Se me pedissem para definir Seoul, eu diria que ela é uma cidade situada na improvável esquina do futuro com o passado, literalmente com um pé em cada um destes caminhos.
E faz isso muitíssimo bem, sendo algo que como um resumo da Coreia do Sul.
Tenho aqui comigo uma percepção que, excetuados alguns poucos exemplos, nem sempre uma capital define ou representa a essência de um país, ou pelo menos aquilo que ele tem de mais típico.
Camberra, Amã, Ottawa, Malé, e Brasília, por exemplo são capitais que em nada representam em sua essência seus respectivos países.
Seoul por outro lado, é um recorte perfeito da Coreia do Sul.
A capital sul-coreana é uma metrópole com mais de 10 milhões de habitantes (1/5 da população total do país). Embora seja gente pra caramba, pensando em seus vizinhos asiáticos, até que é pouco (Tóquio 37 milhões, Beijing 21 e até mesmo a diminuta Hong-Kong 7 milhões).
A cidade mistura a tranquilidade de templos e parques onde o som que se ouve é o bater das folhas das árvores, e de outro lado ruas agitadas como um formigueiro, só que high-tech e ao som do K-Pop local.
É uma daquelas cidades onde dormir tarde parece ser regra, já que a noite, com bares e restaurantes de um lado, e os night markets (coisa típica da Ásia) faz os viajantes repetirem o mantra: “dorme quando voltar pra casa”!
Enfim, para quem procura uma metrópole asiática para conhecer, Seoul é um prato cheio!
Como costumamos fazer, antes de tratarmos das atrações em si, vamos ver algumas dicas práticas para você curtir a Seoul ao máximo e otimizar seu tempo lá.
Conforme adiantei acima, Seoul pode representar para a maioria dos viajantes a viagem para a Coreia do Sul como um todo. Digo isso porque nem todo mundo tem a oportunidade de explorar outros destinos no país.
Numa primeira olhada pode parecer que Seoul não tem muitas atrações, mas só de olhar as que cito neste post, você verá que a cidade tem muito a oferecer.
E olha que cortei muita coisa do itinerário porque não tínhamos tempo ou porque estava um pouco fora do nosso interessa.
Tudo isso para te dizer que se você tiver, como nós 3 dias inteiros em Seoul, muito provavelmente terá que fazer o mesmo.
Com 3 dias inteiros e bem aproveitados, leia-se acordando cedo e voltando para o hotel só à noite, dá para conhecer o básico.
Se você começar a considerar os vários e interessantes bate-e-volta a partir de Seoul, como por exemplo a tal DMZ, ai pode adicionar mais um ou até 2 dias no seu itinerário.
Numa viagem para Seoul, uma das primeiras coisas que você precisa considerar é por onde você chagará.
Digo isso porque embora a grande maioria dos turistas estrangeiros cheguem pelo fantástico Aeroporto Internacional de Incheon, em alguns voos mais locais a chegada pode dar-se pelo Aeroporto Internacional de Gimpo que concentra além de voos internacionais regionais, os domésticos.
Sim, Seoul tem dois aeroportos internacionais. É mole?
Bom, considerando não só que chegamos e partimos por Incheon, mas também porque este é o caminho mais comum da maioria dos viajantes, vou tratar apenas dele. Ok?
Talvez você nunca tenha ouvido falar do Aeroporto Internacional de Incheon, mas ele é considerado, entre ano sai ano, um dos 20 Melhores Aeroportos do Mundo pela consultoria Skytrax.
Então a primeira dica é: vá com tempo, não só para não perder o voo como também para poder curtir um dos melhores aeroportos do mundo.
Aliás nesta viagem para a Ásia, passamos por 3 dos Top 4: 2o. Hamad International Airport (Doha); 3o. Tokyo International Airport (Haneda) e 4o. Incheon International Airport. Quase gabaritamos! Foi um chá de aeroportos? Sim, mas top!
Vamos à boa e velha dúvida de sempre, como ir de para o aeroporto.
Incheon fica 52km do centro de Seoul, na ilha de Yeongjongdo, e existem basicamente três opções de fazer o trajeto: shuttle bus; táxis; e trens.
Começando por aquele que eu acho pior, os shuttle bus. Para quem não sabe é aquele tipo de ônibus que embora seja super confortável tem o problema de ir parando em vários hotéis pelas cidades, num verdadeiro pinga-pinga.
