Dos três países bálticos, o que eu tinha menos informações prévias antes de pensar em ir para lá era a Letônia. Tudo o que eu sabia de antemão era que tinha sido uma ex república soviética, mais nada.
Pode parecer estranho se jogar num destino de viagem assim sabendo tão pouco. Mas são viajar é sempre meio que um “salto no desconhecido”, não é mesmo?
No fim, me bastou justamente este aspecto de estarmos falando de uma ex-república soviética.
O ponto aqui é que, como você pode imaginar, desde o ensino médio eu sempre fui apaixonado por geografia e história, especialmente nos momentos em que estes dois temas se cruzam.
Sem querer entregar a idade, mas já entregando, eu tinha meus 11 anos quando o Muro de Berlim e a URSS caiu, e para mim, ver os livros de história refletindo algo que já não era mais a realidade que víamos na TV foi um choque.
Lembro até hoje da professora de geografia dizendo que não sabia mais como seria a configuração da Europa nos próximos anos.
Ela não poderia estar mais certa! Tudo mudou e relativamente rápido.
Olhando a história não me recordo de tantas reconfigurações de fronteiras e surgimento de novos países, ou reaparecimento de antigos, quanto naqueles anos 90.
A gente só se dá conta que viveu a história quando olha para trás.
Enquanto tem gente mole que reclama de viver momentos históricos (desculpem o desabafo!) eu me orgulho de ter assistido a história com os meus próprios olhos. Principalmente porque foram momentos de libertação e reconstrução em sua maioria pacíficos.
Hoje, com a distância física e principalmente do tempo, a gente às vezes se esquece que este mundo sem fronteiras, apesar de alguns bocós (para ser educado) quererem voltar atrás, e globalizado nem sempre foi assim ou ainda de como era antes disso.
Alguns países passaram por guerras para chegarem onde estão hoje, vide o que era a Iugoslávia que precisou de um terrível conflito para se tornar o que hoje são Eslovênia; Croácia; Bósnia e Herzegovina; Sérvia; Montenegro; Macedônia do Norte e Kosovo. Isso para ficar em apenas um exemplo.
Eu já devo ter dito aqui nesta série de posts sobre os países bálticos que, por mais que eles tenham uma identidade própria, um fato histórico muito forte os uniu por muitos anos, ou melhor décadas.
Por mais precisamente 50 anos, eles estiveram sob o domínio estrangeiro.
E não pensemos que foi um domínio tranquilo não. Novamente desculpem a franqueza (hoje estou ácido!), mas se você olhar a história destes últimos 50 anos da Letônia (e seus vizinhos) verá uma série de crimes horrendos perpetrados pelos invasores estrangeiros.
Situada no norte da Europa, às margens do Mar Báltico, a Letônia estava no meio da rota comercial norte-sul da Europa e por isso sempre foi cobiçada.
Nos primórdios da sua história ela foi dominada por vikings, alemães que no século XIII fundaram Riga; e suecos no século XVII que trouxeram relativa prosperidade.
Foi neste período que Riga tornou-se um porto comercial riquíssimo da Liga Hanseática, a poderosa rede de comércio marítimo da época.
Já século XVIII, o expansionismo russo mudou o jogo e trouxe o que seria séculos depois a história que muitos de nós conhecemos.
Após a Grande Guerra do Norte, a Letônia foi anexada por Pedro, o Grande, e sob o Império Russo, a região se industrializou rapidamente. Riga se tornou o maior porto do império, e a industrialização trouxe trabalhadores de todo o vasto território russo.
No entanto, ao tentar forcar uma “russificação”, impondo a língua e a cultura russas, acabaram por gerar o efeito contrário: o fomento do orgulho letão.
E foi justamente no caos da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa que os letões firam a oportunidade de se livrar dos russos declarando sua independência em 18 de novembro de 1918.
Mas a alegria dos letões não durou muito porque aí começou o período mais sombrio da história letã que durou nada menos do que 50 anos!
De 1940 a 1991, a Letônia foi ocupada pelos soviéticos e pelos nazistas alemães. O período soviético muito mais longo, acompanhado de deportações em massa para a Sibéria, deixou um impacto muito maior na psique política do país do que o Holocausto e outras atrocidades cometidas pelos nazistas e colaboradores locais.
Tudo começou com o pacto Molotov-Ribbentrop de 1939 que dividiu os países bálticos entre as esferas de influência nazista e soviética. A Letônia foi forçada a aceitar bases militares soviéticas e, em junho de 1940, foi ocupada e anexada à URSS.
