Bula Fiji!!!
Pegue um arquipélago com águas de um azul que parece não ter fim, misture com florestas tropicais. Adicione doses generosas de uma cultura riquíssima. Misture bem e você terá como resultado um paraíso chamado Fiji.
É bem verdade que este não é um daqueles destinos de viagem que pipocam um milhão de vezes na timeline do Instagram.
Isto talvez porque não seja um destino lá muito comum, ainda mais para nós brazucas que estamos do outro lado do mundo como mostro logo abaixo.
Talvez você nunca tenha ouvido falar de Fiji, mas certamente já viu suas paisagens no cinema.
Na década de 80 as ilhas desta remota nação foram cenário para um clássico da Sessão da Tarde: Lagoa Azul. Quem não se lembra das aventuras dos dois primos que acabam isolados num paraíso tropical?
Décadas depois, Fiji voltou às telonas em O Náufrago com um Tom Hanks perdido e tão desolado no meio de uma ilha que passou a conversar com uma bola de vôlei chamada Sr. Wilson – a ilha exata do filme é Modriki.
É provável que você esteja lendo este post e se perguntando como surgiu esta ideia de ir para Fiji se há tantos outros lugares no mundo (até mais perto) e com praias lindas?
Aqui em casa, quando a gente programa uma viagem, costumamos consultar a nossa bucket-list, a lista de desejos de viagem, e vê o que é possível em termos de tempo, custo e etc para cada oportunidade de viajar que surge.
Nesta lista existem 3 destinos na Oceania que estão sempre bem ranqueados: Fiji, Tahiti e Nova Caledônia.
Fiji acabou entrando nesta lista não por conta dos dois filmes mencionados acima, tanto que só fui saber da locação deles ao estudar sobre o destino.
Fiji entrou nesta lista por conta principalmente de uma corrida chamada Eco Challenge – Fiji – “Wolrd’s Toughest Race”, algo como “A Corrida Mais Difícil do Mundo” que teve duas edições em Fiji, e que acabou virando um programa na Amazon Prime, de mesmo nome, apresentado por ninguém menos do que Bear Grylls.
Nela, 66 times se enfrentam numa corrida de aventura insana na qual devem percorrer 671km em 11 dias sem nenhum tipo de auxílio tecnológico como GPS, por exemplo.
Para além do desafio humano, a série mostra muito das belezas e cultura local.
Pronto, estava fincada a semente definitiva. Eu precisava conhecer Fiji.
Beleza, mas do sonho à realidade vai um tanto, afinal estamos falando de um lugar do outro lado do mundo, logo eram ínfimas as chances de sair de casa “apenas” para conhecer Fiji.
Da mesma forma, voltar para a Austrália e etc. não estava no radar.
Mas…
Eis que surge a oportunidade de uma quarta viagem para o Japão.
Mas como assim??? É ainda longe pacas…
Acontece que aqui em casa existe o matar do “já que estamos aqui, que tal esticar até ali?”.
O ali estava “só” umas quase 9 horas de voo. Sofrido? Depende do tamanho do sonho.
Olho o preço da passagem e descubro que é bem razoável para o tempo de voo, qualidade do destino e tal.
Some ainda o fato de que eu havia prometido para a Sra. Cumbicona um destino de viagem pé na areia com alguns dias de pura contemplação como ela diz. Coisa rara aqui em casa, diga-se de passagem.
E foi assim que fomos parar um pouco mais para lá do que o fim do mundo!
Fiji fica Pertinho de Vanuatu, embaixo de Tuvalu e um pulinho de Samoa. Kkkk
Brincadeiras à parte, fica “”””perto””””” da Austrália e da Nova Zelândia. Por perto entenda mais de 2.000km, praticamente a distância de São Paulo até Recife ou do Rio de Janeiro para Fortaleza.
Resumindo é quase no fim do mundo, ou na borda do meu mapa (avisando que a Terra não é plana, ok?).
É tão longe que é um dos últimos lugares do mundo antes da chamada linha do tempo que cruza o Oceano Pacífico.
Olhando o mapa acima você nota que existem duas ilhas principais.
Na ilha de Viti Levu, situada mais ao sul, estão as principais cidades fijianas, como a capital Suva, Lautoka e Nadi.
E mais ao norte existe outra grande ilha, Vanua Levu que é menos populosa.
Orbitando tudo isso você tem outras 300 ilhas, das quais umas 100 têm alguma presença humana.
O layout das ilhas, especialmente as maiores, contrasta bastante com outros destinos de ilhas que já mostramos aqui no site, como por exemplo muitas das ilhas do Caribe como Curaçao e Aruba ou até mesmo Maldivas onde tudo é mais plano.
Como Fiji tem uma origem vulcânica é comum encontrar algumas elevações significativas no seu relevo, como por exemplo o monte Tomanivi (antigamente chamado Monte Victoria) que é um vulcão extinto e o ponto mais não só da ilha Viti Levu como de Fiji com seus 1.324m – para um arquipélago me parece muito alto.
Outro ponto de distinção e que dá um charme todo especial para Fiji é a sua vasta vegetação tropical.
Por mais que as ilhas menores não tenham, por conta do seu diminuto tamanho, tanta vegetação, ilhas maiores tendem a ter verdadeiras florestas tropicais cortadas por rios e com bastante vida selvagem, especialmente aves.
Embora o período mais conhecido da história de Fiji seja justamente aquele após chegada dos europeus à região, as suas ilhas são habitadas desde algo como 1.500 a.C. por povos vindos de outras ilhas da Oceania.
Aliás, se você olhar bem os fijianos mais típicos, eles lembram um tanto os aborígenes australianos.
As ilhas que hoje fazem parte de Fiji foram descobertas em 6 de fevereiro de 1643 pelo navegador holandês Abel Tasman, aquele mesmo que deu nome para a ilha australiana da Tasmânia.
Perdeu essa Capitão Cook!
Mas não demorou muito para o “cara que me persegue” (já falei 1 milhão de vezes dele aqui no Cumbicão) dar as caras por lá. Apenas 1 anos depois do holandês, lá vinha o Capitão Cook desbravar outras ilhas e iniciar com alguns entrepostos à mando da Rainha.
O domínio de fato deu-se apenas quase dois séculos mais tarde, em 1874 com a derrota do Reino de Fiji. Os fijianos só se livraram dos ingleses em 1970 com a independência total da nação.