Se o seu hotel for um dos primeiros, beleza. Senão…
Adicione isso ao fato de a viagem do aeroporto até Seoul já consome aproximadamente 1h15.
O custo varia entre ₩ 9000 e ₩ 15,000; e funciona das 5h30 às 22hs com partidas a cada 10 ou 30 minutos dependendo do período do dia.
Optando por um táxi, o custo fica entre ₩ 60,000 e ₩ 80,000, sendo que das 0h00 às 4h00 existe um adicional de 20% na tarifa para uma viagem de aproximadamente 1h15.
A opção mais rápida é utilizar o A’REX Airport Express que opera dois tipos de serviço, um expresso/direto e outro com 14 paradas até a Seoul Station:
O trem expresso faz a viagem em 51 minutos e 43 minutos, considerando respectivamente os terminais 2 e 1 de Incheon, ao custo de ₩ 9500/ 7500 (adulto/criança).
Neste preço estão inclusos alguns mimos adicionais: assento pré-escolhido, serviço de bordo (custos adicionais para o que você consumir); uso do Customer Lounge no Terminal 1; serviço de carrinho elétrico para te levar (com as malas) até o terminal; wi-fi gratuita; garrafa de água; uso do City Airport Terminal (um serviço de despacho de bagagem ainda na Seoul Station – vimos algo assim também na Suíça); poltronas reclináveis; vagões com banheiro; vagões kids; e (ufa!) uso do shuttle bus na Seoul Station para alguns hotéis afiliados.
De outro lado o all-stop train, como chamam-se não expresso, tem um custo de 66 minutos e 59 minutos, considerando-se respectivamente os terminais 2 e 1 do aeroporto.
O custo é de ₩ 4150 / ₩ 4750 para os terminais 1 e 2, respectivamente e considerando como ponto de destino ou origem a Seoul Station. Atente que se for comprar o bilhete para uma viagem única, é preciso adicionar ₩ 100, logo é melhor já considerar um prepaid/postpaid transportation card. Para outras estações, o valor é menor e você confere no site do A’Rex indicado acima.
Para facilitar, cito aqui o mapa disponível no site do Incheon que mostra exatamente a localização da estação em ambos os terminais: Terminal 1 e Terminal 2:
E como se locomover por Seoul para conhecer suas incríveis atrações?
Como dá para ver do mapa abaixo, as atrações estão bem espalhadas pela cidade, o que demanda um bom planejamento para que você explore todas as atrações de uma região antes de seguir à diante, salvando tempo e dinheiro nos deslocamentos.
Mas não é porque as atrações são mais espalhadas que a primeira e altamente recomendada sugestão seja o bom e velho bater perna. Sim, Seoul é uma cidade deliciosa para caminhar.
Não vou dizer que é tranquila porque dependendo da região tem uma multidão nas ruas. Mas é uma multidão ordeira. 🤣
As ruas são em sua maioria planas e bem arborizadas o que sempre torna o passeio mais agradável.
É verdade que em algumas áreas, especialmente as mais turísticas pode parecer confuso com a quantidade de enormes edifícios e quarteirões irregulares. Mas não se deixe intimidar porque é batendo pernas que muitas vezes vemos as coisas mais interessantes e marcantes numa viagem, é caminhando que coletamos as nossas lembranças de viagem.
Andando por Seoul, e outras cidades sul-coreanas, apenas tenha ciência que a numeração das construções na rua não segue um padrão métrico, mas sim uma ordem cronológica de construção. Já viu a confusão, ne?
Uma das opções que você pode usar para conhecer Seoul é alugar uma bike no Bike Seoul em uma das 150 locações espalhadas pela cidade. O serviço disponível inclusive para turistas (tem uma opção especial Foreign Tourist) e o custo médio por ora é de ₩ 3.000 por ora. E a cidade tem muitas ciclovias:
Bem, acho que diante do que já falamos até aqui sobre Coreia do Sul e principalmente pensando na questão do idioma, acho que nem preciso dizer que alugar um carro não é sequer uma opção sonhável, quanto menos a ser considerada.
Você não achará onde estacionar e não entenderá as placas. Esqueça!
Táxi também acho que não é o caso, não porque existam grandes dificuldades não.
É que existem opções mais práticas e em conta: o transporte público de Seoul que é bastante eficiente.
Mas se você quiser ter uma estimativa do preço de uma corrida de táxi em Seoul, vale usar esta ferramenta: Taxi Fare Finder.