Foi aí que os soviéticos iniciaram um regime de terror: nacionalistas, intelectuais e qualquer pessoa considerada inimiga do povo foram presos ou fuzilados. Em menos de um ano, antes mesmo da invasão nazista, cerca de 35 mil letões foram deportados para a Sibéria, onde a morte era uma constante.
Numa única noite, nada menos do que 15 mil letões foram presos e levados de trem para o outro extremo gelado do mundo.
Este caos terminou em 1941 apenas para dar início a outro, quando os nazistas romperam o acordo e tomaram a Letônia.
A libertação pelos nazistas em 1941 foi amarga. Embora alguns vissem os alemães como libertadores, a ocupação nazista foi brutal, resultando no extermínio de cerca de 90% da comunidade judaica letã, assassinada nos guetos de Riga e nas florestas de Rumbula.
Após a derrota alemã, a URSS retomou o controle em 1944. O que se seguiu foi uma implacável sovietização.
Voltaram as deportações, com centenas de milhares de letões enviados ao Gulag (campos de trabalho forçado e extermínio).
A coletivização forçada da agricultura e a nacionalização da indústria destruíram a estrutura social letã. Uma onda de imigração russa foi incentivada para transformar a composição étnica do país: em 1959, a população letã já havia caído para apenas 62%.
A coisa só foi aliviar na segunda metade da década de 80, com a abertura política promovida por Gorbachev (a Glasnost), quando os letões resgataram seus festivais de canto.
Sim, pode parecer estranho, mas foi isso que deu o estopim para que entre 1987 e 1991, milhões de pessoas se reunissem em Riga e outras cidades para cantar hinos patrióticos e canções folclóricas proibidas durante décadas. Isso ficou conhecido, nãos só na Letônia, como nos demais países da região como a Revolução Cantada, um movimento de resistência pacífica que uniu a nação.
Em 4 de maio de 1990, a Letônia declarou a restauração de sua independência. Moscou tentou sufocar o movimento com tropas, mas o espírito letão já não podia ser calado.
Nem preciso dizer que muito por conta do receio de uma nova dominação russa, vide a Ucrânia, os letões logo se aplicaram para não só fazer parte da União Europeia, mas também entrar na Otan, respectivamente em 2014 e 2004.
Hoje, o sentimento anti-Rússia é bastante grande por conta destas feridas do passado e sombras do presente que circundam a Letônia.
A Letônia mostra que a identidade de um povo, quando regada pela cultura e pela vontade de ser livre, mesmo diante de invasores muitas vezes brutais pode sobreviver e seguir a diante.
E como é a Letônia hoje?
O país tem uma população relativamente pequena de apenas 1,9 milhões de habitantes – menos do que muitas cidades brasileiras. E como eu já adiantei, pouco mais da metade destas pessoas moram na capital Riga.
Por isso o restante do território acaba sendo um vazio de lagos e rios. Sim a Letônia tem isso de monte!!!
Esta população tem uma qualidade de vida bastante elevada, com um IDH (índice de desenvolvimento humano) de 0,863 (39º no ranking de 191 países). Comparando com a gente, o Brasil está na 87ª posição. A renda per capita é igualmente invejável: US$ 21.800 e 49ª posição no ranking mundial do FMI.
Pensa comigo, 40 anos atrás eles estavam atrás da “Cortina de Ferro” da URSS!!!
Na Letônia, pouco menos de 1/3 da população não tem religião, os outros 1/3 são cristãos divididos nos percentuais de 36% de luteranos; 19% ortodoxos (influência russa); e 13% católicos.
O regime de governo lá é o parlamentarismo onde existe um presidente que é o chefe de estado e um primeiro ministro que é o chefe de governo. Mais ou menos como é na França, por exemplo.
O idioma local é o letão, que aos nossos ouvidos pouco treinados soa como algo mais parecido com o russo (desculpem queridos letões…). E a escrita tem um monte de acento “fora do lugar” Kkkkkk.
Como sempre ainda que diante de um idioma bem difícil, incentivo você a aprender um pouco do idioma local para fazer uma graça e arrancar sorrisos dos gringos:
Mas e aí? Como faz?
Uma das características da Letônia é o alto nível da educação e alfabetização, e isso inclui o idioma inglês. A maioria das pessoas com menos de 40 anos fala inglês fluente.
Como você verá ao falarmos especificamente de Riga, a Letônia tem a cidade com maior concentração de Art Nouveau do mundo. Nada menos do que 800 edifícios nesse estilo.