Durante a colonização, os ingleses introduziram um cultivo bastante conhecido de nós brasileiros: a cana de açúcar. Ainda hoje este é um produto agrícola bastante comum no país.
Foi justamente para trabalhar nestas plantações que os ingleses trouxeram, por volta de 1879, trabalhadores indianos que acabaram por formar uma grande comunidade local.
Aliás, vez ou outra rola umas rusgas entre os fijianos e os descendentes dos antigos imigrantes indianos que inclusive já tentaram tomar o poder. Tretas no paraíso.
Hoje, sob o ponto de vista da política, Fiji é uma república parlamentarista, ou seja, eles têm um presidente que é o chefe de Estado e um primeiro ministro que governa de fato perante um parlamento.
A economia está focada basicamente em agricultura e turismo, o qual vem crescendo bastante nos últimos anos.
Claro que o isolamento territorial não ajuda muito, mas mesmo assim esta nação insular recebe uma multidão de australianos, neozelandeses, americanos e japoneses principalmente. Dependendo da época do ano, como conto na sequência, é um destino para lá de concorrido.
Dados da Organização Mundial de Turismo apontam que Fiji recebe uns 750mil turistas estrangeiros ao ano. Considerando tratar-se de uma ilha relativamente isolada no Pacífico, é um número invejável.
Fiji tem três idiomas oficiais: fijiano que seria o nativo original e outros dois idiomas originários de seus imigrantes históricos: inglês e o hindi.
Assim, já deu para notar que falando inglês você se vira super bem lá.
Mas como sempre, vale a pena tentar aprender o básico de fijiano, nem que seja para fazer uma graça e ser cordial com os locais:
Aliás o famoso Bula, com o qual iniciamos este post, não é um simples bem-vindo. É uma saudação que traz um significado mais profundo: ao dizer bula para alguém você está na verdade desejando “vida” para ela.
E olhando o trato dos fijianos para com os visitantes, um bula seguido do largo sorriso deles, isso faz todo sentido!!!
Um pouco do idioma local numa das mais típicas canções fijianas: Bula Maleya que e uma música de boas vindas.
Fiji tem uma população total de pouco mais de 900 mil pessoas, sendo que 77 mil estão na capital Suva, 52 mil em Lautoka e 42 mil em Nadi, as três mais populosas cidades do país. Só por aí já dá para notar quanto espalhados pelas ilhas os habitantes de Fiji estão.
É meio que como o Aloha dos havaianos.
Olhando o aspecto religião, população é em sua maioria cristã (57%), com um certo predomínio de protestantes, seguidos por 34% que professam o hinduísmo e 7% que professam o islamismo.
Este cenário religioso de Fiji decorre em muito por conta da influência dos ingleses.
O protestantismo foi originalmente trazido pelos conterrâneos do Capitão Cook logo nos primeiros passos da colonização não só de Fiji como de outras tantas ilhas da região. O mesmo vale para o hinduísmo, já que tal religião chegou lá junto com os trabalhadores “trazidos” da Índia também pelos ingleses.
Em termos de renda per capita e índice de desenvolvimento (IDH), Fiji e Brasil são bem semelhantes. A renda per capita de Fiji é de US$ 6mil (Brasil US$ 7.500) e o país tem um IDH 0,724 (considerado algo) enquanto que tal índice no Brasil é de 0,755.
Portanto, podemos dizer, e o que vimos confirma, que no geral a população de Fiji leva uma vida bastante humilde em sua maioria.
A gente até tenta evitar ao máximo generalizações, mas se tem uma coisa que marcou a nossa viagem para Fiji foram os fijianos.
Chego ao ponto de arriscar que sem a simpatia local Fiji seria mais um paraíso qualquer.
Os sorrisos e interações genuínas dos fijianos com os turistas dão um sentido todo especial à experiência de viajar para Fiji.
Apesar da recepção calorosa, não pense que a vida dos fijianos seja fácil não. Muitas regiões do país são realmente pobres e faltam muitos dos serviços básicos como saúde, escola, saneamento e etc.
Parece um país do outro lado do globo…
Aliás existe mais uma semelhança deles conosco… O tal fijian time. Explico. Tudo em Fiji deveria ter um horário fixo, mas assim como em alguns lugares do nosso Brasilzão, o horário é meio que elástico e as coisas são feitas num ritmo beeem relax. Entre no clima e não se estresse.
Como adiantei acima, Fiji não é uma ilha qualquer. É um lugar riquíssimo em termos de tradições e curiosidades também. Por isso vale muito a pena, nem que seja por alguns minutos, tirar os olhos do mar hipnotizante.
Provavelmente você encontre em várias oportunidades durante a sua viagem por Fiji uma estampa como a abaixo.
Ela está inclusive presente no logo da companhia aérea local a Fiji Airways.
Trata-se da tapa (ou mais), uma arte local. Linda, espere encontrar vários souvenires com este tipo de arte.
Esta estampa é tradicionalmente feita à mão num tecido a partir da casca interna da árvore da amoreira. Normalmente os desenhos têm significados culturais profundos para os fijianos, representando símbolos tribais, animais, plantas ou outros elementos da natureza. Alguns são mais abstratos, parecendo aqueles tribais típicos daquela parte do Pacífico.
A tapa é usada em toda Fiji em uma variedade de contextos, desde roupas tradicionais e decoração de casas até presentes e lembranças. Os fijianos também a usam em cerimônias e rituais culturais, como funerais e casamentos, onde os tecidos são frequentemente apresentados como presentes de honra.
Falando ainda de cultura, eles têm muitos rituais super típicos.
Um dos mais conhecidos é a dança meke, que representa uma das principais expressões artísticas da cultura fijiana. É uma dança que conta histórias, lendas e mitos através de movimentos sincronizados e precisos.
O meke é realizado por homens e mulheres e é composto por várias partes. A primeira parte é geralmente realizada pelos homens, que fazem movimentos vigorosos, batendo os pés no chão e levantando as mãos (lembra o haka dos maoris).
Em seguida, as mulheres entram com movimentos mais graciosos e delicados, muitas vezes acompanhadas por cantos suaves e harmoniosos lembrando um tanto o hula do Havaí.
À medida que a dança avança, os homens e mulheres começam a dançar juntos, realizando movimentos mais complexos e sincronizados.