A melhor forma de locomover-se por Seoul é sem dúvida utilizando o sistema de transporte público, sistema este que é inclusive integrado por meio de um único modo de pagamento o T-Money.
Além de usar ele para pagar por passagens de ônibus, trem, e metrô, dá ainda para pagar táxi e outros itens como compras em algumas lojas de conveniência (lembro de algo assim mais de 20 anos atrás em Hong-Kong, genial!).
No geral você tem como benefício o desconto de ₩ 100 por viagem e permite que você faça de forma gratuita as conexões ou até mesmo paradas desde que dentro de uma janela de 30 minutos.
O saldo existente no cartão pode ser reembolsado (se maior que ₩ 20.000 com uma taxa de processamento no valor de ₩ 500) nas máquinas e em algumas lojas de conveniência antes de você ir embora para casa.
Você pode comprar o cartão nas estações de metrô e algumas lojas de conveniência, ao custo de ₩ 2500 (não reembolsáveis).
Mas qual sistema de transporte público usar?
Os ônibus são bastante confiáveis e muitos dos pontos têm instruções em inglês, mas a maioria dos motoristas não falam inglês. Fora que também tem o problema do trânsito.
Então eu o deixaria para um segundo plano para os deslocamentos em Seoul.
A joia do sistema é o sistema de metrô de Seoul, que cobre praticamente toda a cidade e as atrações que você possa imaginar.
Como nem dá para ler aqui, sugiro você pegar o pdf original direto no site do metrô de Seoul:
Olha, só não perde para o metrô de Tóquio!
O bilhete mínimo custa ₩ 1350 (₩ 1250 no T-Money) serve para trajetos de até 12km, ou seja, provavelmente você nem precise de outro tipo de tarifa.
O sistema funciona das 5h30 às 0h00 e a maioria das estações têm elevadores e/ou escadas rolantes, algo que é essencial para quem vai de-para o aeroporto.
Algo muito importante e útil: existe um app para iOS e Android super útil para montar itinerários e outras consultas gerais. Alternativamente dá para montar as rotas pelo Google Maps e pelo route planer do próprio metrô de Seoul.
Seoul é uma daquelas cidades que por ter um sistema de metrô para lá de excelente, permite a você viajante, ampliar a gama de hotéis interessantes em termos de localização.
Não que tudo fique absurdamente perto, mas tendo um sistema de transporte público eficiente e barato te permite ficar em um hotel que pode ser mais afastado, custar menos e ainda assim ser melhor em termos de conforto do que um hotel central.
Assim, o leque de opções fica maior.
Nesta linha de que quase tudo fica perto, a minha sugestão é que você tente ficar em algum lugar que esteja ao norte do rio Han, até a altura dos palácios citados neste site.
Na prática, qualquer lugar nesta longa faixa horizontal será um bom começo em termos de localização.
Como um bônus, sugiro escolher um hotel que esteja próximo à uma estação de metrô pois esta será a sua principal opção de transporte em Seoul.
Há ainda a vantagem do custo. Comparado com outras cidades da Ásia, o custo geral também é mais atrativo. Você consegue hotéis melhores em Seoul do que em outras cidades dos países vizinhos pelo mesmo preço.
Bem, feitas estas considerações acima, a nossa escolha para esta viagem foi o Hotel Midcity Myeongdong que atendeu super bem às nossas expectativas. A experiência que detalharei em breve aqui no site.
Muita coisa, seja em termos de qualidade quanto quantidade. Seoul é uma cidade cheia de atrações.
Existe em Seoul uma enorme vantagem que é o fato das atrações serem relativamente próximas umas das outras, e o sistema de transporte da cidade te deixar na porta de muitas das atrações (não que você não perca um tempo aprendendo a usar ele!!!).
Mas nem por isso você deve vacilar e deixar de se programar.
Não estou sugerindo que você seja super inflexível não… Apenas tente montar um roteiro separando as atrações e/ou bairros de interesse por proximidade para você otimizar seu tempo e os deslocamentos.
Senão você vai ficar perambulando o dia inteiro no metrô como um tatu!!!
Neste aspecto, usar o Google Maps como eu fiz acima, marcando as atrações é primordial. Dá sim um trabalho para montar, mas fazendo isso antes ainda em casa e com calma, o resultado final durante a viagem fará você se orgulhar das suas habilidades de viajante e curtir mais e melhor Seoul (e outros destinos).
No nosso roteiro, tentei, dentro do possível, concentrar as atrações por proximidade.