Fora da capital, o país é praticamente um deserto demográfico com mais de 12 mil rios e 3 mil lagos, formando um dos maiores reservatórios de água doce da Europa. Cerca de 56% do território é coberto por florestas, ricas em fauna como lobos, linces e cegonhas-negras.
Muito da economia da Letônia gira em torno de serviços de tecnologia, e por isso eles têm uma das internet mais rápidas do mundo.
Lá eles bebem uma bebida típica chamada Bálsamo Negro de Riga, um licor herbal amargo criado no século XVIII, com 24 ingredientes (incluindo absinto, gengibre e mel). Diz-se que a receita original só sobreviveu porque foi escondida durante invasões.
O jeans pode ter feito sua fama nos EUA, mas o seu inventor é letão. Jacob Davis, o alfaiate que inventou as famosas calças jeans com rebites de cobre e patenteou a criação junto com Levi Strauss em 1873, nasceu em Riga com o nome de Jēkabs Jufess.
A bandeira letã (duas faixas vermelho-carmim divididas por uma linha branca) é uma das bandeiras mais antigas do mundo havendo registros que datam de algo como a segunda metade do século XIII. A cor vermelha escura é conhecida internacionalmente como “vermelho letão”.
Mulheres mais altas do mundo são letãs. De acordo com estudos antropométricos globais, as mulheres letãs têm, em média, a maior estatura do mundo, com uma média de altura que ronda os 1,70 m. Pode não parecer muito, mas se você considerar como média…
Preparem para comer e beber bem… O pão de centeio escuro (Rupjmaize) é a base da culinária letã e considerado um símbolo de identidade nacional. Ele acompanha quase todas as refeições e serve até de base para sobremesas e sopas doces. E é claro, sempre tem uma Alus (cerveja) para acompanhar!!!
Para ajuda-los a programar a sua viagem para a Letônia, vamos às questões práticas.
Como a Letônia faz parte da União Europeia e portanto signatária do Pacto de Schengen, conforme apurado junto ao Board de Turismo da Letônia, brasileiros não precisam de visto para ficarem até 90 dias no país a turismo.
Já sobre a questão da validade do passaporte, infelizmente não existem informações claras, então sugiro usar a regra básica de 3 meses antes da data de saída do país.
Entre os países dos Bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) não existem fronteiras físicas, mas há um certo controle de passaporte, ainda que sem carimbo. Ao embarcarmos de Talin para Riga, o motorista do ônibus checou todos os passaportes antes de deixar as pessoas embarcarem. E depois de Riga para Vilnius, no trem, agentes de imigração passaram vendo o passaporte de todo mundo. Então tenha o seu sempre à mão.
Por conta de estar situada no hemisfério Norte, não exigem a comprovação de que você tomou a vacina contra a febre amarela.
Nunca é demais lembrar que mesmo não existindo visto ou tendo requisitos rígidos para a entrada, as autoridades de imigração podem exigir a apresentação da passagem de volta, prova de meios de subsistência durante a viagem, e comprovante de hospedagem. Esteja sempre, para qualquer lugar, preparado com isso.
O Brasil não tem embaixada na Letônia, então todo o atendimento é feito pela embaixada brasileira em Estocolmo, Suécia. Bem estranho uma embaixada tão longe assim absorver a responsabilidade, mas é o que consta no site do Ministério das Relações Exteriores.
Como a Letônia faz parte do espaço Schengen, você precisa apresentar na imigração a comprovação de que contratou um seguro viagem.
Mesmo que não fosse o requisito imigratório, por questões de saúde mesmo, tenha em mente que o mais importante motivo para você contratar um seguro viagem é o fato de que qualquer tratamento no exterior, por mais simples que seja, pode custar mais que a viagem.
Assim, tão longe assim de casa, nem sonharia em embarcar sem um seguro viagem. Nós aqui em casa utilizamos a Real Seguro Viagem, parceira do blog. Vocês podem contratá-la diretamente no banner ao lado.
Mesmo não sendo um destino turístico concorrido, a Letônia tem sim períodos que podemos chamar de alta e baixa temporada.
Os períodos mais concorridos são justamente o verão e o inverno por conta das feiras de Natal. As demais épocas do ano podem ser consideradas como baixa temporada, portanto os preços dos hotéis tendem a ser um pouco mais em conta.
A Letônia está situada numa latitude mais alta, mais perto do extremo norte da Europa.
Com isso, além do ponto do clima que menciono mais abaixo sugiro você levar em conta na escolha da época da sua viagem o fato de que os dias são significativamente mais curtos no inverno e bem mais longos no verão, fazendo com que o dia de viagem renda bastante.