O meke é acompanhado por música tocada em tambores e outros instrumentos tradicionais fijianos, como o lali (um tipo de tambor) e o davui (um tipo de trombeta). A música geralmente começa lenta e suave, aumentando gradualmente em intensidade e ritmo à medida que avança.
O meke é uma parte fundamental da cultura fijiana e é realizada em diversas ocasiões, como casamentos, funerais, festivais e outras celebrações importantes. É uma forma de conectar-se com as raízes culturais e manter viva a tradição fijiana.
Muitas vezes eles fazem antes do meke, uma cerimônia para servir a kava.
Trata-se de uma bebida tradicional consumida tanto em Fiji quanto em outras partes do Pacífico Sul. Ela é feita a partir da raiz da planta kava (não achei nenhum similar que pudesse explicar), uma planta medicinal usada como medicamento para controlar a ansiedade e etc.
Usada desde milênios atrás, ela carrega um importante significado religioso.
Eles cortam as raízes e moem para fazer um pó bem fino que é misturado com as mãos dentro de uma tijela até formar uma bebida espessa e leitosa que se bebe numa tijela de madeira menor, a tanoa.
O seu efeito é relaxante, servindo para reduzir a tensão muscular e induzir uma sensação de calma e bem-estar. É bacana, mas beba com moderação por conta dos efeitos!
Menos gracioso, mas muito mais curioso é o ritual de caminhar, descalço é claro, por pedras e madeiras em brasa. É um ritual tribal local com significado religioso, já que acreditava-se que o poder de caminhar sobre brasa teria sido dado pelos deuses a alguns poucos “sortudos”. Eu hein!!!
Mas uma das curiosidades mais estranhas a respeito de Fiji é a questão do canibalismo.
Para além de um olhar romântico e aventureiro no melhor estilo Robinson Crusoe (cuja história se passavam em Tobago, no Caribe), esta não é uma lenda urbana não.
O canibalismo era uma prática comum em Fiji durante séculos, até a chegada dos missionários europeus no século XIX. Acredita-se que a tradição do canibalismo tenha se originado como uma forma de vingança e intimidação durante as guerras tribais em Fiji.
Os guerreiros fijianos acreditavam que ao comerem seus inimigos, estariam assumindo seus poderes e habilidades. Acredita-se também que o canibalismo era um rito de passagem para homens jovens, e que os sacrifícios humanos eram oferecidos aos deuses como parte das cerimônias religiosas.
Havia uma ideia de que a morte dos inimigos deveria ser mais do que celebrada neste banquete nada cristão, eles deveriam relembrar isso para sempre. Dai porque era comum usar o crânio dos vencidos para fazer tigelas ou os ossos para fazer adornos como por exemplo brincos.
Os fijianos acreditavam que as partes do corpo humano tinham diferentes propriedades e benefícios, e que a carne humana era considerada uma iguaria, servida em ocasiões especiais.
Outros alegam que também era usado como uma forma de punição para crimes graves, como o assassinato. Mas aí comer o assassino, no exemplo, não te tornaria um assassino? Não entendi a lógica.
Embora o canibalismo fosse uma prática comum em Fiji, não era universal e nem todos os fijianos eram canibais.
É bem verdade que os relatos de canibalismo em Fiji foram amplamente divulgados pelos europeus no século XIX, ajudando a estabelecer a imagem da “ilha selvagem” e “exótica”.
Hoje, felizmente o que resta desta “tradição” são alguns talheres em museus. Sim, para o “banquete” eram usados talheres específicos, considerado quase que sagrados, e que não poderiam ser usados em outras “refeições”. Tradicionalmente, os chefes os usavam porque era proibido que carne humana tocasse seus lábios. Isso que eu chamo de etiqueta esquisita!!!
Inclusive o tema é meio que um tabu na sociedade.
Falemos de algo mais brando e que conecta os fijianos ao Brasil, ou mais precisamente ao Rio de Janeiro.
O esporte nacional em Fiji é o rúgbi e a maior glória deles é ter superado seus arquirrivais regionais (Austrália e Nova Zelândia) e finalmente a ex-colônia inglesa na final, conquistando a medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.
Para ajuda-los a programar a sua viagem para Fiji, vamos às questões práticas.
Fiji não exige visto de turistas brasileiros, felizmente estamos incluídos numa lista de mais de 100 países com entrada concedida por meio de um visto automático na entrada.
Adicionalmente, esteja sempre ciente de que as autoridades na imigração podem exigir a apresentação da passagem de volta, prova de meios de subsistência durante a viagem, e comprovante de hospedagem. Ou seja, coisa comum.
Pelas regras de imigração local, a validade do seu passaporte deve ser de no mínimo 3 meses a contar da sua partida / saída de Fiji.
Diferentemente da Europa, para entrar em Fiji você não precisa comprovar que tenha contratado um seguro viagem.
Mas o mais importante motivo para você contratar um seguro viagem é o fato de que qualquer tratamento no exterior, por mais simples que seja, pode custar mais que a viagem.
Assim, tão longe assim de casa, nem sonharia em embarcar sem um seguro viagem. Nós aqui em casa utilizamos a Real Seguro Viagem, parceira do blog. Vocês podem contratá-la diretamente no banner ao lado.
Ainda no tema saúde e requisitos de entrada, a imigração de Fiji, a exemplo de outros países da região, exige a comprovação de que você tomou a febre amarela. Não deixe de considerar este item na sua lista de providências pré-viagem.
Acho que pela primeira vez estou escrevendo sobre um país no qual o Brasil não tem embaixada em Fiji. Acho que desta vez fomos longe!
O atendimento é feito pela Embaixada Brasileira de Camberra na Austrália (19 Forster Crescent, Yarralumla – ACT 2600, Australia – consular.camberra@itamaraty.gov.br Telefones: +61 2 62732372 Telefone de Plantão somente para emergências envolvendo brasileiros: +61 427 127 001)
A melhor época para viajar para Fiji segue justamente a lógica do clima. Se é que existe alguma lógica nisso nos dias atuais.
Mas enfim, a alta temporada é justamente nos meses de julho, quando como detalho mais abaixo, o clima é mais firme.
Porém existem algumas outras épocas mais críticas, leia-se cheias e caras: o período das férias escolares na Austrália / Nova Zelândia (que enviam para lá “ordas” de turistas) e final de ano.
Na prática, o período de alta temporada vai de junho a setembro e dezembro-janeiro. Nestes períodos as hospedagens ficam mais lotadas e consequentemente os preços disparam – muitos hotéis têm calendários que mostram os preços ao longo do ano e isso fica bastante evidente ali.