Coincidentemente, o nosso roteiro acabou sendo dividido também por atracoes históricas e atracoes que não estariam ligadas ao rico passado da cidade.
Bora lá então.
Séculos atrás Seoul era uma região dominada por basicamente palácios e hanoks (vilarejos tradicionais de casas feitas de madeira, lindos).
Hoje, por mais que seja Seoul uma cidade super moderna, muitas das áreas históricas estão super bem conservadas e integradas ao landscape high-tech da capital coreana.
Quando digo integradas, não quero dizer espremidas entre grandes edifícios, não.
Na verdade, integradas neste caso quer dizer que a cidade soube adequadamente crescer ao redor desta região histórica, preservando-a e valorizando-a.
Os principais pontos turísticos que melhor refletem a história de Seoul e consequentemente da Coreia do Sul estão numa área não mais do que 1km ao norte do canal Cheonggyecheon.
É uma área bastante diferente do restante da cidade, principalmente da região sul, pois é bastante arborizada e tem enormes áreas verdes. Isso fica bastante claro ao observar o mapa que ilustra este post.
Basicamente de um lado você tem o palácio Gyeongbokgung e do outro Changdeokgung (estes nomes são terríveis para memorizar ou pronunciar!), e no meio, a aldeia hanok de Bukchon.
Já deu então para notar que esta é uma região que você, que curte história e cultura, vai amar.
Programe ao menos um período do dia, ou um dia inteiro para explorar adequadamente a região.
Se você pretender visitar os vários museus da região focados arte e história, ai definitivamente é melhor separar dois dias do seu itinerário de viagem.
Para acessar esta região existem duas estações do metrô: Gyeongbokgung (Government Complex-Seoul) que fica mais perto do Gyeongbokgung e Anguk que fica no meio de ambos os palácios.
Mas de qualquer forma, tenha ciência de que, seja a partir das estações, seja dentro dos palácios, ou ainda de um para o outro, você vai andar e muito. Prepare as pernas.
Eu particularmente sugiro que você escolha um dos palácios, visite e na saída, faça o caminho a pé mesmo até o outro, pois assim você cruza já a Aldeia Hanok de Bukchon. Salva tempo e já se diverte no caminho. Em linha reta são apenas 1,5km, mas como tem umas curvas na aldeia acaba sendo uma caminhada de quase 3km.
O Changdeokgung é considerado o mais bonito dos quatro principais palácios de Seoul.
E pensar que este palácio do século XV, foi na verdade construído para ser um palácio secundário em relação ao Gyeongbokgung.
Ele e o Gyeongbokgung chegaram a ser destruídos por conta da invasão japonesa nos anos 1590, e quando terminado, ele passou a ter uma importância maior por ter sido utilizado até 1872 como residência real principal.
A estrutura atual é fruto de um enorme esforço de reconstrução depois da Guerra da Coreia nos anos 50, que praticamente arruinou o palácio.
É um lugar para conhecer com calma para admirar os detalhes:
Muito guardadas as devidas proporções, até porque existe uma diferença cultural, em termos de experiência, é algo como a Cidade Proibida de Beijing. É um lugar grande, bonito e que não pode ficar de fora do seu itinerário de viagem por Seoul.
No geral, a visita consiste em caminhar pelos vários complexos do palácio, especialmente os pontos abaixo:
Injeongjeon Hall: ou hall do governante benevolente, é uma das construções mais belas de todo o Changdeokgung Palace. Trata-se de nada menos do que o trono real que ainda serve de palco para alguns eventos oficiais, como por exemplo o recebimento de dignatários vindos do exterior e coroações.
Seonjeongjeon Hall: é a parte administrativa, onde funcionava o escritório onde o rei despachava diariamente, inclusive seus ministros. A estrutura atual data de 1647. Repare no seu telhado azul que é original.
Huijeongdang Hall: era a parte correspondente aos aposentos reais. Infelizmente a estrutura atualmente vista não é original, pois foi muito alterada nos anos 1920, mas ainda assim é uma das belas partes do palácio.
Gwolnaegaksa Complex: é a área dos escritórios administrativos e de apoio ao palácio, tais como edifícios de ministérios, infantaria, biblioteca real e outros.
Uma das áreas mais importantes do palácio, e o must see do lugar é o tal Secret Garden ou The Huwon.
É uma área com construções típicas, pequenos lagos e muitas árvores. A tranquilidade do lugar é tamanha que você até esquece que está em uma metrópole agitada como Seoul.