Considerando o acima, entendo que a escolha da melhor época para conhecer a Letônia passa então pela pergunta: Você prefere frio ou calor?
Tenha em mente que no final / começo do ano é inverno lá, e no meio do ano o verão. E pelo que dá para notar das médias abaixo, o verão é bem fraquinho em termos de calor e o inverno pode ser simplesmente congelante.
Mas a maioria dos viajantes, como nós, opta por conhecer apenas a capital Riga durante uma viagem pela Letônia.
Não que não existam outros lugares interessantes lá não. Mas de certa forma Riga representa muito bem o que é a Letônia.
Tanto que a capital concentra nada menos do que 52% da população do país, uma das maiores proporções da Europa.
Optando por conhecer apenas Riga, uns 3 dias bastam para um bom roteiro de viagem e sem correria.
Já se você desejar se aventurar pelo restante do país, saiba que o território da Letônia é relativamente pequeno 64.589km2, algo um pouco maior do que o estado da Paraíba, e por ai você já imagina que dá para conhecer muita coisa em pouco tempo.
Se você consultar serviços como o excelente FlightConnections, notará que não existem voos diretos do Brasil para Riga.
Então para chegar lá você precisa necessariamente fazer conexão em alguma outra cidade europeia se pretender chegar de avião.
O principal aeroporto internacional do país é o de Riga, com conexões para praticamente todas as principais cidades europeias e atendido por muitas empresas low cost inclusive.
Outras duas formas bem comuns de chegar à Letônia é de trem vindo do norte, de Talin na Estônia. Ou ainda do sul, de Vilnius na Lituânia. Para ambos os trechos a viagem de trem leva umas 4hs e custava aproximadamente € 30.
Uma vez lá, o próximo ponto é como se locomover dentro da Letônia.
Nós optamos por conhecer apenas a capital Riga, mas se você desejar se aventurar por outras cidades, saiba que o território da Letônia é bem pequeno para um país como falamos acima.
Então com algumas poucas horas, seja de carro (prefira a Permissão Internacional para Dirigir – PID por conta do idioma) ou de trem, você cruza o território inteiro. Se você optar por alugar um carro, tenha em mente que o custo de estacionamento é algo, coisa acima de € 30 ao dia.
Sem dúvidas!!!
Até mesmo para melhor entender a Letônia, uma visita em conjunto com os demais países bálticos (Estônia e Lituânia) é altamente recomendável. Até porque você poderá notar que eles têm sim suas semelhanças fruto de terem sofrido nas mãos dos invasores estrangeiros, mas também significativas diferenças entre si.
Fora que eles são muito próximos uns dos outros, coisa de 40min. de voo ou 4/4h30 de trem / carro e você terá só ai uma viagem completa que pode ser feita conhecendo três lindos países numa só oportunidade.
E como já disse noutros posts desta série, você ainda pode adicionar neste roteiro de viagem a Finlândia; ou aproveitar que é preciso fazer escala noutra capital europeia e engatar alguns dias por lá.
A Letônia tem o euro como moeda oficial, o que facilita demais a vida do turista. Então nem compensa levar outras moedas, como por exemplo dólares para trocar lá.
Se possível seja virtualmente, seja fisicamente (em espécie) saia já do Brasil com alguns Euros à mão.
Para facilitar as consultas ao câmbio atualizado enquanto em viagem, sugiro instalar um dos muitos apps para celular que fazem este tipo de conversão facilmente. Eu particularmente uso o Conversor de moedas XE que está disponível para iOS e Android.
Recomenda-se sempre ter algum dinheiro trocado, especialmente se você for se aventurar por áreas mais remotas ou cidades menores.
Para os gastos ordinários, hoje tenho usado muito cartões de contas internacionais, como Wise e C6 que, como detalho nos respectivos posts, e penso que apresentam o melhor custo benefício.
Para ambos existe a vantagem de que você pode converter dos reais da sua conta corrente para dólares durante a viagem. Maravilha!!!
Então esta é a alternativa com melhor custo-benefício tanto para compras quanto para saques em ATMs – presentes em tudo quanto é canto na Letônia.
Como uma solução de emergência ainda uso os cartões de débito no exterior.
Nunca é demais lembrar que os ATMs sempre cobram uma pequena taxa por saque, além daquela cobrada pelo emissor do seu cartão. Lá, o valor girou em torno do equivalente a uns R$ 25.
Os cartões de crédito são muito bem aceitos em lojas e restaurantes maiores (hotéis sempre). Não espere que ele seja aceito em lojas menores ou lugares mais remotos, neste caso, ter dinheiro é a solução.