Uma época que é boa, especialmente para quem pode viajar fora das férias escolares brasileiras, são os meses de maio e outubro, quando a chuva ainda não é tão frequente, tampouco e a humidade, e existe uma baixa probabilidade de ciclones.
Sim, existe uma época em que isso pode acontecer em Fiji, mais especificamente no período mais úmido que vai de novembro a abril. Estaticamente, fevereiro é o pior mês em termos de ocorrência deste fenômeno climático.
O clima em Fiji é praticamente sempre o mesmo se você pensar nas temperaturas, porque elas variam muito pouco ao longo do ano:
A diferença maior entre inverno e verão, lembrando que, como Fiji também está no hemisfério sul, as estações são nos mesmos meses que as aqui no Brasil, fica por conta do fato de que chove mais no verão e menos no inverno:
Logo, existe uma tendência de clima mais ensolarado nos meses ao redor de julho.
Antes de conversarmos a respeito de quanto tempo você precisa para conhecer minimamente as Fiji, acho que vale um comentário.
Considerando que Fiji fica do outro lado do mundo, acho que é pouco razoável cruzar o globo para passar apenas um punhado de dias lá.
Por outro lado, por mais que seja um lugar lindo, ao menos que você tenha aspirações de passar dias a fio numa praia conversando com o “Sr. Wilson”, também não vejo alguém passando mais do que uma semana lá.
Dai porque acho super válido juntar Fiji com outros destinos na região.
Bem, dito isso, relato a nossa situação.
Eu havia imaginado passar uns 5 dias em Fiji, considerando mais um dia de chegada e outro de saída totalizando então 1 semana. Isso caiu como uma luva quando vimos o itinerário de voos entre Tóquio e Nadi, o nosso ponto de chegada em Fiji.
Os voos da Fiji Airways eram operados apenas uma vez por semana.
Então, ao menos que você esteja em algum lugar bem “mais perto”, onde seja factível um voo de ida e volta com umas 4 horas, ficar menos do que 5 dias inteiros acho que é complicado até porque você tem que se aclimatar com o fuso, jet-lag e tal…
Mas o que tem para fazer em Fiji? Que roteiro fazer?
Quando surgiu a ideia de conhecer Fiji, eu já tinha em mente que gostaria de dividir a nossa estadia lá em uns dias num resort de ilha e outros (menos é verdade) na ilha de Viti Levu, justamente para ver a vida como ela é em Fiji.
Isso porque nem sempre o resort, por mais gostoso que seja, não reflete a cultura local.
Adicione ainda que nas pequenas, muitas vezes minúsculas ilhas dos resorts você não terá contato com ninguém além do staff do hotel e a vegetação local é bem mais modesta do que a das maiores ilhas.
Então achei melhor dividir os dias para uma experiência mais autêntica.
No resort, o programa como você pode imaginar é lagartear nas praias (muitas vezes tem uma só), fazer mergulhos e quando muito conversar com o “Sr. Wilson”.
Para nós que vínhamos de uma correria da viagem pelo Japão, e depois engataríamos um turbo para conhecer Seoul em alguns dias, descansar foi absolutamente revigorante.
Aliás, pausas assim no meio de uma viagem longa são algo que sempre que possível a gente faz porque os resultados são excelentes. Você digere o que já viu, descansa o corpo, e se prepara para o que verá pela frente.
Mas que ilhas visitar?
A vantagem é que diferentemente das Filipinas, por exemplo, você não precisa conhecer mais do que uma ilha. Esta é uma tentação que recomendo você evitar.
Fazendo um paralelo com o que tivemos nas Maldivas, a ideia aqui é escolher uma, com um resort que caiba no seu bolso e ficar por lá mesmo.
No máximo fazer algum passeio para visitar alguma outra ilha por ali, num cruzeiro de um dia.
Quem não quiser ficar em um hotel de ilha e desejar ter uma experiência, ainda que breve, pelos mares da região pode optar por um dos vários tours que partem de Nadi, mais precisamente da marina de Denaru e exploram algumas ilhas mais próximas.
É uma boa opção, embora como dito, seja uma experiência de apenas um dia.
Outra ideia que vi depois de ter fechado a viagem, é fazer um cruzeiro num barco. São itinerários de 3, 4 ou 7 dias com tudo incluso em embarcações relativamente pequenas mas não menos confortáveis com tudo incluso.
O custo não é dos menores, mas acho que vale se o seu orçamento permitir. Dê um Google ai em cruises in Fiji…
Este pinga pinga sim eu acho que seria interessante.
Em termos de ilhas, minha sugestão é focar em dois grupos de ilhas que ficam na costa oeste de Viti Levu: as Mamanuca Islands mais ao sul e perto de Nadi (logo de mais fácil acesso) e as Yasawas Islands mais ao norte e portanto mais longe.
Veja que eu usei no plural, já que cada um dos grupos é composto por umas 20 ilhas.
Nós, pensando no deslocamento, ficamos uma ilha que faz parte das Mamanuca Islands.
Em Nadi e arredores, como detalharei mais tarde, o programa foi alugar um carro e rodar algumas praias da região e as montanhas cobertas de vegetação nativa.
Então… infelizmente este paraíso não está ao alcance de um voo direto do Brasil.
É preciso fazer umas duas conexões até lá na maioria dos casos, mas em alguns casos bem específicos dá para ir apenas com uma conexão a partir do Brasil.
Olhando os dois sites que mais uso para busca de voos, o Google Flights e o Flight Connections, encontrei apenas uma rota com uma conexão que é Guarulhos (São Paulo) à Los Angeles (alguns dias da semana) à Fiji (Nadi).
Mas a rota mais comum e “curta” para nós brasileiros é via Sydney (ou outra cidade mais relevante na Austrália) e Nadi; ou ainda via Auckland na Nova Zelândia. Mas aí com conexões em Santiago, no Chile.
Outra alternativa é a partir de algum lugar no Sudeste Asiático, como por exemplo Singapura, mas aí apenas em alguns dias bem específicos com a Fiji Airways.
De qualquer forma, é um rolê e tanto.
E por isso mesmo uma coisa importante é o ponto seguinte desta conversa.
Compensa e muito.
Penso que uma vez em um lugar distante, portanto usando uma passagem que é cara, é muito importante fazer o investimento. Seja ficando o máximo de tempo possível no destino, seja conhecendo o máximo possível de destinos na região.