A visitação funciona da seguinte forma: a parte do The Huwon você só pode visitar num tour guiado (uns 70min.), já para o restante do palácio, acima apresentado,, a visita pode ser feita por conta.
Um dos pontos mais altos da visita é o Juhamnu Pavilion, um edifício de 1776 que tem como principal característica ser um dos poucos do complexo com dois andares. Nele funcionava uma biblioteca real.
Para o Huwon, são disponibilizadas 100 vagas para cada horário, sendo que 50 são para venda pela internet e 50 presenciais, portanto se possível, compre pela internet. O complicado é que abre apenas 6 dias antes da data. E por fim, saiba que o bilhete para o Huwon não inclui o ingresso do Palácio em si, devendo ser comprado separadamente.
A maioria dos tours são em coreano, mas existem horários em inglês, chinês e japonês.
Funciona todos os dias, exceto às segundas, e o horário exato, que muda bastante ao longo do ano você confere no site oficial acima. Os valores atualizados você também confere no link acima.
Para chegar lá o endereço exato é 03072 Yulgok-ro 99 Jongno-gu, a melhor forma é de metrô, caminhando 10 minutos a partir da saída 6 da estação Jongro3ga (linhas 1,3,5) ou 5 minutos a partir da saída 3 da estação Ahngook (linha 3).
Mesmo sendo uma cidade ulta desenvolvida, Seoul conseguiu manter muito bem suas construções históricas, não só os grandes palácios, mas também aquelas mais simples, como os típicos vilarejos chamados aqui de hanoks.
Seoul tem tantos hanoks espalhados pela cidade que existe um site que mapeia todos eles, o Seoul Hanok.
Dentre todos eles, achamos que o mais interessante seria justamente o mais tradicional, o Hanok de Bukchon.
Como adiantei acima, entre os dos palácios você encontra o imperdível Hanok de Bukchon, uma das melhores atrações arquitetônicas / históricas de Seoul por retratar muito bem um período bem interessante da história local.
As mais de 900 casas, chamadas aqui de hanok, seguem um padrão de construção bastante tradicional com suas paredes padronizadas e telhados típicos que contrastam super bem com a Seoul moderna ao fundo.
É um labirinto de ruas estreitas e sinuosas, onde perder-se faz parte da diversão. Relaxe!
Se você quiser um resumo de como é a região, vale visitar o Bukchon Traditional Culture Center que evidentemente é todo construído seguindo-se a tradição local.
Mesmo sendo uma área residencial, algumas casas foram restauradas justamente para serem centros de visitação possibilitando que você conheça o interior. É o caso da Simsimheon, cuja entrada dá direito a um típico chá.
Evidentemente é uma área que você pode apreciar a qualquer hora do dia e tem livre acesso, mas dizem que é mais tranquilo conhecer a região nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde, evitando-se assim a horda de turistas que transita por ali.
O Gyeongbokgung também é conhecido como Palace of Shining Happiness – acho super divertido estes nomes! 🤪
Ele data da época da fundação de Seoul, 1394, quando o rei Taejo, fundador da dinastia Joseon resolveu levantar uma muralha e fundar a cidade de Seoul.
Ele funcionou como palácio até 1592, quando a invasão japonesa colocou fogo nele. Mas como toda boa fênix, depois de 300 anos é verdade, ele foi completamente reconstruído. O custo desta reconstrução foi tamanho que literalmente quebrou o governo à época.
O complexo todo tem 300 construções e abrigava mais de 3.000 pessoas, sendo que destes 140 eram servos exclusivos da família real.
A principal construção é o Geunjeongjeon, um prédio de dois andares e corredores abertos dos dois lados que servia de local para as cerimônias de coroação e recepções do rei.
Ali perto fica o Gyeonghoeru, um edifício sustentado sobre 48 pilares diante de dois lagos artificiais que servia de local para banquetes.
Gangnyeongjeon (reparem que todos os nomes começam com G – excelente para você se confundir bastante), que fica ali atrás era o aposento da rainha.
E do outro lado ficava o Donggung, o dormitório dos príncipes. Será que alguma hora esta família se encontrava neste palácio?
Aqui existe também uma cerimônia de troca da guarda, na principal entrada, Gwanghwamun.
O palácio abre todos os dias, exceto às terças, no geral das 9h00 às 17h30 (verão – para outros períodos consulte o site oficial acima). O valor atualizado do ingresso você confere no site acima.