Ah, e não se esqueça sempre de conferir se você o desbloqueou para operações no exterior e vale também conferir o limite de crédito.
Uma coisa que eu nunca tinha visto noutro destino, mas sei que é uma tendência é a não aceitação de dinheiro em espécie. Alguns estabelecimentos, especialmente em Helsinque, trabalham exclusivamente com pagamento por meios eletrônicos.
Quer saber mais sobre meio de pagamento no exterior? Verifique as nossas dicas especiais sobre gastos no exterior.
Os preços na Letônia incluem 25,5% de IVA sobre bens de consumo, 14% sobre produtos alimentícios e 10% para teatro, esportes e eventos similares. Você como estrangeiro pode solicitar o reembolso de impostos para compras não utilizadas que custem mais de € 40. Você pode processar os impostos em algumas lojas, no aeroporto ou eletronicamente.
E por falar em dinheiro, gorjeta não é comum na Letônia, coisa rara no mundo.
Caro e barato sempre digo que é algo relativo porque depende muito do seu orçamento e estilo de viagem.
Então sempre acho melhor comparar com outros destinos, especialmente próximos e semelhantes.
Comparando com outros destinos, seja dentro dos países bálticos ou demais europeus, eu diria para ti que a Letônia é um destino relativamente mais em conta para o bolso do viajante brasileiro.
As coisas são um pouco mais baratas do que por exemplo na Estônia ou na caríssima Finlândia. Talvez um ponto de referência interessante para ter é que os preços são bem parecidos com os que encontramos em Portugal.
Para você ter uma ideia, numa busca no Booking.com, espere encontrar bons hotéis por algo como € 120 a noite.
Normalmente os hotéis oferecem internet wi-fi gratuita, mas nem sempre a qualidade é lá aquelas coisas ou funciona em todas as áreas do hotel, especialmente se você escolher um hotel mais no meio da floresta – algo que você deve fazer!!!
Comprar um chip local me pareceu ser complicado demais, já que o idioma oficial não facilita muito. Roaming do Brasil? Nem pensar, só o custo já assusta.
Para esta viagem, mais uma vez contamos com o chip de celular fornecido pela OMeuChip que funcionou super bem durante toda a viagem. Se você quiser comprar o seu, é só clicar no link acima ou no banner ao lado e aproveitar descontos especiais.
Sim, a sensação de segurança que tivemos na Letônia foi invejável, fruto da educação e qualidade de vida da população local.
Claro que valem aquelas recomendações básicas de não dar mole porque se tem uma coisa que existe em tudo quanto é canto do mundo são os batedores de carteira. Mas violência de mão armada? Esquece!
Pode beber água da torneira? Apesar de todos os indicativos de qualidade e tudo mais positivo que dei aqui neste post, eu não arriscaria. Para mim, água de torneira é coisa para Japão e alguns lugares da Europa – dependendo do estado, nem EUA.
Não que sejam super comuns problemas com comida lá, mas eventualmente você pode ter algum problema com a comida local por conta do tempero.
Fora que pelo simples fato de estar tão diferente, é sempre bom ter uma farmácia de viagem para eventual necessidade.
O horário comercial na Letônia varia entre dias de semana e fins de semana. Cafés: 8h às 19h nos dias de semana, 9h às 20h aos sábados, 10h às 17h aos domingos. Restaurantes: 11h às 21h30. Shoppings: 10h às 20h. Lojas: 10h às 18h de segunda a sexta, 11h às 17h aos sábados e domingos.
A Letônia está num fuso horário de 5hs à frente do horário de Brasília.
Na Letônia não é muito difícil encontrar banheiros públicos não, especialmente nas grandes cidades.
As tomadas na Letônia são como aquelas dos demais países europeus, dois pinos redondos. Assim, para os seus eletrônicos, um adaptador universal é essencial. A voltagem é 220v.
Dadas as informações e dicas gerais vamos embarcar em uma viagem para um dos destinos mais diferentões da Europa???
Bula Fiji!!! Pegue um arquipélago com águas de um azul que parece não ter fim,…
Com pouco mais de 450mil habitantes, Talin não só é a capital da Estônia, como também a…
Se me pedissem para definir Seoul, eu diria que ela é uma cidade situada na improvável…
A Estônia foi a nossa primeira parada nesta viagem pelos países dos Bálticos, uma região da Europa…
Enfim Coreia do Sul!!! Sabe aquele destino de viagem que você mira toda a vez…
Helsinque é um daqueles destinos de viagem que causa uma saudável confusão na cabeça do viajante…
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