Então, estando em Fiji, entendo que o ideal seria fazer um giro por outros países da região ou juntar com Austrália e Nova Zelândia.
Eu, num cenário ideal, gostaria de ter visto outros países, como Samoa, Tuvalu e etc.
Mas como disse, a viagem para Fiji meio que “caiu no colo” e tínhamos poucos dias, apenas uma semana por ali.
Antes de falar propriamente dos deslocamentos internos, falemos um pouco sobre o aeroporto de Nadi e a aquela sempre presente questão de como sair.
Viajantes internacionais têm duas opções para chegar à Fiji: Nadi ou a capital Suva, uma em cada extremo da ilha principal de Viti Levu – coisa de uns 190km ou 3h30 de carro para dar te uma ideia.
Embora Suva seja a capital, a maioria dos voos internacionais chegam em Nadi.
Inclui-se ai uma miríade de destinos internacionais, até mesmo Tóquio como era o nosso caso. A oferta de voos vindos de fora que pousam em Suva é bem menor, mas ao marcar a sua viagem não deixe de considerar a hipótese de chegar por lá, vai que tem alguma peculiaridade que sirva ao seu itinerário ou preço menor.
Bem, o Aeroporto Internacional de Nadi não é propriamente uma super estrutura. Lembre-se, estamos num pequeno país no meio do Oceano Atlântico e não em Dubai!
Vamos então ao de-para o aeroporto internacional de Nadi. Chegando em Nadi, a maioria dos turistas tem dois destinos possíveis: ou ir para um hotel por ali ou a marina de Denaru, do qual falarei mais a diante.
Se o seu destino for algum hotel ali em algum lugar da costa de Viti Levu, antes de pensar em alguma solução por conta, veja se o seu hotel não tem algum transfer gratuito ou ainda que pago, pois é mais prático.
Ainda que você vá para o porto de Denaru, pegar um ferry para alguma ilha, veja se o seu hotel de ilha (como chamarei eles neste post), não tem algum sistema de transfer.
Bem superada as soluções mais tranquilas, vamos às “por conta”.
Acho que nem preciso te dizer que não existe metrô, né? 🤣
As opções são praticamente usar os ônibus locais que custam uns FJD 0,90 a passagem para o centro da cidade, mas confesso que são beeeem roots. Ou pegar um táxi que sai por uns FJD 15. Aliás, seja para tal viagem ou outras que fizer de táxi, não se esqueça de pedir para ligarem o taxímetro pois alguns taxistas não ligam…
Embora eu vá tratar disso em um post próprio, existe também a possibilidade de alugar um carro já ali no aeroporto, para quem pretender explorar a ilha dirigindo por conta.
Como chegar às ilhas?
Se o seu destino são as ilhas das regiões Mamanuca e Yasawa, a opção mais em conta são os ferries ou lanchas rápidas que parte da marina de Denaru.
Embora alguns possam achar tratar-se de um porto, entendam mais como uma marina para passageiros do que qualquer outra coisa. Ali você não verá containers e etc, apenas passageiros.
Tanto que mesmo diante da inexistência de belas praias na região, existem alguns hotéis de redes renomadas e um shopping (The Port at Denarau).
A marina de Denaru fica a apenas 21 km do aeroporto e 16km de Nadi, e um táxi deve custar uns FDJ 25 / 14, respectivamente.
Existem muitas empresas que fazem o trajeto entre Denaru e as ilhas que compõem Mamanuca e Yasawa, as mais visitadas por quem está em Viti Levu.
Mesmo assim, acho que a forma mais tranquila é você já conversar com o hotel que você estiver reservando na ilha para ver se ele tem algum transfer próprio.
Digo isso não só pela questão de ter alguém que te leve meio que num esquema transfer e, portanto, mais tranquilo, mas também porque alguns itinerários destas empresas acima são verdadeiros pinga-pinga pois param em tudo quanto é ilha no caminho, atrasando demais o seu deslocamento.
Agora se você está mesmo com pressa ou quer uma chegada em grande estilo, pergunte sobre o transfer de helicóptero ou hidroavião. Não precisamos porque o nosso hotel era muito perto e o custo não compensaria, mas deve ser uma bela experiência.
Em Viti Levu, quem pretender explorar a ilha, ainda que apenas os arredores de Nadi, a opção mais interessante é alugar um carro.
Como adiantei acima, os ônibus são meio que erráticos em termos de linhas e horários, e táxi não são tão baratos. Aqui me deu saudades das Filipinas onde contratávamos os motoristas de tuk-tuk para ficar o dia inteiro perambulando com a gente de uma praia para a outra…
Os em Nadi até que eram ok, mas os no interior… Tire suas conclusões:
Li alguns poucos relatos de gringos que se aventuraram a utilizar os ônibus para passear por locais mais distantes em Viti Levu. Embora a ideia de usar os ônibus locais, muitos deles sem janelas, possa parecer uma boa aventura, existe um problema considerável: o itinerário não é lá muito claro e muitas vezes chega a ser meio errático. Eu acho fria!
O primeiro passo para alugar um carro em Fiji é entender que existe uma dificuldade que leva um tempo para superar: eles dirigem na mão esquerda, como os ingleses e seus “vizinhos” australianos e neozelandeses.
É difícil? Sim, mas depois de um tempo e com uma boa dose de atenção você consegue. É só manter dentro do cérebro aquela voz gritando “Keep left”!!!
O segundo é providenciar a tal PID (Permissão Internacional para Dirigir).
Talvez você questione o fato de Fiji não estar no rol dos países signatários da Convenção de Varsóvia. Sim, correto, mas segundo as autoridades locais, basta que você tenha um documento oficial no idioma inglês para poder dirigir lá.
O aluguel de carro não é tão barato quanto em outros destinos, mas como é a única alternativa…
Existem muitas empresas que alugam carros em Fiji, desde as locais até redes conhecidas mundialmente como Hertz, Avis e outras. Os principais pontos de locação são o Aeroporto Internacional de Nadi e algumas têm filiais na cidade e na Marina Denaru.
Seguro contra terceiros é obrigatório, e o limite de velocidade nas estradas é de 80km/h caindo para 50km/h nas cidades e vilas.
Optando por dar um rolê por Viti Levu, é muito importante que você não subestime as distâncias. Primeiro porque as estradas, embora em boas condições, são todas bem sinuosas e de mão dupla. Isso significa que não existem pistas de alta velocidade.