O palácio fica na 161. Sajik-ro, Jongno-gu e para chegar lá a forma mais fácil é usando a linha 3 do metrô e descendo na estação Gyeongbokgung, saída 5.
Ao sul desta região dos palácios, antes de cruzar o Cheong-gye-cheon rumo a uma área mais moderna de Seoul, sugiro você visitar um dos templos mais famosos da cidade, o Jogye sa, ou apenas Jogye.
Jogye é na verdade uma ordem budista, algo que estaria meio que como os franciscanos e beneditinos para os católicos, logo é uma vertente do budismo. Uma vertente criada justamente a partir da independência do budismo coreano.
O templo em si não é tão antigo quanto por exemplo os palácios que vimos, já que data de 1910.
Ele é o principal templo de Seoul e seu interior tem pinturas que refletem a vida de Buda.
O hall principal fica aberto 24hs por dia para visitantes. Fica na 55 Ujeongguk-ro, Jongno-gu – usar a estação Anguk saída 6. E a visitação é gratuita.
Se você ver alguém batendo a testa no chão em sinal de devoção, saiba que a primeira batida é para Buda, a segunda para dharma (ensinamentos) e a terceira para os monges que servem ao templo.
Como outros templos, existe muito incenso. Eles acreditam que a fumaça leva os pedidos para o céu.
O templo é palco do Lotus Lantern Festival que celebra o aniversário de Buda (a data exata varia conforme o calendário lunar).
Situado um pouco mais ao sul dos palácios anteriores, mais precisamente diante da prefeitura de Seoul está o Deoksugung.
Construído na dinastia Joseon, mais precisamente em 1593, seu nome significa palácio da longevidade virtuosa. O seu estilo mistura tanto o coreano tradicional quanto neoclássico.
Se você passar pelo seu portão principal às 11h, 14h e 15h30, poderá conferir uma troca da guarda que acontece ali.
Ele é o único que pode ser visitado à noite, até 21h, o que é altamente recomendado porque fica todo iluminado. Não é tão grande quanto os demais, então vale muito a pena dar uma espiada nele quando for visitar a prefeitura e outras atrações nos arredores.
Para chegar lá a melhor opção é a estação Cityhall e usar a saída 2. O valor do ingresso atualizado você confere no link acima. Não abre às segundas e o horário é sempre das 9h00 às 21h com a última entrada 1h antes de fechar.
Comecemos por uma das mais vistosas construções da face moderna de Seoul.
Visível praticamente de qualquer local da cidade, a Seoul Tower, no topo do monte Namsan é o ponto mais alto da capital sul-coreana.
Com 236m, ela oferece vistas panorâmicas incríveis a partir do seu deck de observação.
Funciona todos os dias, nos dias de semana das 10h30 às 22h00 e finais de semana das 10h00 às 23h00. O valor atual do ingresso você confere no link acima.
A forma mais fácil de chegar até lá é através do metrô, pela estação Myeong-dong saída 3 e caminhando uns 10 minutos até o Namsan Cable Car, que faz a subida do monte Namsan e te deixa nos pés da Seoul Tower.
Talvez o nome do bairro Gangnam sozinho não te lembre nada…
Agora adicione um coreano fazendo coreografias divertidas numa música que gruda na mente. Sim, este bairro chique foi o mote do Psy para a Gangnam Style, uma dura mas divertida crítica aos ricos que vivem neste bairro de Seoul.
Enfim, a música deu tanta visibilidade que o bairro, mesmo com o viés de crítica bem humorada e justíssima, ergueu um monumento simbolizando um dos passos da dancinha que acompanhava a música.
O monumento chama-se Statue of Gangnam Style e fica perto do Starfield COEX Mall um outro lugar que você vai querer visitar.
O shopping por si só já valeria a visita pela qualidade das lojas, que vão de Zara, Uniqlo, H&M, National Geographic, The North Face, e muito mais. E por ser um dos melhores de Seoul e o maior shopping subterrâneo do mundo.
Além disso ainda tem o COEX Aquarium, um dos melhores aquários de Seoul junto com o do Lotte World.
Mas o motivo para visitar este shopping de Seoul é um dos lugares mais “instagramáveis” da cidade: Starfield Library.
É uma linda e enorme livraria que tem sido um dos lugares mais fotografados de Seoul nos últimos anos, quase que uma versão moderna da Liveria Lello do Porto.
Só não tem fila na porta porque é enorme, diferentemente da famosa livraria portuguesa.
