreas mais remotas ou cidades menores.
Para os gastos ordinários, hoje tenho usado muito cartões de contas internacionais, como Wise e C6 que, como detalho nos respectivos posts, e penso que apresentam o melhor custo benefício.
Para ambos existe a vantagem de que você pode converter dos reais da sua conta corrente para dólares durante a viagem. Maravilha!!!
Então esta é a alternativa com melhor custo-benefício tanto para compras quanto para saques em ATMs – presentes em tudo quanto é canto na Estônia.
Como uma solução de emergência ainda uso os cartões de débito no exterior.
Nunca é demais lembrar que os ATMs sempre cobram uma pequena taxa por saque, além daquela cobrada pelo emissor do seu cartão, normalmente algo como uns R$ 25.
Os cartões de crédito são muito bem aceitos em lojas e restaurantes maiores (hotéis sempre). Não espere que ele seja aceito em lojas menores ou lugares mais remotos, neste caso, ter dinheiro é a solução.
Ah, e não se esqueça sempre de conferir se você o desbloqueou para operações no exterior e vale também conferir o limite de crédito.
Uma coisa que eu nunca tinha visto noutro destino, mas sei que é uma tendência é a não aceitação de dinheiro em espécie. Alguns estabelecimentos, especialmente em Helsinque, trabalham exclusivamente com pagamento por meios eletrônicos.
Quer saber mais sobre meio de pagamento no exterior? Verifique as nossas dicas especiais sobre gastos no exterior.
Os preços na Estônia incluem 25,5% de IVA sobre bens de consumo, 14% sobre produtos alimentícios e 10% para teatro, esportes e eventos similares. Você como estrangeiro pode solicitar o reembolso de impostos para compras não utilizadas que custem mais de € 40. Você pode processar os impostos em algumas lojas, no aeroporto ou eletronicamente.
E por falar em dinheiro, gorjeta não é comum na Estônia, coisa rara no mundo. Seria fruto de que já são felizes??? Kkkkk.
Caro e barato sempre digo que é algo relativo porque depende muito do seu orçamento e estilo de viagem.
Então sempre acho melhor comparar com outros destinos, especialmente próximos e semelhantes.
Se você olhar para a Estônia vindo da Finlândia ou qualquer país nórdico vai achar relativamente mais em conta.
Não muito ao ponto de parecer, por exemplo Portugal. Mas o suficiente para você não sair de lá com os bolsos em farrapos.
Para você ter uma ideia, numa busca no Booking.com, espere encontrar bons hotéis por algo como € 150 a noite.
Sobre custos, como atrações ou alimentos, achei que os valores são bem em linha com outros países da Europa.
Normalmente os hotéis oferecem internet wi-fi gratuita, mas nem sempre a qualidade é lá aquelas coisas ou funciona em todas as áreas do hotel, especialmente se você escolher um hotel mais no meio da floresta – algo que você deve fazer!!!
Comprar um chip local me pareceu ser complicado demais, já que o idioma oficial não facilita muito. Roaming do Brasil? Nem pensar, só o custo já assusta.
Para esta viagem, mais uma vez contamos com o chip de celular fornecido pela OMeuChip que funcionou super bem durante toda a viagem. Se você quiser comprar o seu, é só clicar no link acima ou no banner ao lado e aproveitar descontos especiais.
Direto ao ponto: demais!!!
A sensação de segurança que tivemos na Estônia foi invejável, fruto da educação e qualidade de vida da população local.
Claro que valem aquelas recomendações básicas de não dar mole porque se tem uma coisa que existe em tudo quanto é canto do mundo são os batedores de carteira. Mas violência de mão armada? Esquece!
Pode beber água da torneira? Apesar de todos os indicativos de qualidade e tudo mais positivo que dei aqui neste post, eu não arriscaria. Para mim, água de torneira é coisa para Japão e alguns lugares da Europa – dependendo do estado, nem EUA.
Não que sejam super comuns problemas com comida lá, mas eventualmente você pode ter algum problema com a comida local por conta do tempero.
Fora que pelo simples fato de estar tão diferente, é sempre bom ter uma farmácia de viagem para eventual necessidade.
O horário comercial na Estônia varia entre dias de semana e fins de semana. Cafés: 8h às 19h nos dias de semana, 9h às 20h aos sábados, 10h às 17h aos domingos. Restaurantes: 11h às 21h30. Shoppings: 10h às 20h. Lojas: 10h às 18h de segunda a sexta, 11h às 17h aos sábados e domingos.
A Estônia está num fuso horário de 5hs à frente do horário de Brasília.
Na Estônia não é muito difícil encontrar banheiros públicos não, especialmente nas grandes cidades.
As tomadas na Estônia são como aquelas dos demais países europeus, dois pinos redondos. Assim, para os seus eletrônicos, um adaptador universal é essencial. A voltagem é 220v.
Dadas as informações e dicas gerais vamos embarcar em uma viagem para um dos destinos mais encantadores da Europa???
O Cumbicão visitou a Estônia mediante uma parceria estabelecida junto ao Board de Turismo Local para coletar material para série de posts. Todas as opiniões e relatos aqui descritos refletem fielmente a experiência, atendendo à política do blog
Enfim Coreia do Sul!!! Sabe aquele destino de viagem que você mira toda a vez…
Helsinque é um daqueles destinos de viagem que causa uma saudável confusão na cabeça do viajante…
“Ah, tá que você viajou para Essuatini... este país nem existe!”. Não duvidaria ouvir isso de…
Esta viagem à Finlândia me fez refletir o que nos faz feliz, além de viajar é claro! …
Você pode até ir para o Roma e não ver o Papa, mas ir para…
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