Aqui faço uma pequena ressalva… algumas nas estadas mais movimentadas o asfalto até que é bom. Mas nas menos movimentadas ou vias nos arredores das cidades o asfalto é caótico. São centenas de buracos perigosíssimos. Eu mesmo estourei dois pneus em um único dia!!! Um deles a mais de 80km/h!!!
O primeiro não consegui trocar porque não achei o macaco no porta-malas (depois me falaram na AVIS que ficava embaixo do banco 🤪). Já o segundo, como amassou a roda… Tive que voltar para a locadora. Um caos!
Dirija com muita, mas muita atenção.
Para mais dicas assim veja as nossas dicas de Como Locomover-se nas Viagens.
Antes de falar especificamente onde ficar em Fiji, tenho que relembrar que optamos por duas experiências absolutamente diferentes: passar a maior parte dos dias em um resort de ilha e o restante dos dias em Viti Levu.
Logo, tivemos duas experiências bem diferentes.
A primeira era para relaxar e curtir uns dias de Castaway mesmo. A outra era para ver um pouco da vida real em Fiji.
Olhando os resorts de ilha, até mesmo pela facilidade de acesso, optei por pesquisar hotéis apenas nos arquipélagos de Mamanuca e Yasawas. Não que os outros destinos não sejam interessantes, mas a dificuldade de deslocamento x tempo não me favoreciam.
Fora que para além destes arquipélagos a oferta de hotéis é bem menor.
Se você está olhando Fiji e pensando naquela experiência de resort das Maldivas, saiba que a coisa aqui é um pouco diferente.
Até existem alguns resorts que em muito se assemelham com os da ilha no Oceano Índico, mas a quantidade é muito menor.
Resort em Fiji é um termo relativamente gasto (ou será que nós usamos mal?). Digo isso porque muitas vezes você encontra hotéis super simples que se denominam resorts. Em Fiji o conceito de resort é uma acomodação que provê cama e refeições, podendo ser um bangalô com vista para o mar, e todo o conforto e luxo do mundo; ou, uma cabana na areia.
Mas no geral, a ideia aqui é de algo mais simples. Nada de vilas sobre a água com piscina privativa e etc. Em Fiji predominam as bures, ou bangalôs de sapé e madeira (lindos sim!) à beira mar. Então ajuste suas expectativas.
A nossa escolha para a experiência de ilha acabou sendo o Serenity Island Resort, cujo review publico em breve aqui no site.
Olhando para Viti Levu, até mesmo por uma questão de custo x benefício, optei por um hotel mais simples em Nadi mesmo.
Aqui também vale uma explicação breve.
Nadi em si não tem lá grandes opções de hospedagem se você olhar no Booking.com. E no nosso caso, eu não queria investir num hotel beira mar pois iriamos rodar pela ilha, não fazendo sentido algum investir alto numa experiência do gênero.
Existem excelentes hotéis nos arredores de Nadi, mas as praias dali não refletem a beleza de Fiji.
Então se você quiser ter uma experiência mais pé na areia e realmente curtir as belas praias da ilha, sugiro sair da cidade e ir para o sul. É na região conhecida como Coral Coast, que vai da cidade de Momi até Pacifc Harbour no sul da ilha, que você encontrará praias e hotéis incríveis.
Experimente olhar pelo Google Maps, no modo satélite, e veja a cor da água e os recifes existentes ali.
Também adiantando um pouco sobre a nossa estadia em Nadi, escolhemos o Sailors Beach Fiji, que dentro do que precisávamos nos atendeu super bem e que detalharei mais em breve.
Uma lição que eu aprendi no modo hard: escolha logo o seu hotel.
Juro, aqui em casa sempre compro as passagens e depois reservo os hotéis, justamente para ter tempo para olhar com calma.
Sem brincadeira, fechei as passagens com uns 4 meses, e uma semana depois já não havia quartos em muitos dos resorts nas ilhas.
Olhando os hotéis em Viti Levu, especialmente em Nadi, achei valores que são bem razoáveis se comparados ao que pagar-se-ia em um hotel aqui no Brasil.
Já olhando para os hotéis de ilha, a conta fica mais cara. Primeiro porque é uma experiência naturalmente mais cara, até mesmo por causa da oferta x procura. Segundo que ai você precisa ir para um esquema all inclusive que naturalmente é mais caro.
A moeda utilizada lá é o dólar fijiano (FDJ) e ela vale praticamente a metade do dólar norteamericano:
FJD 1 à R$ 2,28 e R$ 1 à FJD 0,44
FJD 1 à US$ 0,45 e US$ 1 à FJD 2,22
Para facilitar as consultas ao câmbio atualizado enquanto em viagem, sugiro instalar um dos muitos apps para celular que fazem este tipo de conversão facilmente. Eu particularmente uso o Conversor de moedas XE que está disponível para iOS e Android.
Acho que nem preciso dizer que não existem dólares fijianos nas casas de câmbio brasileiras, né?
Neste caso vale o nosso mix de soluções: moeda forte em espécie, cartão de crédito, cartão de débito e um cartão tipo Wise e C6, cada um com a suas vantagens.
Explicando melhor este esquema misto que te dará maior segurança e economia.
Comecemos pela moeda forte para emergências.
Sempre que vamos para um destino assim mais diferente, gosto de ter um pouco de moeda forte para trocar em caso de emergência.
Normalmente por moeda forte, entenda-se dólar e euro. Mas no caso de Fiji, acho que mais dólar do que euro, já que a quantidade de viajantes dos EUA é muito maior do que da Europa, tornando dólar uma moeda muito boa para trocas lá.
Se, tão somente se você tiver alguns dólares australianos e/ou neozelandeses, eles podem ser úteis em Fiji. Como existem muitos turistas vindos destes países, estas são moedas interessantes para trocar lá – é mais ou menos como os dólares canadenses em Cuba.
Mas vale a pena comprar dólares australianos (por exemplo) para trocar em Fiji? Penso que não, pois você perderá duas vezes, na troca de reais para dólares australianos e depois para dólares fijianos. Só se você já tiver como uma sobra de uma viagem ou estiver vindo da Austrália é que vale a pena.
Para os gastos ordinários, hoje tenho usado muito cartões de contas internacionais, como Wise e C6 que, como detalho nos respectivos posts, são hoje o melhor custo-benefício.