Use a estação de metrô Bongeunsa para chegar à estas atrações.
Um lugar de Seoul que é super clichê, mas que você não pode deixar de conferir é o Cheong-gye-cheon.
Trata-se de um curso de rio ao sul da região dos palácios da qual falamos neste post que acabou sendo canalizado e a despeito do que se poderia imaginar acabou virando uma área de lazer depois de um belíssimo trabalho de despoluição e revitalização.
Normalmente quando um rio é canalizado, pelo menos aqui no Brasil, o que se faz é literalmente construir uma via para carros acima, ou simplesmente murar as suas margens. Fica uma coisa horrível, não é mesmo?
Então, Seoul fez diferente. Pegou as margens do riacho e transformou numa espécie de praia para a galera. Ok, falta areia é bem verdade. Mas não é raro passar ali, especialmente nos dias mais quentes, e ver as pessoas com os pés na água se refrescando, ainda que usando impecáveis terno e gravata.
O lugar acaba servindo como uma zona de descompressão para a turma que trabalha ali nos arredores, já que esta é uma das poucas áreas de Seoul que não conta com muitas praças e parques.
Ainda que você não queira caminhar os poucos mais de 5m de extensão, vale ao menos conferir a Cheong-gye Plaza e algumas das 22 pontes que cruzam o Cheong-gye-cheon.
Se precisar caminhar pelas áreas turísticas de Gwangjang Market, Dongdaemun e Insa-dong, dá até para fazer por ele.
Seoul tem uma série de edifícios modernos que merecem ao menos serem apreciados de fora. Um deles é a Seoul City Hall, renovada em 2013.
Numa primeira olhada parece até estranho ver aquela enorme estrutura de aço e vidro que parece uma onda a engolir o edifício clássico à sua frente.
Mas depois de alguns instantes até que o contraste parece interessante. Trata-se de um dos ícones da arquitetura moderna que foi edificada logo atrás da antiga prefeitura (um edifício clássico de 1926) que hoje funciona como biblioteca municipal.
A estação de metrô mais próxima é a City Hall.
Não, não é uma nave espacial! Embora pareça é verdade. O Dongdaemun Design Plaza & Park, projetado pelo arquiteto Zaha Hadid é um enorme e lindo complexo de cultural que parece literalmente ter pousado no meio de Seoul.
Esta enorme estrutura de concreto e alumínio, situada onde outrora existia um estádio de futebol, contempla um pouco de tudo: galerias, espaço para eventos, lojas e um parque.
Acho que de todas as atrações modernas de Seoul, esta é a mais interessante e desruptiva.
O interior é interessantíssimo:
Fica na 28 Eulji-ro, Jung-gu; saída 1 da estação Dongdaemun History & Culture Park.
Seoul tem vários museus, dentre eles museus de arte e que contam a história da cidade e da Coreia do Sul como um todo.
Um dos mais importantes no aspecto de história é o National Museum of Korea, que traz a história do país desde os seus primórdios. E o mais legal, é gratuito! Fica na 137 Seobinggo-ro (estação Ichon, saída 2), aberto todos os dias das 9h00 às 18h00, exceto quartas e sábados quando fecha às 21h00.
Nesta mesma linha, sugiro uma visita ao National Folk Museum of Korea.
É uma excelente oportunidade para ver de perto algumas construções históricas sul-coreanas, muitas delas originais, outras recriações.
É um lugar lindo, cheio de casas típicas e palacetes, que rendem belíssimas fotos.
Gratuito, separe pelo menos uma hora para caminhar por ali.
Sugiro inclusive que você entre nele pela portaria principal, a leste do Hanok de Bukchon, aproveite para conhecer o Gyeongbokgung e saia justamente pelo belíssimo Gwanghwamun Gate que é um dos marcos de Seoul.
Outro importante museu, porém focado em um tópico específico (e nada agradável) é o War Memorial of Korea que como já diz tem como tema a Guerra da Coreia (1950-53) que culminou com a divisão das duas coreias.
É uma excelente oportunidade para você aprender muito sobre este conflito que foi talvez o primeiro mais amplo e historicamente reconhecido da Guerra Fria e que deixou marcas que vão muito além de uma divisão das coreias, dividiu famílias, cultura e até hoje parece algo absolutamente sem sentido.
Não deixe de passar um tempo passeando pelos vários veículos de combate típicos da época.
Também gratuito, fica na 29 Itaewon-ro (estação Ichon, saída 2); funciona de terça a domingo das 9h30 às 18h00.