Mas usar estes cartões mesmo que num país onde não existe saldo específico? Sim, dá para sacar direto da conta em dólares, por exemplo.
Então a alternativa com melhor custo é carregar o cartão com dólares, ou até mesmo em dólares australianos considerando o que mencionei acima.
O uso aqui seria tanto para fazer saques em ATMs quanto operações em débito.
Adicione ainda a opção de sacar moeda local direto da sua conta corrente usando os cartões de débito no exterior é relativamente fácil, mas se você for para uma área mais remota, é melhor precaver-se com dinheiro em espécie uma vez que nelas cartão de crédito pode ser somente aceito em hotéis, restaurantes, e algumas lojas.
A minha sugestão é que você use já os ATMs situados no hall de desembarque do aeroporto de Nadi para os primeiros saques e para ter algum dinheiro trocado.
Digo isso pois diferentemente de outros destinos, em Fiji não é tão fácil assim encontrar ATMs, mesmo nas cidades.
Nas ilhas então nem se fale. Apenas nas maiores é que você vai encontrar algum ATM.
Nunca é demais lembrar que os ATMs sempre cobram uma pequena taxa por saque, além daquela cobrada pelo emissor do seu cartão. Em Fiji, o valor girou em torno de algo como R$ 20.
Quer saber mais sobre meio de pagamento no exterior? Verifique as nossas dicas especiais sobre gastos no exterior.
As notas vêm nos valores de 5, 10, 20, 50 e 100 dólares fijianos, enquanto que as moedas são de 1 e 2 dólares fijianos e 5, 10, 20, e 5 centavos.
Os cartões de crédito são muito bem aceitos em lojas e restaurantes maiores (hotéis sempre). Não espere que ele seja aceito em lojas menores ou lugares mais remotos, neste caso, ter dinheiro é a solução.
Ah, e não se esqueça sempre de conferir se você o desbloqueou para operações no exterior e vale também conferir o limite de crédito.
E por falar em dinheiro, gorjeta não é algo comum em Fiji.
É cara uma viagem para Fiji?
Bem, como sempre caro e barato são conceitos bem elásticos, já que vai muito do seu estilo de vida / viagem. Tem gente que vai achar baratíssimo e outros acharão salgado. Vai muito também com o que você compara.
Como dito acima, Fiji é um daqueles destinos de viagem que, pelo custo da passagem, eu só consideraria visitar já estando por ali (ok, no nosso caso o Japão nem eram “tão ali”).
Uma passagem a partir do Brasil para lá, custaria uma pequena fortuna. Mas se você já estiver na Austrália ou Nova Zelândia, ai dá para achar passagens com bons preços.
Olhando estadia, tem hotel para todos os bolsos e mesmo na alta temporada você consegue encontrar hotéis relativamente baratos no Booking.com, provavelmente mais em conta do que você encontraria aqui no Brasil.
Optando por um resort de ilha ou beira mar, o custo da viagem sairá sim um pouco mais salgado. Mas escolhendo um hotel mais simples (há vários lá), dá para salvar uma grana.
O custo com refeições me pareceu bem razoável e próximo daquilo que pagamos aqui no Brasil, e as porções são bem fartas. Logo, não se gasta demais com isso.
Mais do que levar aquele kit de viagem de praia caprichado (óculos de sol, protetor solar, chapéu/boné e tal), considere alguns itens adicionais.
Como existem muitos corais por todos os lados, ter um daqueles calçados próprios para pisar em pedras e etc. sem ter medo de coisas como por exemplo ouriços do mar e etc. é muito importante.
Se você nunca viu isso para vender, considere algo simples como por exemplo aquelas sapatilhas de fazer hidroginástica ou outras coisas do tipo. Na Decathlon sempre tem este item e é super barato.
Se você pretende (deveria!!!) fazer ao menos snorkel para admirar a vida marinha, saiba que a maioria dos hotéis oferecem gratuitamente máscaras e snorkel. Mas eu prefiro sempre ter o meu kit. Não é pesado e nem ocupa tanto espaço na mala. Sei que me serve, estou acostumado e sei que está bem limpo e cuidado.
Nesta linha, adicione ou uma GoPro ou pelo menos um daqueles (nem tão confiáveis, é verdade) cases para proteger o celular e possibilitar fotos na água – só não confie demais neles!
Fiji é um lugar de natureza, e assim sendo, é muito provável que você encontre alguns mosquitos. Nada demais!!! Assim, recomendo levar um repelente para ser usado especialmente nas áreas mais próximas de vegetação densa em Viti Levu, por exemplo.
Praticamente todos os hotéis, por mais remota que seja a ilha, têm eletricidade. Mas como eventualmente podem existir falhas, eu sempre precavido, levaria um com e confiável powerbank.
Mas acho que a dica mais importante é que você coloque na mala tudo o que você imagine que possa precisar.
Não estou sugerindo que você carregue a casa nas costas, mas embora em Nadi e outras cidades maiores seja possível encontrar praticamente todo e qualquer item essencial que você possa precisar, tal situação é absolutamente distinta nas ilhas dos resorts.
Na grande maioria delas, não existe praticamente nada além do hotel.
Nem uma vendinha, um mercadinho. Nada!
E se você precisar de algo saiba que não dá para sair do hotel para comprar algo. Normalmente estamos falando de ilhas remotas cuja viagem até o “mercadinho” mais próximo está mais de 1 hora dali.
Normalmente os hotéis oferecem internet wi-fi gratuita, mas nem sempre a qualidade é lá aquelas coisas ou funciona em todas as áreas do hotel.
E nas ilhas a conexão não é lá aquelas coisas. Internet em geral é algo bem complicado, tenha paciência.
Comprar um chip local me pareceu ser complicado demais, já que o idioma oficial não facilita muito. Roaming do Brasil? Nem pensar, só o custo já assusta.
Para esta viagem, mais uma vez contamos com o chip de celular fornecido pela OMeuChip que funcionou super bem durante toda a viagem. Se você quiser comprar o seu, é só clicar no banner ao lado e aproveitar descontos especiais.
Ok, a maioria das pessoas jamais pensaria em Fiji como um destino kids.
Sim, mas a gente aqui não é padrão neste quesito. Confira os nossos Top 5 Destinos de Viagem com crianças fora do comum.
Por mais que seja um destino, principalmente aos olhos dos brasileiros, mais para surfistas, casais em lua de mel ou mergulhadores, em sendo um destino de praias e florestas, Fiji é uma boa pedida para quem quer sair do comum numa viagem com crianças.
Pergunte às milhares de famílias australianas e neozelandesas que viajam para lá.
É comum encontrar em muitas ilhas resorts que são literalmente focados em atender famílias.
Posso dizer que pesquisei quase que todos os hotéis nas Mamanucas e Yasawas e vi uns poucos que eram adults only. Talvez uns 5 se muito. Tinha até um que me disse que durante a temporada, que como disse coincide com as férias escolares, aceita crianças, coisa que não aceita no restante do ano.
É bem verdade que chegar lá com uma criança que não esteja lá tão acostumada a longos voos pode ser mais cansativo. Mas se você já está na Oceania, ou ainda na Ásia como nós, pode ser uma super oportunidade de curtir umas férias em família.
Como dito, os hotéis são super bem preparados para receber os pequenos viajantes.
Os fijianos são mais do que receptivos.
De um passeio de caiaque a um mergulho de snorkel, as oportunidades de atividades ao ar livre vão preencher bem os dias dos pequenos nas praias tranquilas de Fiji.
Para mais dicas sobre viajar com crianças, confira os posts Viajando com Crianças – O que aprendemos até agora (bebês) e Viajando com Crianças – O que aprendemos dos 2 aos 4 anos.
Se você pensar em crimes, sejam violentos ou não, Fiji é um destino de viagem bastante seguro.
Claro que aquelas precauções mínimas são sempre bem vindas. Nada de deixar pertences desacompanhados ou à vista em carros alugados, por exemplo.
Pode beber água da torneira? Não! Nem nas grandes cidades nem tampouco em lugares mais remotos.
Mas chega naquele ponto de ter que usar água potável para escovar os dentes? Acho que não, ai é demais.
Não que sejam super comuns problemas com comida lá (até porque em tese tudo é fresco do mar), mas eventualmente você pode ter algum problema com a comida local, como temperos.
Fora que pelo simples fato de estar tão isolado de tudo e num lugar absolutamente estranho, é é sempre bom ter uma farmácia de viagem para eventual necessidade.
Por mais que Fiji esteja literalmente do outro lado do mundo, alguns pratos, ou pelo menos seus ingredientes nos são bem conhecidos.
A culinária local se baseia na combinação de aminoácidos de duas tradicionais plantas que também temos aqui: tavioka (mandioca) e raízes de dalo (uma espécie de batata). Fora isso ainda há muito peixe; frutos do mar e carnes.
Um dos pratos mais famosos é o Kokoda é um prato popular feito com peixe cru marinado em coco e suco de limão, com um toque picante, e leite de coco.
Há também o lovo, um banquete tradicional indígena fijiano onde a comida é preparada em um forno feito a partir de um buraco cavado no solo e coberto por pedras aquecidas. Ali são colocados frangos inteiros, pernil de porco e vegetais, tudo embrulhado em folhas de bananeira. Aposto que o personagem de Tom Hanks não sabia cozinhar!
Dependendo de quanto você repara nas prateleiras dos supermercados durante as suas viagens, talvez tenha visto uma marca de água chamada simplesmente Fiji. Sim, a Fiji Water é uma água mineral originada de um aquífero profundo no nordeste de Viti Levu. Sempre achei que era exagero de marketing! Kkkk
Além da água, existe também café de qualidade na ilha (eles cultivam cana, café, …. só falta usarem a camisa amarelinha para jogar futebol!!!). Enfim, se puder, procure pelo Bula Coffee que dizem ser o melhor.
Tem cerveja? Sim, como dizem uma bandeira e cerveja local são itens essenciais para uma nação. São duas Fiji Gold e Fiji Bitter – ambas lagers, apesar do nome.
O fuso horário de Fiji é de 15 horas à frente do horário de Brasília. Mas entre novembro e janeiro, quando é implementado um horário de verão local, a diferença sobe para 16 horas.
Um ponto importante que você precisa ver se estiver voando a partir de Los Angeles ou qualquer outro ponto de onde se cruze a linha internacional do tempo é que você perde um na ida e ganha outro na volta.
Você meio que chega antes de sair. Kkkk
É muito doido, mas você precisa estar super atento a isso não só para fins de reserva de eventuais conexões, mas também por conta de hotéis e outras reservas que possa ter.
Nem preciso dizer que este é um dos principais vacilos de viagem que se faz numa viagem para Fiji, né?
Pode levar drone para Fiji e voar lá? Sim, e você vai se surpreender com as imagens deste paraíso de cima. Basta ver algumas que publiquei aqui. No post Viajando com Drone, detalho todas a regras tanto para registrar lá (super fácil) como voar sem dor de cabeça.
As tomadas em Fiji são como as da Austrália e Nova Zelândia, ou seja, 3 pinos chatos sendo dois deles inclinados como que formando um triângulo. Assim, para os seus eletrônicos, um adaptador universal é essencial. A voltagem é 220v.
Para aqueles que como eu gostam de dar uma espiada nos Postos de Informações ao Turista, o Fiji Tourist Information tem um site bem bonito, mas peca pela falta de conteúdo e informações básicas. Uma pena! E mais, não tem posto de informações em Nadi, que como dito é a porta de entrada do país para a maioria dos turistas.
Em Fiji, o horário comercial é bastante diferente do nosso – ficamos mal acostumados no Brasil com quase tudo funcionando até tarde ou todos os dias nos grandes centros urbanos. Praticamente tudo fecha aos domingos, principalmente depois do almoço.
Normalmente as lojas e etc funcionam de segunda à sexta das 9h00 às 17h00, e sábados até 13h00.
Dadas as informações e dicas gerais vamos embarcar em uma viagem para o outro lado do mundo rumo à Fiji???
Vem com a gente!
Com pouco mais de 450mil habitantes, Talin não só é a capital da Estônia, como também a…
Se me pedissem para definir Seoul, eu diria que ela é uma cidade situada na improvável…
A Estônia foi a nossa primeira parada nesta viagem pelos países dos Bálticos, uma região da Europa…
Enfim Coreia do Sul!!! Sabe aquele destino de viagem que você mira toda a vez…
Helsinque é um daqueles destinos de viagem que causa uma saudável confusão na cabeça do viajante…
“Ah, tá que você viajou para Essuatini... este país nem existe!”. Não duvidaria ouvir isso de…
This website uses cookies.