Mesmo que você queira (e dificilmente vai conseguir) sair de Seoul sem comprar nada, vale e muito a pena conhecer este lado da capital coreana.
Para além de simplesmente comprar coisas, é preciso ver este passeio como uma rica oportunidade de ver de perto como as pessoas vivem e como o outro lado do mundo é diferente da nossa casa. Afinal, viajar é sobre isso!
Logo que comecei a estudar sobre Seoul, lembro de ter aberto o Google Maps e espiado (recomendo, pois acha-se muita coisa que não está no nosso radar), e uma coisa me chamou muito a atenção: o quanto algumas áreas eram lotadas de lojas e mercados de rua.
Sim, num nível absurdo ao ponto de colocar-se ao lado de 5ª Avenida, Ginza, Singapura, Piccadilly Circus ou sei lá o que mais em termos de shoppings e lojas; e comprando-se com Hong-Kong e Bangkok olhando para o lado dos street markets.
São vários os bairros onde você encontrará uma grande concentração deste tipo de comércio, praticamente todos entre o Cheong-gye-cheon e o monte Namsan.
Dentre estas áreas, destaco primeiro o Namdaemun.
Imagine um mercado com mais de 600 anos de história (acho que antigo assim só lembro do Gran Bazar de Istambul).
O Namdaemun Market que é considerado o maior e mais típico mercado coreano sendo sem dúvida alguma a atração mais importante do tipo na cidade.
São mais de 10.000 barracas que vendem de roupas à souvenires, de ervas medicinais à alimentos. Inclusive é um dos lugares mais recomendados para provar pratos locais num custo e qualidade bacana.
Para você ter uma ideia, tem uma rua só de roupas para crianças, outra para equipamentos fotográficos, outra para roupa de cama, souvenires, artigos militares, óculos, mas talvez a mais interessante seja a de comida (21 Namdaemun market 4-gil , Jung-gu). Tem uma só para Noodle Soup (42-1, Namdaemunsijang-4gil, Jung-gu).
Ele funciona todos os dias, 24 horas e a forma mais fácil de acessar ele é de metrô, estação Hoehyeon.
Agora olhando para o comércio no formato de shoppings e lojas de rua, nada se compara aos arredores da Myeong-Dong Walking Street, provavelmente a área de comércio mais importante e interessante de Seoul.
Por ali você encontra shoppings, lojas de departamento e lojas de rua das principais marcas que você possa imaginar. De artigos de luxo a itens mais simples, sair dali sem uma sacolinha é uma tarefa árdua até para o viajante mais pão-duro.
Além de uma enorme quantidade de lojas de roupas, algo que você notará é que existe uma infinidade de lojas de cosméticos e artigos para beleza. Coisa de fazer qualquer leitura fà de Sefora e etc enlouquecer.
Sim, as coreanas (e coreanos!) investem muito nisso.
Embora a principal referência seja o calçadão Myeong-Dong, todas as ruas desta região, desde a estação Euljiro até a estação Yeongdong, são lotadas de lojas super interessantes.
Se você gosta de loja de departamentos, não deixe de conferir a Lotte Department Store Main Store (algo como o Takashimaya dos coreanos). Lá você encontra marcas locais e de luxo:
A principal loja é composta por dois enormes complexos justamente no cruzamento da Namdaemun-ro com a Myeong-Dong, acesso pela estação Euljiro. Mas existem outras unidades espalhadas pela Coreia do Sul.
Abre diariamente das 10h30 às 20h00.
Se ainda sobrar alguns won para gastar e pernas para andar, saiba que Seoul tem a sua versão de Akihabara, o Yongsan Electronics Market. Ok, ele não é tão charmoso quanto a versão japonesa e está mais para o BKM de Bangkok, já que é um shopping e não um bairro.
Mas mesmo assim vale a pena se você deseja ver eletrônicos em um único lugar. São ao todo 5 mil lojinhas que vendem de tudo quanto é cacareco que seja eletrônico.
Fica na 15-2, Hangang-ro 2-ga, Yongsan-gu, Seoul (Yongsan Station saída 3) e abre todos os dias das 9h00 às 19h30.
Fora isso, se você é da turma Samsung, saiba que a marca tem suas Samsung Stores espalhadas por vários endereços em Seoul e os preços são bem interessantes se comparados com o Brasil. Eu mesmo voltei com alguns gadgets.
E aí? Que tal agora programar a sua viagem para Seoul?
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